JPMorgan compra Bear Sterns por US$ 2 a ação

Publicado por Gandalf às 3/16/2008 10:00:00 PM

Gandalf Wizard
Investidor Informado

O banco JPMorgan anunciou a compra do banco Bear Sterns, o valor da transação anunciado, considerando o fechamento do dia 14 de março de 2008, é de aproximadamente US$ 2 dólares por ação. A compra será feita através da troca de ações do JPMorgan, na proporção de 0,05473 ações por 1 ação do Bear Sterns. O valor total da transação é de US$ 236 milhões.

A operação conta com as aprovações previas do órgãos de controle de concorrência e do banco central americano (FED), o conselho diretor de ambas as companhias aprovou de forma unânime a operação. Deverá ser submetida ao conselho de acionistas até o final do trimestre.

A operação de compra é apoiada pelo FED com financiamento de US$ 30 bilhões para os ativos menos líquido do Bear Sterns. E o banco JPMorgan garante de forma imediata todos os compromissos atuais do banco Bearn Sterns, com credores e clientes.

O banco JPMorgan afirma confiar na possibilidade de conseguir lucro para seus acionistas, assumindo riscos razoáveis, protegidos pela margem gerada pelo valor de aquisição do banco.

O presidente do banco Bear Sterns, Alan Stearns afirmou que: "The past week has been an incredibly difficult time for Bear Stearns. This transaction represents the best outcome for all of our constituencies based upon the current circumstances,". Em uma tradução livre, ele afirma que a última semana foi extremamente difícil e que a venda para o JPMorgan foi o melhor que poderiam conseguir dentro das atuais circunstâncias.

As ações do banco Bear Sterns eram negociadas US$ 171,50 no início de 2007, e fecharam na sexta feira (14/03/2008) a US$ 30, o desconto em relação ao preço de fechamento é superior a 93%, e de aproximadamente 99% com relação ao topo de 2007.

Atualizado (17/03/2008) Correção de dados.

Link: Anúncio do JPMorgan Chase (em inglês)

Banda larga puxa TV por assinatura, que cresce 13% em 2007

Publicado por Gandalf às 3/16/2008 09:42:00 PM

O acesso à internet de alta velocidade mais uma vez puxou o crescimento da TV paga no país, que chegou a 5,3 milhões de assinantes no final de 2007, com alta de 13% sobre 2006. Uma das estratégias das operadoras para expandir a base de clientes tem sido oferecer um pacote de serviços, que pode incluir também telefone fixo.

Outro fator que alavancou as vendas foi o aumento real na renda da população, principalmente da classe C, onde vem crescendo a penetração da TV paga, segundo Alexandre Annemberg, presidente da ABTA (associação do setor).

Os dados divulgados pela entidade mostram que, de 2006 para 2007, a quantidade de assinantes de banda larga cresceu 47%, para 1,8 milhão de clientes. A expansão contribuiu para um aumento de 22% no faturamento bruto, que fechou o ano em R$ 6,7 bilhões.

A Net Serviços, que detém quase metade dos assinantes de TV paga do país, aumentou em 16% a base de clientes em 2007 e em 65% a de banda larga. Na esteira do "triple play", o Net Fone via Embratel teve expansão de 212%. Ambas as empresas têm como acionista o mexicano Carlos Slim.

Por enquanto, para oferecer pacotes semelhantes, a Sky tem parceria com Oi, Brasil Telecom e TIM, e a TVA, com a Telefônica. No mês passado, a Net lançou uma campanha ofensiva com um "combo popular" que inclui telefone, banda larga e recepção só de emissoras abertas pelo cabo por R$ 39,90, preço similar ao cobrado pela assinatura da telefonia fixa.

O avanço das operadoras no mercado de internet rápida, diz Annemberg, é o que está fazendo as teles se sentirem ameaçadas e de olho nesse nicho.

A Sky, segunda maior empresa de TV paga do país, pediu à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) que recomendasse ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) a rejeição da aquisição da TVA -terceira no ranking- pela Telefônica. O órgão, que já aprovou o negócio do ponto de vista regulatório, ainda não se pronunciou sobre o efeito na concorrência.

"As empresas de TV por assinatura tiveram 15 anos de monopólio sozinhas e em 15 anos conseguiram ter 5 milhões de assinantes", ironiza José Fernandes Pauletti, presidente da Abrafix (Associação Brasileira das Concessionárias de Telefonia Fixa Comutada).

"Não cresceram, não investiram. Agora vamos entrar nesse mercado não pelo mercado em si, mas para fazer uma oferta conjunta de serviços." Para ele, as operadoras de TV paga querem o monopólio para concentrar esforços nos grandes centros. "Só querem ir no filé." As TVs a cabo e com transmissão por rádio estão em 479 dos cerca de 5.500 municípios do país.

Na opinião de Annemberg, as companhias telefônicas poderiam começar a operar nas cidades em que não há TV a cabo, mas, nas demais, seria preciso criar uma regra de transição.

Eduardo Tude, presidente da Teleco, consultoria especializada em telecomunicações, destaca a vantagem financeira para o cliente, que tem desconto ao adquirir dois ou três produtos, mas argumenta que a consolidação dos serviços só vai ser realmente benéfica se os grandes grupos passarem a concorrer nacionalmente, e não apenas continuarem a ter monopólios regionais.

Outra preocupação das TVs por assinatura neste ano é o projeto em discussão na Câmara que cria cotas obrigatórias para a programação nacional, o que, segundo as operadoras, vai encarecer a mensalidade.

Sobre o fim do pagamento mensal pelo ponto extra, quando a manutenção do equipamento não for feita pela operadora, Annemberg reitera que a norma foi mal redigida e nada muda em junho. Questionada, a Anatel confirmou que a cobrança será mesmo proibida. Se isso acontecer, as operadoras também ameaçam aumentar a mensalidade para diluir o custo com todos os assinantes.

Folha

Link: Banda larga puxa TV por assinatura, que cresce 13% em 2007

Trip negocia jatos com a Embraer

Publicado por Gandalf às 3/16/2008 09:24:00 PM

O empresário David Neeleman não deve ser o único a operar jatos regionais da Embraer no Brasil. A Trip, maior empresa regional do País, também está negociando a compra de jatos com a fabricante brasileira, revelam fontes do mercado.

Procurado, o presidente da Trip, José Mário Caprioli, limitou-se a confirmar que a empresa está de fato analisando a incorporação de jatos regionais a sua frota, hoje composta apenas por aviões turboélice. "Estamos realizando uma análise muito profunda e acreditamos que em um horizonte nem tão distante deveremos ter jatos regionais em nossa frota", afirmou o executivo. Ele não quis precisar quando, mas declarou que "a decisão virá logo".

Empresa dos grupos Caprioli e Águia Branca, ambas do setor de transporte rodoviário, a Trip possui uma frota de 18 turboélices. São aviões dos modelos ATR 42 (de 40 lugares), ATR 72 (66 lugares) e Brasília (30 lugares), da Embraer. Apesar de ter apenas 1,05% de participação no mercado doméstico, a Trip está presente em 64 cidades, número superior ao de destinos atendidos pela Gol (50) ou pela TAM (45).

Estado

Link: Trip negocia jatos com a Embraer

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