Vale mantém interesse na Paranapanema

Publicado por Gandalf às 11/29/2008 05:52:00 PM

Gandalf Wizard
Investidor Informado

A Vale continuaria a ter interesse nos ativos da Paranapanema, apesar da deterioração da crise financeira. A informação foi dada ontem pelo diretor-presidente da Paranapanema, Luiz Antonio Ferraz, durante reunião com analistas.

Segundo ele, a companhia aguarda a conclusão das negociações com a Vale para definir seus planos estratégicos. Além da alienação de ativos, uma das alternativas consideradas é a realização de uma parceria comercial entre as empresas.

Apesar da queda do valor das commodities, Vale e Paranapanema registram alta.

Crise não atingiu compras com cartões, diz Redecard

Publicado por Gandalf às 11/29/2008 04:54:00 PM

O ritmo de crescimento das compras pagas com cartões de crédito e de débito está se mantendo no Brasil, a despeito dos efeitos da crise global, com a aceleração de algumas operações compensando pela retração de outras, segundo a Redecard, credenciadora das bandeiras MasterCard e Diners Club no país.

"Ainda não percebemos decréscimo no volume total de compras feitas com esses meios de pagamentos", disse à Reuters o presidente da companhia, Roberto Medeiros, nesta sexta-feira.

Por segmentos, explica o executivo, a desaceleração nas compras de artigos de luxo, possivelmente provocada pela alta do dólar ante o real, está sendo compensada pela atividade ainda forte nos setores de materiais de construção, alimentação, entretenimento e turismo.

"Pode ser que tenha havido alguma mudança no perfil dos gastos com esses segmentos, mas não no volume", afirmou.

A expectativa da Redecard é que as operações com cartões de crédito e de débito fechem o ano com crescimento de 21% e 27%, respectivamente, mantendo o desempenho verificado até outubro.

Segundo Medeiros, a companhia segue se beneficiando do progressivo aumento percentual dos meios eletrônicos para pagamentos das compras, em detrimento do cheque e do dinheiro em espécie.

"Continuamos a cada mês cadastrando cerca de 35 mil novos estabelecimentos", disse.

De acordo com o profissional, de certa forma a Redecard está até tendo alguns dividendos com a crise. De um lado, devido ao aumento da demanda de lojistas por um adiantamento dos valores de vendas para capital de giro, uma vez que o acesso a crédito bancário para pequenas empresas praticamente secou.

"Tenho que reconhecer que isso está acontecendo. Muitos clientes que nunca tinham pedido adiantamento passaram a fazê-lo, o que aumentou a fatia da nossa receita que destinávamos para esse fim", disse.

De outro lado, Medeiros comentou que a menor oferta de financiamento bancário para compras de bens mais caros, como automóveis, pode também estar fazendo os consumidores utilizarem parte dos recursos disponíveis para compras de menor valor.

O executivo informou que está ampliando o compartilhamento dos terminais de pagamento com cartão, conhecidos como POS, com sua principal rival, a Visanet, que credencia os cartões Visa. Atualmente, os cartões das bandeiras Visa e MasterCard já podem ser utilizados no mesmo terminal em cerca de 10 mil estabelecimentos no país.

O compartilhamento de terminais é apontado por analistas como um fator que pode aumentar a competição entre as diferentes bandeiras, com possível perda de fatias de mercado das duas gigantes do setor. Um projeto de lei, em tramitação no Congresso Nacional, prevê a obrigatoriedade do compartilhamento.

Segundo Medeiros, o maior temor da companhia em relação aos terminais não é o compartilhamento com a concorrência, mas o aumento dos custos do aparelho devido à alta do dólar, já que boa parte dos seus componentes é importada.

Se as atuais taxas de câmbio se mantiverem, a expectativa da Redecard é de que possa haver uma pressão para reajuste dos preços cobrados dos estabelecimentos pelo aparelho, o que poderia acontecer a partir do final do primeiro trimestre de 2009.

Reuters

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Petrobras ficou com 25% do aumento do crédito

Publicado por Gandalf às 11/29/2008 03:44:00 PM

Os empréstimos tomados pela Petrobras junto à Caixa Econômica Federal e ao Banco do Brasil respondem por um quarto de toda a expansão do crédito concedido às empresas em outubro. De acordo com dados do Banco Central, o saldo dos financiamentos à pessoa jurídica em aberto naquele mês em todo o sistema financeiro nacional era de R$ 379,1 bilhões, ante R$ 368,5 bilhões em setembro.

Houve, portanto, expansão de R$ 10,6 bilhões. As operações da Petrobras com os bancos oficiais somam cerca de R$ 2,7 bilhões, o equivalente a 25,5% do crescimento no período.
O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) aponta o socorro dos bancos oficiais à estatal petrolífera como um indício de que a Petrobras enfrenta dificuldades financeiras. Ele afirmou anteontem que a empresa tem atrasado pagamentos a fornecedores.

Além disso, segundo o senador, as operações de crédito podem estar em desacordo com normas do Conselho Monetário Nacional (CMN), que fixa limites para o endividamento do setor público e para o montante que os bancos podem emprestar. A Petrobras nega atraso de pagamentos e diz que os empréstimos são operações "corriqueiras".
Os empréstimos à Petrobras não são vistos como anormais pelo mercado financeiro. "Tecnicamente, ela tem todas as justificativas para ter feito isso”, comentou o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves. "A Petrobras teve seus preços violentamente onerados de uma hora para outra."

A estatal importa petróleo e, com a alta do dólar, seus custos subiram. Ele acha que o fato de ela ter procurado os bancos oficiais é natural, principalmente porque na época em que os contratos foram firmados - fim de outubro - havia forte escassez de empréstimos.

Para ele, as críticas à suposta má gestão da estatal petrolífera podem conter alguma dose de oportunismo, avalia Gonçalves. "Vão ter de dizer o mesmo em relação à Vale do Rio Doce", ironizou.

Estado

Link: Petrobras ficou com 25% do aumento do crédito

Papéis da Aracruz mostram forte queda após renúncia de membros do conselho

Publicado por Gandalf às 11/29/2008 01:46:00 PM

As ações da Aracruz (ARCZ6) seguem com a segunda maior desvalorização dentre os papéis que compõem o Ibovespa nesta sexta-feira (28), caindo 4,90% para R$ 1,94. A trajetória declinante dos papéis se iniciou após nota enviada ao mercado anunciando a renúncia de integrantes do conselho administrativo da empresa.

No documento, a produtora de papel e celulose comunica ao mercado ter recebido cartas de renúncia de Haakon Lorentzen, titular do Conselho de Administração e integrante dos Comitês Estratégico e de Sustentabilidade da empresa, além de Eliezer Batista da Silva, titular do Conselho de Administração.

Também anunciou sua saída, Luiz Aranha Corrêa do Lago, titular do Conselho de Administração e integrante do Comitê de Remuneração. O suplente do Conselho de Administração e o integrante do Comitê de Auditoria também apresentaram manifestação de renúncia.

De acordo com a regulamentação do Estatuto Social da Companhia, os cargos tornados vagos com as renúncias de Conselheiros deverão ser preenchidos na primeira reunião do Conselho de Administração que se seguir ao comunicado enviado, segundo informou o Diretor de Relações com Investidores, Marcos Grodetzky.

Desde que anunciou as perdas relacionadas às operações com derivativos cambiais, a companhia viu o valor de suas ações preferenciais recuar nada menos que 70%.

Nesta semana, os acionistas do grupo decidiram que vão entrar com uma ação judicial para tentar responsabilizar o ex-diretor Financeiro e de Relações com Investidores da empresa, Isac Zagury, pelo prejuízo nas operações com derivativos.

Infomoney

Link: Papéis da Aracruz mostram forte queda após renúncia de membros do conselho

Azul amplia plano de vôos a partir de Campinas

Publicado por Gandalf às 11/29/2008 01:40:00 PM

Com o início de suas operações regulares programado para meados de dezembro, a Azul já pediu duas novas rotas à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mas planeja chegar ao paulistano Congonhas, o aeroporto mais concorrido do país, somente em 2010 ou 2011, informou ao Valor o dono da companhia, David Neeleman.

Além dos anunciados vôos diários para Porto Alegre e Salvador, sempre partindo de Campinas (SP), a empresa solicitou autorização para estrear quatro freqüências diárias de Campinas a Vitória e de Campinas a Curitiba. Nessa última rota, as concorrentes TAM e Gol também oferecem vôos diretos - cada uma tem dois por dia. Contudo, nas outras ligações solicitadas pela Azul, as duas empresas líderes de mercado praticamente só oferecem vôos com conexão em aeroportos como Confins, em Belo Horizonte, e Galeão, no Rio.

A Azul assinou na quarta-feira, com a Anac, o contrato de concessão que a transforma em operadora de transporte aéreo e ganhou o direito de pedir oficialmente o estabelecimento de rotas e vôos. Embora planeje iniciar vendas de bilhetes na primeira semana de dezembro, a empresa ainda precisa aguardar a aprovação dos pedidos de vôo pela Anac, o que pode demorar até 30 dias.

Neeleman justificou a escolha do aeroporto de Viracopos como base operacional para o começo da Azul. "É uma região com cinco milhões de habitantes e sem nenhum vôo direto para essas cidades", afirmou o empresário. Por enquanto, a aérea colocará à disposição de seus passageiros ônibus conectando o Shopping Villa-Lobos (zona oeste da capital) a Viracopos. "Faço a rota São Paulo-Nova York todas as semanas e gasto duas horas para chegar a Guarulhos, pois pego toda a Marginal Tietê. Saindo de Alphaville (onde fica a sede da Azul), chego a Campinas em até 45 minutos."

Com as novas regras divulgadas pela agência reguladora para a distribuição de slots (horários para pousos e decolagens), a empresa considera muito difícil iniciar vôos em Congonhas em 2009. Para candidatar-se à redistribuição de slots, uma companhia deverá ter pelo menos seis meses de operação. Como a primeira seleção da Anac deve ocorrer no primeiro trimestre, não haveria tempo hábil para a habilitação da Azul.

Por isso, a diretoria da empresa trabalha com a perspectiva de operar em Congonhas apenas em 2010 ou 2011, começando com sete a dez vôos, provavelmente na ponte aérea Rio-São Paulo. A definição de outras rotas da companhia depende muito da liberação ou não do aeroporto Santos Dumont, no Rio, para vôos que não sejam regionais ou da ponte.

A diretora-presidente da Anac, Solange Vieira, disse ontem que o órgão regulador decidirá em fevereiro sobre a ampliação do uso do aeroporto Santos Dumont. A consulta pública sobre o assunto foi aberta no dia 19 de novembro, com prazo de 30 dias para manifestações. Solange disse que levará em conta as recentes manifestações do governador do Rio, Sérgio Cabral, opositor da medida. Cabral tem argumentado que aumentar o número de slots no Santos Dumont pode enfraquecer o papel do Galeão como "hub" (centro de conexões de vôos) e diminuir o valor do aeroporto na sua concessão para a iniciativa privada, prevista para 2009.

A estréia da Azul está prevista para 15 de dezembro, com cinco aviões. Foram encomendados 40 jatos E195, com opção de mais 36, à Embraer. Inicialmente, a expectativa era operar exclusivamente com essas aeronaves, cuja capacidade é de 118 passageiros. A companhia aérea, porém, alterou o pedido e incluiu também jatos do modelo E190, ligeiramente menores, com 106 assentos. O objetivo é ter aeronaves mais adequadas para operação em pistas curtas e, ao mesmo tempo, capazes de voar cheias e para longas distâncias.

A Azul visa a operação no Santos Dumont, que tem uma das pistas mais reduzidas do mundo, e em outros aeroportos mais limitados. "Há várias pistas curtas no país em que o E190 opera melhor com plena capacidade", explica Adalberto Febeliano, diretor de relações institucionais da Azul e ex-vice-presidente da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag).

O primeiro jato novo deve ser entregue pela Embraer em dezembro, mas a Azul já tem dois E190 que arrendou da JetBlue, aérea americana também fundada por Neeleman. A empresa brasileira espera ter dez aviões ao fim do primeiro trimestre de 2009 e 16 até o fim do ano.

Valor

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