Divergências na política de investimentos levaram Vale a sair do capital da Usiminas, diz Agnelli
Publicado por Gandalf às 5/29/2008 07:28:00 PMO presidente da Vale, Roger Agnelli, afirmou que a decisão da mineradora de vender a participação de 5,89% que possui em ações ordinárias da Usiminas foi fruto de desacordo em relação à política de investimentos da empresa.
Para Agnelli, a Usiminas deveria ser o cavalo brasileiro no crescimento da siderurgia, investindo mais na produção de aço.
Acho que ela, de alguma forma, foi um pouco lenta nesta estratégia. Tanto é que no Brasil falta aço. E a Usiminas poderia, com toda a tranqüilidade, estar suprindo este mercado e não importando aço, frisou Agnelli, que participou hoje da vigésima edição do Fórum Nacional, organizado pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico o Social (BNDES), no Rio.
O executivo revelou ainda que a estratégia da siderúrgica de investir em mineração está em desacordo com a visão da mineradora.
Achamos que ela devia ter sido mais agressiva e mais rápida na implantação de novos projetos e achamos que é erro estratégico desviar o foco do negócio para mineração, sendo que nunca faltou minério para a Usiminas, ressaltou o presidente da Vale.
As ações ordinárias que serão vendidas pela Vale correspondem a 2,9% do capital total da Usiminas. Os demais acionistas da siderúrgica tem direito de preferência na compra, mas segundo Agnelli, este ainda não se manifestaram.
A Vale faz parte do bloco de controle da Usiminas desde novembro de 2006, quando reduziu sua participação no capital ordinário da siderúrgica de 22,9% para 5,89%, o que garantiu a entrada no bloco formado ainda pelo Grupo Nippon, com 24,7% do capital ordinário, Grupo V/C (Votorantim e Camargo Corrêa), com 23,1%, e pela Caixa dos Empregados da Usiminas, com 10,1%.
Valor
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