Rio Tinto: Concessão de exploração de minério de ferro cancelada

Publicado por Gandalf às 8/03/2008 08:01:00 AM

Gandalf Wizard
Investidor Informado

A Rio Tinto, segunda maior mineradora do mundo, recebeu correspondência do Presidente de Guiné informando da rescisão da concessão para a mina de Simandou, o maior projeto de minério de ferro da Rio Tinto fora da Austrália.

O Presidente de Guiné, Lansana Conte, havia questionado anteriormente a validade do decreto que garantia o direito de exploração da mina pela Rio Tinto, o decreto é de 1997.

A Rio Tinto informou estar em diálogo com o governo de Guiné para tentar resolver os obstáculos ao projeto, e garante estar em conformidade com as leis e obrigações do país. Os termos exatos de objeção do Governo de Guiné à licença de mineração não foram divulgados.

Segundo os relatórios anuais da Rio Tinto, as minas de ferro de Simandou, não podem ser desprezadas, tanto pelo seu  tamanho, quanto pela qualidade do minério, além da enorme demanda atual pelo minério. O potencial de produção de Simandou é de 70 milhões de toneladas anuais, com previsão para inicio de produção em 2013.

Para comparação a maior produtora de minério de ferro do mundo a Vale, produziu 296 milhões de tonelada em 2007 e a Rio Tinto produziu 145 milhões de toneladas.

O custos dos investimentos da Rio Tinto e IFC (Banco Mundial), parceiro em 5% do projeto, foram de US$ 200 milhões, e tinham previsão de investimentos de mais de US$ 6 bilhões. O projeto incluia a construção de mais de 700 quilômetros de ferrovias e um porto em águas profundas.

Medley faz ajustes e fica pronta para o IPO

Publicado por Gandalf às 8/03/2008 08:00:00 AM

A Medley decidiu arrumar sua casa. Líder no segmento de medicamentos genéricos, o laboratório está adequando sua estrutura interna, adotando um modelo de governança que poderá levar a abertura do capital, o que seria o primeiro caso na indústria farmacêutica brasileira depois que a Farmasa, que chegou a fazer o registro na Comissão de Valores Mobiliários e foi adquirida pela companhia de bens de consumo Hypermarcas, ter desistido de ir à Bolsa de Valores.

"Independente da abertura do capital, chegamos ao porte de adotar certos procedimentos, como o software de administração de SAP, auditoria de primeira linha (KPMG) e outras práticas de governança corporativa", disse o presidente da Medley, Jairo Yamamoto. "Mas se o acionista quiser e o momento no mercado de capitais for adequado, estaremos prontos para fazer um IPO em 2009", completou.

Não é a primeira vez que a companhia controlada pela família Negrão, do corredor de stock car Xandy Negrão, pensa em abrir o capital da Medley. Há três anos, o laboratório nacional chegou a contratar bancos para encontrar formas para capitalizar a companhia e reduzir a dependência de dinheiro de terceiros para financiar suas vendas. Mas o plano não foi adiante.

Desta vez, a Medley contratou a Singular Assessoria Financeira, que pertence a Armando Sereno, um ex-executivo do Banco Garantia. A consultoria foi a mesma que ajudou a formatar a abertura de capital da Profarma, ocorrida em outubro de 2006, quando a distribuidora de medicamentos captou cerca de R$ 350 milhões no mercado.

A situação para o lançamento de ações da indústria farmacêutica no mercado ainda é uma incerteza, segundo executivos do mercado. "Exageraram muito na dose", diz o presidente de um grande laboratório com atuação no país. "Os múltiplos sobre a geração de caixa, que chegaram a 12 vezes, estariam mais próximo da realidade em seis vezes", completa o executivo.

A Medley tem sido alvo de vários rumores de que estaria à venda, fato que é insistentemente negado pela empresa. "Não existe nada em relação a isso", afirmou Yamamoto, acrescentando que tem realizado esforço para administrar o assunto dentro da companhia.

Com a liderança do mercado de genéricos com 34% e na quarta posição entre os maiores laboratórios do país, com 5,4%, a Medley, que faturou R$ 700 milhões em 2007, tem conseguido manter sua posição no último ano a despeito da forte competição no setor. O grupo EMS, maior laboratório do país, segue próximo os passos da Medley.

"Mas quando se olha para as projeções do mercado brasileiro existe muito potencial, principalmente em genéricos", afirmou Yamamoto. De acordo com as projeções da companhia, as vendas de genéricos, que atingiram R$ 3,2 bilhões nos últimos 12 meses encerrados em junho, poderão mais do que dobrar e chegar a quase R$ 8 bilhões em cinco anos, a persistir o mesmo ritmo de crescimento dos últimos anos. Com isso, a avaliação da companhia indica que os genéricos conseguirão atingir 20% do mercado farmacêutico, que deve movimentar cerca de R$ 40 bilhões em 2013.

A empresa, contudo, não aposta apenas no segmento de medicamentos genéricos. A Medley, que investiu R$ 76 milhões na construção de uma nova fábrica em Campinas e tem planos de erguer uma unidade para produção de hormônios, que exigirá investimentos de R$ 30 milhões, pretende lançar quatro a cinco produtos. "São extensões de parcerias", disse. A Medley comercializa, por intermédio de licenciamento, produtos dos laboratórios Abbott, Bayer, Novo Nordisk, entre outros.

Valor

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Resultado do BMG é 40% menor no primeiro semestre

Publicado por Gandalf às 8/03/2008 07:32:00 AM

Mesmo com a expansão registrada na carteira própria de operações de crédito, o Banco BMG não conseguiu escapar dos efeitos negativos decorrentes do turbulento cenário financeiro internacional. Custos mais elevados de captação, impulsionados pela alta volatilidade do mercado, afetaram as margens operacionais da instituição mineira, reduzindo o seu lucro líquido para R$ 151 milhões no primeiro semestre deste ano, 40% abaixo do apurado no mesmo período de 2007.

Para os executivos do banco, os próximos meses deverão seguir a mesma tendência de spreads menores e prazos mais curtos nos financiamentos. Embora a atividade permaneça aquecida, o ritmo de crescimento das operações de crédito já é menor e estamos entrando no segundo semestre com margens mais apertadas e prazos menos agressivos do que nos últimos anos , afirmou Ricardo Gelbaum, diretor financeiro do BMG.

Segundo ele, os spreads do Sistema Financeiro Nacional (SFN), que chegaram a 45% em média, devem retroceder para uma faixa entre 20% a 25%.

Ainda não é claro o desfecho da volatilidade e do nervosismo do mercado, que não estão mais localizados apenas nos Estados Unidos , afirmou Gelbaum.

Como reflexo da conjuntura externa adversa, as captações domésticas via Certificados de Depósitos Bancários (CDB) tiveram aumento de custos da ordem de dois pontos percentuais, de acordo com o executivo.

No primeiro semestre, o BMG efetuou duas captações externas. Em março, levantou US$ 250 milhões e, em maio, mais US$ 200 milhões.

Soubemos aproveitar bem as janelas de oportunidades que se abriram , disse Gelbaum.

No segundo semestre, novas captações dependerão do humor do mercado internacional que, segundo ele, será influenciado, no curto prazo, pelos balanços dos bancos americanos e europeus a serem divulgados nas próximas semanas.

Estamos prontos para acessar o mercado outra vez, mas isso não ocorrerá antes de setembro , disse o executivo.

Nesse momento bem mais volátil do mercado, as receitas de intermediação financeira do BMG somaram R$ 934 milhões entre janeiro e junho, 11% abaixo do verificado nos mesmos meses de 2007. As despesas de intermediação financeira foram de R$ 207 milhões, 42% acima do incorrido no ano passado. Como consequência, o resultado operacional ficou em R$ 198 milhões, ante os R$ 386 milhões de 2007.

As operações de crédito, contudo, foram fortemente incrementadas. O saldo de R$ 10,2 bilhões de junho de 2007 subiu para R$ 14,7 bilhões, perfazendo alta de 37%.

Da mesma forma foi acrescido o volume de operações de crédito próprias, que passaram de R$ 3,5 bilhões para R$ 5 bilhões, totalizando expansão de 44%.

A carteira de crédito consignado, que alcançou o montante de R$ 8,7 bilhões no primeiro semestre de 2007, encerrou agora em R$ 11 bilhões. As linhas de financiamento de automóveis, por sua vez, quase dobraram de tamanho, chegando a R$ 2 bilhões.

Em março, o Banco BMG acertou com o UBS Pactual uma linha de crédito de R$ 1 bilhão para reforçar o seu patrimônio, dentro de uma perspectiva futura de abertura de capital ou venda de uma participação acionária estratégica.

Valor

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General Motors registra prejuízo de US$ 15,4 bi no 2º trimestre

Publicado por Gandalf às 8/03/2008 07:30:00 AM

A General Motors anunciou nesta sexta-feira perda líquida de US$ 15,4 bilhões no segundo trimestre de 2008.

A GM havia antecipado "uma perda significativa no segundo trimestre", devido à contínua queda no volume de vendas nos Estados Unidos, "às mudanças na produção de veículos e os custos associados a greves e encargos", segundo comunicado da empresa.

"Como demonstram claramente nossos últimos produtos, capacidade e decisões sobre a liquidez, estamos reagindo rapidamente aos desafios da economia americana e do setor automobilístico, e continuamos adotando as medidas radicais necessárias para transformar nossas operações nos Estados Unidos", disse o presidente da GM, Rick Wagoner.

A General Motors indicou que as perdas - superiores às registradas pela Ford no mesmo período, de US$ 8,7 bilhões - incluem US$ 9,1 bilhões de gastos extraordinários relacionados com as greves da fabricante de peças American Axle e várias fábricas da firma nos Estados Unidos, além de o pagamento de indenizações por aposentadoria antecipada de milhares de trabalhadores.

A empresa destacou que suas operações na América do Norte registraram perdas de US$ 9,3 bilhões e receita de apenas US$ 19,8 bilhões - cerca de US$ 9,9 bilhões a menos que no mesmo período de 2007. A fatia de mercado da fabricante na região passou no segundo trimestre de 22,7% para 20,2%.

"A queda foi principalmente atribuível à grande fraqueza do mercado americano e à perda de produção devido às interrupções na American Axle e várias instalações da GM durante maio e junho", informou a empresa.

Na região da América Latina, África e Oriente Médio, a receita chegou a US$ 5,1 bilhões e os lucros de US$ 445 milhões, cerca de US$ 149 milhões a mais que há um ano.

Na Europa, a GM aumentou as vendas em US$ 1,1 bilhão, até alcançar US$ 10,6 bilhões. A fabricante terminou o trimestre com lucro de US$ 20 milhões, ou US$ 295 milhões a menos que no mesmo período de 2007.

Na Ásia-Pacífico, o faturamento foi de US$ 5,2 bilhões. A GM registrou perdas na região de US$ 163 milhões.

Na semana passada, a montadora anunciou vendas de 2,28 milhões de veículos no segundo trimestre deste ano no mundo todo, em queda de 5% ante igual período de 2007, informou a companhia nesta quarta-feira. Na primeira metade de 2008, a montadora vendeu um total de 4,54 milhões de veículos, 3% a menos que nos seis primeiros meses de 2007. A empresa atribuiu o desempenho negativo à crise nos Estados Unidos.

Na América do Norte, as vendas caíram 20%, o que supõe 236 mil veículos a menos que no mesmo período de 2007. Com exceção dos mercados de Estados Unidos e Canadá, a General Motors teve resultados recordes nas outras três regiões em que tem dividido o mercado mundial: América do Sul, África e Oriente Médio; Ásia-Pacífico e Europa.

Sem contar o mercado americano, as vendas globais da GM aumentaram 10% ou 116 mil veículos. Apesar disso, a GM disse que em 2008 espera superar os 9 milhões de unidades vendidas pelo segundo ano seguido.

France Press

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