Moody's avisa que pode piorar "notas" de três bancos brasileiros

Publicado por Gandalf às 10/14/2008 06:17:00 PM

A agência de classificação de risco Moody's comunicou nesta terça-feira que os "ratings" (nota de risco de crédito) de três bancos brasileiros, o banco Cruzeiro do Sul, o Bonsucesso e o Ibi, estão sob revisão e podem ser rebaixados ("downgrade").

A Moody's também mudou a perspectiva do "rating" do banco BMG de "estável" para "negativa", o que quer dizer que aumentaram as probabilidades de que a "nota" desse banco mineiro seja revisado para pior.

A agência justifica as mudanças devido a uma "possível desaceleração da atividade econômica", assim como problemas na captação de recursos ("condições desfavoráveis de 'funding'), um ponto já levando por outra agência de classificação de risco, a Fitch.

Na semana passada, a agência Fitch já havia revisado de "positivo" para "estável" sua perspectiva de revisão dos "ratings" para cinco bancos brasileiros de pequeno e médio porte: o Panamericano, o Tricury, o BicBanco, o Daycoval e o Pine. A mudança significa que a agência mudou de opinião sobre as possibilidades de melhorar a "nota" dessas empresas e considera, neste momento, que são maiores as chances de que os "ratings" sejam simplesmente mantidos.

Folha

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Crise reduz projeção de alta de minério para 2009

Publicado por Gandalf às 10/14/2008 04:59:00 PM

Bancos e corretoras começam a rever o patamar de reajuste de preços que a Vale poderá conseguir no próximo ano para o minério de ferro, depois de sinais de que a China, maior produtora de aço do mundo e principal cliente da empresa, não conseguirá escapar do impacto negativo da crise financeira nos Estados Unidos e na Europa.

Um possível aumento em torno de 20 a 30 cento para o preço do minério de ferro em 2009, que chegou a ser cogitado antes do agravamento da crise, já foi abandonado pelos especialistas mais otimistas. Diante da perspectiva de queda da demanda, já sinalizada pela redução no preço do aço em torno dos 20 por cento no mercado chinês, a aposta de ajuste agora gira na casa dos 10 por cento.

Para complicar a vida da mineradora brasileira, um ajuste adicional para 2008, de entre 11 e 13 por cento, pedido pela brasileira, ainda está na mesa das siderúrgicas asiáticas, o pode ser um fator negativo adicional nas conversas para o ano que vem.

A percepção é de que a Vale até vá conseguir o aumento extra para 2008, mas poderá ter um reajuste menor para 2009.

"Nosso cenário indica que a probabilidade de sair o aumento deste ano é alta", disse à Reuters o analista do JP Morgan, Rodolfo de Angele, que já projetava em função disso aumento de 10 por cento para 2009.

"Era uma visão mais conservadora em relação a outras projeções, mas não previa essa crise que teve", acrescentou.

"Só que se antes eu falava 10 por cento com risco de errar, de vir alguma coisa mais alta, hoje não tem mais isso", explicou o analista.

Já Cristiane Viana, da corretora Ágora, previa aumento em torno dos 30 por cento, o que será revisto.

"Vamos fazer revisão para baixo, mas ainda visualizamos aumento para o preço de minério em 2009", disse Cristiane, que também acredita na obtenção do aumento adicional que a Vale está pedindo aos clientes asiáticos referente a 2008.

Ela observou ainda que notícias sobre a retração da demanda por minério na China devem ser vistas com cuidado, devido à realização das Olimpíadas em agosto que alteraram a economia local. Houve grande demanda pré-Jogos e uma acomodação era possível posteriormente.

Segundo Cristiane, não fica claro o motivo do grande estoque de minério que está levando o país a adiar fornecimentos, como ocorreu nesta quinta-feira com a australiana Mount Gibson.

"O que se viu foi redução da produção (de aço), mas tem que ver se é pressão da negociação do ajuste adicional da Vale ou se é uma demanda mais fraca, desaquecida, ou ainda se é Olimpíada", explicou.

A analista continua prevendo demanda forte para o minério de ferro, "ainda não atendido suficientemente pela oferta", e que a redução de demanda pode ser questão pontual de ajustes de estoque e de produção.

Da mesma opinião compartilha o analista do JP Morgan, que trabalha com a continuidade de crescimento da economia chinesa, porém em ritmo menor.

"A gente precisa ver agora a China com números limpos (sem Olimpíadas), o que de fato aconteceu, o que é China após essa brincadeira toda para se fazer um cenário", afirmou Rodolfo De Angele, lembrando que também pode acontecer do governo chinês agir com algum estímulo fiscal para acelerar a economia.

Para Rodrigo Ferraz, do Banco Brascan, é precipitado se falar agora em impacto de redução da demanda na China no preço do minério em 2009. Ele ressaltou que ainda há muita incerteza sobre o impacto da crise na economia chinesa, mas que uma revisão da previsão será inevitável.

"O momento é turbulento demais para mexer na nossa previsão, que é de 15 por cento para minério e pelotas, mas quando for mexer será para baixo ou ficará estável, para cima não", afirmou Ferraz.

Reuters

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Aracruz cancela pagamento de juros sobre capital próprio

Publicado por Gandalf às 10/14/2008 03:11:00 PM

A Aracruz Celulose informou hoje que resolveu cancelar o crédito e o pagamento de juros sobre capital próprio no valor de R$ 84 milhões, previsto para ocorrer a partir de 15 de outubro. Segundo a empresa, a decisão da diretoria da empresa foi decorrente dos problemas enfrentados pela companhia com operações de derivativos e em meio ao "atual cenário nacional e internacional".

No último dia 25, a Aracruz informou que a exposição da empresa a derivativos foi "fortemente influenciada" pela valorização das cotações do dólar, sobretudo em setembro, e que ela poderia ter excedido os limites previstos na sua política financeira.

O então diretor financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Isac Zagury, apresentou pedido de licença do cargo. Uma semana depois, em 2 de outubro, a Aracruz informou que a consultoria contratada para analisar as operações com derivativos da empresa apurou que o valor justo de seus contratos estava negativo em cerca de R$ 1,95 bilhão em 30 de setembro.

Estado

Link: Aracruz cancela pagamento de juros sobre capital próprio

Vale anuncia recompra de ações

Publicado por Gandalf às 10/14/2008 08:30:00 AM

Gandalf Wizard
Investidor Informado

A Vale (VALE5) anunciou que sua controladora Valepar pretende recomprar ações da Vale, nos próximos 360 dias, o limite para a operação é 69.944.380 ações ordinária (VALE3) e até 169.210.249 ações preferenciais (VALE5), o número corresponde a 5,5% das ações ordinárias e 8,5% das ações preferenciais, do total em circulação no mercado.

O programa de recompra somente poderá ser iniciado após 27 de outubro de 2008, em razão da emissão recente feita pela Vale.

A operação será realizada através das corretoras Bradesco S.A. CTVM, Itaú CV, Agora-Senior CTVM S.A., Fator S.A. CV, Credit Suisse Hedging-Griffo CV S.A. e Magliano S.A. CCVM.

A Vale anunciou que o programa pretende maximizar valores para os acionistas, com um melhor aproveitamento do caixa na compra de ações pelos preços baixos que foram negociadas nas últimas semanas.

Link: Comunicado Vale

Importações de minério de ferro da China sobem 22%, para 350 milhões de toneladas

Publicado por Gandalf às 10/14/2008 08:00:00 AM

As importações de minério de ferro da China cresceram 22 por cento nos primeiros nove meses de 2008 (janeiro a setembro), para 350 milhões de toneladas, disse nesta segunda-feira a Administração Geral da Alfândega.

As importações de setembro foram intensas e atingiram cerca de 40 milhões de toneladas, segundo cálculos da Reuters. A alfândega, entretanto, não forneceu a análise de setembro.

Os números aparecem menos de uma semana depois das siderúrgicas chinesas terem adiado entrega de minério pela mineradora australiana Mount Gibson, o que levantou suspeita no mercado de que o gigante asiático poderia estar passando por uma queda de demanda da commodity, o que poderá ser constatado quando forem divulgados os números de outubro.

A China é a principal cliente individual da brasileira Vale, que previu para este ano alta de 10 por cento nas vendas para siderúrgicas chinesas, ultrapassando o volume de 100 milhões de toneladas.

Reuters

Link: Importações de minério de ferro da China sobem 22%, para 350 mi t

Positivo empresta até R$100 mi junto aos controladores

Publicado por Gandalf às 10/14/2008 07:50:00 AM

O conselho de administração da Positivo Informática, empresa que lidera a venda de microcomputadores no varejo brasileiro, aprovou, nesta segunda-feira, a busca de um empréstimo de até 100 milhões de reais junto aos controladores.

De acordo com a ata da reunião, divulgada ao mercado de capitais, os conselheiros analisaram propostas de instituições financeiras para a concessão de empréstimos, com custo financeiro mínimo de 154,88 por cento da Taxa DI, já inclusos os impostos, e com a exigência de garantias pela companhia, "cujas propostas foram consideradas não favoráveis", segundo a ata.

Os recursos serão obtidos em uma ou mais operações e juros remuneratórios equivalentes a 100 por cento da variação acumulada das taxas médias diárias dos DI over extra grupo de um dia, acrescida de um spread de, no máximo, o equivalente às cotações de mercado vigentes na data da sua contratação, informou a empresa.

A empresa instalada em Curitiba (PR) é listada no Novo Mercado da Bovespa desde dezembro de 2006.

Os papéis da Positivo, entretanto, que eram negociados a perto de 40 reais em janeiro deste ano, estavam em algo como 21 reais em abril e hoje fecharam o dia em 4,18 reais.

Por isso, a empresa anunciou, em 25 de setembro, a decisão de recomprar até 2 milhões de ações, equivalentes a 2,29 por cento do capital social.

Reuters

Link: Positivo empresta até R$100 mi junto aos controladores

FENABRAVE: Projeção de vendas para 2008 é mantida, mas 2009 terá desaceleração

Publicado por Gandalf às 10/14/2008 07:05:00 AM

A projeção para o crescimento das vendas de veículos nas concessionárias brasileiras de 20% em 2008 não será revisada, segundo o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Sérgio Reze. Para o ano que vem, no entanto, ele prevê desaceleração, com crescimento de 9% a 10%, metade do previsto para este ano. Em 2007, o faturamento do setor cresceu 28,7%.

"Mesmo com a crise, estamos mantendo nossa projeção para 2008. O mercado está abastecido, tudo está funcionando normalmente nas concessionárias. Tenho sentido que há muito mais falatório do que qualquer movimento real. Não podemos viver à base de especulações e nem depender do dólar", afirmou o executivo, durante o 1 Encontro Nacional de Comércio e Serviços (Encoserv). "Os resultados têm de vir da economia real, que acredito que continuará crescendo, mas a um ritmo menor."

Questionado sobre a redução de prazos para financiamento de veículos nas concessionárias, o presidente da entidade disse que "isso não procede" e que "nunca fizemos prazos muito extensos como vinham noticiando". O que aconteceu, segundo Reze, "foram promoções pontuais para atrair consumidores".

Agêcia Leia

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Empresas recorrem aos acionistas através de colocações privadas

Publicado por Gandalf às 10/14/2008 06:10:00 AM

Com o mercado de capitais fechado para novas operações e a restrição de liquidez no sistema financeiro, que secou as linhas de crédito, restou às empresas brasileiras levantar recursos por meio de emissões privadas de ações, seja com a entrada de sócios estratégicos ou com o dinheiro do bolso dos sócios. A última companhia a adotar essa alternativa foi a Rossi Residencial, que pretende reforçar o capital com R$ 150 milhões.

A emissão privada é direcionada aos atuais acionistas, que são “convidados” a comprar mais papéis, de acordo com a participação de cada um no capital. Quem não adere acaba tendo a participação diluída. Em alguns casos, o controlador abre mão do direito de preferência na operação para a entrada de um sócio estratégico. Foi o que aconteceu com a incorporadora Even, que obteve de investidores institucionais parte dos R$ 150 milhões de seu aumento de capital, no início de setembro.

Na semana passada, a Cosan Limited anunciou o aporte de até US$ 130 milhões da Gávea Investimento, gestora do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, e do acionista controlador, Rubens Ometto. A controlada Cosan S.A. também fez chamada de capital entre os acionistas para acertar o pagamento da Esso mas, como ressalta a analista de investimento Kelly Trentin, da SLW Corretora, não há atrativo para adesão do minoritário — já que a empresa pede R$ 16,00 por ação, cotada ontem a R$ 11,39.

Isso pode fazer com que a controladora Cosan Limited exerça integralmente o aporte e reduza a participação dos minoritários de 37,2% para 28,12% do capital social. Analistas de mercado e especialistas têm duas avaliações para as operações: a primeira, mais otimista, é a de que os sócios e investidores que aportaram recursos novos demonstram confiança nas perspectivas para a empresa. O lado negativo é que, por conta das condições de mercado, a capitalização pode ter sido uma solução de emergência e a única saída encontrada para a companhia continuar respirando em meio à tempestade.

Vale lembrar que a Rossi, por exemplo, havia programado uma oferta pública de ações no início do ano, que acabou não sendo realizada por conta da piora das condições de mercado. Agora, a injeção de recursos pode vir integralmente dos controladores. Para indicar ao mercado que a medida não é um “tapa-buraco” momentâneo, o novo diretor de relações com investidores da Rossi, Cássio Audi, convocou analistas em teleconferência para reforçar que o aporte e o caixa atual asseguram o andamento dos projetos.

Segundo o professor de finanças Ricardo Almeida, da Fundação Instituto de Administração (FIA), a emissão privada possui um custo menor para a empresa do que uma oferta pública, por não ter a necessidade de intermediação de bancos de investimento e realização de apresentações a potenciais investidores. “Em momentos de aversão ao risco como o atual, as operações privadas talvez sejam a única maneira de se obter um preço mais justo para as ações.”

O advogado José Eduardo Queiroz, sócio do escritório Mattos Filho, lembra que esse tipo de operação é comum. “Os grandes bancos, por exemplo, costumam oferecer a possibilidade dos acionistas usarem os dividendos para aportar em um aumento de capital”, afirma. O aumento recente do número de emissões está ligado às condições restritas de mercado — amostra disso é o número de ofertas iniciais, quatro este ano, contra 49 no mesmo período de 2007. Mas não se trata, por si só, de um fato negativo, segundo Queiroz. “De um modo geral, se a empresa está conseguindo capital é um bom resultado”, diz.

Com relação à decisão do acionista de acompanhar ou não o aumento de capital, Queiroz afirma que se trata de uma opção de investimento como outra qualquer. “Para quem acredita nas perspectivas da empresa, o investimento continua fazendo sentido”, explica. Em certos casos, a entrada de um sócio estratégico pode ser positiva não só do ponto de vista financeiro, mas sinal de confiança de um investidor com boa reputação no mercado. Exemplo disso foi a injeção de US$ 5 bilhões do megainvestidor Warren Buffett no Goldman Sachs, e outros US$ 3 bilhões na General Electric.

Operações de emissão privada de ações, desde julho Sauípe, Cent. Corumba, Baumer, João Fortes, Cent Amapá, Marfrig, Energias BR, Excelsior, Cosan, Even, Rossi.

Gazeta Mercantil

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