Infinity Bio-Energy vai a Bovespa em busca de recursos para aquisições

Publicado por Gandalf às 6/09/2008 10:57:00 PM

A Infinity Bio-Energy, que atua na produção de álcool, apresentou novo pedido de registro de companhia aberta junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e também postou registro de oferta primária de Brazilian Depositary Receipts (BDRs - certificados de depósito de ações).

Com sede em Bermudas, a companhia já tem ações negociadas em Londres e agora busca capitalização no mercado brasileiro. Em outubro do ano passado, a empresa já tinha feito pedido de registros para companhia aberta, mas o processo não foi adiante.

De acordo com a minuta do prospecto, os BDR representarão ações ordinárias da empresa, mas a relação de equivalência, assim como a quantidade de papéis que será distribuída ainda não foram definidos. A coordenação está a cargo do Morgan Stanley, Bradesco BBI e Santander.

Os investidores de varejo poderão participar da distribuição. O valor mínimo de investimento será de R$ 3 mil, e, no caso da rateio, serão adotados procedimentos diferenciados, ou seja, o investidores serão dividido entre com prioridade de alocação e sem prioridade de alocação. O direito à prioridade depende de dois fatores, a requisição de tal classificação, e do atestado de bom comportamento, ou seja, será atendido aquele investidor que não tiver flipado (no jargão de mercado, vendido as ações no dia da estréia) em ofertas anteriores.

Ainda de acordo com o prospecto, os recursos levantados junto ao mercado serão destinados ao crescimento da empresa via novas aquisições e projetos de expansão de unidades novas e já existentes.

Fundada em setembro de 2006 por investidores americanos e ingleses, a companhia se apresenta como um grupo que investe e explora fontes de energia renovável e que vem se expandindo com o objetivo de se tornar um dos líderes na produção, distribuição e exportação de álcool combustível. A empresa também gera energia elétrica a partir de biomassa de cana-de-açúcar e produz açúcar.

Com uma política de crescimento via aquisições, atualmente, a Infinity opera seis usinas localizadas nos estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia. Tal base representa uma capacidade instalada de processamento de 9,5 milhões de toneladas de cana por ano, o que já coloca a empresa entre os maiores grupos do setor no Brasil. A moagem esperada na safra de 2008/09 é de 7,4 milhões de toneladas. No exercício social encerrado em 31 de março de 2008, a receita líquida com a venda de álcool foi de R$ 173,9 milhões.

Além da capacidade hoje em operação e dos projetos em fase pré-operacional, investimentos adicionais a serem realizados em algumas de nossas unidades poderão aumentar nossa capacidade de moagem em 2 milhões de toneladas. Ademais, possuímos três projetos Greenfield com capacidade de moagem total esperada de 10,2 milhões de toneladas. Uma vez concluídos nossos investimentos em expansão, esperamos ter uma capacidade total de moagem de 24,7 milhões de toneladas, aponta o prospecto.

No exercício social encerrado em março de 2008, a Infinity registrou prejuízo de R$ 95,01 milhões, contra resultado negativo de R$ 8,84 milhões no ano encerrado em 31 de março de 2007. No comparativo anual, a receita líquida avançou 248,7%, para R$ 263,41 milhões, mas o custo das vendas subiu 264,3%, para R$ 261,73 milhões. A companhia adota padrão contábil IFRS.

Valor

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Ultra compra União Terminais

Publicado por Gandalf às 6/09/2008 08:02:00 PM

O Grupo Ultra anunciou ontem, por meio de sua subsidiária Ultracargo, a compra de 100% do capital social da União Terminais e Armazéns Gerais, pertencente à Unipar (União das Indústrias Petroquímicas). O negócio, de R$ 483 milhões, vai garantir à Ultracargo a liderança isolada no setor de armazenagem de granéis líquidos no País.

Segundo o presidente do Ultra, Pedro Wongtschowski, a aquisição inclui um terminal no Porto de Santos, um no Rio de Janeiro e 50% da participação da União no capital social da Vopak numa unidade em Paranaguá. Juntos esses ativos vão acrescentar 149 mil metros cúbicos (m³) à capacidade de armazenagem da Ultracargo, até então de 353 m³.

A empresa passará a deter 30% da capacidade brasileira, calculada em 1,7 milhão de m³ (o equivalente a toda produção de álcool do Norte e Nordeste do País). A Ultracargo já contava com terminais em Santos (SP), Suape (PE), Aratu (BA), Paulínia (SP) e Montes Claros (MG).

Com a conclusão do negócio, a Unipar abandona o ramo logístico e passa a se concentrar exclusivamente nos investimentos petroquímicos, como a criação da nova empresa em parceria com a Petrobrás.

Até o ano passado, a companhia demonstrava grande interesse pela expansão de sua área logística, inclusive na ampliação do pier da Alemoa, em Santos. Na época, a empresa afirmou que tinha R$ 1 bilhão para investimento no setor.

Há cerca de três meses, porém, esses planos mudaram e a Unipar pôs os ativos logísticos à venda. Wongtschowski afirma que, além do Grupo Ultra, o negócio envolveu outros interessados. "Acreditamos nesse setor por causa do grande potencial de crescimento dos biocombustíveis, do agronegócio, com as operações de fertilizantes, e do comércio exterior como um todo. Por isso ficaremos atentos a novas oportunidades", disse o executivo.

O fechamento do negócio ainda dependerá de autorizações das autoridades portuárias, o que deve ocorrer dentro de 60 dias. O pagamento será feito com recursos próprios ao fim desse prazo e com o cumprimento de todas as condições.

Estado

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Álcool: produção em goiás deve aumentar 78% em 2008

Publicado por Gandalf às 6/09/2008 07:58:00 PM

Goiás abriu ontem mais uma safra recorde de cana-de-açúcar, que passará de 20,8 milhões de toneladas de cana moída em 2007/2008 para 33,1 milhões de toneladas nesta safra. As usinas que operam no Estado devem produzir 2,12 bilhões de litros de álcool este ano, um crescimento de 78% sobre o que foi registrado na última safra, quando foram produzidos 1,19 bilhão de litros de álcool.

Somente a produção de álcool hidratado, que abastece o crescente número de motores flex no Brasil, deve saltar de 728 milhões de litros para 1,31 bilhão de litros, o equivalente a 10,5% da produção da Região Centro Sul, grande produtora do País.

A estimativa da safra 2008/2009 foi divulgada ontem pelo Sindicato das Indústrias de Fabricação de Álcool de Goiás (Sifaeg) e Sindicato das Indústrias de Fabricação de Açúcar (Sifaçúcar), durante a abertura oficial da safra goiana, na Destilaria Serra do Caiapó, inaugurada ontem em Montividiu, no Sudoeste do Estado. "Goiás se consolida entre os principais produtores de álcool do País", destaca o presidente-executivo do Sifaeg/Sifaçúcar, André Luiz Rocha.

Segundo dados do sindicato, Goiás incrementou sua área plantada de cana de 211,7 mil hectares para 339,2 mil hectares. Além disso, a produção goiana de açúcar deve saltar de 942 mil toneladas para 1,47 milhão de toneladas, um crescimento de 56,3%. André Luiz adverte, no entanto, que os números ainda podem sofrer alguma alteração por conta de fatores climáticos.

O presidente do Sifaeg/Sifaçúcar explica que a produção de álcool crescerá bem mais que a de cana, que aumentou 59%, em virtude de um ganho de rendimento das indústrias sucroalcooleiras, causado por fatores como melhores variedades da planta, crescimento da colheita mecanizada e modernização dos novos parques industriais. Com isso, o ATR (teor de açúcar) por tonelada de cana, subirá de 146 na safra 2007/2008 para 156 em 2008/ 2009.

O governador Alcides Rodrigues, que participou da abertura da safra, disse que a expansão da cana representa a diversificação da produção. Ele deu como exemplo o próprio Sudoeste goiano que, além da cana, é grande produtor de soja, milho, algodão, sorgo e girassol As informações partem da Brasil Agro.

Safras

Link: Álcool: produção em goiás deve aumentar 78% em 2008

Produção nacional de grãos deve atingir novo recorde, indica IBGE

Publicado por Gandalf às 6/09/2008 06:01:00 PM

A produção nacional de grãos deve alcançar novo recorde este ano. A estimativa para a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas divulgada hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é de 144,3 milhões de toneladas. O resultado é 8,4% maior do que o obtido em 2007, que foi de 133,1 milhões de toneladas.

A projeção de maio também superou, em 1,2%, a realizada em abril, quando se esperava que o país fechasse o ano com a produção de 142,6 milhões de toneladas de grãos.

De acordo com a quinta estimativa deste ano, 19 dos 25 produtos investigados devem   aumentar a produção na comparação com a do ano passado. Os destaques, segundo o levantamento do IBGE, são cana-de-açúcar (13,5%), feijão segunda safra (32,1%), feijão terceira safra (7,7%), milho primeira safra (10,4%), milho segunda safra (17,2%), soja (3,3%), trigo (26,2%) e café (27%), que pode ter a maior safra da história, se as previsões forem confirmadas.

A safra de feijão, estimada em 3,5 milhões de toneladas, também mereceu destaque já que deve superar a expectativa de consumo interno.

Ainda segundo o IBGE, a área plantada este ano deve ser 3,7% maior do que em 2007, totalizando 47 milhões de hectares. Milho (21,2 milhões de hectares), soja (14,5 milhões de hectares) e arroz (2,9 milhões de hectares) - que, juntos, respondem por 90,3% da produção total de grãos no país - deverão ocupar as maiores áreas entre os produtos investigados.

Segundo o gerente do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), Marcos Andreazzi, apesar da expectativa de bons resultados na safra nacional de grãos, o impacto para o recuo nos preços de produtos que vêm pressionando a inflação no mercado interno, como arroz e trigo, não deve ocorrer em curto prazo.

"O Brasil não é auto-suficiente nesses produtos, então o impacto não será direto. Mas, no longo prazo, o aumento do preço incentiva o produtor a plantar mais. Os insumos também estão caros, mas com o preço melhor do produto ele se capitaliza mais e pode ampliar a área para os anos seguintes", destacou.

O levantamento aponta ainda que a estimativa de produção continua sendo liderada pela Região Sul, com 61,6 milhões de toneladas. Em seguida vêm o Centro-Oeste, com 49,2 milhões; o Sudeste, com 17,1 milhões; o Nordeste, com 12,6 milhões; e o Norte, com 3,8 milhões.

Além da estimativa da safra de grãos, o IBGE divulgou hoje a Pesquisa de Estoques, segundo a qual os maiores estoques registrados em 31 de dezembro de 2007 foram os de milho em grão (4 milhões de toneladas), trigo em grão (3,6 milhões de  toneladas), soja em grão (3,4 milhões de toneladas), arroz em casca (2,3 milhões de toneladas) e café em grão (8,9 milhões de toneladas).

Agência Brasil

Link: Produção nacional de grãos deve atingir novo recorde, indica IBGE

Quanto vale a OGX

Publicado por Gandalf às 6/09/2008 04:31:00 PM

Chega à bolsa nesta semana aquela que pode ser a maior abertura de capital da história do país. A OGX Petróleo e Gás poderá captar R$ 7,5 bilhões, superando operações como Redecard, Bovespa e BM&F. As conversas no mercado financeiro são de que a demanda pelos papéis está forte, o que poderá chancelar o preço máximo sugerido aos investidores, de R$ 1.131. No cenário mais otimista, ela poderá desembarcar no pregão valendo R$ 37,4 bilhões, o que a colocaria entre as 15 maiores da bolsa.

Uma pergunta rondava a cabeça de analistas e investidores: pode a OGX, criada há menos de um ano, valer 8% da Petrobras, maior companhia do país e uma das mais promissoras petrolíferas do mundo por conta dos novos e gigantescos campos descobertos? A estatal transformou-se numa das mais caras companhias do setor quando se compara seus múltiplos aos das rivais. Na sexta-feira, a Petrobras valia R$ 461 bilhões na bolsa.

As discussões nos bastidores da operação em torno do real valor da OGX esquentaram há algumas semanas, levando o banco Merrill Lynch a deixar o grupo de instituições que coordenaria a oferta pública, hoje a cargo de UBS, Credit Suisse e Itaú BBA. O analista de petróleo e gás do banco americano, Frank McGann, simplesmente se recusou a sancionar a avaliação sugerida pelos demais bancos, convencido de que estava inflada. Procurado, McGann disse que não poderia comentar o caso OGX, sob risco de ser demitido se o fizesse. A equipe de investment banking do Merrill Lynch não ficou muito feliz em perder o meganegócio. E, para os bancos que permaneceram, McGann prestou um favor ao adotar uma postura que consideram ultraconservadora nas estimativas.

O fato é que as dúvidas sobre o real valor da OGX persistem porque respondê-las a contento é quase impossível. Como comparar uma empresa tradicional e integrada como Petrobras a outra que, na prática, é ainda um projeto?

A OGX é controlada por um dos mais badalados empresários brasileiros da atualidade: Eike Batista. Uma das razões de sua fama reside justamente no fato de ter vendido a investidores financeiros e, posteriormente, a uma das maiores mineradoras do mundo, a Anglo American, o projeto da mineradora MMX. Tudo a cifras bilionárias. Assim como a MMX não tinha suas reservas comprovadas e não havia extraído grande coisa em minério de ferro, a OGX jamais perfurou um poço de petróleo. Suas reservas de óleo e gás tampouco foram comprovadas. O que há são estimativas.

A OGX se qualifica como a maior empresa independente de petróleo e gás do país. Adquiriu 21 blocos de petróleo, em quatro bacias, na nona rodada de licitações promovida pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) em novembro do ano passado. Desses, vai operar 14 blocos - os demais serão explorados por Maersk e Perenco, suas parceiras. Além disso, a empresa comprou posteriormente 50% de um outro bloco na Bacia de Santos, a mais promissora da atualidade.

Como todos esses blocos ainda não foram devidamente estudados para se averiguar se há ou não óleo e gás nas áreas e quais as reservas de fato, a OGX contratou uma firma internacional especializada, a DeGolyer & MacNaughton, para desenhar um estudo de viabilidade. Usando métodos de cálculo complexos, a DeGolyer apontou que os recursos potenciais da OGX - que não podem ser chamados ainda de reservas - são da ordem de 4,8 bilhões de barris equivalentes de óleo e gás. Esse seria o petróleo e gás que efetivamente poderia ser extraído pelas tecnologias atualmente disponíveis. A Petrobras estima que o megacampo de Tupi tenha entre 5 e 8 bilhões de barris equivalentes de óleo recuperáveis. A companhia só fez esse anúncio depois de ter feito algumas perfurações na área.

A Petrobras tem hoje reservas efetivamente comprovadas de 13,9 bilhões de barris equivalentes de petróleo e gás - sendo 11,7 bilhões só de óleo. É importante frisar que os números das duas companhias não são comparáveis. "Enquanto a Petrobras é ultraconservadora e só anuncia recursos potenciais depois de fazer perfurações, a OGX está fazendo um carnaval em cima de blocos que comprou há menos de seis meses e sequer perfurou", pondera um analista que preferiu não ser identificado. Outro analista diz que a OGX está sendo avaliada como uma companhia que efetivamente produz petróleo, mas ainda está longe disso.

Valor

Link: Quanto vale a OGX

Net afirma que vai buscar alternativas à cobrança de ponto adicional

Publicado por Gandalf às 6/09/2008 02:22:00 PM

A Net, uma das maiores empresas de TV por assinatura do país, comunicou nesta segunda-feira que vai acatar a decisão da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) sobre a cobrança do ponto adicional, mas que vai buscar alternativas para "não impactar sua receita".

Na sexta-feira, a Anatel decidiu suspender, por 60 dias, a taxa de manutenção do ponto de TV por assinatura, alterando os artigos 30, 31 e 32 da resolução de 3 de dezembro de 2007, que determinam a cobrança das taxas de instalação, ativação e manutenção. A agência também informou que colocaria as propostas de redação dos dispositivos alterados em consulta pública.

"É importante também ressaltar que ainda não existe uma decisão final sobre esta questão e que a Net continuará buscando alternativas de modo a respeitar seus clientes e não impactar sua receita", afirmou a diretoria da Net, em comunicado ao mercado divulgado nesta segunda-feira. A empresa não detalhou quais seriam essas possíveis "alternativas".

A ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura) afirmou que os associados acatariam a decisão, mas que já havia ajuizado uma ação cautelar para suspender a medida e permitir a cobrança do ponto adicional.

Folha

Link: Net afirma que vai buscar alternativas à cobrança de ponto adicional

Valor das operações de fusões e aquisições dobra no Brasil

Publicado por Gandalf às 6/09/2008 09:12:00 AM

No mundo, movimento registrou queda de 36,8% nos primeiros cinco meses deste ano. O valor das operações de fusões e aquisições realizadas no Brasil nos primeiros cinco meses deste ano atingiu US$ 46,60 bilhões, mais que o dobro (127,8%) do registrado no mesmo períodode 2008. É o que mostra pesquisa realizada pela Thomson Reuters.

O resultado representou 74% do volume de operações da AméricaLatina, de US$ 62,78 bilhões, e3,8% do total mundial, US$ 1,2 trilhão. O movimento no Brasil foi na contramão do mundial, que apresentou uma redução 36,8% em relação aos primeiros cinco meses de 2007, quando havia atingido US$ 1,9 trilhão.

O Brasil tem fundamentos macroeconômicos para andar com suas próprias pernas e uma desaceleração maior da economia americana não é motivo para o País não andar mais, disse uma fonte ligada a um banco importante prestador de serviços de estruturação de operações de fusões e aquisições.

A expectativa é de que o movimento vai continuar crescendo ao longo do ano e vários são os motivos apontados para fundamentar a previsão. Entre eles, a sofisticação do mercado de capitais, com aumento do numero de empresas com ações negociadas em bolsa de valores. Isso torna mais fácil avaliar os negócios porque as empresas tem seus preços estabelecidos pelo mercado.

Além disso, as ações da empresa passam a valer dinheiro na compra de outra, o que também facilita o negócio. Outro motivo é a necessidade de entregar resultados aos seus acionistas o que obriga a busca por crescimento não orgânico, o que acaba sendo um catalisador de fusões e aquisições, que está levando as empresas se internacionalizarem, conforme a fonte. Esse movimento é forte principalmente nos setores de mineração, siderurgia e carnes.

Nos primeiros cinco meses deste ano houve várias mudanças de posições no ranking dos coordenadores de operações de fusões e aquisições no Brasil. O Credit Suisse assumiu o primeiro lugar no ranking. No mesmo período de 2007, a posição era do Citi. O segundo lugar do ano ficou com o Rothschild. No mesmo período do ano passado, o banco estava na décima segunda posição no ranking. O banco, que é finance advisor exclusivo da BM&F, participou da operação de integração da bolsa com a Bovespa.

Gazeta Mercantil

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Entenda como o petróleo chegou a US$ 138

Publicado por Gandalf às 6/09/2008 09:02:00 AM

Os preços do barril de petróleo, que valiam menos de US$ 2 em 1970, dispararam nos últimos anos, depois de oscilarem durante quase 40 anos, acompanhando os movimentos de altas e baixas do dólar, numa escalada que também resultou num aumento desenfreado do consumo, sobretudo na China e na Índia, e em pressões especulativas.

Segue a cronologia, em dólares, da evolução dos preços da commodity no mercado dos EUA:

1970: o petróleo saudita é fixado a US$ 1,80 o barril, segundo dados do Departamento de Energia dos Estados Unidos.

1974: o preço de compra para as refinarias passa dos US$ 10 o barril, após o primeiro choque do petróleo (Embargo da Opep durante a guerra do Yom Kippur).

1979: o petróleo importado supera os US$ 20, imediatamente após a explosão da Revolução iraniana, que provoca o segundo choque do petróleo.

1980: o petróleo custa às refinarias mais de US$ 30 pela primeira vez e sobe até US$ 39 no início de 1981, em plena guerra Irã-Iraque.

1983: as cotações do petróleo começam no New York Mercantile Exchange (Nymex).

Fim de setembro-começo de outubro de 1990: as cotações atingem rapidamente a cotação de US$ 40, antes da Guerra do Golfo, mas recuam.

Maio de 2004: a cotação passa dos US$ 40 no mercado nova-iorquino.

Setembro de 2004: com o mercado preocupado com o abastecimento, a cotação passa dos US$ 50.

Junho de 2005: o barril passa dos US$ 60.

Finais de agosto de 2005: a cotação chega aos US$ 70, quando o furacão Katrina castiga o Golfo do México.

12 de setembro: o barril de "light sweet" passa dos US$ 80. O mercado está preocupado com a situação das reservas estratégicas americanas.

18 de outubro de 2007: os preços passam dos US$ 90 nas operações eletrônicas.

26 de outubro: o barril passa dos US$ 92 devido às ameaças de intervenção militar turca no Iraque e novas sanções dos EUA contra o Irã.

29 de outubro: a commodity chega a US$ 93 devido à redução temporária da produção mexicana provocada pelo mau tempo.

31 de outubro: os preços chegam a US$ 95 após uma forte queda das reservas americanas e a decisão do Federal Reserve de voltar a reduzir suas taxas de juros.

6 de novembro: o temor de um novo recuo das reservas americanas leva o preço a US$ 97 o barril.

7 de novembro: o barril passa dos US$ 98.

21 de novembro: o petróleo chega aos US$ 99,29 em Nova York.

27 de dezembro: o preço do petróleo recua e fica em torno dos US$ 95, mas volta a subir no fim do mês a mais de US$ 97 após o assassinato da líder da oposição e ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto.

2 de janeiro de 2008: o petróleo chega a US$ 100 o barril.

Março de 2008: depois de uma pausa, o barril volta a subir concomitantemente com a queda do dólar, para alcançar US$ 105 no dia 6 de março, e US$ 111 no dia 13 de março. O cru volta a cair abaixo dos US$ 100 no final do mês.

Abril 2008: animado com a baixa das reservas americanas, a manutenção do status quo por parte da Opep e, sobretudo, com a baixa do dólar, que chega a US$ 1,60 por euro, o barril quebra um recorde por dia: US$ 112 no dia 9 abril, US$ 113 no dia 14 de abril e, finalmente, US$ 115 no dia 16 de abril.

6 de maio de 2008: após uma pausa temporária graças a uma alta do dólar, a cotação do cru retoma sua escalada e supera a barreira dos US$ 120.

21 de maio de 2008: os preços do petróleo superam pela primeira vez a barreira dos US$ 130 dólares em Nova York e Londres, alcançando US$ 133,82 nos Estados Unidos, devido a temores sobre uma possível escassez da oferta num contexto de aumento da demanda e de desvalorização do dólar.

Maio de 2008: depois de uma baixa temporária causada por uma recuperação do dólar, a cotação do petróleo volta a subir por um conjunto de fatores, incluindo novas perturbações na produção na Nigéria. O barril supera os US$ 120 em 5 de maio, os US$ 125 no dia 9 de maio, os US$ 130 no 21 e os US$ 135 no 22.

Junho de 2008: após voltar ao patamar dos US$ 122 conduzidos por um breve movimento de correção, os preços disparam, ganhando US$ 16 em dois dias, após uma crise de desvalorização do dólar. O barril bate um novo recorde em Nova York no dia 6 de junho, sendo negociado a US$ 139,12 durante a sessão. No fechamento ficou em US$ 138,54.

France Press

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