Repercutindo Nossa Caixa, mercado especula sobre Banrisul e ações sobem

Publicado por Gandalf às 5/24/2008 09:02:00 AM

O desempenho positivo dos papéis do Banrisul (BRSR6), após o assédio de grandes bancos brasileiros sobre a Nossa Caixa, levanta questões a respeito do processo de consolidação do setor financeiro, bem como do papel reservado aos bancos regionais neste processo.

Com o desempenho vigoroso dos papéis do banco estatal paulista na sessão desta sexta-feira (23), o mercado poderia antecipar os novos capítulos sobre fusões e aquisições no setor, premiando os papéis que despontam como potenciais alvos dos grandes atores no Brasil.

Seria este o caso do Banrisul, cujos papéis sobem cerca de 3,5% em um dia pouco favorável para os negócios na bolsa paulista? Em entrevista concedida ao InfoMoney em outubro do ano passado, o diretor de Relações com Investidores do banco, Ricardo Hingel, foi categórico ao negar a possibilidade de uma alienação.

De acordo com Hingel, existe um dispositivo na constituição do estado do Rio Grande do Sul que impede tal operação. À época, as especulações derivavam da aquisição do ABN Amro pelo Santander. Até o fechamento desta notícia, não houve resposta do RI do Banrisul a respeito do tema.

Contudo, as especulações são alimentadas por um fator simples, salientado pelo próprio diretor de RI na referida entrevista, que afirmou tratar-se "de uma indústria que só sobrevive em economias de inflação controlada se tiver escala".

Questiona-se a possibilidade de instituições regionais deste porte sobreviverem no ambiente cada vez mais competitivo do setor financeiro no país. Para efeito de comparação, o Banrisul possui cerca de 3 milhões de correntistas, frente aos mais de 26 milhões do Banco do Brasil.

Infomoney

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Ultrapar obtém investment grade pela Moody’s

Publicado por Gandalf às 5/24/2008 08:25:00 AM

A Ultrapar, empresa com atuação nos setores de distribuição de combustíveis (Ultragaz/Ipiranga), químico (Oxiteno) e de soluções logísticas integradas para granéis especiais (Ultracargo), informa que a agência de classificação de risco Moody's a atribuiu a classificação (rating) Baa3, correspondente ao grau de investimento (investment grade).

De acordo com a Moody's, o rating atribuído à Ultrapar reflete o histórico de uma gestão focada em custos, bem como a posição de liderança da companhia nos três setores de atuação, suportada pelos investimentos contínuos em suas fortes marcas em distribuição de combustíveis e em pesquisa e desenvolvimento para especialidades químicas.

Em separado, a agência de classificação de risco Standard and Poor's (S&P) elevou a perspectiva do seu rating de Ultrapar de 'estável' para 'positiva'.

A obtenção do investment grade ressalta a capacidade de geração de caixa dos negócios em que a Ultrapar atua e sua sólida administração financeira e governança corporativa, reforçando sua estratégia de criação de valor.

InvestNews

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Desaceleração nos EUA já afeta vendas da Embraer no país

Publicado por Gandalf às 5/24/2008 07:53:00 AM

Comercialização de jatos executivos entre os emergentes, porém, compensa queda no mercado americano.

A Embraer admite que a desaceleração da economia americana já está afetando suas vendas para o mercado dos Estados Unidos, pelo menos no setor de jatos executivos. Em compensação, está conseguindo bons resultados nos mercados emergentes, entre eles Rússia e Oriente Médio.

"O que estamos vendo é uma leve queda nos Estados Unidos em termos de compras, ainda que nenhuma encomenda já feita no passado tenha sido cancelada", afirmou Luis Carlos Affonso, vice-presidente da Embraer e responsável pelo setor de jatos executivos.

Nesta segunda-feira, 19, durante a feira de jatos executivos que ocorre todos os anos em Genebra, a Embraer iniciou a venda de dois de seus novos modelos, com valor de US$ 18,4 milhões e US$ 15,2 milhões. As primeiras entregas desses modelos estão previstas para 2012, exigindo investimentos de cerca de US$ 750 milhões.

A empresa não disfarça que parte de sua atenção está mesmo voltada aos mercados emergentes. Só no Oriente Médio, a Embraer fez uma revisão de seus planos e poderá abrir não apenas uma central de atendimento em Dubai, mas também outra em Abu Dhabi.

Os esforços da empresa é de se posicionar para abocanhar parte um mercado que promete movimentar a todos os construtores US$ 201 bilhões até 2015, com vendas de 13 mil jatos executivos em todo o mundo. Um terço dessas vendas ocorreria na Europa e Oriente Médio.

Para competir com as gigantes de todo o mundo, a Embraer tem seis modelos de jatos executivos e cerca de 120 já em operação. Só em 2009, o plano prevê a entrega de até 150 unidades.

Um dos modelos mais requisitados é o Phantom, com 750 ordens de mais de 44 países. O jato está sendo vendido com um preço que varia entre US$ 3 milhões e US$ 6 milhões cada. Hoje, os jatos executivos já representam 16% dos lucros da Embraer.

Nesta segunda, a Embraer ainda anunciou a criação de um programa em que permite que um comprador de um jato possa compensar a poluição gerada pelo avião. Pelo esquema criado pela Embraer, o novo proprietário pode pagar mensalmente um valor à empresa correspondente às toneladas de CO2 que emitiu naquele mês.

O dinheiro será usado pela Embraer para projetos de reflorestamento e conservação no Brasil. A empresa, porém, admite que um tratamento completo das emissões de CO2 dos aviões somente será atingido quando bioquerozenes forem introduzidos no mercado. A esperança da Embraer é de 20% da mistura do combustível dos jatos venham de fontes renováveis até 2015.

Estado

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