Even diversifica projetos

Publicado por Gandalf às 6/29/2008 07:59:00 AM

A diversificação dos projetos foi a principal estratégia da incorporadora e construtora Even, que alcançou o segundo lugar no ranking Top Imobiliário das maiores incorporadoras de São Paulo, em 2007. A empresa conquistou ainda o terceiro lugar no ranking na categoria de construtoras.

Com 4.345 unidades lançadas no ano, sendo 2.402 na Região Metropolitana de São Paulo, num Valor Geral de Vendas (VGV) lançado de R$ 1,85 bilhão, e VGV vendido de R$ 790 milhões, a Even passou a olhar mais atentamente ao mercado econômico. "No momento, a prioridade é a classe média, principalmente, a média baixa", afirma o presidente da empresa, Carlos Terepins.

Isto se explica pelo fato de o financiamento habitacional ter ficado mais acessível. "Ele permite a grande camada da população acesso a créditos mais baratos e longos. É a alavanca para o desenvolvimento de novas modalidades de projetos", diz.

A abertura de capital da Even fez ainda com que a empresa aumentasse a capacidade de investir. "Garantiu o ingresso significativo de recursos possibilitando um aumento expressivo do nível de atividade da empresa."

O cenário econômico no País também colaborou. "O País cresceu, houve aumento de renda do consumidor e o fácil acesso aos programas de financiamento beneficiaram o acesso à casa própria."

Conforme Terepins, com o sucesso verificado em 2007, a mesma estratégia deve ser mantida em 2008. Para isso, a Even lançou a marca Open, que vai se especializar nos projetos para o segmento econômico.

Estado

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Novas descobertas devem no mínimo triplicar reservas de petróleo do país, diz Lula

Publicado por Gandalf às 6/29/2008 07:31:00 AM

Justificando que as recentes descobertas de novos campos de petróleo na camada pré-sal da Bacia de Santos devem no mínimo triplicar as reservas do óleo no País, o presidente Lula disse em entrevista à Bloomberg nesta quinta-feira (26) que Deus não só é brasileiro, como agora está vivendo no Brasil.

O País, que atualmente tem potencial de produção de 12,6 bilhões de barris, se tiver suas reservas triplicadas, deve ingressar no ranking das 10 maiores reservas mundiais, desbancando a décima posição, a Nigéria, e aproximando-se da seguinte, o Casaquistão, segundo estimativas.

Desde setembro do ano passado, foram descobertas quatro novas reservas de petróleo na região da costa entre São Paulo e Rio de Janeiro: Carioca, Tupi, Bem-Te-Vi e Guará; esta última divulgada há menos de um mês. A reserva de Tupi, tida como a maior até então, tem capacidade estimada de 8 bilhões de barris.

A especulação em torno da capacidade das reservas é alta. Além de Lula, o presidente da ANP (Agência Nacional de Petróleo), Haroldo Lima, também já as estimou - em 33 bilhões de barris. O presidente do Brasil, entretanto, evitou falar em números exatos durante a entrevista, justificando que a exploração das reservas só está começando.

Lula considerou que os preços do petróleo - que bateram novo recorde de US$ 140,00 por barril nesta quinta-feira - provavelmente vão se manter altos o suficiente para garantir a exploração das novas reservas. Um representante da Shell previu os custos da exploração do campo de Tupi em US$ 240 bilhões.

O presidente afirmou à Bloomberg que parte do retorno da exploração dessas reservas pré-sal será destinada à criação do Fundo Soberano, estimado em R$ 14 bilhões neste ano. Ele ainda ratificou que o Fundo será utilizado para financiar a expansão de companhias brasileiras com atuação internacional.

Lula também disse que no próximo encontro do G-8, do qual o Brasil também participará, irá propor uma discussão a respeito da influência da especulação do mercado na alta dos preços das commodities.

"Eu não tenho a ilusão de que o Brasil ingressará na Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Eu costumava ter, mas não mais", disse Lula. O presidente declarou que o foco do Brasil deve ser a exportação de produtos refinados e não a simples venda da matéria-prima.

A Petrobras está investindo mais de US$ 10 bilhões na construção de duas refinarias: uma no Rio de Janeiro, com capacidade de 150.000 barris por dia e direcionada à indústria petroquímica, e uma em Recife, com capacidade de 200.000 e destinada a combustíveis. O presidente da estatal afirmou recentemente que ainda há estudos para outras duas novas refinarias.

A produção brasileira de etanol também foi um dos tópicos discutidos por Lula, que fez referências ao presidente George W. Bush e ao candidato à presidência dos EUA, Barack Obama.

A Bush, Lula disse que pediu ajuda em nome dos países da América Central, defendendo o apoio dos EUA ao início da produção de etanol na região. Em relação à Obama, o presidente do Brasil considerou os comentários do candidato - sobre os EUA não terem interesse em substituir a gasolina pelo álcool brasileiro - retóricas de campanha.

Lula demonstrou preocupação com a alta da inflação no País, afirmando que conhece "o impacto dela sobre uma pessoa que recebe um salário mínimo". Por outro lado, considerou a crise global de falta de alimentos uma "ótima oportunidade" para que o Brasil se torne o "cesto de pães" do mundo.

Infomoney

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EBX: MPF contesta porto de Eike Batista

Publicado por Gandalf às 6/29/2008 06:34:00 AM

O Ministério Público Federal entrou com uma ação civil pública contra a LLX, braço no setor de portos do grupo EBX, de Eike Batista. A empresa pretende construir um megaprojeto numa área de 500 mil metros quadrados na região de Peruíbe, no litoral sul de São Paulo.

Na ação, dois procuradores da República pedem a suspensão imediata da concessão de licença ambiental para a empresa e apontam supostos desvios cometidos pela LLX na tentativa de obter a propriedade definitiva da área.

De acordo com os autos, a empresa teria cometido “violações”, “ameaças” e “investidas ilícitas” para obter a propriedade da região, que fica em um local habitado por índios da etnia guarani. Na área, a LLX pretende erguer o Porto Brasil, empreendimento de US$ 2 bilhões que prevê a construção de um porto com 11 berços de atracação, além de uma ilha artificial.

Ocorre que a área, alega o Ministério Público Federal, passa por processo de demarcação indígena, iniciado em 2000 e em fase final na Funai. Além disso, a propriedade da terra está atualmente em discussão na Justiça, numa disputa que envolve supostos herdeiros, a União e os índios. Na visão dos procuradores, esse fato já é suficiente para que a Secretaria de Meio Ambiente, que também é ré na ação por meio do Estado, suspenda os estudos para a concessão da licença ambiental do projeto.

Estado

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