Vale nega nova proposta por Xstrata

Publicado por Odair às 10/21/2008 03:47:00 PM

Odair Gomes
Investidor Informado

A Vale (VALE5) desmentiu em nota lacônica os rumores recentes sobre uma nova oferta pela mineradora anglo-suíça, depois da crise ter reduzido o valor de mercado da Xstrata como ocorreu com várias outras companhias, disse uma fonte da Vale que participou das conversas para uma possível união das empresas no início do ano.

A Reuters publicou matéria onde ouviu fontes das empresas que teriam afirmado: "Você vê o valor da Xstrata hoje, está abaixo de US$ 20 bilhões de dólares. Eu acho que seria muito difícil a Vale fazer uma proposta que os acionistas controladores da Xstrata aceitem", disse a fonte.

As negociações entre Vale e Xstrata fracassaram mesmo após proposta de US$ 60 bilhões feita nas negociações, além de divergências sobre os direitos de comercialização dos produtos da empresa resultante. A principal acionista da Xstrata, a trading Glencore, gostaria de manter ou até ampliar os direitos que já possuía.

Segundo a fonte da Vale no entanto, se a mineradora brasileira e os acionistas da Xstrata chegarem a um acordo, seria uma aquisição positiva para a companhia. "(A Xstrata) continua sendo uma excelente empresa, seria ótimo para a Vale se a essa altura a gente achasse um preço bom para a Vale e para eles (acionistas da Xstrata) também", avaliou a fonte.

Sobre o ajuste para 2009, a fonte disse considerar prematuro qualquer estimativa, "porque ninguém tem a mínima idéia do que vai acontecer ano que vem, em nada, não dá para fazer previsão", concluiu. Confirmou, no entanto, que algumas empresas japonesas e outras chinesas já teriam aceito o aumento adicional para o minério de ferro este ano. "Soube que na China algumas empresas estão pagando... no Japão várias já pagaram", afirmou.

Lojas Renner mantêm a aquisição da Leader Magazine em banho-maria

Publicado por Odair às 10/21/2008 01:01:00 PM

Na semana passada, os donos da Leader Magazine queimaram um último cartucho na tentativa de manter a venda
para a Renner. Dispuseram-se a permanecer na rede varejista com uma participação minoritária, o que reduziria a operação de R$ 670 milhões para menos de R$ 400 milhões. A Renner não topou.

O próprio diretor-presidente da Renner, José Galló, foi um dos principais artífices do cancelamento da assembléia
geral que aprovaria a compra da Leader. Nos dias que antecederam o evento, fez contato direto com os principais acionistas e os conselheiros da rede varejista para expor os riscos da operação.

Cidade Biz

Link: Lojas Renner mantêm a aquisição da Leader Magazine em banho-maria

Net: Prejuízo no 3ºtri08 supera em três vezes média de analistas

Publicado por Odair às 10/21/2008 12:30:00 PM

O prejuízo líquido de R$ 64 milhões contabilizado pela Net Serviços no terceiro trimestre deste ano foi três vezes maior que os R$ 20,96 milhões esperados por cinco instituições financeiras consultadas pela Agência Estado. Contudo, a receita líquida reportada pela Net, no valor de R$ 948 milhões, ficou em linha com a média de R$ 938,28 milhões calculada pelos bancos Santander e UBS Pactual e pelas corretoras Bradesco, Ativa e Fator.

Três destas instituições esperavam um resultado financeiro líquido negativo de R$ 113,90 milhões, em média, projeções que foram confirmadas pelos R$ 113,773 milhões anotados no balanço consolidado divulgado há instantes.

A Net registrou ainda R$ 247 milhões de Ebitda - em linha com a média de R$ 245,46 milhões calculada pelos analistas - e 26% de margem Ebitda (o mercado trabalhava com uma faixa que ia de 25,90% a 26,70%).

Estado

Link: Net: Prejuízo no 3ºtri08 supera em três vezes média de analistas

BNDES diz que capitalizará empresas do setor de construção

Publicado por Odair às 10/21/2008 11:40:00 AM

Luciano Coutinho, presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), afirmou que, nos planos definidos pelo Planalto, o banco cuidará de capitalizar empresas e apoiar fusão e aquisições no setor de construção, enquanto a Caixa Econômica Federal se encarrega do crédito para o capital de giro.

"Estamos finalizando com a Caixa o programa de apoio ao setor de construção. Será algo entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões para evitar qualquer descontinuidade no setor de construção residencial", afirmou Coutinho, que participou ontem de reunião com o presidente Lula e os bancos sobre a retração do crédito no Brasil.

Segundo ele, "os bancos federais foram orientados a entrar firme na expansão do crédito à pequena empresa". "Afinamos a orquestra para atuar de maneira firme nas próximas semanas."

A superintendente nacional de Habitação da Caixa, Bernadete Maria Pinheiro Coury, garantiu que o banco não vai mexer em nenhum custo de crédito imobiliário, tanto para pessoa física como jurídica. Ela afirmou, porém, que pode haver redução de demanda por crédito devido à crise.

Segundo Coury, os custos dos recursos de financiamento da Caixa -captação da caderneta de poupança e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço)- continuam os mesmos.

"Na caderneta, remuneramos para o poupador TR mais 6%, e os recursos do FGTS têm remuneração definida. Então o custo para o banco é o mesmo e, em função disso, não vamos alterar a taxa de juros dos financiamentos", afirmou no 4º Fórum Nacional de Sustentabilidade da Construção, em SP.

Desde 2007 a Caixa mantém os juros e prazos para financiar imóveis. Os juros para quem usar recursos do FGTS são de 8,16% ao ano; com recursos da poupança, variam de 8% a 14%. Os valores têm o acréscimo da TR (Taxa Referencial).

"A Caixa vai agir sempre visando o atendimento do mercado", afirmou.

Folha

Link: BNDES diz que capitalizará empresas do setor

Dólar mais caro tem impacto negativo de R$ 225 milhões sobre a Gol

Publicado por Gandalf às 10/21/2008 09:58:00 AM

A Gol divulgou que, no terceiro trimestre, perdeu R$ 225 milhões relativos à variação cambial e seus efeitos sobre suas dívidas de longo prazo em moeda estrangeira. Segundo a companhia, o dólar teve apreciação de 20% ante o real entre julho e setembro.

Essas perdas foram verificadas apesar dos instrumentos de hedge (proteção) cambial que a empresa tem, mas que asseguram principalmente a redução dos efeitos da variação sobre dívidas em dólar de curto e médio prazo. A Gol notou que, ao fim de setembro, tinha contratos de hedge cambial cobrindo 46%, 25% e 12% de suas dívidas em dólar previstas para pagamento no quarto trimestre de 2008, primeiro trimestre de 2009 e segundo trimestre de 2009, respectivamente.

Além desses contratos, a companhia tem ainda instrumentos de hedge de petróleo, usados para minimizar os efeitos da volatilidade dos preços dos combustíveis em sua operação. Ao fim de junho, a empresa tinha contratos que cobriam cerca de 55% e 19% de seu consumo previsto para o terceiro e o quarto trimestres deste ano, respectivamente. Os preços travados por esses contratos eram de US$ 132 e US$ 133 por barril de petróleo, respectivamente. A companhia informa ter liquidado esses contratos entre julho e setembro.

Com o ganho relativo aos instrumentos cambiais e a perda com os contratos de petróleo, a empresa acumulou no período uma perda líquida de R$ 48 milhões no período no resultado financeiro, sem contar o impacto negativo de longo prazo do câmbio em suas dívidas mais longas, mas que, segundo a Gol, não tem reflexo imediato sobre o caixa.

Valor

Link: Dólar mais caro tem impacto negativo de R$ 225 milhões sobre a Gol

Construtoras erram e governo vira sócio?

Publicado por Gandalf às 10/21/2008 08:23:00 AM

A nova idéia do governo é virar sócio das construtoras aos disponibilizar recursos para socorrer aquelas que estão com problemas de capital de giro devido a escassez de crédito. Foi o que o ministro Guido Mantega disse ontem. Se for isso mesmo, é um absurdo completo.

Muitas dessas construtoras tomaram a decisão errada nos negócios. Ficaram entusiasmadas com o dinheiro enorme que conseguiram abrindo o capital nas Bolsas e compraram terrenos errados a preços inflados. Quem me disse isso foi um dos maiores empresários do setor. Agora o governo vem com o dinheiro público e vira sócio das empresas?

O governo tem que tomar cuidado ao copiar soluções externas. Aqui a situação é outra, mas a tendência de empresários de empurrar para o BNDES e outros bancos públicos o custo dos seus erros é antiga.

Já a operação de vender reservas direcionado-as às exportadoras pode dar certo, porque se elas saírem do impasse em que estão podem voltar a exportar e novos dólares entrarão no país. Com eles, o Banco Central recompõem as reservas.

Ajudar a resolver o impasse do financiamento com liberação de compulsório pode dar certo se os bancos não continuarem retendo esses recursos como estão fazendo até agora, mas mandar para o contribuinte o custo dos erros das empresas é inaceitável.

Míriam Leitão

Link: Construtoras erram e governo vira sócio?

Itaú deve fechar 30 lojas da financeira Taií, diz diretor

Publicado por Gandalf às 10/21/2008 07:08:00 AM

O diretor comercial da Taií, Dilson Ribeiro, afirmou hoje que cerca de 30 lojas próprias da financeira, que pertence ao Grupo Itaú, poderão ser fechadas nos próximos meses. Dez já foram fechadas este ano e hoje a rede conta com 250 pontos de atendimento. "É uma financeira nova, de um ano e meio, e é natural ter errado a sua dimensão em 30 ou 40 lojas", disse.

Apesar disso, Ribeiro afirmou ainda que a esperada desaceleração no crédito ainda não levou a um reposicionamento da marca Taií. "Não há nada em estudo", afirmou. Além das lojas próprias, a Taií opera em sociedade com o Grupo Pão de Açúcar e as Lojas Americanas.

Nesses pontos de venda a financeira faz a administração dos cartões private label e a oferta de serviços financeiros como crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) e crédito direto ao consumidor. Hoje, o Itaú anunciou uma parceria similar com as Lojas Marisa.

Estado

Link: Itaú deve fechar 30 lojas da financeira Taií, diz diretor

Aneel: adiamento de leilão não seria reflexo da crise

Publicado por Gandalf às 10/21/2008 07:05:00 AM

O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Jerson Kelman, negou hoje que o possível adiamento do leilão de transmissão do Rio Madeira, que por enquanto está marcado para o próximo dia 31 de outubro, seja um reflexo da crise internacional, que diminuiu a oferta de crédito para as empresas. "Não tem nada a ver com crise.

Em leilões, sempre é possível que um lote fique sem oferta, como ocorreu no anterior", disse o executivo, em referência ao último leilão de transmissão, realizado no início do mês, quando um dos lotes não foi concedido ao mercado por falta de interessados.

Kelman disse que o leilão poder ser adiado para que o regulador efetue alterações no edital da licitação. "Se a diretoria da Aneel aprovar essas mudanças, o edital será republicado. Mas isso não vai afetar o cronograma das obras do empreendimento, porque o contrato de concessão será assinado em janeiro de 2009", disse o executivo, afirmando que o leilão pode ser remarcado para o final de novembro. Amanhã, o tema será deliberado pelos diretores da agência em reunião pública da diretoria.

De acordo com Kelman, o leilão da linha de transmissão do Rio Madeira apresenta uma novidade em relação aos demais, que é o confronto entre duas tecnologias para as obras do empreendimento: corrente contínua e corrente híbrida (alternada e contínua). O governo federal optou por deixar aberto para que os empreendedores escolhessem a opção. “Estamos examinando qual o cenário ideal quando um lote do leilão for vencedor. Estamos avaliando se os critérios de escolha da tecnologia são convenientes ou no caso um dos lotes fique vazio", justificou o executivo. Do ponto de vista tecnológico, Kelman citou que o ideal é que as linhas sejam construídas com o mesmo princípio tecnológico e não que cada trecho tenha uma tecnologia diferente.

Segundo Kelman, essa questão foi descoberta pela Aneel na semana passada e não há um consenso na diretoria da agência sobre a necessidade de alterações no edital do leilão. "Alguns defendem que (o edital) não deve ser alterado ou propõem um aperfeiçoamento" , disse.

Kelman disse também que a agência irá apresentar no próximo dia 28 de outubro, em reunião pública da diretoria, a metodologia definitiva do segundo ciclo de revisão tarifária das distribuidoras de energia elétrica. "A revisão tarifária da Light já irá incorporar as premissas definitivas da metodologia", acrescentou o executivo. A revisão da concessionária carioca ocorre em 7 de novembro.

Até o momento, 43 distribuidoras, entre elas a AES Eletropaulo e as empresas da CPFL Energia, já passaram pelo segundo ciclo de revisão tarifária da Aneel. Os resultados, porém, são provisórios, porque a metodologia ainda não era definitiva. "As revisões são provisórias e serão ajustadas no próximo reajuste tarifário de companhia", explicou o executivo. Kelman comentou que a agência ainda não tem projeções para determinar se os reajustes nas revisões implicarão aumento da tarifa de energia.

Estado

Link: Aneel: adiamento de leilão não seria reflexo da crise

Inadimplência faz lucro da American Express cair 24%

Publicado por Gandalf às 10/21/2008 07:02:00 AM

A American Express (Amex) informou queda de 24% no lucro líquido do terceiro trimestre, para US$ 815 milhões (US$ 0,70 por ação), ante US$ 1,07 bilhão (US$ 0,90 por ação) no mesmo período do ano passado. Analistas consultados pela Thomson Reuters esperavam lucro de US$ 0,59 por ação.

A diminuição nos lucros foi provocada principalmente pelo aumento na provisão para perdas relacionadas à inadimplência e pela queda nos gastos e tomada de empréstimos de seus clientes. As provisões, que são recursos para cobrir empréstimos não pagos, aumentaram 51% para US$ 1,37 bilhão. O lucro proveniente de operações contínuas foi de US$ 0,74 por ação no terceiro trimestre, ante US$ 0,94 por ação no mesmo período do ano anterior. O resultado inclui cobranças antes do pagamento de impostos de US$ 81 milhões relativas à venda da American Express International Deposit Company (AEIDC).

A receita total da Amex aumentou 0,50% para US$ 8,01 bilhões e a receita líquida, descontada as despesas com juros, aumentou 3% para US$ 7,16 bilhões. O retorno sobre as ações, importante medida de rentabilidade para as companhias financeiras, caiu 27,8%, de US$ 38,2% no mesmo período do ano passado. A companhia informou ainda que a taxa de inadimplência de 30 dias ou mais em sua carteira de empréstimos nos EUA aumentou para 3,9% no terceiro trimestre, de 3,3% no mesmo período do ano passado. As baixas contábeis nessa mesma carteira aumentaram de 5,3% para 5,9% no mesmo período.

Estado

Link: Inadimplência faz lucro da American Express cair 24%

Moody's rebaixa "nota de risco" da Aracruz para grau especulativo

Publicado por Gandalf às 10/21/2008 06:40:00 AM

A agência de classificação de risco Moody's rebaixou o "rating" (nota de risco de crédito) da Aracruz Celulose de "Baa3" para "Ba2", o que tira a empresa da categoria "grau de investimento" para "grau especulativo".

Os países e empresas que possuem "ratings" enquadrados na categoria "grau de investimento" são considerados como melhores pagadores, e portanto de menor risco para investir, do que países e empresas com "ratings" dentro da classificação "grau especulativo".

A Moody's também advertiu que o "rating" da Aracruz ainda pode sofrer um novo rebaixamento ("downgrade", no jargão das agências).

A agência afirma que abriu um processo de revisão dos "ratings" da empresa brasileira no início de outubro, depois que a empresa admitiu que pode apurar perdas significativas com suas operações de câmbio. No último dia 15, as "notas" da Aracruz já haviam sofrido um primeiro rebaixamento: de "Baa2" para "Baa3", ainda enquadrada como "grau de investimento".

Ainda segundo a Moody's, o balanço do terceiro trimestre da Aracruz, publicado no dia 17, revelou que a empresa ainda possui uma "exposição a derivativos maior do que a originalmente anunciada".

Folha

Link: Moody's rebaixa "nota de risco" da Aracruz para grau especulativo

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