Brasil Ecodiesel hipoteca usina e perde diretor de RI

Publicado por Gandalf às 9/28/2008 10:41:00 AM

Em sinal de que as condições para continuar funcionando se agravam, a Brasil Ecodiesel, que já foi a maior produtora de biodiesel do País, divulgou ontem a renúncia do seu diretor de Relação com Investidores, Ricardo Viana, e a hipoteca da unidade de esmagamento localizada em São Luiz Gonzaga, no Rio Grande do Sul. A empresa também anunciou que o conselho de administração autorizou a negociação de R$ 60 milhões de empréstimo para capital de giro.

No começo de agosto, a empresa anunciou a renegociação de R$ 205,8 milhões em dívidas, 82,65% de todos os seus débitos. No último trimestre, a companhia registrou prejuízo de R$ 82,5 milhões, o terceiro prejuízo trimestral seguido.

Para o analista da Peter Ping Ho, da consultoria Planer, as medidas acenderam mais uma luz vermelha no mercado em relação às condições financeiras da companhia. Ontem, as ações da companhia despencaram 7,8% para R$ 1,75 - bem abaixo do valor de R$ 12 desde a abertura de capital na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) de 21 de novembro de 2006. "O cenário é muito ruim, principalmente porque as margens são negativas para este setor, mesmo com o aumento dos preços nos leilões públicos. A nossa recomendação é de venda dessas ações. Consideramos que trata-se de um problema estrutural no mercado de biodiesel, que não se resolve no curto ou médio prazos" diz o especialista.

Além disso, segundo ele, a saída do diretor não foi planejada e não há um substituto ainda previsto. "Toda renúncia é ruim, se ela não for planejada e mostra que há um agravamento das condiçoes da empresa. Temos que ver quem eles vão nomear. Se for alguém do segmento, as mudanças a seguir podem ser irrelevantes. Se for alguém com visão de restruturação pode ser positivo", pondera Ho.

Em nota, a Brasil Ecodiesel informou que a renúncia do diretor de Relações com Investidores, Ricardo Vianna, ocorreu por motivos "pessoais, devido a novos desafios profissionais". A empresa comunicou ainda que a hipoteca de unidade de Rosário do Sul já estava prevista nas negociações que resultaram na reestruturação financeira divulgada ao mercado em 14 de agosto de 2008.

A empresa, quando divulgou essa restruturação financeira, afirmou que com a contratação de capital de giro voltaria às suas operações normais, inclusive com a entrega de biodiesel contratado nos leilões da empresa. Por meio de nota, a empresa afirmou que ainda não se pronunciará sobre se conseguirá cumprir os contratos com a Petrobras, o que será feito somente na divulgação de seus resultados trimestrais.

Apesar de ter atrasado a entrega de biodiesel contratado nos leilões no primeiro semestre, a Brasil Ecodiesel, participou dos últimos leilões do segundo semestre sendo a empresa que mais arrematou lotes entre todas as participantes.

Gazeta Mercantil

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Suape: Estaleiro Atlântico Sul estuda duplicar capacidade até 2010

Publicado por Gandalf às 9/28/2008 10:38:00 AM

Concebido como estaleiro de médio porte, o Atlântico Sul, em Suape (PE), poderá dobrar de tamanho, a partir de 2010, para atender encomendas de plataformas, navios de perfuração e embarcações para transporte de granel, contêineres e petróleo. O projeto, com investimentos estimados em mais de R$ 1 bilhão, representa uma nova expansão. O estaleiro passou por uma primeira ampliação quando foi instalado. A capacidade original de processamento de aço, prevista em 60 mil toneladas de chapas por ano, foi elevada e situa-se hoje em 160 mil toneladas. Em dois anos, o estaleiro poderá estar apto a processar 320 mil toneladas anuais, diz o presidente do Atlântico Sul, Paulo Haddad.

Por trás do projeto em estudo está a idéia de transformar o estaleiro em uma cópia dos sócios sul-coreanos, a Samsung Heavy Industries que este ano comprou 10% do Atlântico Sul. Os outros sócios são Camargo Corrêa (40%), Queiroz Galvão (40%) e PJMR (10%), uma sociedade de quatro executivos que incluiu o próprio Haddad. A expansão poderia levar o estaleiro pernambucano a ter um segundo dique-seco (o atual tem 400 metros de comprimento por 75 metros de largura). A área do estaleiro já foi ampliada de 86 hectares para 168 hectares em negociação com o governo do Estado, disse Haddad.

Se a médio prazo, o estaleiro se movimenta para atender o crescimento das encomendas, inclusive em função das necessidades da Petrobras com o pré-sal, a curto prazo a meta é consolidar o empreendimento, cujo valor de investimento, considerando-se a capacidade atual, é de R$ 1,4 bilhão. Do investimento total, 23% correspondem ao capital a ser investido pelos sócios e o restante a financiamentos. Segundo Haddad, o estaleiro recebeu R$ 287 milhões de um total de R$ 513 milhões aprovados pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM), fonte de longo prazo para a indústria naval brasileira.

No momento, o Atlântico Sul está na expectativa da aprovação, pelo FMM, de um valor suplementar. O objetivo é de que o fundo financie o estaleiro, nessa fase, com cerca de R$ 1,1 bilhão.

Haddad avalia que há oportunidades de novos contratos na marinha mercante e também no segmento offshore. Há prospecção de negócios para construir navios de contêineres para cabotagem e também para operar com granéis. No setor de petróleo e gás, as chances incluem a construção de plataformas semi-submersíveis, de navios de perfuração e de embarcações de apoio offshore. O Atlântico Sul também tem interesse na licitação do segundo pacote de petroleiros da Transpetro, a subsidiária de logística da Petrobras. A entrega das propostas nesta licitação está marcada para 8 de outubro.

O Atlântico Sul foi o ganhador de um lote de dez navios Suezmax no primeiro pacote de navios encomendado pela Transpetro dentro do programa conhecido como Promef I. A encomenda está orçada em US$ 1,2 bilhão, dos quais 83% devem ser financiados pelo FMM. O primeiro navio está em fase de construção e deve ser entregue em abril de 2010. As últimas unidades devem ser entregues em 2012, um ano antes do previsto, disse Haddad. Ele avaliou que o encarecimento de peças e componentes tornará difícil entregar os navios do Promef II pelos mesmos valores contratados no primeiro programa da Transpetro.

Segundo Haddad, os projetos hoje em curso no estaleiro garantem ocupação da capacidade produtiva da ordem de 55% até 2010. Além dos dez Suezmax, o estaleiro ganhou a construção do casco da plataforma P-55, da Petrobras, e tem contrato para fazer dois VLCCs (navios de grande porte). Haddad afirma que a expansão do Atlântico Sul depende da disponibilidade de recursos no Fundo da Marinha Mercante e admite que uma possibilidade de crescimento para o estaleiro é participar da licitação a ser aberta pela Petrobras para construir, no dique seco de Rio Grande (RS), cascos de navios-plataforma. Na semana passada, a Petrobras anunciou que a diretoria da empresa aprovou a construção de dez navios-plataformas.

No atual cenário de crise dos mercados, Haddad disse que a valorização do dólar torna o estaleiro mais competitivo e criticou quem acredita que, para o estaleiro, é melhor importar todos os bens e equipamentos do exterior.

Valor

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Perdigão: Sobrou para ele

Publicado por Gandalf às 9/28/2008 10:37:00 AM

José Antonio Fay assume a presidência da Perdigão com a missão de digerir a compra da Eleva e assegurar que a companhia continue crescendo em ritmo chinês até 2011.

Ao longo dos últimos dez anos, poucas empresas puderam se orgulhar de ter apresentado um crescimento tão robusto quanto a Perdigão. Sob o comando de Nildemar Secches, que assumiu a presidência em janeiro de 1995, a Perdigão passou de um grupo familiar regional com faturamento na casa dos 500 milhões de reais a um dos maiores conglomerados alimentícios do mundo. De lá para cá, sua receita cresceu mais de 15 vezes, encerrando 2007 em 7,8 bilhões de reais. O valor de mercado da Perdigão saltou exorbitantes 3 300% no mesmo período: passou de 248 milhões de reais em 1995 para 8,4 bilhões de reais neste ano. Ao todo, foram realizadas dez aquisições, o suficiente para sustentar um crescimento da ordem de 15% ao ano. Com desempenho tão impressionante — e mais de uma década de casa —, Secches passou a figurar no grupo de executivos cujo nome é visceralmente associado à companhia que comanda. No próximo dia 30 de outubro, no entanto, a trajetória da Perdigão vai ganhar novos rumos. Nesse dia, o comando da empresa passará para as mãos de José Antonio do Prado Fay, atual diretor-geral da unidade de negócios Perdigão. Secches ocupará a presidência do conselho de administração. “Meu maior desafio será manter o mesmo ritmo de crescimento nos próximos anos”, afirmou Fay durante recente encontro com analistas. “Não será fácil substituir Nildemar. Ele praticamente criou a companhia que conhecemos hoje.”

Suceder um executivo do calibre de Secches já seria, por si só, uma tarefa complexa. É sempre assim quando um executivo carismático e identificado com o sucesso sai da linha de frente. Mas o desafio vai muito além da carga psicológica. Fay assume a Perdigão em meio a um dos momentos mais desafiantes de sua história recente. No segundo trimestre deste ano, a empresa teve prejuízo líquido de 881 milhões de reais, oriundo principalmente da compra da Eleva no ano passado. A rentabilidade no primeiro semestre, de 7,9%, é a mais baixa desde 2006, quando a Perdigão enfrentou fortes perdas causadas pelo surto de gripe aviária no mundo. O fluxo de caixa operacional da companhia, que mede a quantidade de dinheiro necessária para tocar o dia-a-dia da operação, encerrou o primeiro semestre de 2008 negativo em 303 milhões de reais — ante um saldo positivo de 183 milhões de reais no mesmo período de 2007. A situação fica ainda mais difícil se comparada ao desempenho da rival Sadia. A tradicional concorrente da Perdigão encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de 120 milhões de reais, rentabilidade de 11,3% no semestre e fluxo de caixa de 57 milhões de reais. A piora nos resultados da Perdigão — ainda que ligada a investimentos no crescimento — despertou a atenção do mercado. Desde o mês de janeiro, as ações da empresa caíram 2,8%, ao passo que as da Sadia subiram 10,7%. E, no último dia 10 de setembro, a agência de classificação de risco Moody’s decidiu rebaixar a perspectiva de rating da empresa. “As margens da Perdigão estão muito pressionadas”, afirmou a EXAME Soummo Mukherjee, analista sênior da Moody’s. “Se a empresa não melhorar sua geração de caixa nos próximos meses, existe um risco sério de que seu rating seja rebaixado.”

Boa parte dos maus resultados apresentados pela Perdigão no primeiro semestre deste ano pode ser creditada ao legado de diversificação deixado pela gestão de Nildemar Secches, sobretudo no que diz respeito à aquisição da gaúcha Eleva, pela qual a companhia pagou 1,7 bilhão de reais em outubro do ano passado. Celebrada como o grande passo da Perdigão rumo ao topo do ranking no setor de alimentos no país, desbancando a Sadia, a Eleva transformou-se nos últimos meses numa fonte de problemas para os executivos da companhia. Isso porque a forte oscilação verificada nos preços de commodities agrícolas recentemente acertou em cheio seus dois principais produtos: leite e carnes in natura. Desses, o segmento de leite e derivados, que responde por aproximadamente 60% do faturamento da Eleva, é o que se encontra em situação mais problemática. Na época da aquisição, o mercado estava em franca expansão, com crescimento superior a 5% ao ano. Pelos cálculos da Perdigão, o custo do leite subiria apenas 8% ao longo de 2008, de modo que a rentabilidade da operação não fosse seriamente prejudicada. O problema é que a realidade se mostrou muito pior que o estimado. A entrada de novos grupos no mercado de leite, como o frigorífico Bertin e a GP Investimentos, acabou superaquecendo a produção. Ao mesmo tempo, a maior concorrência entre os compradores elevou os preços pagos ao produtor em 34% — o que reduziu as margens da empresa a níveis inesperados.

Exame

Link: Sobrou para ele

Crédito atinge 38% do PIB maior desde 1994

Publicado por Gandalf às 9/28/2008 10:01:00 AM

As operações de crédito do sistema financeiro chegaram a R$ 1,11 trilhão em agosto, valor que representa 38% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de bens e serviços produzidos no país, a maior da série histórica, inciada em 1994. A informação foi divulgada hoje (26), em relatório do Banco Central. No mês anterior, essa relação era 37,2% do PIB.

Segundo o relatório do BC, “em agosto, as operações de crédito do sistema financeiro mantiveram a trajetória de expansão observada nos períodos anteriores, evidenciando, entretanto, arrefecimento nas operações destinadas a pessoas físicas”. De acordo com o banco, houve redução nas contratações de crédito pessoal, o que inclui operações de crédito consignado, e financiamento para compra de veículos, mas continua em alta a compra de veículos por meio de leasing.

No que diz respeito às empresas, o BC informou que a demanda por empréstimos bancários fundamentada em recursos domésticos se mantém expressiva. A maior procura é por capital de giro.

Apesar do crédito ainda registrar expansão, os consumidores continuam pagando mais caro pelos recursos. A taxa do crédito pessoal, que inclui operações com desconto em folha, subiu 0,9 ponto percentual de julho para agosto e ficou em 54,5% ao ano. A taxa do cheque especial continua em alta e chegou a 166,4% ao ano, 3,7 pontos percentuais a mais no mês e 28,3 pontos percentuais no ano. Essa taxa é a amior desde julho de 2003, quando chegou a 173,9% ao ano.

A taxa média de juros para empresas e pessoas físicas chegou a 40,1% ao ano, uma alta de 0,7 ponto percentual na comparação com julho e de 6,3 pontos percentuais no ano. Essa taxa é a mais elevada desde novembro de 2006, quando ficou em 41% ao ano. Para as empresas, a taxa passou de 27,5% ao ano para 28,3% ao ano. Para as pessoas físicas a taxa subiu de 51,4% para 52,1%, a maior desde janeiro de 2007 (52,3% ao ano).

A taxa de inadimplência total permanece em 4,2%, assim como para as empresas em 1,7%, mas para as famílias subiu de 7,3% para 7,5%.

O prazo médio dos financiamentos para as empresas foi reduzido em três dias e ficou em 296 dias corridos. Para as famílias o prazo passou 470 para 473 dias corridos. O prazo médio ficou em 373 dias corridos, um dia a menos.

Agência Brasil

Link: Relação do volume de operações de crédito com PIB é a maior desde 1994

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