A última hora do Lehman Brothers

Publicado por Gandalf às 9/14/2008 04:22:00 PM

A sede do FED de Nova York têm servido desde a sexta feira, 12 de setembro, como uma grande arena para decidir o futuro do banco Lehman Brothers. A liquidação do banco não é desejada pelo Governo, por outros bancos, seguradoras e muito menos pelos acionistas do próprio banco, porém a decisão de quanto cada um terá que arcar para que isto não ocorra é uma disputa árdua.

Até a manhã do domingo, 14 de setembro, o plano de dividir o banco em duas partes, uma vendável e uma que concentraria os créditos ruins, era a alternativa mais discutida, porém muitas fontes apontam que os bancos que comprariam a parte falida do banco não acreditam que os ativos do banco possam fazer frente aos seus débitos, o que inviabilizaria a divisão, e exigiam alguma garantia do Governo.

A solução não está descartada, mas provavelmente precisará que o comprador da "parte boa" do banco arque com parte do peso dos créditos ruins do banco. O banco Barcleys, até à pouco era tido como o principal candidato a comprar a parte boa do Lehman Brothers, porém várias fontes informam que o banco teria abandonado as negociações pela falta de garantias do governo para os créditos ruins.

Essa têm sido a maior questão, o Governo americano, representado pelo Departamento do Tesouro, não está disposto a financiar nenhuma proposta de acordo, até o momento apresentada.

Outro pretendente, o Bank of America exigiria a mesma coisa, uma maior participação do Governo na compra na forma de garantias ou financiamento, porém até o momento a única facilidade negociada pelo Governo foi tratamento especial das agências reguladoras para uma rápida aprovação da operação.

O que até o momento não foi suficiente para convencer os candidatos a compra, nem mesmo a participação de fundos de investimentos como o fundo soberano da China e o JC Flowers, não garantiu ainda um comprador para o Lehman Brothers.

O elemento que poderá desequilibrar essa balança chama-se Credit Default Swap (CDS), essas garantias aos créditos de devedores insolvêntes envolvem trilhões e estão espalhados em todo o sistema bancário americano e mundial.

Seguradoras, bancos, fundos de investimentos e fundos soberanos já fazem as contas de quanto terão de suportar se a liquidação do Lehman Brothers for levada a cabo. Esse resultado pode incentivar alguns desses membros a investir na aquisição.

Outros esperam que o Governo tome a dianteira e ofereça algum tipo de garantia, que permita ao banco comprador não ser o próximo a precisar entrar na lista de bancos prestes a falir.

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China já é o segundo mercado da Embraer

Publicado por Gandalf às 9/14/2008 09:52:00 AM

A China se tornou em 2008 o segundo maior mercado da Embraer depois dos Estados Unidos e a companhia brasileira é a fabricante de aviões com a maior presença no país depois de Boeing e Airbus. O presidente da Embraer na China, Guan Dong Yuan, estima que o faturamento da empresa vai mais que triplicar neste ano, para algo entre US$ 500 milhões e US$ 550 milhões, ante US$ 150 milhões em 2007.

Das 80 aeronaves com menos de 120 lugares que voam na China, 39 são da Embraer. Na estimativa de Guan, o número vai chegar a 47 ou 48 até o fim do ano, o que dará à empresa brasileira uma participação de mais de 50% no mercado.

Além de vender aviões de 50 lugares que fabrica desde 2003 na China, em parceria com a estatal Avic II, a Embraer exporta aeronaves produzidas no Brasil. Neste ano, pela primeira vez, o item aviões aparece com destaque na pauta de exportações brasileiras para o país asiático, com vendas de US$ 148,8 milhões até julho.

No mesmo período de 2007, os embarques foram de meros US$ 24 mil, compostos integralmente por peças de reposição.

Estado

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BrasilAgro: Na cidade é mais fácil

Publicado por Gandalf às 9/14/2008 06:37:00 AM

Na finada onda de aberturas de capital brasileira, houve operações que chamaram a atenção pelo sucesso, outras tantas que se destacaram pelo fracasso e uma que marcou pelo ineditismo — a emissão de ações da BrasilAgro. A empresa, especializada na compra de terras agrícolas, simplesmente não existia antes da ida à bolsa. Era um plano de negócios que, somente com o dinheiro captado com investidores, daria seus primeiros passos. A falta de um histórico de desempenho fez da BrasilAgro um investimento muito mais arriscado que a média, portanto. Apesar do ceticismo que a precedeu, a abertura de capital da companhia levantou 552 milhões de reais. A explicação para o sucesso está no bloco de controle da companhia. Um dos principais sócios da BrasilAgro era Elie Horn, fundador da maior construtora do país, a Cyrela. Outro acionista era o jovem financista Zeca Magalhães, que ganhou fama ao criar o fundo de investimento Tarpon, que hoje administra 1,2 bilhão de dólares. Ambos são conhecidos pela agressividade e pela eficiência com que conduzem seus negócios. Diante das credenciais, os investidores decidiram apostar que a BrasilAgro poderia repetir, no campo, o desempenho que Cyrela e Tarpon obtiveram na cidade.

Passados quase dois anos e meio, os resultados mostram que a dupla teve mais dificuldade de realizar essa transposição do que se imaginava. Do dinheiro captado no IPO, 192 milhões de reais ainda estão nos cofres da BrasilAgro. Como o plano original era investir tudo até maio de 2009, a empresa tem oito meses para aplicar o restante do capital. “O ritmo de aquisições foi muito mais lento que o mercado esperava”, diz o analista Andrés Kikuchi, da Link Investimentos. Elie Horn e Zeca Magalhães descobriram nos últimos dois anos a peculiar gama de desafios que o campo oferece. O objetivo da BrasilAgro é comprar terras, transformá-las em plantações, arrendá-las e vendê-las depois. Parecia tudo muito simples, especialmente para Horn, dono de uma enorme experiência na compra de terrenos em áreas urbanas. Não demorou um ano para ficar provado que no campo a vida pode ser mais dura. A BrasilAgro abriu o capital em meio a uma das maiores ondas de valorização de terras da história recente do Brasil. Essa valorização foi puxada pelo aumento dos preços das commodities agrícolas.

O crescimento da demanda mundial fez o preço da soja subir 160% entre agosto de 2006 e julho deste ano. Com isso, o preço da terra também disparou. As poucas propriedades adquiridas pela BrasilAgro se valorizaram 150% em dois anos. Se eles tivessem comprado mais, seria perfeito. O problema é que 70% das terras cultiváveis brasileiras estão nas mãos de grupos familiares, habitualmente resistentes a se desfazer de seus lotes. Com a subida dos preços, e embalados por um cenário de otimismo, essa resistência dos fazendeiros brasileiros tornou-se uma barreira ainda maior. “Para uma empresa que foi criada apenas para comprar terras, esse foi um problema grande”, diz o consultor de agronegócio Renato Gennaro, da Ernst Young. “Com a diminuição no preço das commodities, porém, pode ser que alguns fazendeiros decidam que essa é a hora certa de vender.” Outro fator fundamental contribuiu para a valorização das terras e as dificuldades enfrentadas pela BrasilAgro. Trata-se da entrada de outros grandes grupos no setor. Nos últimos dois anos, dez empresas anunciaram investimentos de aproximadamente 2 bilhões de dólares na compra de terrenos no campo brasileiro. Os argentinos são os mais entusiasmados. Três grupos começaram a fazer investimentos aqui — El Tejar, Los Grobos e Adecoagro. O caso mais recente é o da Radar, criada pela Cosan, do empresário Rubens Ometto em parceria com um investidor estrangeiro, que deve aplicar cerca de 185 milhões de dólares na aquisição de terrenos. O objetivo de Ometto é ganhar dinheiro arrendando as terras. Grandes fundos de investimento estrangeiros também viram na compra de terras no Brasil uma oportunidade. O fundo de private equity americano AIG e a companhia Louis Dreyfus criaram a Calyx Agro. “Vamos comprar terras e administrá-las”, diz Marcelo Aguiar, diretor do AIG.

A disputa por espaço no mercado pode ser especialmente problemática para a empresa de Horn e Magalhães. Por ser listada em bolsa, a companhia tem alto grau de exigência nos processos de prospecção e aquisição de terrenos. Para diminuir os riscos, a BrasilAgro desenvolveu um banco de dados com cerca de 17 milhões de hectares mapeados. “Só finalizamos uma aquisição quando conseguimos saber quem foram os donos da propriedade, pelo menos até o ano de 1850”, diz Julio Toledo Piza, presidente da BrasilAgro. “Dessa maneira, temos uma posição inabalável em qualquer discussão sobre posse.” O preço da transparência é uma maior lentidão nas compras. Além disso, a BrasilAgro ainda tem de enfrentar a demora na aprovação de licenças ambientais, que pode postergar em até um ano o início da exploração das terras. Os investidores que questionam o ritmo de expansão da BrasilAgro costumam compará-la a outra companhia do setor, a gaúcha SLC Agrícola. A SLC registra valorização nominal de 63% em suas ações desde a abertura de capital, em junho de 2007. As ações da BrasilAgro estão estagnadas em 10 reais desde seu IPO, realizado em maio de 2006. “A SLC está se beneficiando do atual momento do mercado porque já existia antes do início do ciclo de alta nas commodities”, diz a analista Denise Messer, da corretora Brascan.

Como a BrasilAgro foi criada em meio à alta, tem estado na pior ponta num ciclo de valorização — a ponta compradora. Por outro lado, tais obstáculos não foram suficientes para que os investidores abandonassem suas ações. Enquanto outras empresas que abriram o capital nos últimos quatro anos vêm tendo desempenho sofrível na bolsa, as ações da BrasilAgro continuam no mesmo patamar. “Muitos investidores ainda apostam que fizeram a opção certa”, diz o analista Luis Otávio Campos, do banco Credit Suisse. Apesar do ritmo de aquisições considerado lento, a companhia espera completar três anos de existência com área total pelo menos 30% superior ao informado no prospecto de oferta pública. “Não poderíamos usar todo o recurso do IPO em aquisições, porque os investimentos necessários para a melhoria das terras são enormes”, diz Piza. Mais um desafio inesperado que o campo apresenta para quem vem da cidade grande.

Exame

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Autoridades não entram em acordo sobre Lehman

Publicado por Gandalf às 9/14/2008 06:33:00 AM

Terminou sem acordo a reunião de emergência entre autoridades econômicas dos Estados Unidos, entre elas o secretário do Tesouro, Henry Paulson, e representantes de cerca de 30 instituições financeiras de vários países para discutir o futuro do banco de investimentos Lehman Brothers. Havia muita pressão para que uma solução fosse encontrada antes da reabertura dos mercados asiáticos na segunda-feira.

A idéia do Departamento do Tesouro e do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) é articular uma operação de socorro do setor privado ao Lehman que não exija o desembolso de recursos públicos.

Isso poderia envolver a venda do banco inteiro ou sua divisão em várias partes. Rumores apontam o banco britânico Barclays como o mais forte possível comprador que estaria. Outros candidatos são o Bank of America, o japonês Nomura Securities, o francês BNP Paribas e o alemão Deutsche Bank.

Estado

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