Lojas Renner voltarão a ter banco

Publicado por Odair às 11/19/2008 04:30:00 PM

Odair Gomes
Investidor Informado

As Lojas Renner (LREN3), seguindo o exemplo de outros grupos financeiros como o grupo JBS, estuda abrir um banco próprio, os planos são para que ainda em 2009 o banco possa concentrar os serviços financeiros da companhia.

A companhia pretende iniciar o processo junto ao Banco Central nas próximas semanas, segundo José Carlos Hruby, diretor de relações com investidores das Lojas Renner.

A empresa teve um banco próprio até 1998, o AJ Renner, porém foi separado quando da venda para a JC Penney.

Um dos principais objetivos das Lojas Renner com o banco, segundo Hruby, é o lançamento de um cartão de crédito “embandeirado”, em 2010, objetivando o público de 4 a 5 milhões de clientes ativos com cartão da empresa.

Petrobras segue Vale e adia investimentos

Publicado por Odair às 11/19/2008 04:14:00 PM

A crise global e o preço do barril do petróleo, abaixo dos US$ 60, levaram a Petrobras a adiar projetos na área de exploração e produção e priorizar os que tenham retorno rápido e propiciem a retirada de óleo leve.

A afirmação foi feita nesta terça-feira pelo gerente geral de novos negócios da área de Exploração e Produção da companhia, José Jorge de Moraes Júnior, que participou do XII Congresso Brasileiro de Energia, no Rio de Janeiro. “São ajustes que precisavam ser feitos e que vão aparecer no plano estratégico que a companhia vai divulgar em dezembro", disse.

Com este anúncio, as duas maiores empresas do país apresentam retração em investimentos, como conseqüência da crise mundial. No fim do mês passado, a Vale anunciou que reduziria sua produção de minério de ferro e outros minérios e subprodutos devido à desaceleração da economia. Com a medida, algumas usinas localizadas nos Sistema Sul e Sudeste, em Minas Gerais, foram paralisadas e os funcionários entraram em férias coletiva durante o mês de novembro.

Segundo o executivo da Petrobras, a idéia é postergar todos os projetos que visavam antecipar a produção em campos de óleo pesado e também aqueles que tinham como objetivo o aumento da produção de campos maduros. Estão excluídos dos ajustes os projetos de desenvolvimento dos campos do pré-sal e os reservatórios em que a Petrobras já possui infra-estrutura instalada e que tenham indícios de óleo leve, que têm maior retorno econômico e afetam de forma significativa a curva de produção da empresa.

Moraes Júnior destacou que o adiamento desses projetos não vai interferir nas metas de produção de 2009 e 2010. Segundo ele, o impacto poderia ser maior no período 2012-2013, mas a expectativa é de que, até lá, os preços do petróleo já tenham se recuperado.

Notícia e Opinião

Link: Petrobras segue Vale e adia investimentos

BR Malls anuncia recompra, e ações disparam na Bovespa

Publicado por Odair às 11/19/2008 02:12:00 PM

A BR Malls, maior empresa de gestão e comercialização de shoppings do Brasil, anunciou nesta terça-feira a abertura de um programa de recompra de ações. Os papéis ordinários da empresa (BRML3) registravam, às 13h48, alta de 9,85%, negociados a 7,69 reais a unidade.

"A aquisição será realizada na Bolsa de Valores de São Paulo, a preço de mercado, cabendo à diretoria decidir o momento e a quantidade de ações a serem adquiridas, seja em uma única operação ou em uma série de operações, respeitando os limites previstos na regulamentação aplicável", diz o comunicado da empresa.

A BR Malls afirma ainda que as compras ocorrerão até o dia 17 de novembro de 2009. A previsão é de que sejam adquiridas cerca de 7 milhões de ações ordinárias. A decisão foi tomada nesta segunda-feira, durante reunião de seu conselho administrativo.

A companhia é a é a maior empresa integrada de shopping centers do Brasil, com participação em 34 shoppings, que totalizam 985,2 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL) e 429,1 mil metros quadrados de ABL próprio. A empresa tem como principais acionistas o fundo de private equity GP e o bilionário americano Sam Zell.

Exame

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Lucro da Sabesp cai 39,5% no terceiro trimestre, para R$ 231 milhões

Publicado por Odair às 11/19/2008 12:00:00 PM

A Sabesp (SBSP3) divulgou os resultados do terceiro trimestre de 2008, reportando uma redução de 39,5% em seu lucro líquido, que fechou o trimestre em R$ 231,1 milhões.

Em compensação, a receita operacional líquida aumentou 6,8% na comparação com igual período de 2007, contabilizando R$ 1,593 bilhão. Segundo a empresa, a melhora se deve principalmente aos reajustes tarifários de 4,1% desde setembro de 2007 e 5,1% em setembro de 2008.

Além disso, a Sabesp afirma que "o crescimento de 2,5% no volume faturado de água e esgoto, sendo 2,6% no varejo, e 2,2% no atacado" também contribuiu para a melhora no indicador.

Infomoney

Link: Lucro da Sabesp cai 39,5% no terceiro trimestre, para R$ 231 milhões

Usiminas antecipa parada para manutenção de forno de Ipatinga

Publicado por Gandalf às 11/19/2008 10:54:00 AM

A Usiminas anunciou no final da terça-feira que decidiu antecipar de junho de 2009 para dezembro deste ano a parada para manutenção do alto-forno 2 da usina da companhia em Ipatinga (MG). A expectativa da empresa é de que o alto-forno retome a operação até abril do próximo ano. Com a parada, a produção interna de ferro gusa deverá ser reduzida em aproximadamente 300 mil toneladas, ou cerca de 3 por cento da capacidade anual.

Segundo a Usiminas, a manutenção trará "maior eficiência operacional e redução de custos à empresa".

A Usiminas, que é responsável por 40 por cento do aço plano consumido no Brasil, encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido de 880 milhões de reais, 16 por cento acima do obtido no mesmo período de 2007.

A antecipação da manutenção ocorre em um momento de queda nas vendas de veículos no país. A decisão também acompanha cortes de produção de aço tomadas por outras empresas, como a ArcelorMittal Tubarão.

A empresa do Espírito Santo anunciou há cerca de duas semanas que vai reduzir sua produção de aço em 35 por cento para acompanhar a retração na demanda. O corte na produção da unidade brasileira do maior grupo siderúrgico do mundo vai ser feito por meio de antecipação de parada programada de um dos três alto-fornos da empresa.

Enquanto isso, em 5 de novembro, a Gerdau evitou falar de corte de produção, mas afirmou que está "ajustando" sua atividade para se adequar à demanda local e internacional.

Reuters

Link: Usiminas antecipa parada para manutenção de forno de Ipatinga

InBev garante crédito de US$ 55 bilhões e fecha compra da Anheuser

Publicado por Gandalf às 11/19/2008 09:36:00 AM

Gandalf Wizard
Investidor Informado

A cervejaria belgo-brasileira InBev levanta US$ 54,8 bilhões junto aos bancos para financiar a aquisição da norte-americana Anheuser-Busch. A compra, avaliada em US$ 52 bilhões e concluída ontem, faz da InBev não só a maior cervejaria do mundo como a quinta maior empresa de consumo global.

A compra da Anheuser pela Inbev, acertada em julho desse ano, dependia da aceitação dos acionistas da Anheuser, além do crédito necessário ao pagamento.

A compra, que custará à InBev US$ 70 por ação, foi concluída depois que os acionistas das duas companhias aprovaram a operação. Os acionistas da Anheuser-Busch aceitaram o acordo no último dia 12, e o Departamento de Justiça dos EUA deu seu aval no último dia 14. Segundo os termos do acordo, o novo grupo passará a se chamar Anheuser-Busch InBev, a fim de manter a herança e tradições da norte-americana.

"A combinação das duas empresas cria o líder global no setor de cerveja e uma das cinco maiores empresas de bens de consumo", afirmou a InBev.

O brasileiro Carlos Brito, executivo-chefe da InBev, afirmou que "a operação é uma transação histórica". Segundo Brito, o sucesso derivará da integração das marcas e métodos de trabalho das duas companhias.

A expectativa inicial era de que a necessidade de empréstimos seria na ordem de US$ 45 bilhões, o restante do valor seria obtidor através de emissão de ações e venda de ativos, porém com a deterioração do mercado nos últimos meses os planos da companhia mudaram.

A InBev tomou US$ 54,8 bilhões em empréstimos junto a bancos para custear a aquisição da Anheuser. Os subscritores venderão os títulos para um grupo mais amplo de bancos, segundo fontes, que pediram para não ter seus nomes divulgados.

A dívida da InBev inclui dois empréstimos a prazo de US$ 13 bilhões cada com vencimento em 2011 e em 2013 e de US$ 7 bilhões em títulos com vencimento em 2009. A empresa conta com um empréstimo-ponte de US$ 12 bilhões que será refinanciado com bônus e uma linha de crédito-ponte de US$ 9,8 bi a ser substituído por ações.

Após BrT, Sky pode ser próximo alvo da Oi

Publicado por Gandalf às 11/19/2008 08:33:00 AM

"Depois da Brasil Telecom, a Sky pode ser o próximo alvo de compra da Oi/Telemar. Embora a Sky negue a existência de qualquer negociação de venda, a Folha apurou que, para as Organizações Globo, sua acionista, a venda é apenas questão de preço e de oportunidade.

No início deste ano, o presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, chegou a se reunir, em Nova York, com Bruce Churchill, presidente da DirecTV Latin America, divisão da DirecTV Group, que tem o controle acionário da Sky Brasil.

Várias opções de negócio foram aventadas, mas as negociações não prosseguiram, aparentemente, porque a Oi achou muito salgado o preço que lhe foi apresentado: US$ 5 bilhões.

Um acionista da Oi/Telemar afirmou à Folha que a Sky, a preço justo, interessaria muito à Oi, mas que o preço apresentado foi tão alto que ele tem dúvida sobre se a Sky Brasil, de fato, está à venda.

A Globo é acionista minoritária da Sky Brasil, com 26% das ações, mas o sócio controlador norte-americano só pode vender a operação de TV paga no Brasil com a concordância da família Marinho. Pelo acordo existente entre os acionistas, a Globo pode vetar o nome de um comprador.

Segundo um alto executivo das Organizações Globo, o grupo não considera relevante continuar sócio da Sky, mas também não há razão -nem financeira nem de caráter regulatório - para precipitar a venda da empresa.

Depois que as negociações sobre a Sky esfriaram, a Oi decidiu criar uma operação própria de TV por assinatura com transmissão por satélite, a exemplo do que fez a Telefônica. Em setembro, a empresa pagou R$ 470 mil por uma licença de DTH (sigla do serviço de TV paga com transmissão direta de satélite) da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e anunciou que vai inaugurar seu serviço de TV por satélite no início do ano que vem.

Na avaliação da Globo, a iniciativa não extinguiria o interesse da Oi pela Sky, por causa de sua base de 1,7 milhão de clientes.

As teles estão numa corrida para oferecer telefonia, acesso à internet e TV por assinatura em um mesmo pacote, em reação à Net, que oferece esses serviços e se tornou a segunda empresa em assinantes de banda larga do país.

Segundo dados do site Teleco, especializado em telecomunicações, o país tem 6,1 milhões de assinantes de TV paga, dos quais 2,06 milhões recebem os sinais por satélite. Por esses números, a Sky tem 28% do total de assinantes de TV paga no país.

A Globo diz que seu foco atual é a produção de conteúdo e que nenhum ativo de distribuição de conteúdo para TV paga é considerado estratégico pelo grupo. É uma mudança radical, comparando-se com a política de verticalização que predominou no grupo nos anos 90, quando a Globo se tornou acionista controladora da Net - um conglomerado de operações de TV a cabo - e da Sky.

A Sky foi constituída há 12 anos numa associação entre a família Marinho e a News Corporation, do magnata mundial das comunicações Rupert Murdoch. A Globo (com o grupo gaúcho RBS) tinha 60% das ações. Ao longo dos anos, essa participação foi diminuindo.

Em 2002, a Globo deixou de ser acionista controladora. O grupo enfrentava uma crise financeira, por causa do endividamento externo da Net. Ao deixar o controle da Sky, a Globo livrou-se da responsabilidade de garantir a compra de satélites e de acompanhar a News nos investimentos na Sky.

A News comprou a DirecTV, nos Estados Unidos, em novembro de 2003. Com exceção do Brasil e do México, os clientes da Sky migraram para a DirecTV. No Brasil e no México, a marca Sky é que sobreviveu.

Em 2006, o grupo Liberty, presidido por John Malone, ficou com a participação da News na DirecTV. Na avaliação de executivos ouvidos pela Folha, Malone não tem projeto de longo prazo para a DirecTV, assim como a Globo não tem projeto de longo prazo para a Sky."

Folha

Link: Após BrT, Sky pode ser próximo alvo da Oi

Serra e Lula discutem a venda da Nossa Caixa ao BB

Publicado por Gandalf às 11/19/2008 08:22:00 AM

O governador de São Paulo, José Serra, reúne-se na tarde desta quarta (19) com Lula, no Planalto.

Tenta-se chegar a um acordo em relação à venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil. Um negócio estimado em cerca de R$ 7 bilhões.

As negociações se arrastam há meses. Espera-se que, a partir da conversa de Serra com Lula, avencem em direção à conclusão.

Nesta terça (19), Lula deixou claro que fará o que for preciso para devolver o BB à condição de maior casa bancária do país.

Na saída de um almoço no Itamaraty, Lula disse: "O Banco do Brasil era o principal banco do Brasil...”

“...Com a fusão do Itaú e do Unibanco passou a ser o segundo. Nós queremos que o Banco do Brasil seja muito maior do que qualquer outro banco no Brasil".

O negócio interessa também a Serra. Deseja capitalizar as arcas do Tesouro Estadual. E vê na transação com o BB a perspectiva de livrar-se da Nossa Caixa sem ser acusado de ter privatizado o banco.

Josias de Souza

Link: Serra e Lula discutem a venda da Nossa Caixa ao BB

Vale é contra proposta do Index, novo sistema para fixar os preços

Publicado por Gandalf às 11/19/2008 07:29:00 AM

As negociações de preço do minério de ferro de 2009 poderão ser mais duras e demoradas do que o que vem sendo previsto pelas mineradoras e siderúrgicas. Vale do Rio Doce, Rio Tinto e BHP Billiton, que dominam 75% do mercado transoceânico do produto, deverão propor a adoção de sistemas diferentes de fixação de preço. Segundo o diretor executivo de ferrosos da Vale, José Carlos Martins, que acaba de chegar de viagem por 20 países, inclusive a China, para sentir o pulso do mercado às vésperas das conversas que antecedem as negociações, já existe uma proposta para substituir o tradicional sistema de benchmark por um novo sistema de cotação de preço conhecido como Index. "Pelo que sabemos, essa proposta está na mesa e foi apresentada às siderúrgicas por um dos produtores de minério de ferro", disse Martins, sem citar o nome do concorrente.

O Index, segundo explicou, teria o papel de transformar a venda de minério no mercado líquido numa espécie de cotação, um produto financeiro negociado em uma bolsa de minério como qualquer commodity. A formação do preço teria a participação tanto de produtores e consumidores participam como de agentes financeiros. "Eu não produzo minério mas vendo minério. Eu não consumo minério, mas eu compro minério. Como são todos os mercados líquidos, de petróleo, de níquel. Todos os mercados de commodities são mercados financeiros", afirma Martins.

A Vale, conforme destacou, já tem posição e proposta sobre a discussão desse sistema de formação de preços que deverá dominar a mesa de negociações junto com o ajuste do preço. "A posição da Vale será de defesa do benchmark", afirmou Martins. Ele argumenta que por esse sistema, que persiste há 30 anos, o reajuste de preço é discutido "face to face" (cara a cara) entre mineradoras e siderúrgicas que, após rodadas de debate, decidem o novo valor da tonelada para os contratos de longo prazo. O novo preço passa a vigorar por um ano, a partir de 1º de abril. A proposta da Vale, argumentou, busca reduzir a volatilidade do mercado e manter a formação de preço como uma questão entre o produtor (mineradora) e o consumidor (siderúrgica).

Para ele, o sistema de índice vai fazer ajustes muito pontuais no preço do minério a cada momento. "Enquanto no sistema de benchmark, por exemplo, se ocorre um acidente numa mina e cai a produção, o preço do minério continua estável, pois é acertado por um ano. No sistema de preços líquidos, qualquer acidente os leva a oscilar para cima. Num momento mais fraco de mercado, como o atual, o índice vai indicar um valor mais baixo do que o que foi negociado. E numa retomada do mercado, eles podem subir acima dos contratos".

Apesar de toda a argumentação, ele reconhece que caberá aos clientes, no caso as usinas de aço, optarem por um sistema de preço mais constante para o minério, como é a proposta da Vale, ou se preferem o Index, líquido, no qual terão outros agentes dentro do mercado.

No ano passado, houve uma tentativa bem sucedida das mineradoras australianas de derrubar o 'benchmark', pelo qual quem fecha negociação primeiro define o reajuste para todo o setor. Elas conseguiram uma aumento superior ao da Vale com as siderúrgicas devido ao diferencial de frete, na época de US$ 60 a favor da Austrália. Do Brasil para a China era de US$ 110 e da Austrália, US$ 50. Este ano, isso caiu por terra, pois o frete Brasil-China está em US$ 10 e o da Austrália-China em US$ 5. "Essa diferença não vai justificar um preço diferenciado", avalia Martins.

As siderúrgicas, no entanto, parecem estar divididas sobre a proposta. Para o diretor da Vale, nesta decisão vão ter dois tipos de opções. Os clientes de mais longo prazo e com mais compromissos que também vendem o aço em contratos de longo prazo vão preferir um sistema de preços de menor volatilidade, de negociação direta com o fornecedor, ou seja, o 'benchmark'. "Eu poria neste grupo a maioria dos europeus, a totalidade dos japoneses e talvez uma parte dos chineses. Mas, há ainda outros 'players', principalmente na China, como visão de curto prazo, mais oportunista, que podem lutar pelo outro sistema (Index)".

Certamente, esta pode ser mais uma queda-de-braço que a Vale terá que enfrentar durante as rodadas de negociação de 2009, principalmente com as siderúrgicas chinesas. Num cenário de forte queda na demanda por minério e aço, tendo como pano de fundo os altos preços do minério frutos de seis anos de anos de altas seguidas, estaria inclinando as usinas, com as chinesas à frente, a buscar um novo tipo de negociação, avaliam analistas, que não quiseram ser citados. Para eles, a situação de mercado que antecede às negociações está mais favorável às siderúrgicas, apesar de ambas as partes estarem tendo que cortar produção para manter preços. Eles continuam apostando numa queda de preço do minério de 15% a 40%.

Recentemente, dada as condições desfavoráveis do mercado, como reconheceu Martins, a Vale teve que ceder às usinas chinesas e abrir mão da alta residual de 12% que estava pleiteando com os clientes asiáticos. "Eles (os chineses) vinham num processo de aceitação quando depararam com a queda do mercado. E, aí eles endureceram a negociação e nós não tivemos outra alternativa a não ser retirar o reajuste, pois as condições de mercado tinham mudado drasticamente. Mantivemos a negociação até outubro. Quando vimos que não íamos conseguir emplacar o reajuste na China, optamos por retirá-lo, inclusive dos clientes que já haviam o aceitado".

Mesmo sem admitir que o ciclo virtuoso de alta do minério não vai se repetir em 2009, pois o momento é de muita turbulência e a redução da demanda é superior a redução da produção porque há uma gigantesca desova de estoques, o diretor executivo da Vale não vê condições para a mineradora incluir na pauta de negociação do próximo ano os 12% residuais de 2008 a seus clientes asiáticos. "Nosso desejo de unificar os preços da Europa com os da Ásia é de longo prazo. Mas, isso tem que ter um momento adequado para acontecer. Não sei se esse momento será no ano que vem. A Vale é uma empresa de mercado, que respeita as condições de mercado e agora estamos no olho do furacão", afirmou. Para ele, o processo de desestocagem de minério e aço, "jamais visto na economia".

Martins acredita que o pacote de US$ 600 bilhões provado pelo governo chinês para reativar a economia do país pode influir no mercado. "O grosso desse pacote é voltado para a infra-estrutura, para o interior, para o campo. É um plano com alta intensidade de ferro e aço. Mas, o impacto sobre a demanda de aço e minério não será imediato. Porém, sem dúvida é um plano com forte impacto para a retomada da economia real". A seu ver, o futuro do mercado de minério e aço ainda chama-se China.

Valor

Link: Vale é contra proposta do Index, novo sistema para fixar os preços

Apesar de captar R$ 15 bilhões na bolsa, contrutoras não têm capital de giro

Publicado por Gandalf às 11/19/2008 06:59:00 AM

O setor de construção civil praticamente fez virar pó R$ 19,344 bilhões captados entre 2006 e 2007, sendo R$ 15,67 bilhões por aumento de capital, mediante ofertas primárias de ações (OPAs). Agora, convive com a falta de capital de giro para concretizar as obras. E a menor liquidez afeta diretamente o caixa das empresas, que necessitam financiar seus projetos bem antes de obter a receita.

Nem o pacote anunciado pelo governo, de R$ 18 bilhões, de novas linhas de financiamento habitacional da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil para servidores públicos federais e aumento de 25% na oferta de crédito consignado da Caixa para 2009, mudou as perspectivas para o segmento.

Os recursos oferecidos pelo governo devem ser suficientes apenas para os empreendimentos já engatilhados. A grande pergunta é por que os R$ 15,678 bilhões foram insuficientes?

"As empresas saíram correndo para comprar terrenos e faltou capital de giro, problema agravado pelo corte de crédito. Não foram bons administradores, pois não era necessário comprar tanto terreno. Isso ocorreu com grande parte do mercado", ressalta o vice-presidente do Conselho de Administração do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), Keyler Carvalho Rocha.

Na avaliação do diretor de Relações com Empresas da Apimec-SP, Ricardo Tadeu Martins, o problema é que, com a corrida do setor pelo crescimento, a concorrência se agravou e a busca por terrenos para os empreendimentos foi antecipada. "Algumas instituições financeiras davam o empréstimo para compra dos terrenos e as empresas quitavam após a OPA. Agora esse banco de terrenos está encalhado por falta de capital" explica.

Monitor Mercantil

Link: Apesar de captar R$ 15 bilhões na bolsa, contrutoras não têm capital de giro

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