Petrobras devolve bloco no Equador

Publicado por Odair às 10/10/2008 10:42:00 PM

Odair Gomes
Investidor Informado

A Petrobras (PETR4), através de sua subsidiária Energia Ecuador, subsidiária da Petrobras Energia (PESA) anunciou um acordo com o governo do Equador onde se compromete a devolver o bloco exploratório 31. O acordo ainda depende de aprovação do Conselho de Administração da PESA.

Os investimentos acumulados pela PESA nesse bloco chegam a US$ 200 milhões em valores nominais. Antecipando as dificuldades para o desenvolvimento destas reservas, em 2007 foi feito provisionamento para baixa do ativo (“write-off”).

Com a devolução do bloco, a PESA não terá petróleo próprio para transportar pelo oleoduto OCP, no qual tem uma capacidade já contratada (ship-or-pay). Em função disto, está negociando com a Petroecuador um contrato de transporte de petróleo para utilizar esta capacidade ociosa.

Uma vez confirmada à devolução do bloco exploratório 31, os investimentos que haviam sido programados pela Petrobras Energia Ecuador para o desenvolvimento da produção não serão mais realizados.

A avaliação do prejuizo com o oleoduto OCP, na enventualidade de não haver petróleo a ser transportado por decisão do Equador, não foi computado pela Petrobras.

Embraer entrega 145 aeronaves até setembro, alta de 34%

Publicado por Odair às 10/10/2008 10:20:00 PM

A Embraer divulgou hoje as entregas de aeronaves e a carteira de pedidos atualizada relativas ao terceiro trimestre de 2008. Com base nos primeiros três trimestres de 2008, quando a empresa entregou 145 unidades, houve um aumento de 34% em relação ao mesmo período de 2007, quando foram entregues 108 jatos.

Dessa forma, a Embraer confirmou sua estimativa de entregar entre 195 e 200 aeronaves em 2008, além de dez a 15 jatos Phenom 100.

Apenas no terceiro trimestre a Embraer entregou 37 jatos para o mercado de Aviação Comercial, nove jatos executivos e duas aeronaves para o segmento de Defesa e Governo.

A carteira de pedidos firmes da Companhia chegou a US$ 21,6 bilhões no terceiro trimestre, um aumento de 4,3% sobre o trimestre anterior.

No terceiro trimestre, a Embraer anunciou 13 novas vendas de aviões comerciais, incluindo 12 Embraer 190, e um EMBRAER 195.

A Embraer informou ainda que há 17 vendas de Embraer 190 já inclusos na lista de pedidos do trimestre anterior como "cliente não divulgado". Quatro clientes entraram para a lista de novos operadores no terceiro trimestre: a Kun Peng, da China; a TACA, de El Salvador; a Petroecuador e a Virgin Nigeria.

Folha

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Governos entram no debate entre Vale e siderúrgicas chinesas

Publicado por Odair às 10/10/2008 03:23:00 PM

O Ministério do Comércio da China promoveu, na semana passada, uma reunião na qual tomaram parte a Associação de Aço e Minério de Ferro do país (Cisa) e representantes da Embaixada brasileira em Pequim, disse o vice-secretário geral da Cisa, Zhang Jingang, para buscar uma solução nas negociações entre as siderúrgicas locais e a Vale. Nela, a Cisa manifestou sua objeção ao pedido de reajuste nos preços do minério de ferro, pleiteado pela mineradora brasileira.

Tão logo a notícia foi divulgada, a assessoria de imprensa da Vale na China disse que não estava a par de nenhuma visita oficial de executivos da mineradora ao país num futuro próximo, e não entrou em maiores detalhes. Em um momento delicado para os mercados, como o atual, o pedido de aumento torna-se mais difícil de se tornar real. Mas para quem conseguiu vencer tantas quedas-de-braço com siderúrgicas, tudo é possível...

Geólogo

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Votorantim admite perdas de R$ 2,2 bi com operações de câmbio

Publicado por Odair às 10/10/2008 01:51:00 PM

O grupo Votorantim admitiu nesta sexta-feira que vai arcar com um custo de R$ 2,2 bilhões para eliminar a exposição financeira da empresa às oscilações do câmbio. Anteriormente, Sadia e Aracruz já admitiram prejuízos milionários (de R$ 750 milhões e R$ 1,95 bilhão, respectivamente) com sua exposição à moeda americana devido a operações no mercado futuro.

Entre o final de agosto e de setembro, a cotação da moeda americana oscilou de R$ 1,63 para R$ 1,90, afetando as operações financeiras de muitas empresas brasileiras. E somente nos primeiros dias de outubro, o preço do dólar já bateu R$ 2,48, no pior momento da crise.

Em seu comunicado ao mercado, o Votorantim enfatiza que a geração de caixa do grupo foi de R$ 8,1 bilhões no ano passado, com projeção de R$ 8,4 bilhões para este ano. No entanto, não dá detalhes de como esse custo deve ser contabilizado nos próximos balanços da empresa.

Uma das empresas do grupo, o Banco Votorantim, comunicou à parte que "não teve participação na formação das operações de "swap'" realizados pela Votorantim e que "não registrou qualquer prejuízo com a eliminação das referidas operações".

Ontem, a agência de classificação de risco Fitch Ratings colocou sob "observação negativa" o "rating" da VCP (Votorantim Celulose e Papel). A "observação negativa" significa que a nota dessa empresa está sob ameaça de rebaixamento, a exemplo do que já ocorreu com a Aracruz.

Reportagem da Folha de hoje, assinada pelo colunista Guilherme Barros e por Sheila D'amorim, informa que aumentou a preocupação dentro do governo com a dimensão dos estragos das operações de alto risco feitas por empresas que apostaram no dólar desvalorizado até o final do ano.

A equipe econômica ainda não sabe bem o tamanho das perdas, mas avalia que podem ter um potencial significativo de estrago.

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) afirmou à Folha que o Banco Central está levantando quais foram as empresas que fizeram as operações de alto risco no mercado de derivativos de dólar para saber a dimensão dos prejuízos. O número que circula no mercado é de R$ 40 bilhões.

No fim de semana passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o motivo das perdas de empresas brasileiras é a especulação.

"É importante lembrar que essas empresas, no fundo no fundo, estavam especulando contra a moeda brasileira. Portanto, elas praticaram por conta própria, por ganância, este prejuízo. É um problemas delas, porque especularam de forma pouco recomendável", afirmou Lula na ocasião.

Folha

Link: Votorantim admite perdas de R$ 2,2 bi com operações de câmbio

Circuit Breaker na abertura da Bovespa

Publicado por Gandalf às 10/10/2008 12:25:00 PM

Gandalf Wizard
Investidor Informado

A BM&FBOVESPA (BVMF3) acionou, às 10h35, o Circuit Breaker, mecanismo de controle de oscilação do mercado de ações que interrompe a negociação no pregão por 30 minutos, quando o Ibovespa atinge queda superior a 10% em relação ao fechamento anterior.

A grande baixa era esperada desde a abertura dos mercados da Ásia, onde o Japão teve queda de mais de 11% em seu índice, após a falência da seguradora Yamato, o índice fechou com queda de 9,6%, sua maior queda desde a crise de 1987.

O Circuit Breaker foi acionado hoje quando a queda era de -10,19% aos 33.303,08 pontos. Os negócios foram retomados às 11h05.

CMN fixa regras que vão nortear o 'Proer do Lula'

Publicado por Gandalf às 10/10/2008 08:02:00 AM

Em reunião extraordinária, o CMN (Conselho Monetário Nacional) regulamentou, nesta quinta (9), a medida provisória 442.

Trata-se daquela MP que Lula editou na última segunda (6), dando poderes ao BC para socorrer bancos encalacrados.

A principal regra estabelece que o BC poderá imiscuir-se na administração das casas bancárias que recorrerem ao “Proer do Lula”, como o programa foi apelidado.

Ou seja: o banco que receber empréstimos públicos vai perder boa parte de independência operacional.

O Banco Central poderá, por exemplo, restringir a remuneração de acionistas e administradores das casas bancárias que vier a socorrer.

Inserida no lote de providências baixadas pelo governo em resposta à crise financeira que se espraia pelo mundo, a MP de Lula cria um sistema de redesconto.

O BC empresta dinheiro aos bancos em dificuldades e recebe em garantia, sobretudo, carteiras de empréstimos concedidos à clientela das instituições.

Vão abaixo algumas das principais decisões tomadas na reunião do CMN:

1. O BC poderá dar pitaco na administração cotidiana dos bancos;

2. Além de restringir a remuneração de acionistas e o salário dos administradores, o BC poderá exigir providências para a reposição de eventuais perdas de caixa;

3. Os bancos que se pendurarem no programa de socorro terão de consultar o BC antes de tomar decisões que impliquem a abertura de novos negócios;

4. A MP abrira o programa de socorro inclusive a bancos inscritos no cadastro da dívida ativa. O CMN decidiu que o BC poderá exigir a venda de ativos, para pagar as dívidas da instituição com o governo;

5. também poderá determinar a venda de ativos terá de consultar o BC para se aventurar em novos negócios e poderá, por fim, ter os seus ativos vendidos para pagar a dívida com o governo;

6. Os contratos de redesconto terão uma cláusula de recompra. Significa dizer que os bancos assumem o compromisso de recomprar do BC as carteiras de empréstimos dadas em garantia do socorro financeiro oficial;

7. Os empréstimos do BC aos bancos terão prazo máximo de vigência de 360 dias;

8. Para os empréstimos em reais, o governo cobrará dos bancos a taxa básica de juros (Selic), acrescida de percentual a ser definido pelo BC;

9. Nestes casos, o valor das carteiras dadas em garantia vai variar de 120% a 170%, conforme o nível de risco dos créditos. Assim, um banco que, por exemplo, tome emprestado R$ 100 milhões, terá de entregar carteiras de valor entre R$ 120 milhões e R$ 170 milhões;

10. Para os empréstimos em dólar, o BC poderá exigir como garantia títulos brasileiros emitidos em moeda americana ou títulos de outros países ou ainda papéis usados em empréstimos concedidos pelos bancos a exportadores (ACCs e ACEs);

11. Nesses casos, as garantias terão de cobrir 105% do valor do empréstimo do BC quando os títulos forem do Brasil. E entre 120% e 140% quando os papéis forem de nações estrangeiras.

As normas baixadas pelo CMN não atendem às condições impostas pela oposição para aprovar o “Proer do Lula” no Congresso.

Conforme noticiado na noite passada, o DEM apresentará pelo menos duas emendas à medida provisória.

Numa, obriga os bancos socorridos a repassar ao BC ações em volume idêntico ao valor do socorro.

Noutra, joga o patrimônio dos donos do banco no balaio das garantias e prevê a responsabilização criminal e cível dos gestores nos casos em que ficar comprovada a “gestão temerária”.

Josias de Souza

Link: CMN fixa regras que vão nortear o 'Proer do Lula'

Citi desiste de negociações com Wells Fargo sobre Wachovia

Publicado por Gandalf às 10/10/2008 07:02:00 AM

O Citigroup afirmou nesta quinta-feira que está desistindo das negociações para dividir os ativos do Wachovia com o Wells Fargo, acrescentando que irá buscar compensações por prejuízos com os dois bancos, mas não impedirá uma aquisição do Wachovia pelo Wells Fargo.

Diferenças dramáticas em estruturas transacionais e visões de risco tornaram um acordo mútuo impossível, afirmou o Citi em comunicado.

Citigroup, Wells Fargo e Federal Reserve estavam negociando o futuro do Wachovia, um banco regional atingido pela crise de crédito, mas com uma rede valiosa de contatos.

O Citigroup concordou preliminarmente no começo da última semana em comprar os ativos do Wachovia com a assistência parcial do governo e apoiou o Wachovia na última semana enquanto eles acertavam os detalhes finais.

Mas o Wells Fargo afirmou nesta sexta-feira que assinou um acordo para comprar todo o Wachovia, incluindo as unidades de gerenciamento de ativos e corretora varejista.

O Wells e o Citigroup lutaram na corte no último final de semana, mas concordaram na segunda-feira em suspender o litígio - suspensão que expirou na quarta-feira.

Em comunicado, os bancos afirmaram que o prazo foi estendido com o Federal Reserve para sexta-feira, 10 de outubro.

Mas nesta quinta-feira o Citi afirmou que acredita que possui uma forte reivindicação legal contra o Wachovia e o Wells Fargo por quebra de contrato e interferência prejudicial em contrato.

"O Citigroup planeja buscar estas reivindicações por danos vigorosamente no interesse de seus acionistas", afirmou o Citi. "No entanto, o Citi decidiu não pedir que a fusão entre o Wells Farg-Wachovia seja proibida."

O Wells Fargo conseguiu se manter lucrativo durante a crise de crédito, enquanto que o Citi está buscando dar a volta por cima após ter registrado 60 bilhões de dólares em baixas contábeis e perdas durante o ano.

O presidente-executivo Vikram Pandit afirmou: "Nós não procuramos uma transação com o Wachovia; o Wachovia que veio até nós. O nosso foco permance na capitalização de nossas forças globais".

Reuters

Link: Citi desiste de negociações com Wells Fargo sobre Wachovia

'Proer dava mais clareza às operações do que a MP 442'

Publicado por Gandalf às 10/10/2008 06:35:00 AM

A legislação que regulamentou o Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer), criado no governo Fernando Henrique Cardoso, dá mais transparência às operações feitas pelo Banco Central (BC) do que a medida provisória 442, editada na segunda-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ajudar os bancos a enfrentar os atuais problemas de liquidez.

Cada uma das operações financeiras feitas pelo BC no âmbito do Proer tinha de ser informada, "tempestivamente", à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, de acordo com a Lei nº 9.447/97. O BC era obrigado a informar os motivos pelos quais a instituição financeira tinha solicitado sua inclusão no Proer, o valor da operação, os dados comparativos entre os encargos financeiros cobrados no programa e os encargos financeiros médios pagos pelo BC nos seus títulos no mercado, as garantias aceitas e seu valor comparado com o empréstimo concedido.

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) cobrou ontem transparência da MP 442. "Ela é uma carta branca para o governo, pois não exige transparência nas operações, a troca dos banqueiros ou a retirada do mercado da instituição que der prejuízo", afirmou em discurso. "O Proer do Lula é pior do que o Proer do Fernando Henrique, que foi muito mais transparente", observou o senador.

A MP 442 não prevê nenhum tipo de informação sobre as operações que serão realizadas, mesmo que elas dêem prejuízo aos cofres públicos. Não existe determinação sequer para que o BC informe à sociedade quais instituições receberam ajuda e nem os montantes das operações realizadas. A MP diz apenas que, em caso de resultado negativo, ele integrará o balanço do BC e será repassado ao Tesouro Nacional.

A Lei nº 9.447/97 determinava ainda a responsabilidade solidária dos controladores de bancos que sofressem intervenção ou liquidação no âmbito do Proer. Os banqueiros ficavam com os seus bens indisponíveis.

Embora não trate de liquidação ou intervenção de instituições financeiras, mas de operações de redesconto e de garantia de empréstimo em moeda estrangeira, a responsabilidade solidária não está prevista na MP 442, mesmo nos casos em que operações resultem em prejuízo ao Tesouro.

Estado

Link: 'Proer dava mais clareza às operações do que a MP 442'

Fitch tira grau de investimento da Aracruz; VCP está ameaçada

Publicado por Gandalf às 10/10/2008 06:13:00 AM

Poucos dias após revelar perdas não realizadas de quase R$ 2 bilhões no mercado financeiro, a fabricante de celulose Aracruz teve hoje a sua avaliação de risco rebaixada em dois degraus pela agência de classificação Fitch Ratings, o que levou a companhia a perder o status de "grau de investimento" pelo seu critério.

De acordo com relatório divulgado pela Fitch, a nota da empresa para emissões em moeda local e estrangeira caiu de "BBB" para "BB+".

Como a Votorantim Celulose e Papel (VCP) adiou, mas ainda mantém entendimentos para adquirir o controle acionário da Aracruz, ela teve sua nota de avaliação posta em perspectiva negativa pela Fitch, o que sinaliza que também poderá cair de patamar.

No entanto, a empresa controlada pela família Ermírio de Moraes segue dentro do grupo grau de investimento, com nota "BBB-".

Segundo a Fitch, o rebaixamento da Aracruz segue justamente os anúncios sobre as perdas com derivativos, visto que a posição divulgada expõe a companhia à maior volatilidade do mercado e a perdas potenciais maiores no caso de o real continuar perdendo valor em relação ao dólar.

"O rebaixamento dos ratings da Aracruz reflete a expectativa de que a alavancagem da empresa aumentará substancialmente em função de suas ações para limitar ou eliminar sua exposição em derivativos e ainda pelo fato de que alguns projetos-chave de expansão das atividades poderão ser postergados", diz o relatório da agência.

Embora ainda não tenha ocorrido, a perda do grau de investimento da VCP tem grandes chances de acontecer caso a empresa concretize a já anunciada aquisição da Aracruz. De acordo com a Fitch, a finalização do negócio poderá levar a nota de risco da VCP para "BB+" ou até menos que isso.

Ainda segundo a agência, a empresa resultante da união entre VCP e Aracruz teria uma relação entre dívida e Ebitda (lucro operacional) próxima de três vezes, podendo ser reduzida para 2,5 vezes em 2009, com a entrada em operação da unidade de Três Lagoas (MS).

Mesmo assim, o reconhecimento efetivo das perdas da Aracruz irá gerar um endividamento adicional que justifica o rebaixamento das notas, na avaliação da Fitch.

Valor

Link: Fitch tira grau de investimento da Aracruz; VCP está ameaçada

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