Banco do Brasil recebe autorização final para dar crédito imobiliário pelo SFH

Publicado por Gandalf às 6/15/2008 09:19:00 AM

O Banco do Brasil (BB) recebeu nesta sexta-feira autorização formal do Banco Central para operar linhas de crédito imobiliário dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). A autorização havia sido dada pelo Conselho Monetário Nacional, mas ainda precisava ser regulamentada.

Para o âmbito do SFH, que permite empréstimos com recursos captados na poupança, a taxas mais baixas, o BB pretende destinar R$ 1 bilhão. A previsão é de que os empréstimos possam ser concedidos nas agências já no final deste mês.

Desde o final do ano passado o Banco do Brasil já estava operando empréstimos para casa própria dentro do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), baseado em captações de mercado (e não em poupança). Ao todo, o BB pretende emprestar R$ 2 bilhões em linhas habitacionais este ano.

Valor

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Anheuser negocia com cervejaria do México

Publicado por Gandalf às 6/15/2008 09:18:00 AM

A Anheuser-Busch começou a fazer negociações preliminares com o Grupo Modelo, do México, sobre uma possível combinação das duas cervejarias que pode ajudar a Anheuser a evitar a oferta não solicitada feita pela InBev, de acordo com informações do Wall Street Journal. Nas últimas semanas, a Anheuser abordou Carlos Fernandez, que é presidente-executivo da empresa mexicana e diretor da Anheuser, sobre um acordo, depois que surgiram notícias de que a InBev faria a proposta, segundo fontes ouvidas pelo jornal.

A InBev oficializou sua oferta na quarta-feira, propondo pagar pela fabricante da Budweiser US$ 46,3 bilhões em dinheiro, ou US$ 65 por ação.

A Anheuser-Busch já possui quase 50% das ações do Grupo Modelo e pode impedir a aproximação da InBev se comprar o restante da empresa, já que se tornaria uma companhia maior e mais cara. A Anheuser-Busch e o Grupo Modelo se negaram a comentar o assunto.

Fernandez teria um papel significativo no acordo da Anheuser com o Grupo Modelo, de acordo com uma fonte. Essa pessoa afirmou também que a diretoria da Anheuser acredita que a oferta da InBev é muito baixa. O Grupo Modelo, maior cervejaria do México em vendas, produz a marca Corona Extra e outras cervejas populares.

Não está claro que tipo de acordo as duas companhias discutiram e existem grandes obstáculos para uma união entre elas. O Grupo Modelo perderia sua independência para permitir que a Anheuser mantenha sua autonomia. As duas empresas também teriam de deixar de lado anos de hostilidades e ressentimentos que foram acumulados durante sua parceria, desde o início dos anos 90.

Além disso, mesmo que o Grupo Modelo aceite ser vendido, um acordo com a Anheuser poderia não convencer os acionistas desta última a desistir da venda para a InBev.

Em teleconferência com analistas para detalhar a oferta de compra da Anheuser, a direção da InBev afirmou que a AmBev, subsidiária do grupo no Brasil, terá sua estrutura de capital preservada na operação. A informação tirou a pressão que vinha pesando sobre as ações da empresa brasileira na Bolsa de Valores de São Paulo. O mercado temia que a AmBev emitisse ações e ampliasse seu endividamento caso fosse o veículo escolhido pelo grupo para levar adiante a tentativa de compra da cervejaria americana.

Ao afirmar que "a AmBev não faz parte da transação e não será afetada", o diretor-financeiro da InBev, o brasileiro Felipe Dutra, acalmou investidores. As ações preferenciais da AmBev reagiram imediatamente à declaração do executivo, feita durante teleconferência em Bruxelas e com o pregão na Bolsa paulista já em andamento, pela manhã: chegaram a subir 12,52% na máxima e fecharam com alta de 8,76%.

Embora Dutra não tenha sido claro sobre como ficará estruturado o grupo caso a oferta de compra da Anheuser-Busch seja bem-sucedida, a leitura de analistas é de que os EUA serão uma outra subsidiária abaixo da InBev, como é atualmente a AmBev. "A AmBev não vai ser afetada, então toda a dívida vai ficar com a InBev. Existia um risco implícito de que a AmBev assumisse a dívida", disse o analista Alan Cardoso, da Prosper Corretora.

Estado

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Vale vê "trabalho pesado" para atingir meta em ferro até 2012

Publicado por Gandalf às 6/15/2008 08:30:00 AM

A Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, terá dificuldades para alcançar sua meta de produção da commodity para 2012, estimada em 450 milhões de toneladas por ano, afirmou o diretor de Finanças da empresa a analistas nesta sexta-feira.

A Vale deve produzir 330 milhões de toneladas em 2008, alta de 11,5 por cento ante 2007.

"Nossa meta é de 450 milhões em dezembro de 2012, mas tem sido um trabalho pesado", afirmou o diretor Fábio Barbosa, explicando que há desafios em "todas as frentes", que vão desde o licenciamento ambiental até o aumento de custos dos equipamentos, em função da elevada procura por máquinas.

Ele citou ainda alguns "atrasos" no processo visando o objetivo de longo prazo, mas disse que eles não compremetem a meta, que "desde o início é extremamente desafiadora".

O executivo lembrou ainda que a meta está bastante ligada ao projeto de Serra Sul, no Pará, o maior da Vale atualmente, com previsão de entrar em operação em 2012.

Serra Sul, com investimentos previstos em 10 bilhões de dólares, vai produzir inicialmente de 60 a 70 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

Segundo Barbosa, além do aumento de custos dos equipamentos, em um mercado extremamente demandante por minério, os investimentos ficaram mais elevados com a queda do dólar mundialmente, especialmente com a apreciação do real frente à moeda norte-americana.

Sobre custos, ele acrescentou que "esta é uma área que não devemos esperar grandes vitórias."

"Serra Sul, um projeto greenfield, estamos falando em um custo cinco a seis vezes maior do que era o custo de um projeto similar há cinco anos", declarou ele.

O diretor destacou, no entanto, que a Vale está ampliando sua exposição ao ciclo de alta nos minérios por avaliar que a demanda, especialmente da China, continuará forte.

A implementação dos projetos previstos permitirá um crescimento médio anual da produção da Vale, em todos os produtos, de 10,9 por cento, entre 2008 e 2012, contra 11,6 por cento entre 2003 a 2007. "É um crescimento similar até 2012, só que sobre uma base muito maior."

O diretor da Vale, que já negociou seus contratos de fornecimento de minério de ferro com altas de 65 a 71 por cento para 2008, observou que há uma queda nos valores no mercado "spot" (à vista) na China, em função de um grande acúmulo do produto nos portos chineses, algo que tem se refletido nos fretes mais baixos para transporte da commodity.

"No curto prazo, talvez tenhamos um mercado mais fraco. Por outro lado temos enfrentado problemas de produção... invasões diversas (como as da Via Campesina), a China continua crescendo e qualquer interrupção no transporte causa dificuldade", disse.

A Vale, que se diversificou em 2006 com a compra da canadense Inco, grande produtora de níquel, avalia que a queda pela metade dos preços da commodity, após recordes registrados em 2007, ocorre em função de um aumento da oferta, que respondeu às elevadas cotações.

Mas, na opinião de Barbosa, essa oferta não deve trazer os preços aos patamares mais baixos do passado.

"Acho que houve um ajuste da demanda em função da mudança de patamar de preços, os estoques estão mais elevados... é um conjunto de fatores, mas isso não invalida a tese de que houve uma mudança de patamar de preço a longo prazo."

Da acordo com Barbosa, quando a Vale comprou a Inco o preço de longo prazo estimado pela companhia era de 8 mil dólares por tonelada, contra os atuais 24,7 mil na bolsa de Londres. O recorde, registrado em maio de 2007, foi de 51,8 mil dólares.

Os bons preços do setor, acrescentou Barbosa, também permitem que a Vale sonhe com um projeto de Salobo 2. "Mas diria que é um sonho, não temos definição formal", disse ele ao responder pergunta de um investidor sobre o projeto de cobre.

Um eventual Salobo 3, ele disse se tratar de algo "mais difícil".

A mina de Salobo, no Pará, começa a produzir a partir de 2010, e a previsão é de que a produção atinja 100 mil toneladas anuais.

Sobre a oferta pública primária de ações, anunciada nesta semana, o diretor afirmou que não poderia fazer comentários adicionais, para respeitar a legislação. "Os recursos se destinarão a fins corporativos gerais, mas não posso especificar."

Reuters

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Oi pode ter de renegociar valores com BrT

Publicado por Gandalf às 6/15/2008 07:32:00 AM

A proposta de mudança no PGO (Plano Geral de Outorgas), que será publicada na terça, manteve a incerteza da fusão entre Oi (Telemar) e BrT (Brasil Telecom). Por um lado, a decisão dos conselheiros em permitir que uma operadora de uma região possa comprar outra que atua em área diferente viabilizou a operação. Mas a decisão de obrigar as concessionárias a promoverem a separação entre o Serviço Telefônico Fixo Comutado - a rede de telefonia - e o SCM (Serviço de Comunicação Multimídia) --basicamente, o acesso à banda larga-- emperrou de novo as negociações entre Oi e BrT.

Na semana passada, o presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, afirmou que, caso a separação saísse do papel, a fusão ficaria inviabilizada. Isso porque a nova situação cria um complicador. A Oi terá de renegociar os valores pagos aos acionistas da BrT porque, com a divisão das empresas, o valor de cada uma das empresas sofre redução com a separação dos ativos. "Resolveram um problema [permitindo a fusão], mas criaram outro [a separação dos ativos]", diz Eduardo Tude, presidente da Teleco, consultoria de telecomunicações.

Pelo texto aprovado ontem, negociado entre os conselheiros para dar início ao processo de fusão da BrT e da Oi, a separação é necessária porque os serviços de telefonia fixa são concessão e fazem parte de um regime público de outorga.

Os serviços de comunicação multimída são classificados como regime privado e as empresas atuam como autorizadas, e não como concessionárias.

Outra medida relevante proposta é que, ao determinar que haja a separação das empresas, a Anatel também reforçou que uma concessionária que adquirir outra terá que cumprir metas de infra-estrutura de universalização do acesso à banda larga, ainda que esteja impedida de explorar comercialmente os serviços de comunicação multimídia.

Ao determinar a separação entre as empresas, a alegação dos conselheiros da Anatel foi a de que a empresa que detém uma concessão de telefonia fixa detém também a infra-estrutura de transmissão da banda larga e que permitir que essas empresas atuassem de forma consolidada representaria concentração de mercado.

Também representaria riscos para a concorrência e atuação das médias e pequenas empresas no crescente uso da internet entre a população.

Essa proposta da Anatel, que não agradou ao governo Lula nem às empresas do setor, será submetida a consulta pública pelo prazo de 30 dias. Depois desse prazo, a Anatel terá de aprovar o texto final, que será enviado ao governo. Cabe ao presidente Lula baixar um decreto mudando o PGO. Ele pode ou não seguir as recomendações da agência reguladora.

O Ministério das Comunicações espera alterar a proposta na fase de discussão pública do texto e alega que há uma tendência mundial de convergência digital e de incorporação de empresas no setor.

As condições dessa nova forma de atuação farão parte de regras específicas que serão elaboradas pela Anatel no prazo de até 180 dias após a publicação do decreto com a versão atualizada do PGO.

Outro ponto importante na proposta de revisão da Anatel para a lei das concessões é que uma concessionária ao adquirir outra concessionária está impedida de comprar uma terceira. Por outro lado, ao passar a atuar em uma segunda área de concessão (no país o total são quatro áreas de concessão), a concessionária de telefonia fixa terá que ter atuação nacional.

Ou seja, como concessionária poderá atuar em até duas regiões, mas terá que atuar como autorizada nas duas regiões de concessão restantes. Ao estabelecer esses limites, a Anatel alega que está estimulando a competição.

Fernando Freitas, diretor de relações institucionais da Telefônica, acredita que a decisão da Anatel contraria a sua própria proposta de estimular a convergência entre voz, dados, vídeo e acesso à internet. "Ela [a proposta] dificulta a oferta de produtos combinados, como pacotes que reúnem voz, vídeo e acesso à banda larga," diz.

Para Freitas, a venda de pacotes combinados, por exemplo, ficará mais complicada porque a Telefônica teria (caso as medidas sejam aprovadas) de montar uma nova estrutura para as empresas do SCM e isso, inevitavelmente, acarretará aumento de tarifas.

No Reino Unido, onde esse processo também ocorreu, a BT (British Telecom) teve de separar suas operações (telefonia e banda larga) e o resultado é que ela está dando mais lucro. "Sua rede estava ociosa", diz Luiz Cuza, presidente da Telcomp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas). "Hoje existem cerca de 30 outras operadoras pagando à BT pelo uso de sua rede." Ainda segundo ele, sem o compartilhamento das redes, o preço da tarifa só tende a crescer. "Em 2000, a assinatura básica no Brasil era R$ 19,77. Hoje, ela saltou para R$ 41", diz.

Folha

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