Notícias mais lidas em Outubro de 2008 no Investidor Informado (1ª a 5ª)

Publicado por Gandalf às 11/09/2008 12:15:00 PM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Gandalf Wizard
Investidor Informado

Abyara quer novo sócio para manter ritmo de expansão

Depois de assinar uma carta de intenções para a venda de sua divisão de corretagem imobiliária para BR Brokers, a Abyara busca agora um novo sócio ou investidor financeiro. A companhia, que recusou recentemente uma oferta da Cyrela para vender sua área de incorporação, quer reforçar o caixa para conseguir construir os cerca de R$ 10 bilhões em novos imóveis que pretende lançar nos próximos três anos. Os acionistas ainda não definiram que parcela da companhia estão dispostos a colocar à venda, mas a expectativa é de que entre 20% e 30% das ações devam ser negociadas. Pelo valor de mercado das ações comercializadas ontem, a Abyara vale R$ 943,8 milhões...

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Cosan pode comprar o grupo Nova América, dono do açúcar União

O grupo Nova América, líder no varejo de açúcar no Brasil e dono da marca União, está à venda. O mandato foi entregue ao Banco Itaú. O principal candidato à aquisição é a Cosan, que já teria, inclusive, iniciado uma due dilligence. A princípio, os controladores da Nova América querem se desfazer de 51% do capital, permanecendo como minoritários. No entanto, a possibilidade de venda integral da empresa não está descartada. De certo mesmo o fato de que o novo acionista terá de fazer aportes para reduzir o passivo do grupo. Em agosto, a Nova América teve de refinanciar uma dívida de R$ 300 milhões relacionada à emissão de debêntures feita no ano passado...

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Abyara comenta acusações da Polícia Federal

A incorporadora imobiliária Abyara, apontada pela Polícia Federal na operação Boi Barrica como suspeita de participar de um esquema de tráfico de influência, divulgou nota ontem para rebater as acusações da PF. A incorporadora diz que depósitos mencionados pela PF no relatório referem-se à compra de um terreno e que “a companhia sempre pautou seus relacionamentos pela ética e cumprimento das leis”. De acordo com os policiais, o empresário Fernando Sarney, filho do senador José Sarney (PMDB-AP), fez uma intermediação entre a Abyara e o vice-presidente da Caixa Econômica Federal Fabio Lenza, indicado para o cargo pelo senador...

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Varig, Gol e Azul podem se tornar uma só companhia aérea

Estão ocorrendo negociações entre a Azul e a Gol, com a expressa concordância do governo. Há três rotas de vôo possíveis para a operação: a venda isolada da marca Varig, a transferência não apenas da marca como também do espólio da antiga companhia, e, por fim, a negociação integral da Varig e da própria Gol. A operação não esbarra nas restrições à venda de companhias aéreas para investidores estrangeiros. David Neeleman é um gringo em terra natal. Fez a vida nos Estados Unidos, mas tem nacionalidade brasileira. Além disso, a aproximação entre as duas empresas e a Embraer encanta o governo. A associação entre a Azul e a Gol/Varig abriria espaço para novas encomendas à indústria de São José dos Campos...

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BB negocia compra do Banco Votorantim

Braço financeiro do conglomerado da família Ermírio de Moraes, o Banco Votorantim pode ser comprado pelo Banco do Brasil. As negociações estariam adiantadas, e o resultado pode ser conhecido nos próximos dias. O Banco Votorantim está sendo assessorado pela consultoria Boston Consulting Group. Já o Banco do Brasil é assessorado pelo banco de investimentos UBS Pactual. O Banco Votorantim é o nono maior do país, com ativos totais de R$ 73 bilhões.

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China anuncia pacote econômico de US$ 586 bilhões

Publicado por Gandalf às 11/09/2008 11:49:00 AM

A China aprovou um pacote de estímulo à economia de 4 trilhões de yuans, o equivalente a US$ 586 bilhões, para ser usado até 2010 para impulsionar a demanda doméstica, segundo informações da agência oficial de notícias Xinhua veiculadas neste domingo (9).

Como estava previsto, os investimentos serão concentrados em infra-estrutura e bem-estar social. A agência não informou como o gasto extra será financiado. O pacote também inclui aumento no financiamento a pequenas e médias empresas.

Segundo a Xinhua, a China investirá 100 bilhões de yuans em construção nacional neste trimestre e 20 bilhões de yuans no ano que vem para a reconstrução em áreas atingidas por desastres naturais.

Neste sábado, em São Paulo, onde participa da reunião do G20 financeiro, o presidente do banco central da China, Zhou Xiaochuan, disse que o país quer manter sua taxa de expansão econômica, que deve ficar entre 8% a 9% em 2009.

Preocupada com a desaceleração de sua economia e com a crise global, a China anunciou no fim de outubro o segundo corte da taxa de juros no mês, de 0,27 ponto percentual na taxa de juros - a taxa de empréstimos para um ano caiu, assim, de 6,93% para 6,66%.

O PIB chinês cresceu 9,9% entre janeiro e setembro deste ano em relação ao ano passado, 2,3 pontos percentuais a menos que no mesmo período de 2007.

Assim, o pacote de medidas destinadas a estimular a economia abrangerá até 2010 dez programas de impulso à vida da população, como casas para pessoas de baixa renda, infra-estruturas rurais, rede de transporte, ambiente, inovação tecnológica e reconstrução posterior aos desastres naturais.

O teto creditício dos bancos comerciais também será suprimido, a fim de canalizar mais empréstimos para projetos prioritários, no interior do país, em pequenas e médias empresas, fusões e aquisições.

Em Taiwan, o banco central do país, inesperadamente, reduziu a taxa básica de juro em 0,25 ponto percentual neste domingo, para 2,75% ao ano, quarto corte em pouco mais de um mês.

A decisão do BC de Taiwan ocorre depois que as exportações do país registraram, em outubro, a primeira queda na comparação anual em três anos e meio, e a inflação desacelerou para o menor nível em um ano.

Folha

Link: China anuncia pacote econômico de US$ 586 bilhões

Safra pode reduzir pela primeira vez desde 2004

Publicado por Gandalf às 11/09/2008 08:58:00 AM

Os efeitos da crise mundial já chegaram ao campo e a safra 2009 deverá registrar a primeira queda na produção em quatro anos. A primeira estimativa de colheita divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta um recuo de 3,3% no volume, das 145,6 milhões de toneladas em 2008 para 140,8 milhões de toneladas no ano que vem. "Certamente o produtor está muito menos tranqüilo do que estava no final do ano passado. Há muita incerteza em relação a preços", afirmou o coordenador de agropecuária do instituto, Flavio Bolliger.

Segundo ele, é muito raro que a primeira estimativa de safra do instituto mostre uma expectativa de queda na produção. "Não lembro quando isso ocorreu antes", afirmou. A safra do País vinha crescendo ininterruptamente desde 2006. Segundo Bolliger, a alta nos preços dos insumos e o recuo na cotação de commodities agrícolas estão desestimulando os produtores para a próxima safra. De acordo com ele, os preços dos insumos prosseguem em patamar dos tempos de euforia, enquanto os preços de produção já foram atingidos pela crise.

Além disso, o coordenador ressalta que está muito mais difícil o acesso dos produtores a linhas de financiamento. Bolliger explica que os efeitos da crise no setor agrícola chegam, sobretudo, nos investimentos no campo, já que o produtor não pode deixar de plantar, mas acaba abrindo mão do uso de tecnologia.

Por causa da queda prevista no nível de produtividade, o volume colhido deverá retroceder na próxima safra, apesar de um aumento de área estimado em 1,2%, para 47,8 milhões de hectares. Há projeção de queda na produção nas duas principais culturas da safra brasileira, que são a soja (-0,2%) e o milho (que, na primeira safra, deverá reduzir a produção em 6%). Por outro lado, produtos importantes no consumo das famílias, como feijão (aumento previsto de 17,5% na primeira safra) e arroz (1,9%), devem registrar uma colheita maior. Uma das mudanças mais drásticas de desempenho projetadas para a safra 2009 vai ocorrer com o milho. O produto, que na primeira safra havia registrado, em 2008, aumento de 10,6%, agora vai amargar queda de 6%. O técnico da coordenação de agropecuária, Paulo Renato Correa, disse que a queda na produção dessa cultura responderá aos altos custos de produção e à baixa cotação do produto por excesso de oferta, já que não houve concretização do volume de exportações esperado. "O Brasil não tem tradição em exportar milho e, no caso da soja, as incertezas são menores. Então houve novas migrações para o plantio de soja", explica.

Os dados coletados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), relativos ao primeiro levantamento de safra, feito em setembro, e do segundo levantamento de safra, feito em outubro, mostram que os efeitos da crise financeira mundial na agricultura brasileira estão altamente minimizados.

Esta é a avaliação do diretor da estatal, Silvio Porto, que apresentou ontem as estimativas mais atualizadas da safra 2008/2009. "Nós temos uma expectativa de reproduzir a área do ano passado e, portanto, não foi ainda identificada uma transferência da crise financeira internacional para o setor agrícola brasileiro", afirmou. Ele criticou a estimativa pessimista divulgada pelo Instituto IBGE e disse que o volume da produção desta safra dependerá muito do clima.

"A produção é um dado que nós só conseguiremos colher ao longo do ciclo produtivo, em função da questão do clima. Neste momento, o que podemos dizer é que, projetada a safra 2008/2009, em relação à área, teremos a mesma safra de 2007/2008", destacou. As divergências entre os dados divulgados pelo IBGE e pela Conab, se devem, principalmente, ao período em que os números são computados. Enquanto o IBGE considera a produção do ano, entre janeiro e dezembro, a Conab leva em conta o ano-safra, de agosto a agosto, período em que se desenvolve boa parte das culturas agrícolas.

Nos levantamentos, a Conab prevê colheita de até 141,83 milhões de toneladas para a safra 2008/2009, volume 1,4% menor do que a produção recorde de 143,8 milhões de toneladas do ciclo 2007/2008. Já o IBGE estima produção de grãos, para 2009, em 140,8 milhões de toneladas, com forte redução frente aos mais de 145 milhões de toneladas estimadas para este ano. Porto disse que as liberações de recursos para o setor, anunciados pelo governo, podem influenciar positivamente o resultado da próxima colheita.

Portal do Agronegócio

Link: Safra pode reduzir pela primeira vez desde 2004

Rating do Unibanco e Itaú deve ser equiparado

Publicado por Gandalf às 11/09/2008 08:40:00 AM

A agência Fitch Ratings colocou a avaliação do Unibanco em observação positiva após o anúncio da fusão com o Itaú. O rating do Itaú foi reafirmado. Já a Standard & Poor's (S&P), outra agência, afirmou que a operação não terá impacto imediato no rating das instituições, mas acena também com a equiparação da classificação dos dois bancos.

O rating de probabilidade de inadimplência (IDR) de longo prazo em moeda estrangeira atribuído pela Fitch ao Itaú é "BBB" e em moeda local, " BBB+". Já o IDR do Unibanco é "BBB" tanto em moeda estrangeira quanto local. Segundo relatório da Fitch, o rating do Unibanco deve ser igual ao do Itaú após a conclusão da operação.

O presidente da Fitch Ratings no Brasil, Rafael Guedes, afirmou que a fusão cria "uma franquia sem igual nem precedentes" no mercado brasileiro. O novo banco será "líder em base de capital, terá boa captação e um corpo gerencial muito bom", disse Guedes.

Para ele, a questão de quem dominará os negócios, a família Setubal e Villela ou os Moreira Salles, que tem atormentado analistas, é irrelevante. "O que importa é que todos são banqueiros de enorme capacidade".

Guedes afirmou que, com esse negócio, o mercado financeiro local passa a ter pouca mobilidade. "Só sobraram o rei, a rainha e os peões. As torres foram embora", comparou ao lembrar que aumentou muito a distância entre os grandes bancos e os demais.

Pelos dados de setembro, a nova instituição terá R$ 575 bilhões em ativos totais, R$ 225 bilhões de empréstimos, R$ 235 bilhões de depósitos e debêntures, patrimônio líquido estimado em R$ 51 bilhões e ativos e recursos sob administração em torno de R$ 265 bilhões. A administração estima que o índice de capital regulatório do novo banco, naquela data, teria sido de 15,1%, um patamar que se compara bem em relação ao de outros pares locais e regionais.

A Fitch observa que os dois bancos têm um histórico de bem-sucedidas integrações de aquisições anteriores, embora a magnitude desta fusão esteja bem além da experiência passada, devendo apresentar importantes riscos de integração, tanto operacionais como de ordem cultural. A Itaú Unibanco Holdings irá operar inicialmente através das atuais franquias do Itaú e do Unibanco, mantendo as respectivas marcas, pelo menos a curto prazo. Com o tempo, é provável que as sinergias levem à racionalização das entidades legais e de suas marcas.

Roberto Setubal e Pedro Moreira Salles informaram ao mercado que a nova entidade buscará tanto o crescimento orgânico no Brasil, como o crescimento internacional, orgânico e inorgânico. Com presença já no Chile, Argentina e Portugal, o Itaú é, atualmente, o mais internacionalizado dos bancos brasileiros. O Unibanco opera no Paraguai. O novo banco terá, provavelmente, ambições em outros importantes mercados da região, em escala compatível com sua ampliada base de capital.

"Ao considerar a evolução dos ratings do banco com o tempo, a Fitch levará em conta os potenciais benefícios e pressões que poderão surgir desse possível crescimento. Os atuais ratings da Fitch incorporam o entendimento de que o ágio gerado por esta operação será amortizado previamente, em linha com as práticas do Itaú em aquisições anteriores", diz relatório distribuído pela Fitch.

Valor

Link: Rating dos dois bancos deve ser equiparado

Sadia enfrenta ação judicial de investidor estrangeiro

Publicado por Gandalf às 11/09/2008 08:04:00 AM

A Sadia já tomou conhecimento da ação de fraude registrada ontem na corte de Manhattan (EUA), nos Estados Unidos, pelo fundo Westchester Putnam Counties Heavy & Highway Laborers Local 60 Benefit Funds, em função da perda com derivativos superalavancados em dólar.

De acordo com a assessoria de imprensa, a companhia está tomando as medidas cabíveis, mas não comenta ações em andamento. A empresa teve prejuízo de R$ 777,4 milhões no terceiro trimestre - o que a deve levar a ficar no vermelho no balanço anual. Em 30 de setembro, mesmo depois de ter reduzido a exposição aos derivativos de alto risco, a Sadia ainda tinha uma posição líquida de US$ 2,3 bilhões relacionada aos contratos problemáticos.

O fundo americano alega que a empresa informou mal os investidores a respeito dos riscos aos quais o negócio - e, portanto, os acionistas - estavam expostos. O Westchester Putnam busca cobertura de danos, em valores não especificados, e a certificação como uma ação de classe, que atenda a outros investidores. A ação também acusa os principais executivos da companhia.

No Brasil, a Previ, caixa dos funcionários do Banco do Brasil, pode também promover uma ação de responsabilidades civil contra os administradores da empresa e também para ressarcimento de perdas. Iniciativas desse tipo, no Brasil, correm em benefício da empresa e não dos acionistas.

A fundação solicitou esclarecimentos sobre o ocorrido em assembléia, que ocorreu nesta segunda-feira. A Sadia, entretanto, não divulgou detalhes das informações prestadas na assembléia ao mercado. Registrou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) apenas a ata resumida do encontro.

A decisão sobre uma possível ação judicial será tomada em uma outra assembléia, após apresentação dos resultados de uma nova auditoria, proposta pela Previ. O estudo será feito pela BDO Trevisan e os resultados deverão ser conhecidos em 90 dias. A conclusão da primeira análise, realizada pela KPMG, que é também a auditoria da empresa, já foi encaminha à CVM.

Valor

Link: Sadia enfrenta ação judicial de investidor estrangeiro

Leilão de LT do Madeira já tem consórcio inscrito

Publicado por Gandalf às 11/09/2008 07:09:00 AM

A Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) anunciou ontem que vai participar do leilão das linhas de transmissão do rio Madeira ao lado das estatais Furnas e Chesf, conforme adiantou a Gazeta Mercantil na edição do dia oito de outubro. "Neste tipo de atividade (linhas de transmissão), que envolve um grande volume de investimentos e a necessidade de crédito, as estatais são um instrumento de equilíbrio e segurança para o consórcio", afirma Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O professor explica que as empresas privadas geram risco e, por isso, têm mais dificuldade na obtenção de financiamentos. "As estatais diminuem o risco financeiro porque não são alavancadas e reduzem o risco político porque estão do mesmo lado do governo", completa Castro.

O leilão, anteriormente marcado para o dia 31 de outubro, foi adiado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o dia 26 de novembro a fim de garantir a participação das companhias. "O risco de crédito alterou as perspectivas do setor, tanto que houve adiamento da realização do leilão", diz João Carlos de Oliveira Mello, da consultoria Andrade & Canellas.

Castro, da UFRJ, afirma que a falta de liquidez deve atrapalhar, sobretudo, a participação de empresas de outros países. "Acho difícil alguma estrangeira entrar na disputa", comenta Castro referindo-se à crise financeira mundial que está alterando os projetos de investimento das empresas. O aporte previsto para este linhão, que vai ligar Rondônia ao município de Araraquara, no interior de São Paulo, está estimado em R$ 7 bilhões. O empreendimento, que deve entrar em operação em 2012, terá até 70% do total financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Ricardo Lima, presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), concorda com Castro. "O momento internacional é muito difícil, não creio que haverá participação de estrangeiras", afirma. Além disso, o executivo lembra da importância de haver outros consórcios na disputa. "É preciso haver concorrência para que tenha deságio. Isso é fundamental para garantir o benefício ao consumidor", defende Lima.A composição acionária do primeiro consórcio inscrito para a disputa das linhas de transmissão do Madeira está dividido em 51% para a Cteep, 24,5% para a Chesf e 24,5% para Furnas. "É um momento econômico complicado por conta da falta de liquidez no mercado, mas a obra tem que sair e o fato de a Cteep entrar na licitação ao lado de Furnas e Chesf é muito positivo", comenta Lima.

Para Castro, "o consórcio é forte, principalmente por a Cteep possuir boa geração de caixa e experiência no setor de transmissão". Desde 2007, quando foi adquirida pelo ISA (maior grupo do setor de transmissão da América Latina) a Cteep tem demonstrado perfil agressivo nos leilões. No último certame deste segmento realizado pela Aneel, por exemplo, a empresa paulista arrematou sozinha cinco dos 12 lotes ofertados pela agência.

Para Castro no leilão do linhão " não haverá só um vencedor. Acredito que haverá uma divisão dos lotes leiloados. As empresas do grupo Eletrobrás não vão concorrer entre si", avalia.

Para o professor, o próximo consórcio a se inscrever será formado por Eletronorte, Eletrosul (ambas do grupo Eletrobrás) e a construtora Andrade Gutierrez. "As linhas são gigantescas. Um consórcio deve arrematar três lotes e o outro ficará com os quatro restantes", afirma. Para o especialista, a possibilidade de dividir os lotes é um "instrumento de política energética para garantir a saída dos lotes".

Apesar do otimismo em relação a realização da disputa, Castro afirma que "o deságio do arremate será próximo de zero". "As condições financeiras estão muito difíceis", comenta. Neste tipo de leilão, vence a disputa quem propor a menor receita anual, ou seja, a empresa que der a menor proposta de cobrança de tarifa.

Gazeta Mercantil

Link: Leilão de LT do Madeira já tem consórcio inscrito

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