Os últimos detalhes para a Supertele

Publicado por Gandalf às 2/04/2008 07:12:00 AM

O que ainda falta para a criação da empresa de telefonia que resultará da compra da Brasil Telecom pela Oi, uma gigante com faturamento de 30 bilhões de reais.

Nenhum negócio foi tão exaustivamente comentado nem tão ansiosamente aguardado no mercado brasileiro quanto a fusão entre as operadoras de telefonia Oi (ex-Telemar) e Brasil Telecom. Há mais de um ano, começaram a vazar informações de que o governo e os controladores das duas empresas discutiam a viabilidade da criação de uma grande empresa nacional de telecomunicações, logo apelidada de supertele. O frenesi em torno da transação atingiu seu ponto máximo no dia 9 de janeiro, quando o site da revista Veja anunciou que o negócio estava prestes a ser concluído e que custaria à Oi 4,8 bilhões de reais. A Oi deve mesmo comprar a Brasil Telecom (BrT) e se transformar na maior companhia de telefonia do país, com faturamento previsto para este ano de aproximadamente 30 bilhões de reais - e a complexa estrutura da transação está muito perto de ser definida.

Os empresários Carlos Jereissati, do grupo La Fonte, e Sérgio Andrade, da Andrade Gutierrez, serão os controladores da nova empresa. Jereissati e Andrade aumentarão suas participações na Oi com a compra dos 20% que a GP Investimentos e o Opportunity, do empresário Daniel Dantas, têm na companhia. A aquisição da parte da GP está acertada e as negociações com Dantas estão em fase final de acerto. Somente essa operação custará cerca de 2 bilhões de dólares e será financiada quase que em sua totalidade pelo BNDES. Junto com a Fundação Atlântico - o fundo de pensão dos funcionários da Oi -, Jereissati e Andrade terão 51% do capital votante da companhia. Reestruturada, a Oi deverá pagar cerca de 8,5 bilhões de reais pela BrT para se tornar a maior empresa de telecomunicações do país. O dinheiro deve sair do caixa da Oi e de captações que a empresa fará no mercado financeiro. Os atuais controladores da BrT - fundos de pensão, Opportunity e Citibank - deverão receber 4,8 bilhões de reais. Aos acionistas minoritários estão reservados cerca de 3,7 bilhões. De acordo com um executivo que participa ativamente das negociações, a compra deve ser anunciada no início de fevereiro. Feito o anúncio, porém, o processo de aquisição trilhará um tortuoso caminho até que seja efetivamente aprovado - e estão justamente aí os entraves que restam.

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EUA sinalizam mudança em tarifa de álcool importado

Publicado por Gandalf às 2/04/2008 07:08:00 AM

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Sam Bodman, sinalizou que o governo americano pode propor mudanças na tarifa de importação de álcool, quando apresentar na próxima semana o Orçamento do governo para o ano que vem.

Ele afirmou que a proposta que será enviada ao Congresso americana na próxima segunda-feira "começará a lidar com a questão" sobre se a tarifa de US$ 0,54 por galão (3,785 litros) de álcool deverá expirar neste ano ou será renovada.

O secretário não confirmou se pedirá ao Congresso para reduzir gradualmente a tarifa de importação ou o subsídio dos produtores, mas sugeriu que a indústria do álcool dos Estados Unidos já é capaz de competir com menos ajuda governamental. "Eu acredito que essa indústria está muito próxima de ficar de pé sem ajuda."

Além de cobrarem uma tarifa na importação do produto de países como o Brasil, feito com cana-de-açúcar, os Estados Unidos dão um subsídio de US$ 0,51 por galão para seus produtores de álcool (a base de milho), que deve valer até 2010.

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China tenta frear oferta da Vale pela Xstrata

Publicado por Gandalf às 2/04/2008 06:16:00 AM

O Banco de Desenvolvimento da China, o maior banco estatal chinês, estuda uma oferta de US$ 27,5 bilhões pela participação de 34,6% da Glencore na mineradora anglo-suíça Xstrata. A informação é do diário inglês Daily Telegraph. Segundo a reportagem, o banco chinês vem negociando em sigilo com a Glencore, uma das maiores tradings de commodities do mundo, com a qual a Vale negocia a oferta pelo controle da mineradora.

O diário inglês lembra que outros interessados também conversam nesse momento com a Glencore, e que o sucesso dessa ofensiva pode significar uma derrota da Vale na tentativa de incorporar a quinta maior mineradora do mundo.

Esse poderá ser o segundo movimento do Banco de Desenvolvimento da China no setor mineral neste momento. Na última sexta-feira, a instituição garantiu o suporte financeiro para que a Aluminum Corporation of China (Chinalco) - em parceria com a americana Alcoa - comprasse 12% das ações da Rio Tinto na Bolsa de Londres (o equivalente a 9% do capital total da mineradora). A aquisição foi interpretada pelo mercado como parte de um plano dos chineses para impedir a formação da maior mineradora do mundo.

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