Ponto Frio desiste de oferta de ações e de aderir ao Novo Mercado

Publicado por Gandalf às 3/05/2008 10:46:00 PM

Os principais acionistas controladores da Globex Utilidades, empresa controladora da rede de varejo Ponto Frio, informaram hoje que desistiram de realizar a oferta secundária de ações que havia sido anunciada no início de dezembro do ano passado. Segundo comunicado, a decisão foi tomada em decorrência "das atuais condições verificadas nos mercados de valores mobiliários brasileiro e global".

Desta forma, a Globex se junta a um grupo de cerca de 15 empresas que já desistiram de realizar oferta de ações este ano devido à volatilidade nos mercados.

Os acionistas que iriam participar da oferta, mas desistiram são: Keene Investment Corporation S.A. (com fatia de 28,33% no capital total), Phillimore Holdings LLC (20,7%), Linnetsong Investments Ltd. (10,83)%, Gibraltar Fundo de Investimento em Participações (10,51%), Parvest Participação e Administração Ltda. (6,92%), Tamarac Investment LLC e Blue Springs Holdings LLC, sendo que estes dois últimos acionistas não possuem a participação discriminada no site da CVM.

A companhia alegou ainda que, diante desta desistência, "ficará impossibilitado o prosseguimento do processo de listagem das ações de sua emissão no Novo Mercado" da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), "nesse momento".

Valor

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BBVA vende sua fatia do Bradesco por US$ 1,47 bilhão

Publicado por Gandalf às 3/05/2008 06:58:00 PM

O banco espanhol BBVA anunciou nesta quarta-feira a venda de sua participação de 5,01% no Bradesco por cerca de US$ 1,47 bilhão. Os compradores são a Fundação Bradesco e a Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participações, maiores acionistas da entidade.

Segundo o BBVA, esta venda não significa que o Grupo abandonará o Brasil, já que continuará atendendo a seus clientes de bancos corporativos através de uma plataforma própria, com a qual ainda prestará serviço à clientela corporativa de toda a América Latina, Estados Unidos, Europa e Ásia.

Com esta operação, o BBVA usa antes do tempo a opção de venda de sua participação no Bradesco, conforme o acordo de acionistas assinado em 9 de junho de 2003, que lhe dava como prazo junho de 2010.

Esta decisão obedece ao desejo do grupo espanhol de reforçar sua presença no Brasil com uma plataforma própria de negócios globais, perante o crescimento registrado nos últimos cinco anos e o fortalecimento de sua presença no México, Colômbia e Chile, assim como sua maior presença em novos mercados como os Estados Unidos e a Ásia, explica o banco.

A relação comercial do BBVA com o banco brasileiro começou em janeiro de 2003, com um acordo no qual o Bradesco integrou a sua filial BBV Brasil em troca de US$ 632 milhões e 4,4% de seu capital, uma participação que o Grupo ampliou posteriormente para pouco mais de 5%.

EFE

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Lucro do Pão de Açúcar sobe e atinge R$ 210,9 milhões em 2007

Publicado por Gandalf às 3/05/2008 08:32:00 AM

O grupo Pão de Açúcar registrou lucro líquido de R$ 112,7 milhões no quarto trimestre de 2007, um salto de 306,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando despesas extraordinárias e gastos com reestruturação derrubaram o ganho para R$ 27,7 milhões. Em todo o ano de 2007, o lucro líquido atingiu R$ 210,9 milhões, valor 146,6% superior aos R$ 85,52 milhões apurados no acumulado de 2006.

No quarto trimestre, o faturamento bruto do grupo atingiu R$ 5,137 bilhões, com crescimento de 10,6%, e a receita líquida subiu 9,8%, para R$ 4,328 bilhões. No entanto, o desempenho no conceito mesmas lojas - estabelecimentos abertos há pelo menos um ano - o desempenho foi mais fraco: aumento de 1% nas vendas brutas e de 1,4% nas vendas líquidas, comparativamente ao quarto trimestre de 2006. Em comunicado, o Pão de Açúcar diz que esse resultado reflete a revisão da política de promoções, o que elevou preços. Se por um lado a companhia registrou um crescimento modesto nas vendas, o principal objetivo com essa política foi atingido: aumento da rentabilidade , diz o texto.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de amortizações e depreciações, mas, no caso da empresa, após impostos e taxas) apresentou avanço de 42,1% no quarto trimestre, para R$ 325,1 milhões.

No acumulado de 2007, a receita bruta aumentou 7,2%, para R$ 17,642 bilhões, puxada pela venda de produtos alimentícios, e a receita líquida cresceu 7,4%, para R$ 14,902 bilhões. No conceito mesmas lojas, as vendas brutas cresceram 2,8% e as vendas líquidas, 3,4%. Já o Ebitda após impostos e taxas totalizou R$ 1,026 bilhão, 15,7% acima do resultado de 2006.

Valor

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Gerdau quer vender ações para reduzir alavancagem e financiar novos projetos

Publicado por Gandalf às 3/05/2008 08:26:00 AM

A Gerdau S.A. quer usar os recursos que captar com sua oferta pública de ações para reduzir os índices de alavancagem financeira da companhia e também para financiar novos projetos de expansão e aquisições que vierem a ser feitos pelo grupo.

A informação consta da minuta do prospecto preliminar da ofertas pública primária de ações ON e PN da Gerdau S.A., cujo montante total será de aproximadamente R$ 2,8 bilhões.

Já a Metalúrgica Gerdau, principal acionistas da Gerdau S.A., pretende usar os recursos captados no âmbito da oferta pública primária de suas ações para subscrever, com prioridade, as ações que serão emitidas pela Gerdau S.A. na sua colocação. Desta forma, não haverá perda de peso da família no controle da companhia.

Na noite de ontem, o Grupo Gerdau informou ao mercado a intenção de realizar as duas ofertas.

A expectativa é captar R$ 4 bilhões como um todo, sendo que R$ 1,2 bilhão devem ser obtidos com a venda de ações ordinárias e preferenciais da Metalúrgica Gerdau e outros R$ 2,8 bilhões com a venda de papéis ON e PN da Gerdau S.A.. A coordenação da operação será do Itaú BBA.

Em decorrência do anúncio, as ações PN da Gerdau, com o terceiro maior volume negociado do dia, recuavam 6,92% há pouco, para R$ 52,40. Já as preferenciais da Metalúrgica caíam 5,08%, a R$ 72,04.

De acordo com comunicado, a conclusão da operação vai depender das condições dos mercados de capitais nacional e internacional, que serão avaliadas até a concessão do registro.

Ainda não foi divulgado o calendário para os pedidos de reservas, mas os investidores de varejo deverão ficar com um percentual de 10% a 20% da oferta, após a colocação prioritária para os atuais acionistas da companhia. O valor mínimo para investimento será de R$ 3 mil e haverá filtro para barrar aplicadores pessoa física que tiverem vendido ações no primeiro dia após a estréia dos papéis nas últimas ofertas públicas.

De acordo com o comunicado, as ações preferenciais devem ser precificadas de acordo com processo de bookbuilding (com coleta de intenções de investimento) e os papéis ordinários serão vendidos nas mesmas condições.

Valor

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Cesp teve lucro de R$ 178,6 milhões no ano passado

Publicado por Gandalf às 3/05/2008 08:06:00 AM

A Companhia Energética de São Paulo (Cesp), que irá a leilão de privatização pelo governo de São Paulo em 26 de março, registrou lucro líquido de R$ 178,591 milhões em 2007, revertendo o prejuízo de R$ 118,365 milhões apurado em 2006. A receita líquida da empresa cresceu 6,77% no ano passado, somando R$ 2,181 bilhões.

O lucro bruto aumentou 36,67%, para R$ 1,379 bilhão. As despesas financeiras líquidas recuaram 64,66%, para R$ 314,276 milhões. O lucro operacional foi de R$ 706,638 milhões, ante prejuízo operacional de R$ 114,165 milhões no ano anterior.

A empresa contabilizou prejuízo não operacional de R$ 254,654 milhões em 2007, superior ao prejuízo não operacional de R$ 29,266 milhões apurado em 2006.

A empresa encerrou 2007 com R$ 3,811 bilhões em valor total pleiteado por ações administrativas e judiciais de natureza tributária, ambiental, trabalhista, bem como decorrentes de desapropriações. A cifra é 66% maior que a registrada em dezembro de 2006, de R$ 2,291 bilhões.

As pendências judiciais têm sido apontadas como um potencial problema ao comprador da Cesp. De acordo com o balanço da empresa divulgado ontem à noite, a Cesp tinha em 31 de dezembro de 2007 R$ 927 milhões provisionados para as perdas esperadas nas ações, contra R$ 389 milhões um ano antes.

"A administração da companhia, embasada em pareceres de seus assessores legais, entende não haver riscos significativos futuros que não estejam cobertos por provisões suficientes em suas demonstrações financeiras ou que possam resultar em impacto significativo no seu fluxo de caixa", segundo a Cesp. A empresa divulgou redução do endividamento líquido em 2007 em R$ 342 milhões no ano passado, ou 4,6%. A estatal terminou dezembro com cerca de 9,53 bilhões em passivos de curto e longo prazo e com R$ 2,1 bilhões em ativos de curto e longo prazo. A empresa informou ainda, em seu balanço anual, que o endividamento em moeda estrangeira passou de 55% do total no final de 2006 para 36% em dezembro último.

Estado

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