Alcoolduto da Petrobras deve entrar em operação em 2009, prevê Gabrielli

Publicado por Gandalf às 5/27/2008 11:10:00 PM

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse hoje (26) que a empresa pretende estar operando o seu primeiro alcoolduto até o final de 2009. O projeto mais avançado é o que liga os municípios de Senador Cañedo (GO) e Paulínia (SP), com 1.150 km de extensão e um custo aproximado de US$ 1 bilhão.

O objetivo é escoar a produção de etanol da região Centro-Oeste, passando pela cidade mineira de Uberaba e as paulistas Ribeirão Preto e Guararema. Dessa última, o duto seguirá para São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, e daí para o terminal de Ilha d'Água, no Rio de Janeiro.

“Estamos fazendo várias etapas desse alcoolduto e acreditamos que as primeiras devem estar em operação no final de 2009”, previu Gabrielli, durante cerimônia de lançamento do Programa de Modernização e Expansão da Frota e de Embarcações de Apoio e da segunda fase do Programa de Modernização da Frota de Petroleiros.

A solenidade foi em Niterói (RJ) e contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

“A Petrobras tem uma posição muito clara de ser um grande player internacional na comercialização e na logística de etanol. Com isso, estamos montando programas de exportação, principalmente para o Japão, criando cadeias de logísticas para levar o produto das áreas novas para os portos, em projetos de dois grandes alcooldutos”, disse Gabrielli.

O projeto, cuja execução ficará sob a responsabilidade da Petrobras, inclui ainda um segundo trecho que ligará a Hidrovia Tietê-Paraná ao Terminal de Paulínia. A iniciativa é baseada em um acordo firmado em fevereiro deste ano entre a estatal brasileira, a empresa japonesa Mitsui e a brasileira Camargo Corrêa, que resultou na criação da empresa PMCC Projetos de Transporte Álcool S.A. que realizará as fases do projeto conceitual e básico do alcoolduto.

De acordo com seu Plano de Negócios, a Petrobras pretende investir até 2012 aproximadamente US$ 700 milhões em projetos e infra-estrutura para exportação de um volume de 4,7 bilhões de litros de etanol.

Entre Guararema e Paulínia, o alcoolduto terá capacidade de escoar até 12 milhões de metros cúbicos de etanol por ano. Desse total, cerca de 4 milhões de metros cúbicos serão escoados pelo Terminal da Ilha d'Água e aproximadamente 8 milhões, pelo de São Sebastião.

Há também um outro projeto de alcoolduto, de 920 quilômetros de extensão, saindo de Campo Grande (MS) até o Porto de Paranaguá (PR). Em março deste ano, o ministro de Minas e Energia, Édison Lobão, anunciou que um grupo de estudos, formado por técnicos da Petrobras e dos estados do Mato Grosso do Sul e do Paraná, ficou encarregado de fazer a análise prévia da viabilidade financeira, o traçado do duto, levantamento dos volumes de produção de álcool na região, o impacto ambiental da obra e o orçamento do empreendimento. O prazo de conclusão do relatório era de 90 dias, o que significa o mês de junho.

Segundo informações da Petrobras, a empresa pretende ampliar sua atuação no negócio etanol, participando da cadeia produtiva nacional para o desenvolvimento de mercados internacionais, com foco em logística e comercialização. Para isso, a companhia participará (de forma minoritária) de associações em novas plantas de etanol para exportação, como forma de obter a garantia do fornecimento do produto.

A companhia também vai priorizar investimentos em pesquisa e desenvolvimento na segunda geração tecnológica de etanol, baseada nos estudos realizados pelo Centro de Pesquisas da Petrobras com a lignocelulose (produção de álcool a partir da celulose).

O Brasil é dono da segunda posição mundial em produção de etanol. São 22 bilhões de litros produzidos anualmente.

Agência Brasil

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OIE restabelece status de livre de aftosa de 10 Estados e do DF

Publicado por Gandalf às 5/27/2008 09:13:00 PM

A Organização Mundial de Saude Animal (OIE) restabeleceu ontem o status sanitário de 10 Estados brasileiros mais o Distrito Federal como livres de febre aftosa com vacinação, porém deixou o Mato Grosso do Sul de fora. Nesse Estado foi registrado foco de febre aftosa em 30 de setembro de 2005. Logo depois o Ministério da Agricultura confirmou focos também no Paraná. Os episódios levaram a OIE a suspender o status sanitário de algumas regiões do país e à interdição da carne brasileira na Europa e em outros mercados.

Ontem, em Paris, na abertura da 76ª Sessão Geral plenária da OIE, o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Inácio Kroetz, reiterava que a decisão só sairia hoje, enquanto a OIE a publicava em seu site. Em nota, o Comitê Científico para Doenças Animais da OIE anunciou que recuperaram o status de livre de aftosa com vacinação Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins, do chamado grupo 1, além de São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Paraná e Distrito Federal, no grupo 2.

Em comunicado do ministério, Kroetz disse que o comitê da OIE solicitou informações adicionais sobre o Mato Grosso do Sul e que parte delas já foi entregue. Segundo ele, "o conjunto dessas informações será avaliado em julho próximo, o que poderá culminar também com o reconhecimento daquele Estado". Por meio de sua assessoria, a secretária de Produção, Indústria e Comércio de Mato Grosso do Sul, Tereza Corrêa da Costa, disse que "as informações complementares vão ser enviadas ao governo federal assim que os procedimentos forem concluídos". Em viagem oficial ao Japão, ela informou que o Estado precisa concluir algumas atividades na zona de alta vigilância, que inclui 14 municípios na fronteira com o Paraguai. Um relatório de atividades implementadas e em execução já havia sido entregue ao ministério.

O efeito da decisão da OIE no curto prazo ainda é incerto, uma vez que fica a cargo dos países definirem de que país vão comprar. A União Européia, por exemplo, impõe hoje restrições à carne brasileira - alegando problemas na rastreabilidade - e a decisão da OIE não deve alterar esse quadro.

Ontem, em São Paulo, o ministro da Agricultura Reinhold Stephanes disse, conforme comunicado de sua pasta, que "a abertura de novos mercados para a carne brasileira deve ser o principal resultado do reconhecimento" da OIE. Admitiu, porém, que o impacto financeiro para as exportações no curto prazo é quase inexistente porque a procura por carne é tão grande que tem sido difícil ampliar as exportações.

Pratini de Moraes, ex-presidente da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Bovina (Abiec), concorda. Ele disse que a decisão é "importante do ponto de vista sanitário, mas não terá grande efeito comercial porque o mercado está aquecido" e (...) "há escassez de carne bovina". Ele espera, porém, que a decisão da OIE leve o Chile a retomar as importações de carne de São Paulo. Segundo Pratini, o Chile argumentava que São Paulo estava com o status suspenso, por isso vetou as compras. A situação mudou.

Em Paris, o secretário de Agricultura de São Paulo, João Sampaio, afirmou que o restabelecimento do status sanitário do Estado ajudará na conquista de novos mercados. Ele irá ao Chile em julho negociar a retomada das vendas.

Beneficiado pela resolução da OIE, o Paraná espera recuperar ainda este ano o volume de exportação anterior à aftosa. Foram 40,7 mil toneladas e cerca de US$ 100 milhões em 2004, número que despencou para 10,4 mil toneladas e US$ 21 milhões em 2007. Para vender 30 mil toneladas a mais nos próximos meses, representantes do governo e do setor produtivo disseram ontem o que pretendem fazer. "Todos seremos marqueteiros", disse o secretário da Agricultura, Valter Bianchini.

Depois de cerca de R$ 600 milhões em prejuízos - de acordo com o Sindicarne -, persiste a dúvida entre integrantes do governo e criadores de que o Paraná tenha registrado de fato aftosa. "Nunca se confirmou por completo, mas não queremos olhar para trás", disse Bianchini. "Foi uma lição sofrida".

Valor

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Crédito total no país atinge 36,1% do PIB, ou R$ 1 trilhão, em abril

Publicado por Gandalf às 5/27/2008 09:06:00 PM

As operações de crédito oferecidas pelo sistema financeiro somaram R$ 1,018 trilhão em abril, o equivalente a 36,1% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o Banco Central nesta terça-feira. O crescimento foi de 2,5% em relação a março, quando o volume total do crédito foi equivalente a 35,8% do PIB ou R$ 993,008 bilhões.

Em 12 meses, o volume de crédito cresceu 30,9%. Levando em conta apenas as operações com recursos livres, cujas taxas são definidas sem a interferência do governo, o volume somou R$ 725,5 bilhões, o equivalente a 25,8% do PIB.

A taxa média de juros cobrada pelos bancos recuou para 37,4% ao ano em abril, frente a 37,6% em março. Esse percentual corresponde à média das taxas cobradas em operações prefixadas, pós-fixadas e flutuantes, com pessoas físicas e jurídicas.

Para pessoa física, os juros tiveram ligeiro recuo, de 0,1 ponto percentual, a 47,7%. A taxa média de juros para pessoa jurídica cedeu 0,3 ponto percentual, para 26,3%.

Tomando-se apenas as operações prefixadas, a taxa média permaneceu em 43,9% em abril.

O spread bancário -diferença entre a taxa de captação dos bancos e a cobrada dos clientes- caiu para 25,0 pontos percentuais, ante 25,4 pontos no mês anterior.

Valor

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OGX, de Eike Batista, anuncia oferta pública de ações

Publicado por Gandalf às 5/27/2008 10:22:00 AM

A OGX Petróleo e Gás Participações, do empresário Eike Batista, fará uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) de 4.945.382 ações ordinárias no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), segundo prospecto preliminar da operação publicado hoje nos jornais. O preço sugerido por ação vai de R$ 883 a R$ 1.131. Assim, a operação pode somar, em média, R$ 4,98 bilhões.

A quantidade de ações da oferta inicial poderá ser acrescida em até 15%, ou 741.807 ações, em opção de lote suplementar concedida pela OGX ao banco Credit Suisse, um dos coordenadores da operação. Há ainda opção para ações adicionais equivalentes a 20% da oferta inicial, ou 989.076 ações. O banco coordenador líder é o UBS Pactual.

Estado

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Bunge anuncia investimentos de R$ 3,2 bi em fertilizantes no Brasil

Publicado por Gandalf às 5/27/2008 10:01:00 AM

A Bunge anunciou nesta segunda-feira investimento total de R$ 3,2 bilhões em quatro novos projetos de expansão da produção de fósforo e de outros produtos no Brasil, utilizados na fabricação de fertilizantes e em nutrição animal e humana.

A previsão é que, com os novos projetos, ocorra redução das importações e o acréscimo de 1,2 milhão de toneladas de fósforo no mercado interno, o que representa 30% da demanda atual.

Segundo o presidente da Bunge Fertilizantes, Mário Barbosa, o destaque é o investimento de R$ 2 bilhões na mina de Salitre, em Patrocínio (MG), por meio da Fosfertil. O projeto deverá entrar em operação em 2011.

Além de Salitre, já está em curso um investimento de R$ 300 milhões para a expansão do complexo industrial da Fosfertil de Uberaba (MG) e das minas de Tapira e Catalão, com término previsto para o início de 2010.

A Bunge também vai abrir uma nova mina de fósforo em Araxá (MG) - o valor desse investimento é de R$ 320 milhões.

Ainda entre os novos projetos está a abertura para exploração de uma jazida de fosfato em Anitápolis (SC), a 100 quilômetros de Florianópolis, por meio da subsidiária IFC (Indústria de Fertilizantes Catarinense), com investimentos previstos de R$ 565 milhões.

Folha

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Rede Energia fará oferta primária e secundária de units

Publicado por Gandalf às 5/27/2008 09:20:00 AM

A Rede Energia, que atua na distribuição, geração e comercialização de energia ns regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte do país, vai a mercado buscar recursos para reduzir seu endividamento e financiar sua expansão.

De acordo com fato relevante postado junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia pretende fazer uma oferta primária e secundária de units (certificado de deposto de ações), cada uma representativa de uma ação ordinária e quatro preferenciais. Os atuais acionistas terão direito de preferência. Para o varejo, o valor mínimo de investimento será de R$ 3 mil.

O montante a ser ofertado assim como a faixa estimativa de preço ainda não foram definidos. A distribuição será coordenada pelo Bradesco Banco de Investimento (BBI) e Credit Suisse.

Em função da oferta, a companhia também pretende aderir ao Nível 2 de Governança Corporativa da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Tal proposição será apreciada durante assembléia agendada para o dia 12 de junho.

O grupo Rede Energia é controlado por Jorge Queiroz de Moraes Júnior, por meio da Empresa de Eletricidade Vale Paranapanema (EEVP) - que detém 58,1% do capital total da companhia aberta, com 79,03% da ações ON e 2,83% da ações PN - e da Denerge - que possui 18,7% da Rede Energia, sendo 19,72% das ON e 15,88% das PN. A Denerge aparece como acionista vendedora no oferta.

O segundo maior acionista é o BNDESPar, com 21,1% do capital total, sendo 76,79% das ações PN.

O grupo, que nasceu com a criação da Empresa Elétrica Bragantina, fechou o primeiro trimestre do ano com prejuízo líquido de R$ 7,8 milhões, resultado menos amargo que a perda de R$ 35,1 milhões registrada em igual período de 2007. No trimestre, a receita líquida cresceu 9,6%, somando R$ 866 milhões.

Com mais de 100 anos de história, a principal atividade da companhia é a distribuição de energia elétrica, que é realizada por meio das controladas Celpa, Cemat, Celtins e Rede Sul/Sudeste . As atividades de geração incluem participações na UHE Lajeado, na UHE Guaporé e na PCH Juruena, que representam uma capacidade total instalada de 1.028,6 Mw. Adicionalmente, através da subsidiária Redecom, a empresa comercializa energia elétrica em todo Brasil.

Valor

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Refinaria Premium da Petrobras terá capacidade para 600 mi b/d

Publicado por Gandalf às 5/27/2008 07:09:00 AM

A Petrobras vai elevar de 500 mil para 600 mil barris diários a capacidade da refinaria Premium, que deverá ser construída no Maranhão, e poderá tirar do papel uma quarta refinaria ainda sem local definido, informou o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

Ele afirmou que depois de descobrir o grande potencial da área pré-sal, uma faixa que se estende da bacia de Santos até o sul do país, a necessidade de elevar a capacidade de refino aumentou e uma quarta refinaria "é provável".

Em apenas uma das áreas do pré-sal, a de Tupi, a perspectiva é de reservas de 5 a 8 bilhões de barris de óleo equivalente, e a área de Carioca também pode atingir vários bilhões de boe, segundo analistas.

"O objetivo não é que o Brasil se torne um grande exportador de petróleo, mas de derivados (que têm maior valor agregado). Temos uma avaliação permanente da produção e o nosso objetivo é processar o máximo possível", disse Costa à Reuters após lançamento do programa de modernização da frota da estatal.

A última refinaria da estatal foi construída em 1980 e uma nova unidade está em fase de construção em Pernambuco, com capacidade para processar 200 mil barris diários a partir de 2011.

Uma outra refinaria está sendo erguida no Rio de Janeiro, com capacidade para transformar 150 mil barris de petróleo pesado brasileiro em insumos petroquímicos. Já a super-refinaria Premium, que deve operar a partir de 2014, será voltada para produção de gasolina e diesel de alta qualidade.

A localização da refinaria Premium gerou polêmica por ter sido anunciada pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que é natural do Maranhão.

Segundo o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, presente ao evento, "os estudos de viabilidade (da refinaria Premium) estão sendo concluídos e até agora indicam que será no Maranhão", afirmou Gabrielli a jornalistas.

Reuters

Link: Refinaria Premium da Petrobras terá capacidade para 600 mi b/d

Redução dos juros básicos ou menos compulsório

Publicado por Gandalf às 5/27/2008 07:08:00 AM

Economistas discutem quais são as saídas para melhorar o acesso ao crédito para empresas e pessoas físicas, gerando mais crescimento.

O Brasil tem hoje uma das piores relações entre o total de crédito e o tamanho de sua economia. Este indicador hoje é de 30,24% do Produto Interno Bruto, contra números bem mais expressivos em outros países. No Chile, chega a 60,85% do PIB e em países desenvolvidos há mais dinheiro emprestado do que a soma de todas as riquezas. Como no Reino Unido, que é de 127,4%, 118% na Alemanha e 110% no Japão.

Sem alavancar o crédito, não há como imaginar melhores condições para o crescimento. Mas qual é o melhor caminho para pavimentar esta mudança? O Balanço Mensal do Jornal do Brasil reuniu cinco especialistas para discutir este tema: Alberto Borges Matias, professor da USP-Ribeirão Preto e fundador da ABM Consulting; Aloísio Pessoa de Araújo, professor do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e da Fundação Getúlio Vargas; André de Melo Mondenesi, professor-pesquisador e doutorando do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro; Moises Spritzer, professor convidado da FGV Management; Roberto Luis Troster, economista-chefe da Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban).

Alguns sugeriram priorizar a redução imediata dos juros básicos da economia, outros pediram mudanças nos chamados compulsórios dos depósitos em bancos (que retiram dinheiro da economia para os cofres do Banco Central) e houve também algum consenso sobre a importância de um arcabouço de mudanças, como a Lei de Falências.

- Está tudo aí. O caminho existe. Basta vontade política de aprovar _ afirmou Aloísio de Araújo, um dos especialistas que mais colaborou para a mudança na Lei das Falências.

O economista-chefe da Febraban, Roberto Troster, defendeu a eliminação completa dos compulsórios e assegurou que os bancos defendem, sim, uma redução de juros. Contestou, porém, várias estatísticas e assegurou que os bancos não estão lucrando mais do que o resto do mercado.

- Há um viés antibanco. Tem empresa que sozinha ganha mais do que todos os bancos juntos. E ninguém reclama.

Segundo Troster, os bancos hoje não têm mais como baixar os juros.

- Se a gente baixar a taxa final de juros em 5%, o banco opera no zero a zero, fora toda receita de serviço. A carteira de crédito é R$ 400 bilhões, tira 5% disso, dá os R$ 20 bilhões, o lucro do sistema como um todo!

O professor André Mondenesi criticou a baixa competitividade dos bancos e citou a rentabilidade elevada. Mas centrou sua apresentação no temor que a economia esteja se reindexando, como nos casos das tarifas de telefone e energia, corrigidas pelos Índices Gerais de Preços da FGV.

- Inflações com causas diferenciadas devem ser combatidas com instrumentos diferentes. Apesar da considerável austeridade monetária, o Banco Central tem sido incapaz de alcançar as metas de inflação. A razão principal é a elevada participação dos preços controlados pelo governo no IPCA, chegando a 30% deste índice.

Polêmico, Mondenesi sugeriu que seja estudada uma renegociação de contratos consentida entre as partes. Outros debatedores contestaram.

Moises Spritzer destacou a importância dos investimentos na área social.

- Penso em saneamento básico, por exemplo. Alerto também que os bancos brasileiros direcionam muito pouco para empréstimos. A maior parte fica mesmo para a aquisição de títulos públicos.

Jornal do Brasil

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