Inbev retoma oferta de ações para pagar Anheuser-Busch

Publicado por Odair às 11/24/2008 03:20:00 PM

A cervejaria belgo-brasileira InBev retomou nesta segunda-feira a oferta de ações para pagar Anheuser-Busch - empresa do setor adquirida no última dia 18 por 52 bilhões de dólares. Serão emitidos 986,1 milhões de novos papéis, cotados a 6,45 euros por unidade. A empresa espere levantar cerca de oito bilhões de dólares com a oferta.

A companhia consolidou a compra da Anheuser-Busch, criando a maior cervejaria do mundo na semana passada. A InBev havia adiado oferta de ações em outubro, sob o argumento de que iria aguardar mais instabilidade no mercado. Suas ações registraram queda de 30% desde então.

Os controladores da empresa pretendem comprar cerca de 2,8 bilhões de euros em ações durante a oferta para manterem-se à frente dos negócios. O valor é mais que o dobro do que eles destinariam caso as ações fossem lançadas em outubro.

A Anheuser-Busch-InBev considerou "uma série de fatores" para a venda das ações neste momento, além do aumento da disponibilidade para investir pelos acionistas controladores, afirmou Marianne Amssoms, porta-voz empresa. Ela recusou-se a fazer outros comentários.

Analistas especulam que a InBev pode vender bens para tentar fazer caixa e saldar a dívida com bancos devido a empréstimos para consolidar a compra da empresa norte-americana.

Exame

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Importação de minério de ferro pela China sobe 2,94% em outubro

Publicado por Odair às 11/24/2008 03:02:00 PM

As importações de minério de ferro pela China em outubro cresceram 2,94 por cento em relação ao mesmo período do ano passado, para 30,616 milhões de toneladas. No ano, entre janeiro e o mês passado, o setor registra uma alta de 20,21 por cento nas compras de minério. Grande parte do minério importado em outubro pelo maior produtor de aço do mundo veio da Austrália, 14,38 milhões de toneladas, uma expansão de 27,63 por cento. Enquanto isso, o Brasil entregou 7,58 milhões de toneladas ao país asiático, numa expansão mais modesta, de 5,92 por cento em relação a outubro de 2007.

Sofreram reduções os volumes de minério importados da Índia, 14 por cento, para 3,7 milhões de toneladas; e Canadá, queda de 33,63 por cento.

Em destaque ficaram as compras de minério de ferro venezuelano, que dispararam 193 por cento, para 410,8 mil toneladas.

As importações de produtos de aço somaram 1,15 milhão de toneladas em outubro e no acumulado dos 10 meses de 2008 as compras desses produtos recuaram 5 por cento, para 13,47 milhões de toneladas.

Já as exportações de produtos siderúrgicos somaram 4,62 milhões de toneladas em outubro. A variação percentual não estava disponível junto às autoridades alfandegárias. Entre janeiro e outubro, as vendas externas de produtos de aço da China somam 53,12 milhões de toneladas, uma redução de 1,2 por cento em relação ao mesmo período de 2007.

Reuters

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CVM tem novo entendimento sobre operação de incorporação

Publicado por Odair às 11/24/2008 02:40:00 PM

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgou em outubro, um entendimento da Superintendência de Registro de Valores Mobiliários (SRE) sobre a não-obrigatoriedade de realização de oferta pública de aquisição de ações de emissão de Construtora Tenda, Datasul e Company, seja por força do art. 254-A da Lei nº 6404/76 ou por definição em cláusula estatutária, no momento das incorporações.

O entendimento da SRE se baseia no fato de que na incorporação não há transferência de valores mobiliários dos antigos para os novos controladores. A inaplicabilidade do artigo 254-A ocorreu, também, em junho, no caso da associação entre Petrobras e Unipar que alterou o controle da Suzano Petroquímica e serviu de base para outras manifestações como as que envolvem a Datasul e Totvs, Construtora Tenda. e Gafisa, e Company e Brascan Residential Properties.

Segundo o advogado Henrique Vargas Gama Beloch, do Barbosa, Müssnich & Aragão Advogados, essas decisões da CVM têm em especial o fato de terem sido as primeiras no País a abordar a questão do tag-along na incorporação - o tag-along é um mecanismo previsto na legislação brasileira pelo artigo 254-A da Lei das S/A. e estabelece que a mudança no controle da empresa só pode ocorrer caso o comprador se comprometa a fazer uma oferta pública para a compra das outras ações com direito a voto, e com um valor de no mínimo 80% do que foi oferecido para o controlador.

Para Henrique Vargas Gama, em resumo, esse posicionamento da CVM afasta a obrigação de na incorporação, realizar oferta pública de aquisição (OPA) por alienação de controle de companhia aberta, prevista no art. 254-A. "Pelo menos foi o entendimento adotado nos casos envolvendo Datasul/Tovts, Tenda/Gafisa e Company/Brascan porque a troca de controle decorreu de uma operação de incorporação com uma efetiva consolidação de ativos", explica. Segundo ele, a consequência dessa decisão da CVM é de abrir brechas que darão mais segurança às empresas para fazer operações de incorporação porque o controlador não terá mais de fazer uma oferta pública aos minoritários, "barateando a operação". É importante, entretanto, "que cada caso seja analisado para ver se houve de fato uma incorporação e atendeu a finalidade a que se propõe, se de fato pretende-se almejar a junção dos negócios sem indícios que possa ter ocorrida uma vantagem adicional do controlador", ressalta.

"O entendimento da CVM orientou o mercado corretamente, porém o que não pode acontecer é uma forma deliberada de o controlador da incorporada prejudicar o minoritário, ou seja, ele até pode vender suas ações na bolsa, mas não pode, após esta incorporação, vender suas ações por preço superior ao novo controlador com base em um acordo anterior, sem divulgá-lo ao mercado e estender o lucro aos minoritários" , afirma Thiago Giantomassi Medeiros do Demarest & Almeida Advogados. Ele explica que no caso da Datasul/Tovts, Tenda/Gafisa e Company/Brascan o entendimento da SRE se baseou no fato de que, não houve diluição de todos os acionistas, inclusive o controlador - já que a relação de troca, nesses casos, é uniforme - sem transferência de valores mobiliários dos antigos para os novos controladores e isso justifica a inaplicabilidade do artigo 254-A.

Outro ponto a se analisar, segundo Thiago Giantomassi Medeiros, é que "a extensão da cláusula estatutária de oferta por aumento de participação, pois não há padronização e cada companhia ajustou-a a suas necessidades", diz. João Ricardo de Azevedo Ribeiro do Mattos Filho Veiga Filho Marrey Jr e Quiroga Advogados, diz que esse entendimento da CVM não é uma surpresa, mas que para se posicionar pela inaplicabilidade do artigo, é preciso que se estude caso a caso.

"Nas operações envolvendo a Datasul/Tovts, Tenda/Gafisa e Company/Brascan ninguém pagou para ter o controle, houve uma consolidação de acionistas em uma mesma empresa. Neste caso, não houve má-fé na incorporação e não cabe aplicar o tag-along nesses casos, pois não se discute o controle", afirma João Ricardo de Azevedo Ribeiro.

Henrique Vargas Gama Beloc explica que no entendimento da CVM, a incorporação (de companhia ou de ações), ainda que possa ocasionar a mudança de controle, não constitui, propriamente, uma alienação de controle, não ensejando, por isso o tag along, explica.

Gazeta Mercantil

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MMX: 64% dos fornos de ferro gusa estão parados

Publicado por Odair às 11/24/2008 02:10:00 PM

A mineradora MMX informou hoje que 64% dos fornos de ferro gusa instalados no Brasil estão parados neste momento em razão da retração da demanda e dos preços internacionais. Segundo o diretor-geral da companhia, Joaquim Martino Ferreira, existem 161 fornos no País, dos quais 103 estão parados. "Nos últimos 60 dias o mercado de ferro gusa está congelado", disse em reunião com analistas e investidores. A MMX, conforme anunciou recentemente, vai paralisar a operação da sua unidade de ferro gusa no dia 30 deste mês

A maior parte da produção de ferro gusa da empresa é destinada para o mercado externo. Nos nove primeiros meses do ano, a MMX produziu 185 mil toneladas de ferro gusa em Corumbá (MS). A paralisação da unidade levou também à parada da mina de Corumbá, que destina cerca de 25% das suas vendas para esta operação. Apesar de admitir uma paralisação no mercado de ferro gusa, a MMX informou que suas vendas de minério de ferro não sofreram nenhum impacto com a crise internacional.

"Neste momento, os clientes declaram que não vão mais comprar, mas isso não está acontecendo na prática", disse Ferreira. O executivo se referia à Vale, que recentemente declarou que iria interromper compras de minérios produzidos por terceiros. Segundo ele, os clientes da MMX precisam comprar minério produzido em Serra Azul, Minas Gerais, onde a empresa opera, devido à elevada qualidade do insumo. "Quem compra da MMX não o faz para nos agradar, mas porque precisa corrigir a qualidade do seu minério", afirmou.

De acordo com Ferreira, os embarques para os clientes seguiram normalmente nas últimas semanas. "Tudo que produzimos é vendido, estamos sem estoques", disse. O otimismo em relação à demanda destoa de outros produtores de minério, como a Vale, que tem sentido a retração do mercado. Mesmo assim, o diretor-geral da MMX afirmou que espera um ajuste para baixo nos preços do minério de ferro em 2009 devido à retração da demanda. Ele destacou que a queda do preço pode desestimular novos projetos em mineração, o que no futuro ajudará a elevar os preços novamente.

A MMX informou que não pretende fazer demissões na unidade de Corumbá (MS), mesmo depois de anunciar a parada da mina e da unidade de metálicos no município. Segundo o diretor-geral da companhia, as operações permanecerão paradas até a retomada da demanda do mercado, e a MMX pretende fazer o menor volume de cortes possível diante do novo cenário. O executivo também mostrou-se tranqüilo em relação à necessidade de financiamentos para os projetos de investimento no futuro. "Não gosto de me preocupar antes do tempo."

De acordo com Ferreira, a questão de financiamento será uma preocupação para a empresa apenas a partir do segundo semestre de 2009. Até lá, a mineradora tem condições de tocar a etapa de engenharia e licenciamento de seus projetos. "A partir do segundo semestre do ano que vem teremos uma visão melhor do mercado para tomar uma decisão sobre os investimentos", afirmou.

Neste ano, a empresa concluiu a sua primeira etapa de expansão, ao atingir capacidade produtiva de 8,7 milhões de toneladas ao ano de minério. A próxima fase, que poderá ser postergada a depender do mercado, prevê uma capacidade de 18,5 milhões de toneladas em 2011. A terceira fase contempla 33,7 milhões de toneladas até 2013. "É difícil saber o que vai acontecer com o mercado. Vai depender da liquidez e dos preços do minério", observou o diretor-geral da companhia.

Estado

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Moinhos caminham para a concentração

Publicado por Gandalf às 11/24/2008 11:41:00 AM

Totalmente dependentes da Argentina para importação de trigo, os moinhos brasileiros estão acuados. Quase sem alternativas para expandir operações no país, a concentração é um caminho natural para essas indústrias. Pulverizado, o setor ainda conta com 213 moinhos, dos quais mais da metade são considerados ineficientes - muitos operando com capacidade ociosa de até 40%. O setor, com faturamento de R$ 9 bilhões por ano, também amarga há alguns anos estagnação do consumo no país.

Com exceção da Bunge, líder nesse mercado no Brasil, e uma das mais verticalizadas, as maiores moageiras trabalham pela regionalização de seus negócios e em nichos de mercado para ganharem mais espaço. As seis maiores empresas brasileiras processam mais de 50% da produção. E esta estratégia tem surtido efeito. Já os pequenos, a maioria no setor, têm um atuação com prazo de validade considerado curto pelo mercado. "Os pequenos não têm vocação e vivem em função do trigo nacional", disse uma fonte do setor.

Com dois moinhos - um em Curitiba (PR) e outro em São Paulo (SP) -, o grupo Anaconda atua em áreas diferentes em cada Estado para se adaptar ao perfil do consumidor. Em São Paulo, o Anaconda negocia farinha e pré-misturas para indústrias de panificação, um mercado com potencial. Já no Paraná, o moinho atende o consumidor no varejo, um mercado considerado duvidoso. "O consumidor do Sul do país, boa parte formado por imigrantes europeus, costuma comprar farinha para preparar alimentos em sua casa. As vendas no Sul são em embalagens maiores, de 5 quilos, ante as de 1 quilo vendidas em São Paulo", disse Luiz Martins, presidente do grupo.

Segundo Martins, o grupo não quer se aventurar em outros mercados. "Priorizamos a compra de trigo de qualidade superior para diferenciarmos nossos produtos." Com faturamento de R$ 400 milhões, o Anaconda é o quinto maior no país, com processamento de 500 mil toneladas por ano.

A dependência da matéria-prima da Argentina, a estagnação do consumo de produtos derivados de trigo - o consumo anual oscila entre 9,5 milhões e 10,5 milhões de toneladas -, e a grande concorrência no mercado interno inibem pesados investimentos no país. Por conta da necessidade de importação - que gira em torno de 5 milhões a 7 milhões por ano, muitos moinhos estão instalados próximos aos portos do país.

Nesse setor de poucos aportes, a Bunge se destacou nos últimos meses. Em agosto, a gigante anunciou a compra da divisão de trigo da Cargill no Brasil por R$ 33 milhões. O negócio incluiu a moagem de trigo e comercialização de farinha e pré-mistura para atender à indústria de massas, biscoito e panificação no país., segmento do qual a gigante é líder, com 20% de participação. O grupo possui sete unidades: Recife (PE), recém-construída, Brasília, duas no Rio, Santos (SP), Ponta Grossa (PR) e Joinville (SC).

Em 2003, a gigante fechou parceria com a J. Macêdo, a segunda maior indústria do país, com faturamento de R$ 1,2 bilhão e importante penetração no varejo. Pelo acordo, a Bunge assumiu as linhas de farinhas industriais e pré-misturas do moinho brasileiro, que, por sua vez, passou a controlar as linhas de massas e farinhas domésticas da múlti. Em 2006, as duas empresas unificaram as vendas de seus produtos no país. No mercado, essa união foi interpretada como um possível passo consolidador da Bunge. As empresas negam. Ao Valor, o J. Macêdo informou que está focando suas estratégias em produtos de consumo.

A Bunge afirmou, por meio de sua assessoria, que o grupo "prioriza ações estratégicas e acredita nas grandes oportunidades do Brasil em uma categoria que é fundamental no setor de alimentação".

Com uma média de 30% de capacidade ociosa no país - algumas chegam a 40% -, os moinhos concentram investimentos em renovação do parque industrial. Dos 213 moinhos, dois terços são controlados por grupos familiares, sobretudo no Paraná e Rio Grande do Sul. "Muitos moinhos do Sul operam somente durante o período de colheita", disse Martins, que também é presidente do Sindustrigo (Sindicato das Indústrias do Trigo no Estado de São Paulo).

"A tendência são os negócios regionais", disse Christian Mattar Saigh, presidente do Moinho Santa Clara, de São Caetano (SP), que processa 18 mil toneladas de trigo por mês. O moinho atua em um raio de 400 quilômetros a partir de onde a fábrica está instalada. "Atuamos basicamente na Grande São Paulo." Segundo o empresário, o mercado de massas para pizza é interessante e tem crescido.

O pãozinho é considerado uma instituição no país. No entanto, seu consumo está muito aquém se comparado com outros países. O brasileiro consome 30 quilos de pão por ano. É pouco. A Argentina consome o dobro e o Chile o triplo. Na Alemanha, o consumo é de 80 quilos/ano.

Com sete moinhos, o grupo Predileto prometia um grande salto ao vender por US$ 53 milhões sua divisão de aves, a Pena Branca, para o grupo Marfrig em março deste ano. Segundo Antenor de Barros Leal, presidente do grupo, a crise "pegou todos de surpresa". Com faturamento de R$ 900 milhões, a companhia, a quarta maior no ranking do país, tem uma forte atuação no Nordeste, concorrendo com outro peso pesado na região, o M. Dias Branco, o terceiro no ranking, considerado um dos mais capitalizados do setor.

Altamente endividado, com um quarto de sua receita comprometida, o Predileto é conhecido por ser agressivo em preço no mercado. Além do Nordeste, atua no Norte e Centro-Oeste do país.

Também pego de surpresa pela crise, o Moinho Pacífico, presidido pelo empresário Lawrence Pih, engavetou um projeto ambicioso de R$ 100 milhões para a construção de sua segunda unidade no país e de um parque industrial em Guarulhos (SP), em um terreno de 105 mil metros quadrados. Com faturamento de R$ 300 milhões , a idéia de Pih era verticalizar seus negócios para a produção de massas, pães e biscoitos. Seu segundo moinho seria erguido em Santos (SP), onde o grupo já possui uma fábrica.

No ano passado, Pih também planejava abrir o capital da empresa para tocar seus projetos. Os planos foram adiados. "O setor está ficando cada vez mais frágil. Investe-se pouco em renovação dos parques industriais. A alternativa é a verticalização", disse.

Valor

Link: Moinhos caminham para a concentração

Tesouro americano socorre Citigroup

Publicado por Gandalf às 11/24/2008 09:23:00 AM

Gandalf Wizard
Investidor Informado

O Citigroup vai receber uma garantia de US$ 306 bilhões do governo norte-americano de forma a estabilizar o banco. Esta medida surge depois dos títulos do Citigroup terem desvalorizado 60% da semana anterior.

Além dos US$ 306 bilhões, que vão servir como garantia para os créditos que se encontram em situações de insolvência e para os “ativos tóxicos”, o banco norte-americano vai ainda receber uma injeção de liquidez de US$ 20 bilhões, do Departamento do Tesouro dos EUA, segundo a Bloomberg.

Estas medidas surgem depois de, no mês passado, o Citigroup já ter recebido US$ 25 bilhões.

Em troca, o governo dos Estados Unidos passará a deter US$ 27 bilhões de dólares em ações preferenciais do banco, com dividendo pré fixado de 8%.

O governo norte-americano pretende estabilizar o Citigroup que só na semana passada desvalorizou cerca de 60%, sendo negociado em valores inferiores a 5 dólares por ação pela primeira vez desde 1995. Desde o início do ano os títulos acumulam uma queda de 83%.

Jornal de Negócios adaptado por Investidor Informado

Link: Citigroup recebe garantia de 243,2 mil milhões de euros

Samarco, joint-venture da Vale, corta produção de pelotas

Publicado por Gandalf às 11/24/2008 09:11:00 AM

A Vale anunciou no final da sexta-feira que sua joint-venture Samarco, dividida em partes iguais com a BHP Billiton, decidiu que vai cortar em dois terços sua produção de pelotas.

A companhia, que tem capacidade de produção de 21,6 milhões de t métricas de pelotas por ano, promoverá o corte na produção entre o final deste mês e meados de janeiro do ano que vem.

A Vale informa que a Samarco tomou a decisão para "ajustar sua produção de pelotas de acordo com as condições de mercado atuais".

A empresa informou que a terceira planta da Samarco, que iniciou suas operações em abril de 2008 e que possui capacidade nominal de produção de 7,6 milhões de t métricas por ano, continuará a operar.

No final de outubro a Vale anunciou corte de produção de minério de ferro em 30 milhões de t métricas a partir de 1º de novembro, também para se adequar ao cenário de menor demanda de siderúrgicas e estoques de minério elevados.

Reuters

Link: Samarco, joint-venture da Vale, corta produção de pelotas

Crise faz rentabilidade de banco médio recuar

Publicado por Gandalf às 11/24/2008 09:10:00 AM

Apesar de terem crescimento no patrimônio líquido (PL) em relação ao segundo trimestre do ano e ao terceiro trimestre de 2007, o agravamento da crise - que só ocorreu na segunda quinzena de setembro, com a quebra do banco de investimentos Lehman Brothers, até então, o quarto maior do mundo - já provoca uma queda no retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE, da sigla em inglês) nas instituições financeiras de porte médio. O índice mede a rentabilidade do capital próprio que foi investido na empresa e deve atender às expectativas de remuneração de acionistas. No que se refere ao lucro líquido, as instituições estão bem divididas entre as que tiveram um resultado menor e as que conseguiram lograr crescimento em relação aos volumes vistos no terceiro trimestre do ano passado.

Para a analista de instituições financeiras do Banif, Lia da Graça, a queda no retorno do patrimônio líquido está refletindo o aumento no custo de captação e um volume menor de originação de negócios. Ela diz que os bancos estão tentando repassar esse aumento para os clientes, porém isso não é imediato. "Nesse período, as linhas de funding escassearam. As que existem se tornaram muito caras. Os clientes só vão sentir a reprecificação na renegociação da linha", argumenta.
Para ela, a desaceleração ainda deve ser sentida por mais um tempo e perdurar por "mais um trimestre ou dois". "No quarto trimestre ainda haverá um refreamento, assim como no início de 2009", acredita a consultora.

O banco Cruzeiro do Sul foi o que teve uma das quedas mais significativas no índice. A instituição financeira teve um crescimento de 1,1% no PL em relação ao segundo trimestre e de 23,3% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, atingindo um volume total de R$ 1,148 bilhão. Mas o ROAE ficou em 9,7%, uma queda que chegou a 36,1 pontos percentuais em relação a 2007 e de 4,3 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre. O banco foi um dos que tiveram queda no lucro líquido, de 43,5%, no recorrente, em relação ao terceiro trimestre de 2007, a um total de R$ 36,7 milhões. O Panamericano, apesar de ter tido uma queda de apenas 2,5 pontos em relação ao segundo trimestre, com um ROAE de 22,3% ao fim de setembro, teve baixa de 17,4 p.p. em relação ao período de julho a setembro de 2007. O patrimônio líquido do banco atingiu um total de R$ 1,469 bilhões, alta de 161,2% em relação ao ano passado. Já o lucro líquido também teve queda em relação ao período de 2007, de 45,3%, a um resultado de 38,5 milhões em três meses.

O Sofisa também teve um resultado menor no lucro líquido e no retorno sobre o patrimônio líquido. No primeiro item, a queda foi de 32,1% em relação ao terceiro trimestre de 2007, a um total de 21,196 milhões. No ROAE, a instituição atingiu 9,9%, 4,5 pontos percentuais inferior ao verificado no segundo trimestre e baixa de 5 p.p. em relação ao terceiro trimestre de 2007. O total de patrimônio líquido do banco foi de R$ 861,108 milhões, 1% superior ao mesmo período de 2007 e a mesma margem acima do segundo trimestre.

O Indusval e o BicBanco foram casos um pouco diferentes. Apesar de não fugirem à regra de queda no ROAE, o lucro líquido apurado no trimestre foi superior ao do mesmo período de 2007. No primeiro caso, o lucro subiu 39,9% em relação ao período de julho a setembro do ano passado, e chegou a R$ 19,3 milhões. Já o retorno sobre patrimônio caiu 3,9 pontos e 3,1 pontos em relação ao segundo trimestre do ano e ao terceiro trimestre do ano passado, respectivamente, a um índice atual de 18,8%. O patrimônio líquido chegou a R$ 443 milhões, alta de 14% em relação ao mesmo período de 2007.

O BicBanco foi um caso ainda mais particular. Além da alta no lucro líquido, o banco ainda apurou alta no retorno sobre o patrimônio líquido em relação ao mesmo trimestre do ano passado, apesar de queda em relação ao período de três meses anterior deste ano. O ROAE encerrou setembro a 26,5%, queda de 1 ponto percentual em relação ao período de abril a junho, e alta de 5 p.p. ante o mesmo trimestre do ano passado. O patrimônio líquido subiu 62,5% em relação a 2007, enquanto o lucro líquido, no comparativo entre trimestres, teve uma alta de 105,9%, a um volume de R$ 103,6 milhões em 2006.

O presidente da Associação Brasileira de Bancos Comerciais (ABBC), Renato Oliva, vê os custos de captação como o grande vilão. "Será normal se os números de 2009 ainda estiverem em patamares menores", avisa.

A exceção completa à regra, dentre os bancos analisados, foi o ABC Brasil, que obteve aumento em todos os indicadores analisados. O ROAE cresceu 10 pontos percentuais em relação ao terceiro trimestre de 2007 e 1,4 ponto em relação ao trimestre anterior, a um índice de 16,9% ao fim de setembro. O patrimônio líquido subiu 7% em relação a setembro do ano passado, a R$ 1,158 bilhão, enquanto o lucro líquido teve alta de 107,7% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, com um volume de R$ 48,4 milhões.

DCI

Link: Crise faz rentabilidade de banco médio recuar

A crise já derrubou o consumo, diz Renner

Publicado por Gandalf às 11/24/2008 08:49:00 AM

As Lojas Renner já sentem uma redução nas vendas como conseqüência da crise. No cenário traçado pelo presidente da empresa, José Galló, o consumo deve se retrair ainda mais no começo de 2009. Para ele, uma melhoria no varejo só virá no segundo semestre de 2010."A crise já chegou ao consumidor brasileiro", disse.

Para ele, os primeiros afetados foram pessoas das classes A e B, com relação mais direta no mercado financeiro. Os próximos a sentir a força da crise serão os consumidores das classes D e E, através do desemprego, que Galló espera que ganhará força em fevereiro de 2009.Para enfrentar a crise, Galló iniciou um plano focado em cortes de gastos e ganhos de produtividade, há 45 dias.

Ele está negociando com fornecedores melhores condições de compra e substituindo importados. Neste ano, 15% da matéria-prima era importada -em 2009, a meta é de 12%.Outra reação é a redução do quadro de funcionários, mas sem demissões. "Como a nossa rotatividade é alta, não precisamos demitir. Apenas paramos de repor o pessoal que sai."A crise econômica provocou impacto até nas decisões sobre o foco da coleção.

As Lojas Renner apostaram na simplificação das peças. "Vamos ter mais roupas com estampas menos marcantes, para que a pessoa compre pensando que poderá usar mais vezes", disse Galló.Além da queda nas vendas, a empresa também sente a crise na escassez do crédito e na desvalorização de seus papéis na Bolsa. Sem conseguir captar, a empresa suspendeu uma negociação em curso para adquirir a rede fluminense Leader.

"Nesta crise, a regra é sentar em cima do caixa para garantir liquidez. Nós éramos uma companhia se preparando para crescer. Agora vamos ter que nos readequar", afirma.Na Bolsa, as perdas da companhia no ano já superam 50%. Segundo Galló, a empresa vai apresentar, na próxima reunião do conselho administrativo, um programa de recompra das ações. "O dilema é manter caixa ou investir na recompra.

"Apesar do cenário negativo, Galló também vê oportunidades nesta crise. Para ele, as grandes redes, como as Lojas Renner, podem ganhar parte do mercado das pequenas. "Os pequenos varejistas vão sofrer mais. Eles não vão conseguir se financiar." Além do aperto no crédito, Galló acredita que a falta de confiança na economia levará os consumidores a optarem por marcas conhecidas.

Folha

LInk: A crise já derrubou o consumo, diz Renner

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