Vale prepara oferta de ações de até US$15 bilhões

Publicado por Gandalf às 6/10/2008 07:56:00 PM

A diretoria da Vale vai propor ao Conselho de Administração da empresa a realização de uma oferta pública primária de ações ordinárias e preferenciais com valor máximo de 15 bilhões de dólares, dinheiro que deverá ser utilizado para impulsionar o crescimento da empresa.

De acordo com comunicado enviado ao mercado, a Vale pretende aplicar os recursos em "fins corporativos gerais" que incluem o financiamento do seu amplo programa de crescimento orgânico, estimado em 59 bilhões de dólares, e também em "aquisições estratégicas e ampliação de flexibilidade financeira".

A companhia salientou no comunicado, no entanto, que não mantém no momento negociações para compra de empresas.

Desde que Roger Agnelli assumiu a presidência da Vale, em 2001, a mineradora fez 14 aquisições incluindo a canadense de níquel Inco, por cerca de 18 bilhões de dólares, em 2006.

Nos últimos dias, informações que circularam pelo mercado e pela mídia especializada indicaram que a companhia estaria novamente em meio a negociações para alguma grande aquisição na área de mineração, que poderia envolver operação de emissão de ações como forma de financiamento parcial.

Desde o final sem acordo das conversas para a compra da Xstrata, em março, analistas colocaram várias opções como eventuais novos alvos para a brasileira, que busca diversificar suas operações, muito concentradas em minério de ferro.

Alguns desses nomes voltaram ao noticiário nesta semana, como a Freeport-McMoRan Copper and Gold, importante produtora de cobre, a Alcoa, gigante do alumínio, e mesmo a Anglo American, uma das maiores mineradoras diversificadas no mundo.

A Vale, a Alcoa e a Freeport disseram que não vão comentar os rumores.

O efeito das especulações sobre as ações da Vale tem sido negativo. Os papéis preferenciais perderam 1,7 por cento na segunda-feira e caíam 3,8 por cento por volta das 14h45 desta terça-feira, enquanto o índice Bovespa caía 2,7 por cento.

"As incertezas aumentaram porque não se sabe o que ela vai fazer com os 15 bilhões que vai captar. A questão de aquisição de ativos não ficou clara", afirmou a analista Cristiane Viana, da Ágora.

"Vamos continuar vendo volatilidade até saber o valor da aquisição, a estratégia que será adotada", disse ela, acrescentando que o potencial da ação continua positivo.

Antonio Ruiz, analista de mineração do BB Banco de Investimentos, elogiou a iniciativa da oferta de ações, apesar de concordar com a permanência da volatilidade por enquanto.

"Essa estratégia de captar via ações é ótimo. O temor era de que ela ficasse muito alavancada e perdesse o grau de investimento", afirmou.

"O board deixou claro para o mercado de que iriam fazer de tudo para que isso não aconteça... O problema é que não se sabe quem a Vale está paquerando, o que pode criar volatilidade para as ações no curto prazo", acrescentou.

Mas há quem veja no movimento da Vale apenas uma operação de reforço financeiro sem ligação imediata com uma aquisição nesse momento.

Um executivo de um banco em Londres, atuando no setor de metais e mineração, disse acreditar que o movimento de lançamento de ações da Vale pode ter sido interpretado erroneamente por pessoas no setor como parte de uma estratégia para comprar alguém.

Ele não descarta uma aquisição, mas acha que isso pode ocorrer em até 12 meses.

Sobre os possíveis alvos, a Freeport é citada como mais adequada.

"Faz sentido. Está em linha com o que a Vale tem dito que quer fazer", disse Charles Bradford, analista do setor de mineração da Bradford Research/Soleil.

A Vale chegou a alinhavar uma linha de financiamento de aproximadamente 50 bilhões de dólares com vários bancos quando tentou comprar a Xstrata, em um negócio que alguns analistas estimaram que poderia atingir até 90 bilhões de dólares.

O valor de mercado da Anglo American é de quase 85 bilhões de dólares. A Alcoa está avaliada em 32 bilhões de dólares e a Freeport em 44 bilhões de dólares, de acordo com dados da Reuters.

Reuters

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Petrobras confirma estudos para refinaria no Ceará

Publicado por Gandalf às 6/10/2008 07:50:00 PM

A Petrobras confirmou a realização de estudos para a construção de uma refinaria no Ceará. Segundo nota oficial da companhia, a decisão foi comunicada hoje ao governo estadual, que participará das análises sobre o empreendimento.

A Petrobras e o governo cearense estudarão os termos de um memorando de entendimentos, a ser firmado no prazo máximo de 120 dias, que estabelecerá as premissas iniciais para a atuação das partes na implementação do empreendimento", diz o comunicado.

A companhia confirmou ainda a capacidade de produção da nova refinaria, que será de 300 mil barris de petróleo por dia. A unidade deve entrar em operação em 2014. Trata-se da quarta grande refinaria em implementação ou estudos pela estatal - a Refinaria Abreu e Lima e o Comperj já estão em fase inicial de obras e a refinaria Premium, com capacidade para 600 mil barris por dia, será instalada no Maranhão.

Na nota, a empresa afirma ainda que transformará uma unidade no Rio Grande do Norte em refinaria para produzir gasolina e melhorar a qualidade de derivados como querosene de aviação, diesel e gás liquefeito de petróleo. O volume de produção não foi informado.

Estado

Link: Petrobras confirma estudos para refinaria no Ceará

Saiba mais sobre a Freeport McMoran, possível alvo da Vale

Publicado por Gandalf às 6/10/2008 05:15:00 PM

Com as especulações de que a Vale pode adquirir a norte-americana Freeport-McMoRan Copper & Gold, cresce a curiosidade de investidores a respeito da empresa-alvo, que registrou lucro de US$ 1,186 bilhão no primeiro trimestre deste ano.

Os principais produtos da companhia são ouro e cobre, com volume de vendas respectivo de 280.000 onças e 911 milhões de libras (medida de peso) registrado durante o primeiro quarto de 2008. A empresa estima que a produção de cobre atinja 4,2 bilhões de libras até o final do ano, enquanto a de ouro chegue a 1,4 milhão de onças.

Sediada em Phoenix, nos EUA, a empresa também é das maiores produtoras de molibdênio, metal aplicado em diversas ligas de aço para endurecê-lo e torná-lo resistente à corrosão.

O volume deste metal produzido durante o trimestre atingiu 20 milhões de libras, volume 10 vezes superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

A produção destes minérios é realizada nos EUA - estados de Arizona, Novo México e Colorado - Chile, Peru e Indonésia, operados majoritariamente pela companhia, com algumas parcerias locais ou de empresas como a japonesa Sumitomo.

Há também um projeto de larga escala sendo desenvolvido na República Democrática do Congo.

Em 2004, a Freeport-McMoran adquiriu 23,9 milhões de ações ordinárias da Rio Tinto, concorrente da Vale no mercado de minério de ferro, por US$ 882 milhões, enquanto, no ano passado, a companhia realizou aquisição da concorrente Phelps Dodge.

Nesta sessão, as ações da empresa são negociadas com alta de aproximadamente 4% em Wall Street, cotadas a US$ 122,91.

Infomoney

Link: Saiba mais sobre a Freeport McMoran, possível alvo da Vale

SLC Agrícola fará nova oferta de ações na Bovespa

Publicado por Gandalf às 6/10/2008 02:10:00 PM

Listada a menos de um ano na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a SLC Agrícola, braço do grupo gaúcho SLC, que também atua nos segmentos de máquinas agrícolas, fará nova oferta primária e secundária de ações.

Por meio de comunicado, a companhia anunciou que entrou com o pedido de registro de oferta na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A faixa estimativa de preço assim como o total de papéis que serão distribuídos ainda não foram apresentados, mas a continuidade da oferta dependerá das condições favoráveis do mercado de capitais nacional e internacional.

Fundada em 1977, a SLC Agrícola é uma dos maiores produtoras agrícolas brasileiras em termos de área cultivada, com aproximadamente 170 mil hectares no ano-safra 2007/2008. O foco de atuação são as culturas de algodão, na qual é a segunda maior do Brasil, soja e milho. As plantações estão espalhadas em nove unidades de produção localizadas em cinco estados brasileiros.

No primeiro trimestre de 2008, a lucro líquido da companhia cresceu 336,4%, totalizando R$ 29,2 milhões. A receita líquida somou R$ 75,818 milhões, com crescimento de 24%.

Por meio da SLC Participações e da Evaux Participações a Família Logemann detém 60,9% da SLC Agro, sendo que os 39,1% restantes estão em poder do mercado. Na nova oferta secundária a SLC Participações reduzirá sua fatia de 36,9% na companhia.

A SLC Agrícola entrou para o Novo Mercado da Bovespa em junho do ano passado com uma oferta primária e secundária que movimentou R$ 490 milhões. Ao todo, foram distribuídas 35.003.125 ações ordinária a R$ 14 cada. O papel fechou da companhia, negociado sob o código SLCE3, fechou a sexta-feira a R$ 33,76.

Valor

Link: SLC Agrícola fará nova oferta de ações na Bovespa

PIB cresce 5,8% no primeiro trimestre de 2008

Publicado por Gandalf às 6/10/2008 11:25:00 AM

O PIB a preços de mercado apresentou elevação de 5,8% no primeiro trimestre de 2008, em relação a igual período de 2007. O Valor Adicionado a preços básicos apresentou um aumento de 5,5% e os Impostos sobre Produtos uma elevação de 8,0%. Na taxa acumulada em quatro trimestres terminados no primeiro trimestre de 2008, o crescimento foi de 5,8%.
O Produto Interno Bruto (PIB) a preços de mercado apresentou crescimento de 0,7% na comparação do primeiro trimestre de 2008 contra o quarto trimestre de 2007, levando-se em consideração a série com ajuste sazonal. Os destaques foram para o setor da Indústria, com crescimento de 1,6%, e Serviços com elevação de 1,0%. Já a Agropecuária apresentou queda de 3,5%.

Ainda na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o crescimento da Despesa de Consumo da Administração Pública foi de 4,5% no primeiro trimestre deste ano, após variação negativa de 0,2% no trimestre anterior. A Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 1,3%, seguida da Despesa de Consumo das Famílias com 0,3%. Já pelo lado da demanda externa, as Exportações de Bens e Serviços apresentaram queda de 5,7%. Por outro lado, as Importações de Bens e Serviços cresceram 0,8%, apresentando o décimo crescimento seguido nessa base de comparação.

O PIB a preços de mercado apresentou elevação de 5,8% no primeiro trimestre de 2008, em relação a igual período de 2007. O Valor Adicionado a preços básicos apresentou um aumento de 5,5% e os Impostos sobre Produtos uma elevação de 8,0%. Dentre os setores que contribuíram para a geração do Valor Adicionado, a Indústria obteve o melhor desempenho com uma taxa positiva de 6,9%, seguida pelos Serviços, com elevação de 5,0%, e Agropecuária com crescimento de 2,4% na comparação com o mesmo trimestre de 2007.

A taxa da Agropecuária pode ser, em grande parte, explicada pelo desempenho de alguns produtos que apresentaram safra relevante no trimestre, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA-IBGE) de maio. Segundo o levantamento, o milho, arroz e soja, por exemplo, apresentaram estimativas de crescimento de produção no ano de 2008 de 11,4%, 8,6%, e 2,6%, respectivamente. Por outro lado, o algodão herbáceo e o fumo registraram estimativas de queda de produção de 3,7% e 1,9%, respectivamente.

Na atividade industrial, o destaque foi a Construção Civil que registrou taxa de crescimento de 8,8%, a maior taxa desde o segundo trimestre de 2004 (10,6%). Em seguida destacam-se a Indústria de Transformação com 7,3% de crescimento; Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana com 5,5% e a Extrativa Mineral com 3,3%.

O setor de Serviços apresentou crescimento de 5,0% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os maiores destaques foram para Intermediação Financeira e Seguros (15,2%); Serviços de Informação (9,5%) e o Comércio (atacadista e varejista) com uma taxa positiva de 7,7%. Os outros subsetores tiveram os seguintes desempenhos: Transporte, Armazenagem e Correio (3,7%); Outros Serviços (2,6%); Serviços Imobiliários e Aluguel (2,1%) e Administração, Saúde e Educação Pública (1,1%).

Dentre os componentes da demanda interna, a Despesa de Consumo das Famílias alcançou a taxa positiva de 6,6%, o décimo oitavo crescimento consecutivo na taxa trimestral em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, favorecida pela elevação da massa salarial real dos trabalhadores e pelo crescimento, em termos nominais, do saldo de operações de crédito do sistema financeiro com recursos livres para as pessoas físicas. Já a Despesa de Consumo da Administração Pública apresentou crescimento de 5,8% no primeiro trimestre de 2008 contra o mesmo período de 2007. A Formação Bruta de Capital Fixo registrou crescimento de 15,2%, explicado, principalmente, pelo aumento da produção e da importação de máquinas e equipamentos. Ainda nesse trimestre, a aceleração do crescimento da Construção Civil foi destaque e contribuiu para o desempenho positivo da Formação Bruta de Capital Fixo.

Pelo lado da demanda externa, as Exportações de Bens e Serviços que vinham com taxas positivas desde o terceiro trimestre de 2006, registraram uma queda de 2,1% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. As Importações de Bens e Serviços também apresentaram mais uma vez elevação nesta comparação, da ordem de 18,9%, o décimo oitavo crescimento seguido desde o quarto trimestre de 2003.

O PIB a preços de mercado acumulado nos quatro trimestres terminados no primeiro trimestre de 2008, apresentou crescimento de 5,8% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Esta taxa resultou da elevação de 5,2% do Valor Adicionado a preços básicos e do aumento de 9,4% nos Impostos sobre Produtos. O resultado do Valor Adicionado neste tipo de comparação decorreu do desempenho positivo dos três setores que o compõem: Indústria (5,7%), Agropecuária (4,9%) e Serviços (4,9%).

Dentre os subsetores da Indústria, as taxas mais altas foram a da Construção Civil com 6,5% e a da Indústria da Transformação com 6,0%. A Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana e a Extrativa Mineral apresentaram os respectivos crescimentos: 5,4% e 2,8%. As maiores elevações nos Serviços foram nos subsetores Intermediação Financeira e Seguros; Serviços de Informação; e Comércio (14,5% , 8,5% e 7,9%, respectivamente).

Na análise da demanda, a Despesa de Consumo das Famílias cresceu 6,7%. A Formação Bruta de Capital Fixo apresentou crescimento de 14,9%, o décimo sexto crescimento seguido. Um dos fatores que possibilitaram este incremento foi o desempenho da Construção Civil, que vem se recuperando desde o terceiro trimestre de 2004, nessa base de comparação e o crescimento da importação de máquinas e equipamentos favorecida pela valorização do Real frente ao Dólar. Por fim, a Despesa de Consumo da Administração Pública atingiu 3,6%.

Já no âmbito do setor externo, as Exportações de Bens e Serviços apresentaram um crescimento de 4,6% e as Importações de Bens e Serviços tiveram elevação de 20,4%.

O Produto Interno Bruto medido a preços de mercado, para o primeiro trimestre de 2008, alcançou R$ 665,5 bilhões, sendo R$ 560,7 bilhões referentes ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 104,8 bilhões aos Impostos sobre Produtos.
No resultado do trimestre, a Necessidade de Financiamento alcançou R$ 21 bilhões contra R$ 0,9 bilhão em 2007, redução explicada, principalmente, pela redução no Saldo Externo de Bens e Serviços no montante de R$ 15 bilhões e aumento de R$ 4,6 bilhões na Renda Líquida de Propriedade Enviada ao Resto do Mundo.

A Renda Nacional Bruta atingiu R$ 647,3 bilhões no primeiro trimestre de 2008 contra R$ 585,2 bilhões no respectivo período de 2007. Nessa mesma base de comparação a Poupança Bruta atingiu R$ 111,8 bilhões contra R$ 102,8 bilhões no mesmo período do ano anterior.


 

IBGE

Link: No primeiro trimestre, PIB alcança R$ 665,5 bilhões e cresce 0,7% em relação ao trimestre anterior

Vale prepara oferta bilionária

Publicado por Gandalf às 6/10/2008 10:11:00 AM

A Vale está se preparando para fazer uma oferta bilionária por uma das maiores mineradoras do mundo. Para se preparar para o negócio, a empresa venderá ações no mercado internacional. Segundo fontes ligadas à empresa, a emissão de ações poderá superar US$ 30 bilhões.

As fontes revelaram que a companhia chegou a cogitar convocar uma reunião extraordinária do Conselho de Administração na semana passada para aprovar logo a captação, que daria fôlego financeiro suficiente para a empresa sair às compras.

Segundo pessoas ligadas à Vale, a empresa tem estudado e sondado informalmente três empresas: a Anglo American, quarta maior mineradora do mundo; a Alcoa, segunda maior fabricante mundial de alumínio; e a Freeport-McMoRan, líder na produção de cobre.

Hoje, as ações da Alcoa subiram 4% na Bolsa de Nova York, com o empurrão dado pelos boatos de uma oferta da Vale. No mercado financeiro, especulou-se também que a empresa poderia participar da oferta que a BHP Billiton, maior mineradora do mundo, está fazendo pela Rio Tinto, a terceira do ranking. Procurada pela reportagem, a Vale informou que não comenta rumores de mercado.

O que é certo é que a Vale está partindo para uma nova tentativa de compra de uma grande mineradora. Há três meses, a empresa desistiu de comprar a Xstrata depois de uma longa negociação. O presidente da Vale, Roger Agnelli, disse a amigos que não desistiu da Xstrata. Mas, até por motivos legais, precisa esperar alguns meses para poder voltar à carga.

A Xstrata seria o alvo ideal por atender o objetivo da Vale de diversificar sua atuação, muito concentrada em minério de ferro. Já a Anglo American, a Alcoa e a Freeport-McMoRan oferecem boas oportunidades, mas também problemas mais complexos a serem resolvidos.

A sul-africana Anglo American é grande demais. Ela produz de minério de ferro a ouro, platina e diamantes. Para comprá-la, a Vale teria de gastar US$ 120 bilhões. Como a Vale não quer elevar muito seu endividamento - para não perder a nota de grau de investimento dada pelas agências de classificação de risco - teria de montar uma gigantesca operação financeira para sustentar o negócio.

Como a Vale está avançando na produção de alumina, matéria-prima para a fabricação do alumínio, a compra da Alcoa poderia fazer sentido para a empresa. No ano passado, a Vale chegou a fazer uma oferta formal pela rival da Alcoa, a Alcan. Mas a compra da Alcoa apresenta uma dificuldade: a produção de alumínio consome muito energia e a Vale teria de garantir um suprimento que está cada vez mais difícil e caro.

Para o mercado financeiro, a compra que faz mais sentido é da Freeport-McMoRan. A Vale já deu sinais que pretende fortalecer sua atuação em cobre e carvão. Maior produtora mundial de cobre, a Freeport-McMoRan está diante de uma encruzilhada. Embora seja lucrativa, não é grande o suficiente para enfrentar os crescentes custos de energia e produção.

"Essa pressão de custos torna difícil desenvolver novos projetos e sustentar a produção em projetos antigos", disse o presidente da empresa Richard Adkerson, em reunião recente com analistas financeiros. A Vale começou a investir recentemente em cobre, com a abertura da mina de Sossego, no Pará. Mas ainda se trata de um negócio pequeno, em uma empresa acostumada a lidar com escalas gigantescas. As ações da Freeport-McMoRan são negociadas no mercado financeiro por US$ 45 bilhões. Se quiser comprá-la, a Vale teria de oferecer um prêmio entre 20% a 30% acima desse valor a seus controladores.

O negócio ainda traz um problema: a principal mina da Freeport fica na Indonésia, onde também estão grandes ativos da Inco, comprada há um ano e meio pela Vale. Poderia haver uma grande concentração de atividades no país.

"O mercado reagiria bem a uma compra ligada ao cobre", diz Rogério Zarpao, analista de mineração da corretora do Unibanco, sem entrar no mérito sobre quem seria o alvo de uma oferta da Vale. Zarpao diz que o preço do cobre foi um dos menos afetados pela recente crise financeira, ao contrário do níquel, principal produto da Inco, que caiu bastante.

Já Felipe Reis, analista da corretora do Santander, diz que vai entrar tanto dinheiro no caixa da Vale nos próximos meses, depois da recente alta do preço do minério, que a empresa deve partir para uma grande aquisição. "Com essa geração de caixa, a Vale tem de fazer uma grande compra no prazo de até 18 meses", diz Reis.

Estado

Link: Vale prepara oferta bilionária

Abyara quer novo sócio para manter ritmo de expansão

Publicado por Gandalf às 6/10/2008 08:10:00 AM

Depois de assinar uma carta de intenções para a venda de sua divisão de corretagem imobiliária para BR Brokers, a Abyara busca agora um novo sócio ou investidor financeiro. A companhia, que recusou recentemente uma oferta da Cyrela para vender sua área de incorporação, quer reforçar o caixa para conseguir construir os cerca de R$ 10 bilhões em novos imóveis que pretende lançar nos próximos três anos. Os acionistas ainda não definiram que parcela da companhia estão dispostos a colocar à venda, mas a expectativa é de que entre 20% e 30% das ações devam ser negociadas. Pelo valor de mercado das ações comercializadas ontem, a Abyara vale R$ 943,8 milhões.

Apesar de ainda não ter concluído a venda de sua divisão de corretagem para a BR Brokers, a Abyara acredita que os valores que serão conseguidos na negociação serão necessários para equalizar os problemas de caixa da empresa para este ano. A estimativa da companhia é colocar no mercado R$ 2,7 bilhões em novos imóveis em 2008, com preço médio por unidade de cerca de R$ 200 mil. No entanto, de acordo com dados do balanço do primeiro trimestre, a disponibilidade em caixa é um pouco superior a R$ 100 milhões. "Todas as companhias ou estão ou vão enfrentar problemas de caixa", diz Celso Minoru, presidente, fundador e um dos principais acionistas da Abyara.

De acordo com ele, depois de equacionado o problema relativo a este ano, a companhia agora quer se adiantar e solucionar os problemas futuros. "Estamos estudando a melhor forma de capitalizar a empresa, o que é essencial para manter nosso crescimento", diz ele. "Estamos dispostos a ter um novo sócio, encontrar um investidor financeiro ou realizar uma nova oferta de ações", afirma, ressaltando que a melhor opção seria a chegada de um investidor sem interesse em mudar a estratégia e o modo de gestão da companhia.

Minoru resistiu às investidas da Cyrela exatamente por isso. Após meses de conversa, que ele garante terem sido informais, o negócio não andou basicamente porque a companhia de Eli Horn desejava mudar o "DNA" da Abyara. "Já conversamos com várias empresas e no setor se conversa o tempo todo, mas ainda não achamos alguém em que o casamento não viesse com um choque cultural", diz ele, que não admite oficialmente ter negociado a venda de parte de sua companhia com a Cyrela.

Hoje o fundo imobiliário do Morgan Stanley é o principal acionista da empresa, com 22,1% dos papéis. Minoru tem 13,9%, assim como seu sócio Arnaldo Curiati. A Realty Consulting Planejamento detém outros 12,3% e o restante das ações está no mercado.

A decisão de buscar um novo parceiro está diretamente ligada ao novo perfil da Abyara. A companhia, que ao longo dos últimos dois anos esteve dividida em duas áreas (vendas e incorporação), passa agora a focar apenas no lançamento de imóveis. "Hoje somos uma incorporadora plena, a empresa mudou", afirma Minoru, que reconhece que a área de vendas da empresa, mesmo sendo uma das maiores do mercado, ficou em segundo plano desde que a Abyara abriu seu capital.

Valor

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