Nippon Steel concorda com reajuste de 65% do minério de ferro

Publicado por Gandalf às 2/17/2008 08:10:00 PM

A japonesa Nippon Steel concordou com um aumento de 65 por cento no preço que pagará pelo minério de ferro a partir de 1o de abril, informaram fontes da indústria e um site do setor siderúrgico neste domingo.

A expectativa era de que os preços a termo aumentassem 50 por cento ou mais, após os preços no mercado à vista terem alcançado máximas históricas em 2007 e a demanda chinesa não ter mostrado sinais de abatimento.

"Uma siderúrgica internacional concluiu as negociações de 2008 sobre o minério de ferro. O preço do minério de ferro em 2008 aumentará 65 por cento", informou o site Umetal, especializado no setor.

Fontes da indústria disseram que a Nippon Steel concluiu a negociação. Representantes da companhia não foram localizados para comentar. Tradicionalmente, todas as siderúrgicas aceitam o preço que é estabelecido primeiro por qualquer companhia e uma das três principais mineradoras, Vale ou a australiana Rio Tinto e a BHP Billiton.

Um acordo deve ser anunciado esta semana, afirmou Chen Xianwen, vice-diretor-gerente da associação chinesa de mineração. Ele se recusou a comentar o preço ou as partes envolvidas na negociação.

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Boatos: Itambé prepara abertura de capital

Publicado por Gandalf às 2/17/2008 09:15:00 AM

Tratando sobre boatos e especulações do mercado, este artigo fala do interesse na abertura do capital da Itambé.

A CCPR (Cooperativa Central de Produtores Rurais), mais conhecida pela marca Itambé, divulgou faturamento de R$ 1,75 bilhões de reais, no ano de 2007. Resultado de crescimento de 28% no ano passado, bem superior a média do mercado de laticínios no Brasil, o resultado mantém a Itambé como o segundo maior laticínio brasileiro, atrás apenas da Nestlé (DPA).

Os resultados expressivos dos últimos anos colocaram a cooperativa como alvo de vários grupos, resultado de um processo de consolidação no setor de alimentos no Brasil.

Pouco tempo antes da Eleva ser adquirida pela Perdigão, se cogitou que poderia haver uma fusão entre Eleva e Itambé, com a compra o negócio não foi adiante, porém a empresa não saiu do radar de outras grandes com Perdigão e Bertim, especialmente Sadia, que já fez sondagens em diversos ativos do setor.

Nesse contexto a empresa estaria analisando um plano alternativo que lhe permitiria manter-se independente, a abertura de capital. Desde 2001 o mercado cogitou uma abertura de capital para a empresa, porém a crise que se abateu sobre o setor impediu avanços.

No momento os planos para a abertura de capital incluiriam criar uma nova subsidiária, da qual seriam ofertadas até 49% das ações ao mercado, e a listagem da empresa no Novo Mercado da Bovespa.

A abertura de capital poderia ampliar os horizontes da Itambé que têm planos de investir até R$ 100 milhões este ano, principalmente na expansão de fábricas já existentes.

Grande destaque no faturamento desse ano, a exportação de leite em pó, poderia se tornar o grande pilar de crescimento, que hoje representa cerca de 12% do faturamento total da empresa.

Os grandes entraves ao IPO esta nos mesmos problemas que enfrentam o mercado de alimentos como um todo, estilo fechado de administração, e informalidade no relacionamento com parceiros. Porém alguns IPOs recentes mostram que é possível mudar, e é vantajoso, caso do JBS-Friboi e LAEP.

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