BC poderá comprar carteira de bancos e amenizar efeitos da crise no Brasil

Publicado por Gandalf às 10/06/2008 09:46:00 PM

O governo vai editar uma MP (medida provisória) que autoriza o Banco Central do Brasil a comprar diretamente a carteira de crédito de bancos comerciais. A decisão foi tomada nesta segunda-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a reunião do conselho político, no Palácio do Planalto, depois de ouvir a exposição do ministro Guido Mantega (Fazenda) e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Essa é mais uma medida que será adotada para ajudar os bancos médios e pequenos no Brasil, que vêm sofrendo com a escassez de crédito provocada pela crise bancária internacional.

Mais cedo, o governo anunciou que vai utilizar parte do dinheiro das reservas internacionais para garantir crédito em dólares para os exportadores brasileiros e ajudar a diminuir a pressão sobre o câmbio.

De acordo com o texto da MP, segundo participantes da reunião no Planalto, o CMN (Conselho Monetário Nacional) irá definir os critérios de regulação para a realização da compra dessas carteiras de crédito pelo BC. Os parlamentares presentes à exposição de Mantega não souberam informar quais serão esses critérios.

Integrantes do PT, PR, PP e PMDB que participaram da reunião confirmaram hoje os detalhes que estarão contidos no texto da MP que deve ser editada amanhã. De acordo com os deputados, Mantega apresentou uma proposta de texto mais ampla que inclui também o financiamento das linhas das empresas de leasing.

No entanto, interlocutores que acompanharam a reunião política informaram que o presidente Lula determinou que a atenção fosse concentrada na questão da compra de carteiras de crédito de bancos comerciais pelo BC

O líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE), reiterou que o governo não examina a hipótese de lançar um pacote econômico para conter a contaminação da crise internacional.

"O ministro Mantega disse que a crise está em um momento agudo. Segundo ele, o pacote aprovado pelo Congresso norte-americano não tem um efeito imediato e que leva algum tempo para provocar as reações [esperadas]", disse Rands.

O deputado Sandro Mabel (PR-GO) disse que o objetivo da MP é de precaução. "É uma medida para se precaver sobre um possível problema decorrente da crise", disse Mabel. "Tudo será regulado e definido pelo CMN", disse o deputado Ricardo Barros (PP-PR).

Folha

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Governo vai emprestar reservas aos bancos

Publicado por Odair às 10/06/2008 05:22:00 PM

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, na entrevista que acabaram de conceder anunciar várias formas de fazer a mesma coisa: emprestar reservas aos bancos.

1 - Vai haver uma operação no exterior em dólar em que o Banco Central troca reservas cambiais por títulos "de primeira qualidade", conforme disse Meirelles. Mais tarde essa operação será desfeita. Os bancos passam a ter dólares no exterior e assim eles poderão oferecer linhas de crédito para exportação. Ambos disseram que as reservas continuarão sendo brasileiras, mas serão usadas de forma inteligente.

2 - Outra operação serão os leilões internos de venda de dólar com o compromisso de recompra futura, que é outra forma de empréstimo de reservas. Hoje foi feito um leilão de US$ 1,5 bilhão. Essa é outra forma de oferecer mais dólares ao mercado.

A análise que ambos fizeram sobre a crise ainda é aquela mesmice: os outros países estão com problemas e nós não. Não é verdade. O Brasil está com dificuldades sim, diferentes, específicos, mas está com problemas. Um deles é esta escassez de dólares que o BC está atendendo agora.

O ministro Mantega disse que acredita que a crise vai melhorar e usou um argumento curioso: "porque não é possível que o mercado vai continuar travado como está".

A medida anunciada pelos dois pode apenas ajudar um pouco a aliviar esse momento de falta de liquidez do mercado.

Míriam Leitão

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Aracruz perde quase duas vezes o lucro com derivativos

Publicado por Odair às 10/06/2008 05:18:00 PM

Uma semana depois de reconhecer que teria perdas com operações de derivativos cambiais, a Aracruz apresentou a conta ao mercado: R$ 1,95 bilhão. O valor equivale a quase o dobro do lucro registrado pela fabricante de celulose no ano passado, de R$ 1,045 bilhão. Ao contrário, porém, do que fez a Sadia, a Aracruz não liquidou as posições nem teria condições de fazê-lo contando apenas com recursos próprios, uma vez que a posição de caixa da empresa é de apenas R$ 1,2 bilhão.

A reação dos investidores ao anúncio do valor das perdas pôde ser resumida no comportamento da ação da Aracruz, que despencou 24,81% apenas no pregão de sexta-feira. Desde o dia em que admitiu que possuía uma exposição a derivativos acima dos limites estabelecidos, a empresa perdeu mais de 40% de seu valor de mercado.

As poucas informações a respeito da operação deram margem a muitas especulações. Uma delas é a de que uma das contrapartes da companhia na operação de derivativos seria o Banco Safra, cuja família também controla a Aracruz, ao lado da Votorantim Celulose e Papel (VCP). Se confirmado, o negócio configuraria um gravíssimo conflito de interesse, avaliam fontes de mercado. Procurada pela Gazeta Mercantil, a Aracruz informou que não se pronunciaria sobre o assunto.

Como as operações continuam em aberto, o prejuízo com os derivativos não aparecerá no balanço do terceiro trimestre, que a empresa divulga no próximo dia 17. Ao contrário, o saldo será positivo em R$ 25 milhões no período. O efeito da variação cambial, no entanto, aumentará a dívida da companhia em moeda estrangeira em R$ 330 milhões.

Para atenuar o impacto de novas altas do dólar no resultado, a Aracruz informou que vem mantendo uma posição comprada em dólar futuro na BM&F de US$ 538 milhões, com taxa média de R$ 1,91. A companhia também possui US$ 140 milhões vendidos em Non Deliverable Forward (NDF) - instrumento que trava uma taxa para compra de dólares para uma data futura - com vencimento em novembro de 2008, contra uma posição comprada de US$ 60 milhões com vencimento em outubro de 2008.

De acordo com o professor de finanças Ricardo Almeida, do Ibmec São Paulo, a Aracruz sinalizou no fato relevante que não precisará de recursos imediatamente, o que pode dar tempo para a companhia estruturar uma captação de dívida para liquidar a posição. O problema, afirma, é que a restrição de liquidez do mercado deve dificultar o negócio. Segundo Almeida, chama a atenção o fato de que a Aracruz já possui uma espécie de "hedge natural", ou seja, a receita projetada é equivalente à dívida em dólares. "A empresa não tinha necessidade de se expor dessa maneira com derivativos", observa.

O analista Peter Ping Ho, da Planner Corretora, não condena a Aracruz pelas operações. "As empresas do setor têm margens estreitas e precisam se arriscar para entregar resultados para o mercado", afirma. Ele considera que o principal problema da companhia foi ter perdido o controle das perdas que poderia sofrer com esse tipo de negócio. O analista vê a forte alta do dólar como especulativa e acredita que a moeda norte-americana não manterá a tendência de valorização. "Provavelmente a perda efetiva da empresa será menor que o valor anunciado", projeta.

Os investidores, porém, deram mostras de que não pretendem esperar para ver. "Se eu quisesse especular com dólar, não investiria em uma produtora de papel e celulose", reclamou um gestor de fundos que preferiu não ser identificado. Ele lembra que, da mesma forma que o dólar pode cair para R$ 1,50, a moeda pode alcançar R$ 2,50, caso a crise financeira se agrave ainda mais.

Pelas projeções da Ágora Corretora, o resultado esperado para a Aracruz neste ano deve passar de um lucro de R$ 834 milhões para um prejuízo de 727,5 milhões. A corretora reduziu o preço-alvo para os papéis da companhia em 37,8%, para R$ 9,20. Para os analistas da Ágora, a notícia é bem negativa e coloca em risco a credibilidade da empresa.

As agências de avaliação de risco Moody’s e Standard & Poor’s (S&P) colocaram a classificação da Aracruz em observação para possível rebaixamento após o anúncio do valor das perdas. A empresa possui avaliação equivalente a grau de investimento pelas duas agências, com nota superior, inclusive, à do Brasil, que ainda não obteve o investment grade pela Moody’s.

A classificação da Aracruz poderá ser reduzida caso a empresa tenha perdas efetivas superiores às anunciadas ou caso a fusão com a VCP não ocorra, afirma a Moody’s, em relatório. "Embora essas perdas ainda não tenham tido um efeito caixa, elas trazem riscos contingentes à empresa caso o real se mantenha nas atuais cotações frente ao dólar nos próximos 12 meses", disse o analista de crédito Marcelo Costa, da S&P.

Gazeta Mercantil

Link: Aracruz perde quase duas vezes o lucro com derivativos

Circuit Breaker acionado novamente na Bovespa, com queda de 15,06%

Publicado por Odair às 10/06/2008 12:54:00 PM

Odair Gomes
Investidor Informado

Os negócios na Bovespa foram suspensos pela segunda vez, às 11h43m, após atingir queda de 15,06% do Ibovespa.  A negociação será retomada dentro de 1h, as 12h43m.

A primeira ativação do Circuit Breaker hoje ocorreu as 10h19m, e interrompeu os negócios por 30 minutos, porém a queda continuou se intensificando até atingir os 15,06% as 11h43m. O giro financeiro é de R$ 1,44 bilhão. O risco país marca 387 pontos.

A segunda paralisação segue as regras operacionais do Circuit Breaker, que não prevêem novas paralisações a não ser por determinação emergencial.

O agravamento na crise financeira da União Européia foi o estopim para as quedas o Ibovespa nesta segunda feira, após um fim de semana de negociações, sem muitos avanços com os países mais ricos.

Atualizado em 6 de outubro de 2008 – 13:00

A BM&F Bovespa determinou em caráter emergencial que se o pregão atingir queda superior a 20% o pregão deverá ser suspenso até as 16h30m.

Link: Circuit Breaker e suas regras de funcionamento

Crise alastra-se entre bancos europeus

Publicado por Odair às 10/06/2008 12:45:00 PM

Especialistas afirmam que economia do velho continente caminha para recessão.

Enquanto a Alemanha anunciava a garantia dos depósitos bancários, o governo belga lutava contra o tempo para fechar um acordo para a venda dos ativos do banco Fortis na Bélgica e em Luxemburgo antes da abertura dos mercados hoje.

A economia européia parece caminhar para uma recessão, já instalada na França e na Irlanda. Com isso, cresce a pressão para que os bancos centrais dos EUA e da Europa-que já injetaram centenas de bilhões de dólares para irrigar os mercados- façam cortes de juros emergenciais. O Banco da Inglaterra se reúne nesta semana e há expectativa de que reduza a taxa básica do país.

A União Européia deve reduzir os limites de endividamento dos países do bloco para que seus governos possam gastar mais dinheiro no socorro a bancos.

Os governos da região têm injetado bilhões de euros no sistema, tentando assegurar aos correntistas que seu dinheiro está seguro e relaxar o congelamento do crédito.

– A indústria bancária européia está sentindo o vento do calote soprando do outro lado do Atlântico – disse Axel Pierron, da consultoria Celent.

Já tarde da noite, o premiê belga, Yves Laterme, disse que o banco francês BNP Paribas chegou um acordo com as autoridades para ficar com 75% do Fortis na Bélgica e em Luxemburgo, com os governos dos dois países ficando com o restante.

O plano tornará o governo belga o maior acionista do BNP Paribas, com cerca de 10% das ações.

A medida ocorreu após o governo holandês ter anunciado a nacionalização das atividades da instituição financeira em seu território na sexta-feira, a um custo de US$ 16,8 bilhões, prejudicando um pacote de socorro trinacional ao Fortis fechado uma semana antes .

Na Itália, o banco UniCredit, o segundo maior do país, anunciou ontem que pedirá US$ 3 bilhões de aporte aos acionistas e que reduzirá os dividendos.

Na Dinamarca, o governo e os bancos acertaram um pacote de socorro, segundo a TV local, que criará fundo de US$ 4 bilhões para garantir os depósitos dos clientes, sem limites, em caso de quebra de banco.

Na Islândia, o governo reuniu bancos e fundos de pensão e buscava recursos no exterior para o sistema financeiro.

O secretário do Tesouro britânico, Alistair Darling, disse que o país estava "pronto para tomar medidas muito grandes que não tomaríamos normalmente". Londres já nacionalizou duas instituições de crédito hipotecário, o Northern Rock e o Bradford & Bingley.

O primeiro-ministro Gordon Brown também disse no fim de semana que é preciso fazer mais para garantir que a crise bancária não corte os financiamentos para empresas de pequeno e médio porte.

Jornal do Brasil

Link: Crise alastra-se entre bancos europeus

Circuit Breaker e suas regras de funcionamento

Publicado por Gandalf às 10/06/2008 11:29:00 AM

Gandalf Wizard
Investidor Informado

Segundo as definições do manual de procedimentos operacionais da Bovespa o Circuit Breaker é definido como “o mecanismo utilizado pela BOVESPA que permite, na ocorrência de movimentos bruscos de mercado, o amortecimento e o rebalanceamento das ordens de compra e de venda. Esse instrumento constitui-se em uma “proteção” à volatilidade excessiva em momentos atípicos de mercado”.

O mecanismo do Circuit Breaker possui dois gatilhos de acionamento, o primeiro ocorre quando o índice Ibovespa apresenta queda superior a 10% com relação ao fechamento do dia anterior, nesse caso todos os negócios na Bovespa serão interrompidos por 30 minutos, em todos os mercados.

O segundo gatilho ocorre quando a queda ultrapassa o limite de 15% com relação ao fechamento do dia anterior, nesse caso serão interrompidos todos os negócios na Bovespa por 1h, em todos os mercados.

Existem regras gerais que determinam que:

Não haverá acionamento do Circuit Breaker na última meia hora de funcionamento do Pregão;

Após o acionamento do Circuit Breaker será sempre garantindo um período final de negociação de pelo menos 30 minutos corridos;

Os negócios registrados após o acionamento do Circuit Breaker serão cancelados.

Existe ainda a possibilidade de aplicação de medidas de emergência de ordem operacional a serem decididas pelo Superintendente Geral da Bovespa.

Bovespa cai 10,09% na abertura com percepção de situação na Europa

Publicado por Gandalf às 10/06/2008 10:48:00 AM

Gandalf Wizard
Investidor Informado

A Bovespa caiu rapidamente no primeiro 19 minutos de negociação provocando o acionamento do circuit-breaker, e a suspenção dos negócios até 10h49min.

A percepção de analistas é que o fim de semana de negociações na União Européia mostrou a fragilidade e o risco que o sistema financeiro europeu está exposto. Apesar dos claros sinais que a situação européia poderia ser tão grave quanto à americana no sistema financeiro e até mais grave no desempenho econômico, muitos investidores se recusavam a considerar esse cenário.

O dólar comercial passava a barreira de R$ 2,16 no momento do acionamento do circuit-breaker da Bovespa.

O acordo para salva o banco alemão HRE (Hypo Real Estate), por mais de US$ 69 bilhões é uma mostra do tamanho da dificuldade que o sistema financeiro europeu se prepara para enfrentar. A percepção da população da crise também é crescente, por isso o governo alemão decidiu garantir os depósitos em bancos alemães sem limite.

A reabertura do mercado após o circuit-breaker não promete melhoras.

Cyrela e Agra desistem de unir operações

Publicado por Gandalf às 10/06/2008 09:55:00 AM

A maior incorporadora imobiliária do país, a Cyrela, anunciou nesta segunda-feira, em conjunto com a Agra, que rescindiu memorando de entendimento assinado em junho para união das empresas.

A operação foi cancelada "devido à impossibilidade de compatibilização dos compromissos assumidos pelas companhias perante seus respectivos parceiros, no que tange à exclusividade de atuação conjunta com tais parceiros em certas regiões do país", informaram as empresas em comunicado.

Quando foi anunciada, em 23 de junho, a operação criaria uma companhia com banco de terras com potencial de venda de 30 bilhões de reais. No dia do anúncio, a ação da Agra chegou a disparar 37 por cento durante o pregão na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Com a rescisão, a Cyrela pagará 120 milhões de reais por algumas participações societárias da Agra em empresas de propósitos específico criadas pela companhia para desenvolver empreendimentos imobiliários.

Reutes

Link: Cyrela e Agra desistem de unir operações

Wells Fargo consegue anular ordem judicial que congelava fusão com Wachovia

Publicado por Gandalf às 10/06/2008 09:46:00 AM

O banco americano Wells Fargo anunciou no domingo à noite que conseguiu anular, com um recurso de apelação, a decisão do juiz de Nova York que ordenava o congelamento da fusão com o Wachovia.

"A corte de apelações divulgou uma sentença que anula a ordem de ontem (sábado), que havia sido pronunciada pelo juiz Charles Ramos", afirma o Wells Fargo em um comunicado.

"Estamos satisfeitos de que esta ordem infundada tenha sido anulada. O Wells Fargo continuará trabalhando para finalizar seu acordo de fusão firme e vinculante com o Wachovia", acrescenta o comunicado.

O banco americano Citigroup havia obtido a ordem judicial que congelava a fusão dos concorrentes.

AFP

Link: Wells Fargo consegue anular ordem judicial que congelava fusão com Wachovia

Vale consegue acordo sobre usina de níquel na Nova Caledônia

Publicado por Gandalf às 10/06/2008 09:30:00 AM

A filial da gigante brasileira Vale na Nova Caledônia, na Oceania, assinou um acordo nesta segunda-feira após cinco anos de negociações com as populações contrárias à implantação de uma usina metalúrgica. Pelo acordo, a Goro Nickel - a filial da Vale - se compromete a financiar o desenvolvimento sustentável na ilha.

O acordo surge após quase cinco anos de disputas judiciais, que levaram a eventuais episódios de violência, entre a empresa e as populações locais do sul da ilha, onde essa usina química de tratamento de níquel está em construção.

"É um passo inovador, que se inscreve nos compromissos da Vale e de suas entidades pelo mundo: a participação das populações locais na gestão sustentável das bases econômicas e sociais dos projetos mineradores e a respeito do meio ambiente", afirmou o diretor-geral da Goro Nickel, Michel Sylvestre.

O acordo prevê, principalmente, a criação de uma fundação, de um comitê consultivo sobre as questões ambientais e a adoção de uma série de medidas ligadas à proteção do meio ambiente.

A usina Goro Nickel, com capacidade para produzir 60 mil toneladas de níquel e 5.000 toneladas de cobalto, está em processo de instalação em uma região de excepcional biodiversidade marinha e terrestre. Com custo de US$ 3,2 bilhões, entrará em funcionamento no primeiro trimestre de 2009.

France Press

Link: Vale consegue acordo sobre usina de níquel na Nova Caledônia

BNP Paribas confirma compra do Fortis

Publicado por Gandalf às 10/06/2008 08:43:00 AM

O banco francês BNP Paribas confirmou neste domingo ter assumido o controle do Fortis na Bélgica e em Luxemburgo - cujos governos permanecerão como acionistas minoritários da instituição -, criando assim "o maior banco europeu em valor de depósitos".

A operação transforma os governos belga e luxemburguês em acionistas do maior banco da França, com "mais de 10%" do capital deste para o primeiro (o que equivale a aproximadamente 6,5 bilhões de euros) e "menos de 2%" para o segundo.

A participação da Bélgica no Fortis diminuiu de 49 para 25%, enquanto a de Luxemburgo caiu de 49 para 33%.

O BNP Paribas indicou ter adquirido as operações do banco nos dois países em ações.

"A operação deve ser realizada sem que o BNP Paribas tenha que gastar dinheiro, pelo menos na parte bancária", disse um porta-voz da instituição francesa à AFP.

O BNP Paribas também assumirá o setor de seguros do Fortis por cinco bilhões de euros, que serão pagos em dinheiro.

A operação valorizou as operações do Fortis na Bélgica e em Luxemburgo, além de Turquia, Alemanha e França, entre 15 e 16 bilhões de euros, segundo o banco francês.

Com a compra, o BNP Paribas assume uma rede de 1.500 filiais do Fortis nestes seis países.

AFP

Link: BNP Paribas confirma compra do Fortis

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