CSN contrai empréstimos de US$ 800 milhões para investimento na Cosipa

Publicado por Odair às 10/08/2008 05:24:00 PM

Odair Gomes
Investidor Informado

A CSN (CSNA3) anunciou que obteve empréstimo junto ao BNDES e ao JBIC (Banco do Japão para Cooperação Internacional). O BNDES irá emprestar R$ 493 milhões e o JBIC US$ 550 milhões.

As linhas de crédito objetivam a construção de um novo Laminador de Tiras à Quente da Cosipa, os empréstimos têm prazos de 7 a 10 anos. O Laminador ampliará a capacidade de produção da usina José Bonifácio de Andrada e Silva, em Cubatão, São Paulo para 4,7 milhões de toneladas de bobinas de aço, utilizadas principalmente pelo setor automobilístico.

A CSN anunciou ainda a compra de 49% do capital da DUFER, que eram detidos pelo ThyssenKrupp, pelo valor de R$ 92,418 milhões. A Cosipa, controlada da CSN já detinha os 51% restantes, assim passa a condição de único controlador da DUFER.

Perdas de fundos de pensão chegam a R$ 38 bi, diz entidade

Publicado por Odair às 10/08/2008 04:02:00 PM

Os fundos de pensão já amargam perda superior a R$ 40 bilhões com a queda na Bolsa. De acordo com a Abrapp (Associação Brasileira de Entidades Fechadas de Previdência Complementar), até setembro a estimativa era de retração de R$ 37,8 bilhões nas aplicações das entidades em renda variável.

A projeção divulgada pela associação ainda não considera o comportamento do mercado em outubro. Números oficiais tabulados pela SPC (Secretaria de Previdência Complementar), considerando perdas e ganhos dos fundos neste ano, mostram que o superávit das entidades encolheu R$ 17 bilhões de janeiro a agosto.

O secretário de Previdência Complementar, Ricardo Pena, afirmou que a secretaria está "monitorando" a situação.

Na semana passada, o CGPC (Conselho de Gestão da Previdência Complementar) aprovou resolução impondo critérios mais rigorosos aos fundos no momento de destinar seus superávits. A medida visa exigir maior grau de conservadorismo das entidades de previdência complementar na apuração de seus resultados.

De acordo com a Abrapp, no início de janeiro os fundos tinham em renda variável R$ 160 bilhões. De janeiro a setembro, esse valor caiu R$ 37,8 bilhões. No entanto, os investimentos das entidades em renda fixa renderam R$ 29,4 bilhões. "Considerando esses dois valores, estima-se uma variação patrimonial negativa das entidades em setembro deste ano de aproximadamente R$ 8,4 bilhão", informa a Abrapp.

Já o valor do superávit divulgado pela SPC considera todos os investimentos do fundo até agosto, incluindo aplicações em imóveis. Em dezembro do ano passado, o superávit total dos planos de previdência era de R$ 76 bilhões. Entre os planos com déficit, informou a secretaria, o resultado negativo chega a R$ 24,6 bilhões.

Folha

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Agra reduz guidance de lançamentos em R$ 700 milhões para 2008

Publicado por Odair às 10/08/2008 03:50:00 PM

A Agra Empreendimentos Imobiliários (AGIN3) revisou o guidance para o final deste ano em R$ 700 milhões e estabeleceu uma meta para 2009, mostra nota publicada pela empresa na noite da última terça-feira (7).

De acordo com a companhia o guidance para 2008 foi reduzido de R$ 2,1 bilhões para R$ 1,4 bilhão, queda de 33,33%. Até o momento, a Agra lançou R$ 1,1 bilhão do guidance. A meta para 2009 também foi estabelecida em R$ 1,4 bilhão.

A empresa ainda destaca que, ao final de setembro, as vendas contratadas acumulam R$ 950 milhões, atingindo 73% do guidance de vendas. A velocidade de vendas do 2º e 3º trimestres chega a quase 60%, diz a nota.

O caixa bruto da empresa chega a aproximadamente R$ 300 milhões e as dívidas corporativas somam R$ 362 milhões, com "perfil de longo prazo e taxas muito competitivas", diz a nota.

A dívida líquida em relação ao patrimônio líquido é de 8,6%, considerando a dívida do SFH o patamar é de 23,2%. Além disso, a empresa afirma que mesmo com a venda de R$ 120 milhões em terrenos, o banco de terrenos chega a R$ 10,7 bilhões em VGV (Valor Geral de Venda) potencial.

Em reunião realizada no último final de semana, os executivos da Cyrela Realty (CYRE3) e Agra (AGIN3) resolveram desistir da proposta de integração das incorporadoras, conforme memorando de entendimento que havia sido firmado em junho deste ano.

Segundo comunicado, o negócio não foi concretizado frente "a impossibilidade de compatibilização dos compromissos assumidos pelas companhias perante seus respectivos parceiros, no que tange à exclusividade de atuação conjunta com tais parceiros em certas regiões do País". No mesmo dia as ações perderam 81,55% do valor.

As ações da Agra registram forte desvalorização no mês de outubro, marcando queda de 81,53% no período frente um recuo de 18,98% do Ibovespa (Índice da Bolsa de Valores de São Paulo).

Já no período de um ano, os papéis amargam baixa de 91,03% sendo cotados a R$ 1,30, de acordo com a cotação de fechamento do dia 7 de outubro de 2008. Por sua vez o Ibovespa, no mesmo período, tem queda de 35,94%.

Infomoney

Link: Agra reduz guidance de lançamentos em R$ 700 milhões para 2008

Cosan Limited pretende comprar ações da Cosan S.A.

Publicado por Odair às 10/08/2008 12:55:00 PM

Odair Gomes
Investidor Informado

Cosan  Limited (CZLT11) informou a intenção de comprar ações de sua subsidiária Cosan S.A. (CSAN3), o limite de compras será de até 8 milhões de ações, o equivalente a 3% do total de ações da Cosan, ou alternativamente até que as compras atinjam US$ 50 milhões.

Considerando a cotação do dólar de hoje em torno de R$ 2,30, a empresa pretende o preço médio de R$ 14,30 em sua operação de aquisição.

O prazo para a operação será de 180 dias, e deverá respeitar o percentual mínimo de ações em circulação de 25% para que as ações sejam listados no Novo Mercado da Bovespa.

As posições adquiridas e os preços serão informados pelo IAN da Cosan S.A. como determina o regulamento do Novo Mercado.

Tesouro Direto suspende transações temporariamente

Publicado por Odair às 10/08/2008 12:53:00 PM

O Tesouro Direto suspendeu temporariamente o leilão de Letras do Tesouro Nacional (LTN), Notas do Tesouro Nacional série F (NTNF), Notas do Tesouro Nacional série B (NTNB), e Notas do Tesouro Nacional Principal (NTN Principal). Só estão sendo negociadas Letras Financeiras Nacionais (LFT), que têm valorização posfixada.

Segundo o secretário do Tesouro, Arno Augustin, a interrupção das ofertas de títulos é automática quando há grande variação no mercado (volatilidade), para proteger o investidor. “Isso é automático”.

Agência Brasil

Link: Tesouro Direto suspende transações temporariamente

Fed coordena ação inédita dos bancos centrais: corte global dos juros

Publicado por Gandalf às 10/08/2008 11:48:00 AM

Bancos centrais do mundo fazem um lance inédito, ousado e forte. É a principal notícia da ação contra a crise financeira. Agorinha mesmo, o Federal Reserve, Fed, dos EUA, anunciou uma ação coordenada com os outros principais BCs do mundo, da Europa, da Inglaterra, Suiça, Suécia e Canadá, para redução geral das taxas básicas de juros.

Esse tipo de movimento é inédito. BCs seguem suas próprias lógicas e devem lidar com os níveis locais de inflação. E, por sinal, há inflação elevada na maioria dos países.

Neste momento, porém, a crise financeira se sobrepõe à inflação. E o caráter global da crise exige ação global – coisa que parecia difícil. Mas saiu e é uma grande notícia: os BCs atropelaram seus calendários de reuniões e, em caráter de enorme emergência, anunciaram reduções de juros – tudo no esforço global de impedir o colapso dos sistemas financeiros por falta de crédito.

Detalhe: toda a operação foi anunciada em um comunicado do Fed, em vez de comunicados de cada BC. O propósito parace ser o de deixar claro que há uma coordenação global contra a crise.

O Banco Central da China também reduziu juros. O do Japão não o fez, informa o comunicado do Fed, porque os juros lá já estão abaixo do mínimo.

Mais do que o tamanho do corte do juros – e foi forte (veja a reportagem na página de abertura) – o decisivo nesta hora é mostrar a capacidade de ação coordenada.

Os BCs reforçam uma atuação notável.

Carlos Alberto Sardenberg

Link: Fed coordena ação inédita dos bancos centrais: corte global dos juros

Proposta de reforma tributária do governo é criticada

Publicado por Gandalf às 10/08/2008 08:45:00 AM

A proposta de reforma tributária que o governo federal pretende enviar ao Congresso Nacional sem um projeto de lei, deixando a regulamentação para o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), foi criticada ontem pelo jurista Ives Gandra da Silva Martins no primeiro dia do VIII Congresso Internacional de Direito Tributário de Pernambuco que acontece no Recife, até amanhã. Segun-do ele, o governo declara que haverá resistências à proposta e, por isso, evita detalhar pontos importantes, como as alíquotas. "Se não temos anteprojetos, não sabemos quais serão as alíquotas e o Senado não poderá modificar as que forem propostas pelo Confaz, apenas aceitar ou rejeitar. Sem os projetos de regulamentação, sou contra. Isso é uma carta em branco, sem saber como irá funcionar, é um perigo", afirmou.

Presidente do Conselho Superior de Direito da Federação do Comércio de São Paulo e escolhido para a presidência do evento que destaca os 20 anos de promulgação da Constituição Federal, Ives Gandra, vem discutindo com empresários a reforma tributária que, segundo ele, se passar como está, trará um forte aumento da carga tributária que, entre 1988 e 2008, subiu de 20% para 37% do Produto Interno Bruto do País.

A união da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), do Programa de Integração Social (PIS), do salário educação e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para criar o Imposto Sobre Bens e Serviços, segundo ele, cria um novo imposto, elevando os sete atuais para oito e transforma quatro contribuições em um imposto que terá muito mais abrangência que um Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ou um Imposto sobre Serviços (ISS), recaindo até sobre o dinheiro, que é um bem. "Se se criar uma CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) apenas por lei ordinária teremos a possibilidade de se tributar o dinheiro em qualquer tipo de bem, além do governo manter o Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI", disse. "O que estão pretendendo é aumentar o arsenal para imposições tributárias", disparou, lembrando que chegou a sugerir mudanças no Artigo 149 da Constituição Federal que permite a criação de novas contribuições sociais mas não teve sucesso: o governo alega que precisa de mais flexibilidade para políticas tributárias.

O mais grave, na sua opinião, é que muitas dessas contribuições surgem à luz do social que, na distribuição de recursos do Orçamento Geral da União (OGU), fica muito aquém do que o governo gasta com o funcionalismo, por exemplo. Dos R$ 704 bilhões do OGU de 2008, apenas R$ 28 bilhões foram para o Ministério do Desenvolvimento Social, enquanto R$ 140 bilhões ao pagamento da mão-de-obra governamental. Até mesmo o Bolsa Família, apontado pelo jurista como um extraordinário eleitor mas que tem seu mérito junto aos desempregados, teve apenas R$ 9,6 bilhões este ano. "O ministro Patrus Ananias é um idealista, quase um santo dentro do governo", afirmou Ives Gandra Martins, criticando ainda as afirmações do presidente Lula de que não teria R$ 8 bilhões para gastar com a saúde depois de extinta a CPMF.

Gazeta Mercantil

Link: Proposta do governo é criticada

Crise atinge ações dos bancos brasileiros

Publicado por Gandalf às 10/08/2008 08:14:00 AM

Valor de mercado baixou R$ 111 bilhões. Maior desvalorização foi a do Banco Cruzeiro do Sul, que encolheu 81,6%.

Junto com o setor de construção civil, as ações dos bancos brasileiros de pequeno e médio porte estão entre as quedas mais fortes dentre os papéis listados na BM&FBovespa. Com o agravamento da crise, as perdas desses papéis aumentaram diante da redução da liquidez externa que ampliou a dificuldade em captar recursos. Em média, as ações mais líquidas dessas instituições financeiras despencaram cerca de 60% no ano até esta terça-feira.

Do pico da alta até o final de setembro, o valor de mercado das instituições do setor financeiro brasileiro como um todo perdeu US$ 111 bilhões, baixando para US$ 149 bilhões. A maior desvalorização neste período foi do Banco Cruzeiro do Sul, que encolheu 81,6% ao cair de US$ 1,58 bilhão para US$ 290 milhões, seguida pela queda de 76,9% no valor do Pine, de US$ 1,18 bilhão para US$ 273 milhões.

A Medida Provisória que autoriza o Banco Central do Brasil a comprar diretamente carteiras de crédito de bancos comerciais visa se antecipar à crise e servirá para ajudar as pequenas e médias instituições que sofrem com a escassez de crédito, causada pela crise internacional.

Tal saída alivia as instituições financeiras que, diante da escassez de recursos precisariam desfazer de suas carteiras de crédito. No entanto, a decisão teve pouca influência no comportamento das ações dos bancos. As preferenciais do ABC cederam 7,82%, do BicBanco 8,28% e do Paraná Banco 9,06%. Na contramão, subiram Sofisa (2,52%) e Daycoval (1,06%).

E há aqueles que perderam ainda mais. As ações preferenciais do Pine desvalorizaram 75% desde o final do ano passado, a maior dentre os bancos menores. Somente no pregão de esta terça-feira, a cotação desses papéis desvalorizou 17,83%. O Conselho de Administração do banco aprovou, em 1º de outubro de 2008, a abertura de um novo programa de recompra de ações preferenciais de própria emissão, mas a decisão não ajudou.

Um dos problemas da carteira do Pine é seu perfil, voltado para as pequenas e médias empresas, o que a torna pouco atrativa para a compra por parte dos grandes bancos. Ao mesmo tempo, o segmento de crédito para pequenas e médias empresas é visto como de maior inadimplência. No entanto, o Pine também é conhecido como um dos provedores de crédito para exportadoras, assim como o BicBanco, o que deve beneficiar estas duas instituições.

O BC anunciou que destinará uma parcela das reservas internacionais a empréstimos aos bancos, desde que haja garantia de ativos em moeda estrangeira, como títulos da dívida externa. Esta alternativa é vista como melhor que a venda de carteiras.

Em junho, o BicBanco apresentava R$ 1,719 bilhão em financiamentos para o comércio exterior, o equivalente a 18,8% do total da carteira do banco. Com a redução da liquidez externa, os bancos estavam com dificuldade em captar recursos no mercado internacional para as operações de comércio exterior. Por essa razão, instituições como o Banco do Brasil e Bradesco já vinham reduzindo prazos e volumes para exportadoras.

Apesar da forte queda do valor de mercado, os analistas explicam que, no dia-a-dia, a situação dos bancos de médio porte não é tão complicada a ponto de pensar em quebra das instituições. "As instituições não estão muito alavancadas. Na pior das hipóteses tendem a encolher as operações, mas não acredito que o cenário seja de pânico. O BC está apenas se prevenindo, ou seja, vai ficar pronto para garantir a liquidez", diz o analista da Austin Rating, Luis Miguel Santacreu.

Ele acredita que não haverá corrida bancária nem a quebra de nenhuma instituição financeira, seja de grande ou pequeno porte. "O que o BC está fazendo não é um Proer, que era marcado pela compra de créditos podres, mas as carteiras dos bancos são formadas por ativos bons. É mais uma questão preventiva, ou seja, se a situação piorar é oferecida uma saída", explica.

De qualquer forma, a situação não é de total tranqüilidade. Para outro analista do mercado, mesmo os grandes bancos estão buscando o conservadorismo e não vão comprar as carteiras dos menores. "Ninguém vai aumentar a alavancagem", diz. Esta semana, a Standard & Poor"s Ratings Services revisou a perspectiva dos ratings atribuídos ao Banco Daycoval e ao Indusval, de positiva para estável. E ressaltou os problemas de funding.

"As alternativas limitadas de captação de recursos para os bancos de nicho constituem não só desafios financeiros, como também são o principal fator de risco dos ratings para o segmento em geral", acrescentou. "A revisão das perspectivas dos ratings do Daycoval e do Indusval reflete o ambiente operacional mais desafiador para as instituições financeiras no Brasil em decorrência da turbulência nos mercados globais", disse o analista de crédito da Standard & Poor"s Marcelo Peixoto.

Entre os bancos que a Standard & Poor"s avalia no Brasil, o Daycoval e o Indusval eram os únicos que possuíam perspectiva positiva, indicando que ambas as instituições poderiam ter os ratings elevados se continuassem mantendo o ritmo acelerado de crescimento, bem como o sólido desempenho financeiro.

O atual ambiente de negócios para as instituições financeiras, com aperto de liquidez no setor e potencial redução nas margens, limita a possibilidade de elevação nos ratings de qualquer banco no período de 12 a 18 meses, horizonte de tempo da "perspectiva" para instituições classificadas como grau especulativo. "A revisão da perspectiva não significa que vemos um enfraquecimento no perfil de negócios desses dois bancos", disse Peixoto.

Monitor Mercantil

Link: Crise atinge ações dos bancos brasileiros

Decisão de Eike Batista prejudica ALL e favorece Santos Brasil

Publicado por Gandalf às 10/08/2008 08:01:00 AM

LLX, empresa de logística do bilionário, suspendeu na semana passada a construção de porto gigante em Peruíbe.

A suspensão dos investimentos da empresa de logística LLX, de Eike Batista, na construção do Porto Brasil, em Peruíbe (SP), terá impacto negativo para a gigante do setor de ferrovias ALL, mas deve favorecer o terminal de contêineres Santos Brasil, do banqueiro Daniel Dantas.

A ALL participava indiretamente do projeto Porto Brasil como uma parceira potencial de grande importância, já que possui uma malha ferroviária capaz de transportar cargas para a cidade de Peruíbe. Segundo a corretora paulista SLW, o mercado via o projeto de 1,9 bilhão de dólares da LLX como uma grande fonte de geração de valor para a ALL a partir de 2012, quando começaria a operar.

Já para a Santos Brasil, a notícia é favorável, pois afasta a entrada de um forte concorrente caso seja assinado pelo presidente Lula o novo regime de concessões de portos. Segundo as expectativas do mercado, o novo modelo regulatório deve desobrigar os portos privados de contratar mão-de-obra avulsa, o que deverá lhes conferir condições de operar com recursos mais modernos, eficientes e de menor custo que os atuais concorrentes. Por esse motivo, havia a expectativa que parte da carga transportada em Santos passasse para Peruíbe.

Na última sexta-feira, a LLX informou a suspensão da construção do Porto Brasil para concentrar esforços na construção do porto de Açu e no desenvolvimento do porto do Sudeste, ambos em fase bem mais avançada e com início das operações previsto para 2010 e 2011, respectivamente.

A principal fonte de financiamento informada pela empresa para esses projetos será o BNDES, que já aprovou formalmente um financiamento de R$1,3 bilhão com custo de TJLP mais 2,8%.

A direção da companhia também afirma que o aumento de capital para levantar o restante dos recursos para esses empreendimentos será feito até o final de 2008 e que uma das possibilidades levantadas é o aumento de participação dos controladores, Eike Batista e o Fundo de Pensão dos Professores de Ontário, caso os acionistas minoritários não acompanhem o aumento de capital.

Exame

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TAM já tem financiamento para cobrir aumento de frota em 2008 e 2009

Publicado por Gandalf às 10/08/2008 07:39:00 AM

A crise mundial de crédito não irá afetar, pelo menos imediatamente, a TAM. Em agosto, a empresa anunciou que iria receber mais cinco aviões este ano, e outros cinco em 2009, entre modelos Boeing e Airbus. Para todos, afirma já ter contratos de financiamento fechados ou praticamente fechados.

De acordo com o vice-presidente de Finanças da empresa, ela tem como último recurso de crédito agentes de crédito à exportação (ECAs, na sigla em inglês) europeus e o Exim Bank. "Esses agentes não fecham nunca, são fontes de última instância. São como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)", disse Barroso.

Os créditos fechados com ECAs cobrem a compra dos aviões da Airbus e, segundo o executivo, têm taxa anual igual à Libor. Para os Boeing, o financiamento foi feito através do Eximbank, com taxa fixa pré-fixada de 3,7% ao ano.

Sobre o efeito da crise nos papéis da TAM, Barroso afirmou que elas estão "sofrendo", mas ressaltou que, ainda assim, superam a média do mercado. "Nossas ações estão sofrendo, mas nossa performance supera a do Ibovespa desde o lançamento", afirmou Barroso.

Valor

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