Positivo e Gradiente possível negócio pela frente

Publicado por Gandalf às 1/08/2008 09:41:00 PM

Matéria recente da revista Istoé Dinheiro sugere que a Gradiente pode ser alvo de aquisição da Positivo, assim como de outros dois possíveis compradores o Banco Pátria e o GP.

Os dados sobre a Gradiente sugerem a necessidade de um imediato aporte de recursos, apenas entre credores imediatos as dívidas já se aproximam de 300 milhões; vários pedidos de falência já foram solicitados, porém a empresa conta ainda no ano de 2007 com uma receita liquida estimada em 1,3 bilhões.

A marca da empresa e sua estrutura de produção seriam os principais alvos da Positivo, porém a empresa divulgou hoje 08/01/08 fato relevante onde afirmou: "não está em tratativas para aquisicão da Gradiente e nega que tenha interesse nessa aquisição". Os outros citados como possíveis compradores não se manifestaram ainda.

O fato é que a Positivo recém capitalizada pode fazer a compra, e a Gradiente precisa de um comprador ou um grande investidor para não fechar as portas, o acordo com os outros possíveis compradores poderiam indicar um solução temporária para uma futura venda.

As ações ordinárias da Gradiente IGBR3 fecharam valendo R$ 9,00, com desvalorização de 9,09%, enquanto as ações ordinárias do grupo Positivo POSI3 encerraram R$ 37,50, alta de 5,6%.

Gandalf Wizard
Investidor Informado

Link: POSITIVO INF (POSI – NM) - Esclarecimentos sobre notícia
Link: GRADIENTE (IGBR) - Esclarecimentos - Proposta de reestruturacao financeira da Gradiente

Mercado de álcool combustível cresce 40%

Publicado por Gandalf às 1/08/2008 09:26:00 PM

O preço do álcool mais atrativo que o da gasolina e o aumento nas vendas de carros flex-fuel determinaram em 2007 uma comercialização recorde de álcool no Centro-Sul. Foram 16,5 bilhões de litros entre janeiro e dezembro, volume 27% superior ao registrado em 2006 (13 bilhões de litros).

Esse desempenho é ainda maior (40%), quando se considera somente o consumo de álcool hidratado, usado diretamente no veículo. Em 2007, as usinas venderam 10,5 bilhões de litros desse tipo de combustível, ante os 7,5 bilhões de 2006. Para este ano, o potencial é de aumento de venda de álcool em mais 3,4 bilhões de litros, totalizando 20 bilhões de litros no mercado interno.

- Teremos crescimento da produçãos de álcool e também da frota de carros flex. A nossa projeção considera que 70% dos carros bicombustível vão usar álcool - prevê o diretor-técnico da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), Antônio de Pádua Rodrigues. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em 2006 foram vendidos cerca de 1,4 milhão de carros-flex, 78,1% do total. Em 2007, a participação subiu para 85,6%, com a comercialização de cerca de 2 milhões de veículos flex.

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Para analistas, BM&F e Bovespa não conseguirão repassar aumento da CSLL

Publicado por Gandalf às 1/08/2008 07:25:00 AM

As ações ordinárias da Bovespa Holding (BOVH3) e da BM&F (BMEF3) têm forte queda nesta segunda-feira (7). O aumento da alíquota da CSLL (Contribuição sobre o Lucro Líquido) de 9% para 15% é apontado como o causador do movimento de venda.

Para os analistas consultados pela InfoMoney, ao contrário dos bancos, as bolsas não encontrarão espaço para repassar o aumento dos custos. "(...) acreditamos que é difícil para a Bovespa aumentar as taxas para poder sustentar suas margens", avalia Lia Graça, analista do Banif.

"É muito difícil que elas [as bolsas] aumentem as taxas", afirma Januário Hostin Júnior, analista de renda variável da Leme Investimentos. Ele lembra, entretanto, que a elevação da alíquota ainda não é definitiva.

Oportunidade
Para Júnior, a queda dos papéis abre espaço para entrada, não só das bolsas como dos bancos, avalia. "Temos os papéis em carteira e devemos aumentar a exposição nos próximos dias", antecipa.

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Biodiesel - Bom de marketing, ruim de lucro

Publicado por Gandalf às 1/08/2008 06:49:00 AM

O biodiesel, combustível alternativo feito à base de óleos vegetais, foi anunciado como um dos principais programas do governo na área de energia. Ao mesmo tempo que oferece ganhos ambientais por reduzir a poluição e ser renovável, o biocombustível de óleo de mamona, soja ou palma, entre outras matérias-primas, foi apresentado como uma oportunidade para gerar emprego e renda na agricultura familiar. Depois de muito ensaio, chegou a hora da verdade para o biodiesel brasileiro.

Em janeiro, passa a ser obrigatório nos postos de todo o país o B2, o diesel com mistura de 2% do biocombustível. Isso significa que, ao longo de 2008, serão necessários cerca de 840 milhões de litros de biodiesel para abastecer uma frota de 2,3 milhões de caminhões, ônibus e picapes. Mas a aguardada estréia pode ser ofuscada por dois problemas: excesso de capacidade industrial e disparada dos preços dos óleos vegetais.

A cotação do óleo de soja, matéria-prima de 75% da produção brasileira de biodiesel, quase dobrou em dois anos. O resultado é que fazer biodiesel hoje dá prejuízo. Estimuladas por amplos incentivos do governo, muitas empresas investiram no setor. Existem 49 usinas aprovadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com uma capacidade instalada de 2,5 bilhões de litros por ano -- três vezes a cota necessária para suprir o B2 em 2008. Outras 47 fábricas aguardam autorização da agência para ser implantadas. Quando todas as usinas estiverem em operação, a capacidade de produção alcançará 3,8 bilhões de litros por ano. "Houve uma explosão no setor que gerou uma febre de competição e acabou jogando os preços lá embaixo", diz Jorio Dauster, presidente do conselho de administração da Brasil Ecodiesel, a maior empresa do setor, com seis usinas.

O fato é que a conta não fecha. Num leilão promovido pela ANP em novembro, a Petrobras adquiriu 380 milhões de litros de biodiesel pelo preço médio de 1,86 real por litro -- embora o preço de referência fosse 2,40 reais. O valor atingido não cobre sequer o custo de produção, estimado em 2 reais o litro, do biocombustível feito com óleo de soja, considerado a versão mais viável economicamente. Por que as empresas se comprometeram a entregar o produto com prejuízo?

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