O grupo educacional Estácio migra para o Novo Mercado

Publicado por Gandalf às 7/10/2008 05:29:00 PM

Gandalf Wizard
Investidor Informado

O grupo educacional Estácio de Sá (ESTC3) estréia no Novo Mercado da Bovespa, após a recente entrada da GP Investimentos no capital da empresa, em busca de maior visibilidade e valorização para a empresa.

A migração para o Novo Mercado irá ocorrer efetivamente na sexta feira, 11 de julho de 2008, após a conversão de ações preferenciais em ordinárias, exclusão das Units, e concessão de tag along de 100% aos minoritários.

A Estácio é a maior organização privada do setor de ensino superior no Brasil em número de alunos matriculados - ao final do primeiro trimestre, tinha aproximadamente 198 mil alunos de graduação. Atingiu, no primeiro trimestre de 2008, receita líquida de R$ 237,5 milhões, crescimento de 8,9% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, com margem Ebitda de 16,2% no período.

Vários analistas têm objetivos otimista para as ações da Estácio (ESTC3), cinco corretoras que fazem cobertura do papel recomendam a compra das ações. A corretora do banco Safra tem preço-alvo de R$ 29,57 para a ação da Estácio; o UBS enxerga uma possível valorização para R$ 50,00.

Lançamentos da MRV somam R$ 797,7 milhões em junho

Publicado por Gandalf às 7/10/2008 05:13:00 PM

A MRV Engenharia, a maior incorporadora e construtora brasileira no segmento de Empreendimentos Residenciais Populares, anuncia que os lançamentos do segundo trimestre de 2008 atingiram R$ 797,7 milhões, um crescimento de 15,4% em relação ao primeiro trimestre deste ano e de 265,1% em relação ao segundo trimestre de 2007. No acumulado de 2008, os lançamentos totalizaram R$ 1,489 bilhão, um aumento de 244,3% em relação ao primeiro semestre de 2007.

Em comunicado enviado ao mercado, a empresa aponta que as vendas contratadas do segundo trimestre de 2008 apresentaram crescimento de 41,3% em relação ao primeiro trimestre e de 229,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo R$ 480,7 milhões. No primeiro semestre do ano, as vendas contratadas totalizaram R$ 820,8 milhões, um aumento de 197,3% em relação ao primeiro semestre de 2007.

Ao final do segundo trimestre do ano, o banco de terrenos apresentava um valor potencial de vendas de R$ 9,9 bilhões, permanecendo estável em relação aos trimestres anteriores.

A empresa anunciou ainda que, em 12 de maio de 2008, iniciou suas operações como correspondente imobiliário da Caixa Econômica Federal (CEF), sendo a primeira construtora do Brasil a operar em tal projeto. Em junho, a MRV assinou os primeiros contratos do crédito associativo por meio do correspondente imobiliário em cinco empreendimentos de Belo Horizonte.

InvestNews

Link: Lançamentos da MRV somam R$ 797,7 milhões em junho

EPE elabora proposta de exploração do pré-sal

Publicado por Gandalf às 7/10/2008 05:09:00 PM

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o Ministério de Minas e Energia participam de um grupo de trabalho que tem um mês e meio para entregar uma proposta de modelo para a regulação da exploração do Petroleo na camada de pré-sal, informou ontem o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim. Depois disso, a proposta será avaliada pelo Conselho Nacional de Política Energética e pela Presidência da República.

Ainda não foi definido se os contratos para exploração da área de pré-sal serão de concessão ou de partilha nem se haverá uma nova estatal. Segundo o executivo, há várias possibilidades, mas nenhuma tendência dominante no momento.

De acordo com Tolmasquim, antes de ter um modelo para a exploração da região da reserva gigante de Tupi, não há possibilidade de a Agência Nacional de Petroleo (ANP) fazer uma rodada de licitação de blocos de exploração com a participação de áreas do pré-sal. "Tem de ver se existe interesse dos investidores para áreas sem o pré-sal", disse, em entrevista na sede da EPE.

A oitava rodada da ANP foi suspensa por liminares da Justiça em 2006. O mérito já foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a favor da realização da rodada, mas ela não foi retomada porque nesse meio tempo foi descoberta grande quantidade de Petroleo abaixo da camada de sal.

A oitava rodada contém dez blocos no entorno da região do pré-sal e o governo ainda não decidiu o que fazer com ela. No entanto, já foi realizada a nona rodada, em novembro do ano passado, depois da retirada de 41 blocos em áreas de pré-sal.

Tolmasquim disse que o governo "tem pressa, sim" na realização das rodadas, "mas a pressa não pode ser inimiga da prudência". Segundo ele, há vários estudos e proposta diferentes, por exemplo da ANP e da Petrobras. "É salutar ter vários estudos", afirmou.

A chamada região do pré-sal é uma faixa de reservatórios de Petroleo que ficam abaixo de uma extensa camada de sal no subsolo brasileiro. Ela vai do litoral do Espírito Santo até Santa Catarina, ao longo de 800 quilômetros de extensão por até 200 quilômetros de largura, abaixo de uma quantidade de água com profundidades que variam entre 1,5 mil e 3 mil metros e, depois, entre 3 mil e 4 mil metros.

Estado

Link: EPE elabora proposta de exploração do pré-sal

Votorantim Metais compra produção de níquel de mina da Mirabela

Publicado por Gandalf às 7/10/2008 02:47:00 PM

A Votorantim Metais e a júnior Mirabela Nickel fecharam um acordo de fornecimento de concentrado de níquel da mina Santa Rita, de propriedade da segunda, para abastecer a planta de processamento da primeira em Fortaleza de Minas (MG). Santa Rita, no estado da Bahia, venderá metade de sua produção de concentrado para a Votorantim, a partir de meados do ano que vem, por um período de cinco anos. A Mirabela estima que a produção inicial terá cerca de 18.500 toneladas de concentrado de minério por ano, podendo chegar a 25 mil toneladas em uma segunda fase.

Com essa produção, Santa Rita deve ter vida útil de 14 anos, segundo a júnior, que ainda informou que a construção da mina está dentro do cronograma, com 30% completados. A Votorantim adiantará US$ 50 milhões para a Mirabela, para que esta cubra custos de construção do projeto.

Geólogo

Link: Votorantim Metais compra produção de níquel de mina da Mirabela

Brasil Ecodiesel: A mamona não foi sustentável

Publicado por Gandalf às 7/10/2008 12:15:00 PM

A mamona, esta plantinha simpática tornou-se famosa nos primeiros anos do governo Lula por ser o símbolo do programa nacional do biodiesel. Foi graças à mamona que a Brasil Ecodiesel, primeira empresa a iniciar a produção em escala industrial, tornou-se uma espécie de xodó do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que esteve em quatro das cinco inaugurações de suas fábricas desde 2005. Naquela época, a Brasil Ecodiesel prometia ser uma potência do biodiesel, produzindo com base na agricultura familiar e em matérias-primas alternativas, como mamona e girassol. Mas as promessas não se cumpriram. Nos últimos meses, a estrela do biodiesel brasileiro mergulhou numa crise que a transformou num problema não só para seus executivos mas também para o mercado de combustíveis e o próprio governo. Por não cumprir os contratos de entrega do biodiesel vendido nos leilões da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), a Brasil Ecodiesel está a um passo de ser excluída das próximas licitações federais. Além disso, diversas falhas de documentação podem fazê-la perder o selo do governo que dá isenções tarifárias e acesso privilegiado aos leilões. Pressionada pela alta na matéria-prima e pelos baixos preços que estabeleceu para seu produto nos leilões, a Brasil Ecodiesel tem vivido os últimos seis meses com problemas de caixa — e de credibilidade. Nos últimos 12 meses, suas ações já perderam 70% do valor e a empresa vem tendo dificuldade em rolar suas dívidas.

Na origem dessa situação estão, principalmente, erros de estratégia. Primeiro, a Brasil Ecodiesel apostou na formação de uma rede de mais de 120 000 agricultores familiares dispersos por todo o país e distantes dos maiores mercados consumidores. Seria o equivalente a administrar, sozinha, uma rede comparável à da cadeia inteira de produção de fumo no Brasil, que tem 170 000 produtores. Além disso, diferentemente de suas principais concorrentes, que compram matéria-prima de grandes cooperativas agrícolas, a companhia decidiu financiar diretamente os agricultores. Com o perdão do trocadilho, o uso da mamona também não se mostrou sustentável. A alta nos preços da planta fez com que 60% dos agricultores nordestinos que fornecem o produto à Brasil Ecodiesel simplesmente vendessem a quem pagasse mais caro, ignorando os contratos com a empresa. Para completar, a soja, base para 80% do biodiesel produzido no país, teve alta de mais de 50% desde o início do ano, o que implodiu a equação financeira da Brasil Ecodiesel. Em novembro, a empresa ganhou contratos para vender o combustível por 1,86 real o litro, preço considerado insustentável. “Ninguém entendeu como eles ofereceram isso. Só o litro do óleo da soja já tornava esse preço inviável”, diz um concorrente. A Brasil Ecodiesel justificou a decisão pelo caráter estratégico do leilão. “Sabíamos que tais preços poderiam gerar baixa rentabilidade, mas as vendas eram estrategicamente importantes para a consolidação do setor. Diversas outras empresas fizeram a mesma avaliação que nós”, afirmaram os executivos da companhia, em nota enviada a EXAME.

Alguns fatores que mostram a gravidade da situação na Brasil Ecodiesel

Maus resultados:

Acumula 94 milhões de reais em prejuízos, atribuídos aos custos de implantação e ao alto preço da soja, principal matéria-prima

Problemas na produção:

Desde maio, a empresa está entregando menos da metade do combustível prometido à Petrobras e, por isso, pode ser excluída dos leilões da ANP

Imagem comprometida:

O Ministério do Desenvolvimento Agrário avalia se mantém o status de “selo social”, que comprova o uso de óleo produzido pela agricultura familiar. Se perder o selo, a empresa será excluída de 80% do mercado

Possibilidade de venda:

Já começaram as primeiras sondagens para vender a empresa. O comprador dos sonhos é a Petrobras, mas outras grandes companhias do setor também foram contatadas

Nas últimas semanas, o resultado desses tropeços ficou patente até nos portões das fábricas da Brasil Ecodiesel.

Enormes filas de carretas se formaram, esperando o fornecimento de biodiesel, o que muitas vezes não aconteceu.

Desde maio, a empresa produz de forma intermitente, deixando muitas vezes de entregar o que está estipulado nos contratos. Outro problema vivido pela companhia é a possibilidade de perder o “selo social”, carimbo que o Ministério do Desenvolvimento Agrário confere às produtoras que compram matéria-prima de agricultores familiares. Trata-se, simplesmente, do mais importante fator de competição para as companhias que se dedicam a esse setor. As empresas que têm o tal carimbo conseguem isenção fiscal de até 100%. Além disso, 80% das compras de biodiesel nos leilões são reservadas aos negócios que têm essa chancela. De acordo com Arnoldo Campos, responsável pela concessão do “selo social” do ministério, a Brasil Ecodiesel ainda não conseguiu comprovar a origem de sua matéria-prima. “Se ficar claro que não cumpriu as exigências, a empresa vai perder o selo.”

A derrocada da Brasil Ecodiesel não poderia ter vindo em momento pior. Primeiro, porque o mercado ainda absorve os efeitos da crise da Agrenco, uma grande distribuidora de soja, cujos donos foram presos pela Polícia Federal. Com as acusações de fraude nas exportações de soja, a Agrenco suspendeu o fornecimento do grão, deixando 12% do mercado de biodiesel desabastecido. Além disso, a partir de 1o de julho, a mistura obrigatória de biodiesel ao óleo diesel passou de 2% para 3%, aumentando ainda mais a demanda. Como não está dando conta nem dos atuais contratos, com falhas na entrega do combustível, a Brasil Ecodiesel corre o risco de ser excluída dos próximos leilões da ANP. “Se ela continuar não entregando nada, vamos retirá-la já da próxima concorrência, prevista para o início de agosto”, diz Edson Silva, superintendente de abastecimento da agência. Como os leilões são a única forma de acesso ao mercado, a punição pode ser fatal. Ainda é cedo, porém, para decretar o fim da Brasil Ecodiesel. Desde o início do programa de energia alternativa, a empresa é vista pelo próprio presidente Lula, grande entusiasta do biodiesel, como uma espécie de “parceira” do governo. Por isso, não são poucos os observadores que acreditam numa solução salvadora.

E a salvação pode vir, justamente, da Petrobras. A estatal é peça-chave no atual modelo de distribuição do biodiesel no Brasil. É ela que compra todo o óleo vendido nos leilões para depois repassá-lo às distribuidoras. É a estatal, também, que fiscaliza se as entregas estão sendo feitas no prazo e nos locais combinados com as distribuidoras. E, finalmente, é a Petrobras que define as multas para quem não cumpre os contratos. No final do ano passado, quando apareceram os primeiros sinais de dificuldade na Brasil Ecodiesel, a hipótese de comprá-la foi discutida numa reunião do conselho de administração da estatal, num pacote que incluía a aquisição de outras produtoras do setor. Segundo um executivo que participou dessa reunião, a idéia foi rechaçada pela ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, que preside o conselho. Mais recentemente, a proposta de compra da Brasil Ecodiesel voltou a ser discutida na Petrobras. Um grupo de trabalho chegou a ser formado para avaliar o negócio, mas nenhuma decisão ainda foi tomada. “Há um movimento no governo para salvar a Brasil Ecodiesel, e esse movimento repercute na Petrobras”, diz um executivo da empresa. A estatal não quis comentar essas informações nem esclareceu se pretende multar a Brasil Ecodiesel pelo não-cumprimento dos contratos. Por via das dúvidas, emissários da Brasil Ecodiesel já estariam sondando outras companhias do setor sobre uma possível compra ou associação. (A empresa nega tal movimentação.)

Desde que foi criada, em 2003, até hoje, a Brasil Ecodiesel tem uma imagem associada à figura de seu fundador, o banqueiro Daniel Birmann, que acaba de vender sua participação no banco Arbi a um sócio. Birmann também não é mais sócio da empresa, mas é em torno de seu nome que giram todas as conversas sobre a Brasil Ecodiesel no mercado de biodiesel. Herdeiro de um grupo empresarial gaúcho, Birmann já ganhou e perdeu somas consideráveis de dinheiro. Sua última boa tacada aconteceu durante o racionamento de energia no princípio da década. Exatamente no momento em que as hidrelétricas diminuíram sua produção pela falta de chuvas, o grupo comandado por ele administrava 11 termelétricas. Com a Brasil Ecodiesel, Birmann parecia ter acertado novamente. Em março de 2005, porém, outro revés: o banqueiro foi proibido pela CVM de participar de companhias abertas e foi multado em 243 milhões de reais por irregularidades na falência de uma das empresas de seu grupo. Naquele mesmo ano, ele vendeu sua participação na Brasil Ecodiesel a uma offshore, a Eco Green Solutions. Pouco depois, quando a Brasil Ecodiesel fez sua oferta inicial na Bovespa, o desempenho das ações foi fortemente prejudicado pela existência desse sócio oculto, que boa parte do mercado apostava ser o próprio Daniel Birmann. No mês passado, a Eco Green finalmente saiu do bloco de controle da empresa, levando Nelson Cortes da Silveira, um dos acionistas, a declarar que a ex-sócia “pesava como chumbo”. Quem sabe agora, ficando mais “leve”, a empresa encontre um parceiro — ou até um novo dono — que a permita deixar os problemas para trás.

BiodieselBR

Link: Brasil Ecodiesel: A mamona não foi sustentável

Dreyfus decide ficar com a Agrenco após oferta da Noble

Publicado por Gandalf às 7/10/2008 08:33:00 AM

A desvalorização da Agrenco na Bovespa por conta da prisão dos sócios controladores em operação da Polícia Federal atraiu mais um interessado no negócio, além da já anunciada Louis Dreyfus Commodities (LDC). O Noble Group, de Hong Kong, entregou na terça-feira à administração da empresa proposta de compra do controle equivalente à feita pela Dreyfus.

Em recente visita ao Brasil, no começo do mês passado, o presidente mundial do grupo asiático, o indiano Harry Banga, disse ao Valor que o Brasil é prioridade em seu plano de negócios. A Noble já atua no país e a vinda de Banga foi para anunciar um investimento de US$ 300 milhões numa nova usina de açúcar e álcool. Com os planos anunciados e os já realizados, os investimentos totais somarão US$ 600 milhões.

A Agrenco comunicou ontem o recebimento da oferta da Noble. A oferta tem validade de sete dias e basicamente as mesmas condições estabelecidas pela Dreyfus. A única diferença é um valor adicional referente à multa que a companhia brasileira teria de pagar à ofertante anterior, cuja proposta valeria até 1º de setembro.

Diante disso, a Dreyfus informou que deve confirmar até sexta-feira a transação anunciada e fazer o aporte de US$ 33,5 milhões na controladora da empresa aberta, a Agrenco Holding. Trata-se da primeira etapa da operação que marca seu ingresso no negócio. Com isso, já se transformaria em controladora. Adicionalmente, o grupo francês retirou a restrição à oferta aos minoritários da companhia.

O conselho da Agrenco decidiu, com base no novo cenário das propostas, seguir com as negociações com a Dreyfus nos próximos dias.

Valor

Link: Dreyfus decide ficar com a Agrenco após oferta da Noble

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