Citibank compra corretora Intra

Publicado por Gandalf às 6/18/2008 09:56:00 PM

Depois de meses de negociação, as partes entraram em acordo e o banco americano comprou uma das maiores corretoras do País.

A Intra é a segunda maior corretora do Brasil no segmento de home broker.

Recentemente, o Bradesco anunciou a compra da corretora Ágora.

A operação de compra Citi / Intra ainda está sujeita à aprovação das autoridades financeiras.

IG

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Exportações brasileiras de frango aumentam em 2008

Publicado por Gandalf às 6/18/2008 06:52:00 PM

O volume de exportações brasileiras de carne de frango subiu 18% nos primeiros cinco meses de 2008 e o faturamento aumentou 56%, para US$ 2,7 bilhões, informaram hoje empresários do setor.

Segundo os dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango (Abef), em comparação com os primeiros cinco meses de 2007 as vendas dos cortes avícolas foram impulsionadas por melhores preços internacionais e pela conquista de novos mercados na América do Sul, Ásia e Europa.

Entre janeiro e maio as exportações somaram 1,5 milhão de toneladas.

Em maio, o volume de exportações foi de 361 mil toneladas, 31% a mais que no mesmo mês de 2007, enquanto a receita cambial atingiu US$ 685 milhões, 69% superior a obtida no mesmo mês do ano passado.

"Apesar dos resultados no mercado externo, a rentabilidade do setor vem sendo progressivamente reduzida nos últimos meses", afirma a Abef em um relatório mensal.

A forte valorização do real frente ao dólar, o aumento acentuado dos principais insumos, como o milho, prejudicaram essa rentabilidade, explicou o grupo empresarial, que pediu isenções tributárias para a compra dos grãos usados em alimentos concentrados das aves.

A produção total de frango do Brasil chegou a 4,4 milhões de toneladas entre janeiro e maio, das quais 2,9 milhões foram destinadas ao mercado interno.

O consumo anual per capita de frango no Brasil atingiu 38 quilos por ano, o que representa um aumento de 2,5% em relação aos dados recolhidos em maio de 2007.

O Brasil exporta frangos inteiros ou em cortes, congelados, industrializados ou salgados.

Seu principal mercado é a União Européia, que comprou 233 mil toneladas, com aumento de 4% comparado com os primeiros cinco meses de 2007 e um faturamento que cresceu 33%, para US$ 628 milhões.

As vendas para a América do Sul aumentaram em 80% em volume , para 112 mil toneladas e a receita cambial foi de 145%, para US$ 178 milhões.

Os maiores volumes foram enviados ao Oriente Médio, com 469 mil toneladas e aumento de 18%, o que representa um faturamento de US$ 802 milhões.

EFE

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Balança do petróleo tem déficit de US$ 2,75 bi no quadrimestre

Publicado por Gandalf às 6/18/2008 04:37:00 PM

O Brasil registrou um déficit na balança comercial de petróleo e derivados de US$ 2,75 bilhões no primeiro quadrimestre do ano, resultado da diferença entre importações de US$ 7,48 bilhões e exportações de US$ 4,72 bilhões, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). O saldo negativo obtido nos primeiros quatro meses de 2008 representa um forte acréscimo de 627% sobre os US$ 378 milhões verificados em igual período do ano passado.

O déficit também já supera o valor negativo verificado em todo o ano de 2007, quando a balança do setor fechou com um saldo de –US$ 2,33 bilhões.

"No acumulado dos últimos 12 meses, entre abril de 2007 e abril de 2008, o déficit já ultrapassa os US$ 10 bilhões", afirma Adriano Pires, diretor da consultoria Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE), que aponta um conjunto de fatores para explicar o rombo na balança do setor. "O primeiro deles é o forte crescimento econômico brasileiro, que vem alavancando o setor de transporte e, consequentemente, a demanda por diesel", afirma o analista. O problema é que as refinarias do Brasil não têm capacidade suficiente produzir todo o diesel consumido pela frota de caminhões em circulação, o que obriga o País a importar grande parte do combustível. Entre janeiro e abril, as importações brasileiras de derivados alcançaram US$ 3,2 bilhões, o dobro do valor computado pela ANP entre janeiro e abril de 2007 (US$ 1,6 bilhão).

Outro motivo apontado pelo diretor do CBIE para o avanço do déficit da balança é "o baixo aumento da produção brasileira de petróleo, que vem patinando desde 2006. "Desde que a Petrobras anunciou a auto-suficiência, há três anos, a produção vem registrando crescimento pífio", diz o analista.

Segundo dados do analista de energia Humberto Viana Guimarães, a produção nacional de petróleo cresceu somente 2,16% nos primeiros quatro meses do ano, em comparação ao mesmo intervalo do ano passado. Com a baixa produção de petróleo, o Brasil reduziu em 59% suas exportações de petróleo no primeiro quadrimestre, para uma média diária de 179,7 mil barris, ante a média de 434,4 mil barris/dia verificada entre janeiro e abril do ano passado. "Do jeito que vai, tudo indica que o déficit da balança de petróleo e derivado passará dos US$ 8 bilhões até o final de 2008", prevê Guimarães.

A explosão do preço internacional do petróleo também está na lista dos responsáveis pelo resultado ruim da balança comercial do setor deste ano. Em 12 meses, as cotações do barril negociado na bolsa de Nova York praticamente dobraram (ver matéria ao lado), superando os US$ 130. Até janeiro, o Brasil gastou US$ 4,3 bilhões com importações de petróleo bruto, valor 34% sobre os US$ 3,2 bilhões computados no primeiro quadrimestre do ano passado, segundo a ANP.

"Apesar de a Petrobras ter anunciado, em 2006, a independência na produção, o País continua tendo de importar petróleo", afirma Guimarães. A busca pelo petróleo no exterior deve-se, diz o consultor de energia, à falta de refinarias no Brasil capazes de processar todo o óleo pesado (tipo predominando no País) extraído dos poços brasileiros. "Faz 30 anos que a última refinaria foi inaugurada no Brasil", afirma.

Teoricamente, as refinarias da Petrobras têm capacidade para processar 1,986 milhão de barris diários, para um consumo de 1,761 milhão barris/dia (média diária de refino de petróleo nacional e importado no primeiro quadrimestre). Porém, na prática, nem todo o óleo extraído do solo brasileiro pode ser transformado em derivados, já que o parque de refino do País, erguido a partir da década de 70, foi concebido para processar o petróleo leve, produto de melhor qualidade, de maior valor agregado e que na época da construção das refinarias era largamente importado do Oriente Médio.

Com isso, a carência de tecnologia adequada para produzir todo o óleo nacional faz o Brasil ainda gastar bilhões de dólares com a compra de petróleo leve e derivados mesmo tendo alcançado a auto-suficiência produtiva. Por sua vez, a Petrobras é obrigada a despejar o excedente de óleo pesado - entre 200 mil e 400 mil barris por ano - no mercado externo a preços bem inferiores aos valores gastos com o produto importado.

"A diferença do preço médio entre o petróleo leve que importamos e o petróleo pesado que exportamos tem aumentado sucessivamente", afirma Pires, diretor do CBIE. Nas contas de Guimarães, no primeiro quadrimestre, o Brasil gastou US$ 100,89 por barril, em média, na compra do petróleo leve importado, enquanto o óleo pesado foi vendido ao exterior a um preço médio de US$ 79,91 por barril.

"Por mais que a Petrobras seja auto-suficiente, a estatal importa óleo leve e, por conta do aumento no preço do barril, a compra do óleo no exterior tem ficado cada vez mais cara, o que aumenta o déficit da balança", diz Felipe Cunha, analista do Banco Brascan.

Segundo o diretor do CBIE, a crise energética registrada no começo do ano - motivada pela falta de gás natural e pelo baixo volume de chuvas nos reservatórios das hidrelétricas - também ajudou a derrubar a conta petróleo do País. "Com o uso intensivo de termelétricas a óleo diesel, que excepcionalmente substituíram parte da geração hidráulica, o País teve de elevar ainda mais suas compras de derivados no exterior", explica Pires. As usinas térmicas, sobretudo as movidas a óleo, têm custos de geração bem superiores aos das hidrelétricas e só são acionadas em situação de emergência, como a crise ocorrida nos primeiros meses do ano.

Para Felipe Cunha, o analista do Banco Brascan, somente as explorações na camada pré-sal irão fazer com que o Brasil inverta o resultado da balança comercial do setor. O mesmo pensa José Alexandre Hage, professor da Trevisan Escola de Negócios. "À medida que os novos campos forem viabilizados, o déficit fará uma trajetória de baixa". Segundo Hage, a inversão da curva, do negativo para o positivo, não será rápida. "É preciso viabilizar comercialmente os novos poços".

Nos últimos meses, a Petrobras vem anunciando grande descobertas de petróleo na bacia de Santos, na chamada camada pré-sal. A principal delas, já avaliada pela estatal, é o campo de Tupi, a maior descoberta de petróleo das Américas desde 1976, com reservas estimadas de 5 bilhões a 8 bilhões de barris. Porém, a Petrobras só começará a produzir petróleo na camada pré-sal em larga escala a partir de 2015.

Nos últimos meses, a Petrobras anunciou investimentos pesados na construção de novas refinarias no País. A usina Abreu e Lima, anunciada no ano passado, está prevista para operar a partir de 2012, em Suape, em Pernambuco. Essa usina terá capacidade para processar 200 mil barris por dia de óleo pesado, justamente o tipo de petróleo predominante no País.

A estatal prevê a construção uma outra refinaria no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), no município de Itaboraí, com capacidade para 150 mil barris dia e que produzirá, segundo a Petrobras, derivados de alto valor agregado. Porém, essa usina só entrará em produção a partir de 2013.

Além dessas usinas, a Petrobras anunciou recentemente a construção de uma refinaria no Maranhão, batizada de Premium 1, com capacidade para 600 mil barris/dia, voltada exclusivamente para exportação de derivados. Ainda na região Nordeste, também será construída a Premium 2, no Ceará, com capacidade para 300 mil barris/dia. Ambas devem entrar em operação em 2015.

Gazeta Mercantil

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Maiores construtoras de aviões da China se unem para criar gigante do setor

Publicado por Gandalf às 6/18/2008 04:02:00 PM

As duas maiores construtoras estatais chinesas de aviões, AVIC I e AVIC II, até agora produtoras de aparelhos militares, helicópteros e aviões comerciais de pequeno e médio porte (menos de 150 passageiros), se fundirão em julho para dar lugar a um novo gigante do setor, informou hoje a imprensa chinesa.

O anúncio da união das empresas para formar a futura Corporação Industrial da Aviação da China (Caic, na sigla em inglês) provocou ontem na Bolsa de Valores de Xangai, apesar da tendência de baixa do mercado, que as ações de algumas de suas filiais ganhassem o máximo permitido por dia, 10%.

As duas companhias estatais tinham sido separadas em 1999, durante a última reestruturação do setor, com a esperança de que competindo entre elas alcançassem mais avanços tecnológicos.

Agora, espera-se que sua reunificação lhes permita ganhar competitividade internacional na fabricação de aparelhos para uso militar e civil.

EFE

Link: Maiores construtoras de aviões da China se unem para criar gigante do setor

Sotep vence licitação de 13 sondas terrestres para a Petrobras

Publicado por Gandalf às 6/18/2008 03:02:00 PM

Gandalf Wizard
Investidor Informado

A Petrobras realizou licitação para a contratação de 29 sondas terrestres, 16 para o Rio Grande do Norte, 9 para a Bahia, 2 para o Espírito Santo, 1 para Sergipe e 1 para a bacia do Solimões. A licitação iniciada no início de 2008 teve como o grande vencedor a Sotep, que ofereceu o menor preço para 13 das 29 sondas.

As novas sondas serão utilizadas pela Petrobrás para a manutenção e expansão de áreas maduras e com pequeno volume de exploração, especialmente no Rio Grande do Norte e na Bahia.

Além da Sotep, 16 outras empresas do Brasil e do exterior, participaram da licitação o volume é significativo, comparado ao existente, no Brasil até 2006 existiam pouco mais de 100 sondas terrestres, porém o número têm crescido exponencialmente, somente este ano a Petrobrás comprou outras 22 sondas. O valores das diárias para o uso das sondas oferecidas variou de US$ 6,5 a US$ 7 mil dólares.

Morgan Stanley tem lucro menor apesar de venda de ativos

Publicado por Gandalf às 6/18/2008 09:55:00 AM

O Morgan Stanley anunciou nesta quarta-feira que seu lucro no segundo trimestre caiu pressionado pela crise de crédito que retardou operações de banco de investimento e alimento perdas em operações. O resultado positivo caiu, mesmo com ganhos de 1,43 bilhão de dólares gerados por vendas de ativos.

O segundo maior banco de investimentos dos Estados Unidos, teve lucro líquido de operações contínuas de 1,03 bilhão de dólares, ou 0,95 dólar por ação. No mesmo período do ano anterior, a instituição teve ganho de 2,58 bilhões de dólares, ou 2,45 dólares por ação.

Analistas, em média, previam lucro líquido de 0,92 dólar por ação, segundo a Reuters Estimates. A receita do Morgan Stanley caiu de 11,5 bilhões de dólares há um ano para 6,5 bilhões de dólares.

Uma crise nos mercados de dívida iniciada no ano passado continua a afetar instituições financeiras que têm sido forçadas a fazer baixas contábeis de mais de 400 bilhões de dólares em ativos, cortes de empregos e promover aumentos de capital.

Na segunda-feira, o Lehman Brothers divulgou um prejuízo de 2,8 bilhões de dólares. O Goldman Sachs Group divulgou na terça-feira que seu lucro caiu 11 por cento, em meio a perdas relativamente leves.

As ações do Morgan Stanley perderam 24 por cento de seu valor este ano. Na terça-feira, os papéis da instituição caíram 4 por cento por conta de preocupações de investidores com novas perdas e aumentos de capitais no setor.

Reuters

Link: Morgan Stanley tem lucro menor apesar de venda de ativos

Azul Linhas Aéreas obtém autorização da Anac

Publicado por Gandalf às 6/18/2008 09:15:00 AM

A Azul Linhas Aéreas, fundada pelo empresário americano David Neeleman, existe oficialmente como uma companhia aérea brasileira. Ontem, a empresa obteve a autorização para funcionamento jurídico com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O documento emitido pelo órgão regulador aprova a composição societária e o plano de negócios da nova companhia aérea. Neeleman, que é naturalizado americano mas nascido no Brasil, terá 80% do capital votante da empresa e 20% do capital total, de forma a obedecer a legislação brasileira.

Agora, a Azul poderá dar início ao processo de obtenção de um outro documento fundamental: o Certificado de Homologação de Empresa Aérea (Cheta), que autoriza a operação dos vôos.

A empresa precisa ter toda a documentação pronta até dezembro para cumprir seu plano de começar a voar em janeiro de 2009 com os primeiros três Embraer 195 que receberá - a encomenda total é de 76 aeronaves. A Anac estima que o Cheta leve, em média, nove meses para ser concedido.

Valor

Link: Azul Linhas Aéreas obtém autorização da Anac

Gradiente faz nova proposta a credores

Publicado por Gandalf às 6/18/2008 07:28:00 AM

A Gradiente apresentou dois novos planos de recuperação a seus credores neste mês. Em ambos está prevista a participação de um empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com prazo de dez anos, que pode chegar a R$ 300 milhões. Esse é o valor total do endividamento da companhia, e o financiamento estaria condicionado à prestação de fiança pelos próprios credores, que por sua vez receberiam os recursos do BNDES para saldar a dívida da Gradiente. Um esboço das propostas foi enviado há duas semanas a 23 credores, que respondem por mais de 90% do passivo.

Em um dos planos, existe a previsão da participação de fundos de pensão ligados a empresas estatais na recapitalização da companhia. A injeção de R$ 120 milhões seria feita por meio da criação de um Fundo de Investimento em Participações, que também contaria com recursos da empresa de participações do BNDES e um investidor estratégico. Mas fontes da companhia garantem que nenhum acordo foi fechado com possíveis investidores. A empresa foi procurada e informou que não iria se pronunciar sobre o assunto.

A outra opção apresentada é a criação de uma nova empresa, uma subsidiária da Gradiente, que já foi constituída com o nome de Companhia Brasileira de Tecnologia Digital. Esse "plano 2" prevê três formas de capitalização. A própria Gradiente entraria com R$ 50 milhões, que seriam entregues por meio da cessão da marca e ativos que permitiriam a operacionalização da nova empresa. Um investidor aportaria outros R$ 50 milhões. E ainda seria necessário um financiamento de R$ 50 milhões para capital de giro.

Segundo alguns credores, o plano apresentado pela Gradiente no início do mês chegava a apresentar nomes de fundos de pensão, como Petros (dos funcionários da Petrobras), Previ (Banco do Brasil) e Funcef (Caixa Econômica Federal). Fontes do alto escalão de dois destes fundos garantem, entretanto, que nunca foram procuradas pela empresa e que não teriam interesse em aplicar recursos nela.

Na última segunda-feira, uma minuta com a proposta mais detalhada foi entregue pela Gradiente aos credores. A reestruturação está prevista para acontecer em cinco etapas. A primeira já estaria concluída com a contratação de duas assessorias financeiras e a apresentação do plano aos credores. As etapas seguintes envolveriam a aprovação do plano e o acordo com um novo investidor. No último trimestre do ano, a empresa começaria a fazer novos pedidos a fornecedores para começar a operar a pleno vapor em 2009. A empresa atualmente opera parcialmente sua fábrica em Manaus. Caso os credores não aprovem nenhuma das propostas, a empresa entrará com um pedido de recuperação judicial, que lhe dará seis meses de fôlego, já que impede a execução da dívida nesse período.

A Gradiente já havia apresentado pelo menos duas propostas de recuperação a seus credores, assinadas pelo consultor Nelson Bastos, que presidiu a companhia até o mês de maio deste ano. Foi quando Eugênio Staub reassumiu a empresa. Agora, o principal trunfo das propostas passa pelo empréstimo de R$ 300 milhões já alinhavado com o BNDES. Já existe até mesmo uma previsão de juros do financiamento: Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais 2,5% ao ano. O prazo total de financiamento seria de dez anos, com dois de carência e oito para amortização do principal. Se a Gradiente se tornar inadimplente, os credores arcariam com a despesa no BNDES em função das fianças. Foi dada também aos credores a opção de eles mesmo financiarem a companhia, ou seja, rolarem a dívida.

Pelo que apurou o Valor, o BNDES está mesmo disposto a ajudar a Gradiente, desde que passe pela garantia dos credores. Em sua história, a empresa já tomou dois empréstimos com o banco e não tem registro de inadimplência com a instituição. Um dos financiamentos foi liberado em 2005, de R$ 100 milhões, e já foi pago. Em 2006, o banco emprestou R$ 63 milhões para a compra da Philco. Ainda faltam serem pagos R$ 20 milhões.

Enquanto a empresa ainda tenta se recuperar, as ações da companhia na Bolsa de Valores de São Paulo continuam sem grandes perspectivas. No mês de junho, as ações da companhia chegaram a subir 20% no dia 06 quando o Banco Safra desistiu de um pedido de falência ajuizado na Justiça de São Paulo. Mas no acumulado do mês as ações praticamente ficaram estáveis comparados com o preço do último dia de pregão de maio, registrando até mesmo uma leve desvalorização. Saiu de R$ 3,13 para R$ 3,11 a ação.

Valor

Link: Gradiente faz nova proposta a credores

Vale dá sinais claros de que tem proposta engatilhada para nova aquisição

Publicado por Gandalf às 6/18/2008 07:00:00 AM

Está no prospecto da oferta de US$ 14 bilhões: "Um percentual significativo de nosso crescimento nos últimos anos se deve a aquisições e regularmente avaliamos possíveis oportunidades de aquisições estratégicas". A Vale (VALE3, VALE5) é compradora e está em busca de um alvo. E não esconde isso.

Depois de adquirir a canadense Inco em outubro de 2006 por US$ 17,74 bilhões e tornar-se a segunda maior produtora de níquel do mundo, a mineradora brasileira continua à busca de ativos que ampliem de maneira significativa a sua exposição ao ciclo global de alta das commodities metálicas, impulsionado pelo crescimento dos emergentes e da China.

"A Vale certamente irá fazer uma oferta, e existem diversos candidatos", avalia Tom Gidley-Kitchin, analista da corretora britânica Charles-Stanley. Depois de negociar por meses, a Vale encerrou no final de março as conversas para uma possível aquisição da anglo-suíça Xstrata por aproximadamente US$ 80 bilhões. A empresa ampliaria os negócios em carvão, zinco e cobre.

"Existe uma expectativa desde o final das conversas com a Xstrata de que uma nova oferta possa acontecer. O anúncio da emissão de ações é um sinal claro de que uma tentativa deve acontecer em breve", diz Eduardo Roche, gerente de análise do Modal Asset.

A brasileira protocolou pedido de análise de oferta de ações na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) na última semana. A agência de classificação de risco Standard & Poor's disse que caso a emissão seja concluída com sucesso pretende elevar os ratings da empresa em um degrau, para "BBB+" com perspectiva estável.

"A colocação na listagem CreditWatch reflete o impacto positivo que o recente anúncio de um aumento de capital de US$14 bilhões poderá ter sobre a estrutura de capital e a flexibilidade financeira da Vale, de forma a suportar seu agressivo programa de investimentos e possíveis aquisições", disse o analista de crédito da S&P, Reginaldo Takara, em nota.

A Vale quer diversificar o portfólio, hoje bastante concentrado em minério de ferro e pelotas - na qual é líder mundial -, níquel, e, de uma maneira mais tímida, em alumínio e cobre. A estratégia da empresa compreende a busca pela liderança nos negócios do níquel, aumentar a exposição em carvão e cobre, além do alumínio. Dentre os possíveis alvos estão: Anglo American, Alcoa, Freeport McMoRan e Norsk Hydro.

Cada uma destas empresas traria uma exposição maior a um determinado metal, ou até em mais de um, em alguns casos. O processo de aquisição e o montante empreendido na operação, entretanto, podem ser muito diferentes e implicar na decisão final da companhia. "Dentro de uma estratégia de diversificação, a aquisição da Anglo é a que mais contribuiria dentro da relação de empresas que estão sendo cogitadas", diz Carlos Fernando Kochenborger, analista da corretora Geração Futuro.

Os possíveis alvos da Vale

Anglo American

Líder mundial na produção de ouro, platina e diamante.
Participação em carvão, metais básicos e ferrosos,
minerais industriais e papel e celulose

Freeport McMoRan

Foco principal nos negócios com cobre e ouro

Alcoa

Líder mundial na produção de alumínio

Norsk Hydro

Alumínio de base, produtos de alumínio,
além da produção e distribuição de energia

De acordo com a edição do último domingo do britânico The Observer, a Vale prepara uma oferta pela companhia com um prêmio de pelo menos 25% sobre o preço de fechamento das ações na última sexta-feira. A aquisição, entretanto, traz detalhes que podem complicar o negócio.

"Podem existir problemas relacionados ao quanto os investidores da Anglo, que tem listagem primária em Londres, gostariam de acabar com papéis da Vale. O governo sul-africano também deve ter uma visão negativa", destaca Gidley-Kitchin. "Mas é óbvio que a qualidade e diversificação do portfólio da Anglo são excepcionais". Para Roche, do Modal, a Freeport aparece como a opção que mais facilmente se encaixaria na Vale.

"A Freeport (cobre) tem um metal mais interessante do que o alumínio (Alcoa). A complexidade da operação seria menor, podendo chegar a US$ 50 bilhões", afirma Roche. A Vale agora precisa decidir entre uma operação que aumentará em muito a sua dívida, porém com uma diversificação maior, ou buscar uma aquisição menor, mas que garanta uma posição firme em mais um produto.

Infomoney

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