JBS afirma que obteve lucro de mais R$ 700 milhões com hedge

Publicado por Odair às 9/30/2008 04:05:00 PM

Odair Gomes
Investidor Informado

A JBS Friboi (JBSS3) divulgou comunicado ao mercado confirmando que realiza hedge através de operações diretas na BM&F Bovespa, para garantir os seus investimentos no exterior.

A empresa destacou que as operações são realizadas sobre o controle de seu “Treasury Center”, departamento responsável pela administração de riscos financeiro da empresa. A JBS afirma não ser possível realizar o “hedge natural” (proteção a partir de receitas em dólares), assim é preciso utilizar-se da compra de contratos de variação cambial no mercado.

A JBS afirma que sua política determina que devam ser feitos hedge dos valores de suas aquisições enquanto o negócio não for efetivamente encerrado, porém investimentos a serem feitos nas empresas no exterior não são cobertos com hedge.

A JBS destaca que possui R$ 442 milhões oriundo da valorização dos ativos referentes a investimentos de empresas no exterior. No hedge para a compra da National Beef, Smithfield Beef e Five Rivers a empresa acumula saldo positivo superior a R$ 300 milhões. A empresa destaca o efeito positivo que os hedges geraram no trimestre, sem comprometer o caixa da empresa.

Link:  Comunicado JBS

Petrobras notifica ANP sobre novas descobertas na Bahia e no Espírito Santo

Publicado por Odair às 9/30/2008 03:54:00 PM

Terminando o mês de setembro com novas notícias, a Petrobras (PETR3, PETR4) informou à ANP (Agência Nacional do Petróleo) sobre duas novas descobertas de indícios de hidrocarboneto na costa brasileira, na última segunda-feira (29).

De acordo com o site da agência, foram encontrados vestígios de halita (mineral salino) no bloco BC-60, localizado na parte norte da bacia de Campos, no Espírito Santo, em lâmina d'água de 1.348 metros.

A outra descoberta informada pela Petrobras foi de óleo em lâmina d'água a 495 metros de profundidade no bloco BM-CAL-5, no qual a estatal tem participação de 45%, como operadora. A área corresponde à Bacia de Camamu-Almada, localizada em águas rasas no estado da Bahia.

Cabe lembrar que, no dia 3 de setembro, a Petrobras já havia reportado indícios de hidrocarboneto no bloco, ocasião na qual a norueguesa Norse Energy, que tem uma participação de 18,33%, afirmou em nota ao mercado que era "muito cedo para antecipar os resultados do poço, já que ainda está em fase de perfuração".

Infomoney

Link: Petrobras notifica ANP sobre novas descobertas na Bahia e no Espírito Santo

Cresce o temor quanto às condições do UBS

Publicado por Odair às 9/30/2008 03:21:00 PM

O temor aumentou na praça financeira suíça, uma das mais importantes da Europa. "A loucura reina", publicou o jornal Tribune de Genebra, registrando rumores de Wall Street que jogavam o UBS junto com o grupo belga Fortis na fossa comum do desastre. 

As piores especulações sobre o futuro do banco helvético aumentaram em meio a tentativas de contágio da crise sobre o sistema bancário europeu, com socorros a bancos na Inglaterra, Alemanha, Bélgica e até na Islândia. 

A questão é até quando o UBS poderá escapar da desconfiança dos mercados. Ontem, sua ação caiu mais 13,6%. Os analistas aguardam a os resultados semestrais do banco antes da assembléia geral extraordinária, na quinta-feira, em Basiléia. A previsão é de mais alguns bilhões de dólares de amortização, provavelmente cerca de US$ 5 bilhões. 

Para se ter uma idéia do ambiente reinante, um executivo de grande empresa contou ao Valor que recebeu a visita periódica de um gerente do UBS para examinar suas necessidades de financiamento para os próximos meses - mas quase toda a reunião foi ele querendo saber se o banco pode quebrar ou não. "Falamos cinco minutos de meus negócios e 1h25 do UBS", disse o empresário, visivelmente aflito. 

Centenas de pessoas telefonam para os bancos e as redações, indagando se devem transferir suas contas do UBS para outra instituição. A resposta é, ainda, a mesma: a de que os bancos suíços não estão ameaçados, têm fundos próprios suficientes e deverão mesmo aumentá-los por exigência do Banco Central. 

Os rumores de compra do UBS não cessam. A aquisição de urgência do banco pelo gigante britânico HSBC voltou a aparecer, até também esse banco anunciar por sua vez a demissão de 1.100 empregados em todo o mundo. 

Para certos analistas, em Zurique, uma aquisição do UBS não seria um bom negócio para um banco estrangeiro. "A imagem do UBS está tão ligada a Suíça, sua estabilidade, segredo bancário etc, que quem comprar vai pagar por isso, mas logo perderá esse valor estando em mãos estrangeiras", diz um especialista. 

O UBS tem resistido apesar de ter sido o que mais sofreu prejuízos com a "subprime", cerca de US$ 43 bilhões até agora. A expectativa nos meios financeiros é de que, se o banco começar a vender ativos, não será começando pelo Brasil, onde seus negócios são bastante lucrativos. 

A determinação do BCE e de outras autoridades européias de salvar o Fortis mostrou que o poder público na Europa reconhece a dimensão da crise financeira atual - e é o que muita gente acha que o governo suíço vai ter de admitir, cedo ou tarde. 

Valor

Link: Cresce o temor quanto às condições do UBS

Carne de frango é destaque entre os principais produtos da pauta exportadora

Publicado por Odair às 9/30/2008 02:55:00 PM

Se for indagado daqueles que acompanham o comércio exterior brasileiro quais os principais produtos exportados pelo País, a maioria vai lembrar do minério de ferro, do petróleo, da soja (grão, farelo e óleo), do café, da carne bovina, dos automóveis. Ou seja: poucos – com certeza – irão mencionar a carne de frango, que vem ocupando o quarto lugar da pauta e se encontra atrás, apenas, dos minérios de ferro, petróleo e soja; e à frente de produtos bem mais tradicionais e/ou de maior relevância econômica - casos do café, da carne bovina, dos aviões e dos automóveis.

Mas não é só isso: tem também o valor unitário do produto. Assim, por exemplo, analisando-se o preço médio alcançado entre janeiro e agosto deste ano pelos cinco principais produtos básicos da pauta (por sinal, entre os cinco principais da pauta geral, o único não-básico são os aviões, com receita de US$3,3 bilhões, menor que a do frango), se constata que o melhor valor é, justamente, o da carne de frango. Que, no caso da tabela abaixo, se refere apenas ao produto in natura, não incluindo os industrializados de frango e a carne de frango salgada, ambos com preço médio, neste ano, ao redor dos US$3 mil/t.

Isso considerado, se constata que duas toneladas e meia de petróleo propiciam a mesma renda obtida com apenas 40% desse volume de carne de frango (uma tonelada de produto “in natura” - ressalte-se sempre). Ou que é necessário um volume quatro a cinco vezes maior de grãos ou de farelo de soja para obter receita cambial idêntica à de volume “x” de carne de frango.

A diferença mais gritante, porém, está com o item número um da pauta exportadora brasileira, o decantado minério de ferro. Porque, para obter, por exemplo, renda similar à de uma tonelada de carne de frango, são necessárias cerca de 34 toneladas do minério. Que, com certeza, não requerem o grande contingente humano utilizado pela carne de frango e que, sob esse aspecto, tem importância social infinitamente superior à dos demais líderes da pauta.

Avisite

Link: Carne de frango é destaque entre os principais produtos da pauta exportadora

BM&F Bovespa amplia limite de oscilação de futuros de dólar e Ibovespa

Publicado por Odair às 9/30/2008 11:59:00 AM

A BM&F Bovespa informou há pouco que a partir de hoje foram os elevados os limites diários de oscilação dos contratos futuros de dólar e de Ibovespa negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). O reajuste vale também para os mini contratos dos dois ativos.

A partir de agora, o contrato futuro de dólar poderá oscilar 6% em um único dia, para cima ou para baixo. O limite anterior era de 5%, mas com a volatilidade recente do mercado, por duas vezes esta barreira teve que ser ampliada durante o pregão para 8%.

Nos contratos futuros de Ibovespa, oscilação máxima permitida em um dia passou de 8% para 10%. Segundo comunicado, a elevação visa adequar os contratos à recente turbulência dos mercados e também ao mecanismo do circuit breaker, que suspende o pregão à vista na Bovespa quando o índice tem uma variação de 10%. O mecanismo foi acionado ontem pela primeira vez em mais de nove anos.

Ainda no seu comunicado, a BM & FBovespa ressalta que pode revogar ou alterar, a qualquer momento, o limite de oscilação de preços de qualquer contrato e de qualquer vencimento, mediante comunicação prévia ao mercado.

O limite de variação diária para um contrato é uma forma de garantir que as margens de garantia depositadas pelos investidores vão conseguir cobrir os ajustes de pelo menos um dia.

Valor

Link: BM&F Bovespa amplia limite de oscilação de futuros de dólar e Ibovespa

Lojas Renner parcela pagamento da Leader em seis vezes até 2011

Publicado por Gandalf às 9/30/2008 10:59:00 AM

A Lojas Renner (LREN3), através de sua controlada indireta LR Investimentos, celebrou na noite da última segunda-feira (29) o "Primeiro Particular de Venda e Compra de Ações", referente à aquisição da Leader Participações.

O contrato, datado de 3 de setembro de 2008, versa sobre a alteração nas condições de pagamento dos ativos adquiridos, dividindo o valor a ser desembolsado em seis parcelas a serem pagas até 31 de janeiro de 2011.

A primeira delas, no montante de R$ 130 milhões, foi descontada na data do fechamento da operação (segunda-feira passada), e representa quase 30% do total destinado à compra da rede de lojas - cerca de R$ 440 milhões. O próximo pagamento será de R$ 70 milhões, no dia 31 de janeiro de 2009.

Segundo a empresa, as quatro últimas parcelas serão reajustadas em 105% da taxa DI e irão corresponder ao valor de R$ 60 milhões cada uma. O vencimento será sempre dia 31 dos meses de julho e janeiro, entre os anos de 2009 e 2011.

Infomoney

Link: Lojas Renner parcela pagamento da Leader em seis vezes até 2011

Bélgica, França e Luxemburgo injetam € 6,4 bilhões no Dexia

Publicado por Gandalf às 9/30/2008 08:45:00 AM

Gandalf Wizard
Investidor Informado

A Bélgica, a França, Luxemburgo e os maiores acionistas do banco Dexia vão injetar € 6,4 bilhões de euros no banco franco-belga. As ações do banco registraram ontem a maior queda da história, com o agravamento da crise financeira internacional.

O primeiro-ministro belga anunciou esta manhã a injeção de € 6,4 bilhões de euros no Dexia. “Fazemos isto para permitir que o Dexia consiga lidar com o que está acontecendo nos mercados financeiros. É um atitude correta e forte.”, disse Yves Leterme ao jornalistas esta manhã em Bruxelas.

A operação vai ser repartida pela Bélgica, França, Luxemburgo e os maiores acionistas do banco. O Governo belga e os acionistas vai injetar, em conjunto € 3 bilhões de euros. A França e o banco estatal Caísse des Depots et Consignations vão injetar mais € 3 bilhões de euros e Luxemburgo irá comprar € 376 milhões de euros em notas conversíveis em ações da unidade do Dexia no país.

A situação do Dexia agravou-se devido aos problemas da sua filial nos Estados Unidos. Em Agosto, o banco foi obrigado a fornecer US$ 300 milhões de dólares ao Financial Security Assurance devido aos prejuízos causados pelo “subprime”.

Em apenas três dias, os Governos europeus já socorreram cinco instituições bancárias. No total foram injetados € 75,77 bilhões de euros para salvar estas instituições do colapso.

A Bélgica, a Holanda e o Luxemburgo injetaram € 11,2 bilhões de euros no capital do Fortis. No Reino Unido, as autoridades públicas emprestaram € 22,57 bilhões de euros ao Bradford & Bingley, para assegurar os depósitos da instituição que, entretanto, foram comprados pelo Abbey National.

Na Islândia, o Governo islandês anunciou que vai comprar uma posição de 75% do capital do Glitnir Bank, por € 600 milhões de euros, devido às dificuldades de financiamento deste banco.

Na Alemanha, o Governo e alguns bancos privados vão providenciar uma garantia de € 35 bilhões de euros para a segunda maior empresa de crédito hipotecário do país, a Hypo Real, que está à beira da falência.

Jornal de Negócios adaptado por Investidor Informado

Link: Bélgica, França e Luxemburgo injectam 6,4 mil milhões de euros no Dexia

JPMorgan diz que perdas da CSN com derivativos são só contábeis

Publicado por Gandalf às 9/30/2008 08:23:00 AM

O JPMorgan informou nesta segunda-feira que as perdas da CSN no mercado não vão gerar impacto no caixa da empresa. Em relatório, o banco havia estimado que a siderúrgica poderia ter uma perda de até 600 milhões de dólares com derivativos ligados à cotação de suas ADRs (papéis da empresa negociados nos Estados Unidos). Só que, ao contrário do que aconteceu com a Sadia, esse prejuízo será apenas contábil.

O banco explicou que, mesmo que a CSN decidisse desmontar as operações neste momento, ainda assim teria um ganho de 845 milhões de dólares entre 2 de abril de 2003 e 26 de setembro de 2008 com os contratos. Para o banco, a operação tornou-se menos lucrativa com o atual movimento de mercado, mas continua a gerar um ganho enorme para a siderúrgica.

O JPMorgan também afirmou que fez a análise dos balanços de todas as siderúrgicas e mineradoras que acompanha no Brasil para avaliar quem tem ou poderia ter exposição às flutuações do câmbio. A conclusão do banco foi positiva porque nenhuma das empresas analisadas se encontra em situação semelhante à da Sadia ou Aracruz.

Até o momento, a Sadia foi a única empresa com ações em bolsa a divulgar em detalhes suas perdas com a alta do dólar. Investimentos equivocados em opções e contratos futuros, além de uma aplicação no falido banco Lehman Brothers, geraram perdas de 760 milhões de reais para a empresa. No mesmo dia, a empresa anunciou a saída de seu diretor financeiro. Já a Aracruz confirmou prejuízos com esse tipo de operação, mas ainda não sabe avaliar o tamanho das perdas. Como se diretor financeiro também se licenciou o cargo, o mercado acredita que a empresa também fez operações alavancadas com derivativos e perdeu dinheiro.

Exame

Link: JPMorgan diz que perdas da CSN com derivativos são só contábeis

Embraer adia entrega de 4 aviões

Publicado por Gandalf às 9/30/2008 08:10:00 AM

A Embraer vai adiar por prazo ainda não definido a entrega de quatro aviões, prevista para 2009. O impacto será muito pequeno para uma companhia cuja meta é vender cerca de 200 aviões no próximo ano, mas é um efeito concreto da crise financeira internacional em uma das maiores empresas brasileiras.

Por enquanto, não há mudanças nas entregas de aeronaves previstas para este ano.

Segundo Antônio Luiz Pizarro Manso, vice-presidente executivo de relações com investidores da Embraer, o atraso ocorre a pedido dos clientes, que enfrentam problemas para financiar as aquisições no prazo, por conta da escassez de crédito no mercado externo. A empresa, que não divulga o valor das transações ou o nome dos clientes, informa que se tratam de jatos comerciais para diferentes destinos: dois para os EUA, um para a Austrália e um para a Europa.

“A Embraer não está imune a crise, mas preparada para enfrentá-la”, disse Manso. A empresa, segundo ele, mantém reservas expressivas em caixa para minimizar a necessidade de captação de recursos. Os adiamentos abrem espaço para atender novos clientes ou antecipar entregas previstas para 2010.

No ano passado, a Embraer entregou 169 jatos, o maior volume da história da empresa. A previsão está entre 195 e 200 aeronaves este ano e entre 195 e 205 em 2009. Esses dados não incluem o novo jato executivo da companhia, o Phenon.

A Embraer deve entregar entre 10 e 15 jatos doe modelo este ano e entre 120 e 150 em 2009.

A Embraer exporta 97% do que produz e seus embarques têm impacto na balança comercial. De janeiro a agosto deste ano, a empresa embarcou US$ 3,5 bilhões, alta de 49% em relação a igual período do ano anterior.

Valor

Link: Embraer adia entrega de 4 aviões

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