Crise desfaz compra da Patrimóvel pela Lopes

Publicado por Odair às 12/09/2008 07:57:00 PM

A crise desfez uma das maiores negociações do setor imobiliário no País, a venda da imobiliária Patrimóvel, do Rio, para a maior empresa do setor, a Lopes, por R$ 210 milhões no ano passado. O presidente da Patrimóvel, Rubem Vasconcelos, retomou o controle, mas 10% das ações permaneceram com a Lopes, que já havia desembolsado um sinal de R$ 80 milhões e tem direito de preferência numa eventual renegociação enquanto for acionista.

A Lopes manteve, ainda, uma opção de recompra dos 90% restantes da Patrimóvel no prazo de três anos, informa o diretor de Relações com Investidores da empresa, Marcello Leone. Vasconcelos, por sua vez, garante que sua empresa crescerá mesmo sem o sócio e apesar das crise, mas apenas no Rio. Os R$ 80 milhões desembolsados pela Lopes equivaliam a 40% do valor total da Patrimóvel. Os demais R$ 130 milhões haviam sido divididos em duas parcelas de R$ 65 milhões.

A primeira seria paga no dia 31 de dezembro e a última em 31 de dezembro do ano que vem, num contrato de usufruto que cogitava a devolução da empresa no caso de não-pagamento das parcelas, conta Vasconcelos. "Quando a gente comprou a Patrimóvel em novembro do ano passado, a gente tinha uma perspectiva de crescimento virtuoso para todo o mercado imobiliário. Com o advento da crise econômica mundial e seus impactos no Brasil, era natural repensar a precificação de nossos ativos", afirma o diretor da Lopes. Já Vasconcelos avalia que o problema foi a política da expansão da Lopes. "Ninguém poderia ter feito uma expansão tão absurda como foi feita. E isso acabou descapitalizando elas (imobiliárias)", acrescentou.

Exame

Liink: Crise desfaz compra da Patrimóvel pela Lopes

Positivo: corretora vê quatro cenários possíveis ao negócio

Publicado por Odair às 12/09/2008 06:32:00 PM

Diante dos rumores acerca de uma possível venda da Positivo (POSI3) à norte-americana Dell ou à chinesa LeNovo, o Itaú divulgou relatório nesta terça-feira (9), no qual avalia a especulação corrente e traça panoramas possíveis para a concretização do negócio.

Apesar da operação ter vantagens potenciais, não deverá ser tão simples, graças a empecilhos legais. Por força de estatuto, a Positivo detém uma cláusula dizendo que qualquer parte possuidora de 10% de seu controle acionário, excluindo os papéis mantidos em Tesouraria, necessita propor a compra de todas ações restantes no mercado, pagando pelas mesmas a cotação mais alta dos últimos 24 meses que, no caso em questão, seria de R$ 47,15 (665% acima da cotação de fechamento da véspera). "Isto não é economicamente viável", afirmam os analistas da instituição financeira.

"Existem alguns caminhos interessantes frente à restrição", completam os mesmos analistas, projetando quatro cenários possíveis a compra: eliminação desta cláusula, a mudança na formulação do preço a ser pago ao restante dos papéis, comprar a participação minoritária para posteriormente vendê-la no mercado ou adquirir o controle da companhia por R$ 20,00 a ação e, após isto, pagar ao free float R$ 47,15 por ativo. Cabe ressaltar que as duas primeiras alternativas exigem mudança nos estatutos sociais, o que se traduz em aprovação por pelo menos dois terços dos minoritários.

Dentre as alternativas, a segunda e a quarta possuem maior probabilidade de ocorrência, segundo o Itaú. No tocante ao primeiro caminho, a instituição financeira vê chances remotas de cancelamento da cláusula, dado que os acionistas minoritários não se sentiriam propensos a aceitar tal mudança. Quanto à terceira possibilidade, o banco também lista empecilhos na sua concretização, ao passo que o interesse dos minoritários poderia dificultar o processo.

Já em relação ao segundo e mais provável panorama, a instituição financeira acredita que a compradora precisará oferecer aos acionistas minoritários um preço atrativo por seus ativos, para que aprovem a mudança, ou eliminação, deste patamar mais alto dos últimos dois anos. Por fim, a quarta alternativa restante possui alguns problemas, dado que os detentores do controle da Positivo venderiam sua parcela a um preço inferior.

Infomoney

Link: Rumores sobre compra da Positivo: corretora vê quatro cenários possíveis ao negócio

Bonsucesso faz acordo de R$ 1,2 bilhão com a Caixa Econômica

Publicado por Odair às 12/09/2008 04:18:00 PM

O banco Bonsucesso assinou, sexta-feira, acordo de cessão de crédito de R$ 1,2 bilhão com a Caixa Econômica Federal (CEF). Foi o quarto e maior acordo deste tipo que a instituição mineira fechou desde a explosão da crise no mercado financeiro internacional. Os dois primeiros foram com o alemão WestLB e o terceiro com a Nossa Caixa. Os quatro acordos somam quase R$ 2 bilhões e vão garantir ao Bonsucesso uma produção mensal próxima de R$ 130 milhões, independentemente das captações próprias, ao longo dos próximos dois anos.

"É uma reserva que nos garante permanecer no mercado de forma competitiva", explicou o presidente do banco, Paulo Henrique Pentagna Guimarães. Com a crise, a produção mensal do Bonsucesso, que é focado no crédito consignado, caiu algo em torno de 30% - de R$ 100 milhões para R$ 70 milhões mensais. Com a assinatura de mais este acordo de cessão de crédito, a expectativa do banco mineiro é elevar a produção para algo entre R$ 100 milhões e R$ 110 milhões a partir de janeiro.

Com estabilidade garantida no emprego, o tomador de empréstimo do crédito consignado - funcionários públicos, aposentados e pensionistas o INSS - foi o menos afetado pela crise financeira. Mesmo nos convênios que permitem reajuste de taxas, as altas foram menores do que em outros produtos financeiros, como cheque especial, crédito pessoal convencional e cartão de crédito. "Nosso negócio só depende de funding", disse o executivo. "A demanda ainda é grande e ainda há muito espaço para o consignado crescer."

Trabalhando com mais cessão de crédito do que costumava, o Bonsucesso tem investido num melhor gerenciamento da carteira de crédito para garantir a melhor rentabilidade possível. Mais de 30 funcionários da área de tecnologia da informação foram envolvidos na instalação de um novo e sofisticado processo de controles. O sistema permite à direção do banco acompanhar on-line indicadores como produção e nível de inadiplência em cada um dos convênios em que atua. Foi com base nesses dados foi que o banco cortou, nos últimos seis meses, cerca de 100 convênios de baixa rentabilidade. Uma decisão considerada estratégica para enfrentar esse momento de funding escasso. O banco também descredenciou uma série de correspondentes. "Todos os bancos com quem negociamos cessão de crédito ficaram impressionados com a nossa expertise no gerenciamento do crédito consignado", garantiu Guimarães. "A hora é de ser melhor e não maior."

Embora a produção do banco esteja hoje menor e que a perspectiva para 2009 seja trabalhar com mais cessão de crédito do que o banco costumava fazer, Paulo Henrique Pentagna Guimarães lembra que o spread bancário subiu e que as comissões pagas aos correspondentes do crédito consignado caíram muito. Esses fatores, de acordo com ele, contribuem para equilibrar a conta.

Para garantir a rentabilidade do negócio, a direção do banco também enxugou sua estrutura. Demitiu 300 dos 800 funcionários. "Redesenhamos o banco Bonsucesso para enfrentar a crise." Os acordos de cessão de crédito são um colchão de segurança para o banco mineiro. Mas o presidente do banco diz estar atento às oportunidades para voltar a captar. O Bonsucesso pretende lançar um fundo de direitos creditórios (FDIC) de R$ 500 milhões no fim do primeiro trimestre de 2009. Tudo dependerá, claro, do patamar em que estiverem as taxas dessa operação. "Se continuar mais caro do que cessão de crédito, vamos adiar."

Segundo o presidente, ainda é cedo para falar do balanço do ano, que ainda será impactado pelo comportamento do mercado ao longo de dezembro. Mas a expectativa é fechar o ano com carteira total de crédito em torno de R$ 600 milhões. As operações com aposentados e pensionistas do INSS deverão representar cerca de 50% da carteira. Em 2007, o Bonsucesso registrou um lucro líquido de R$ 80 milhões e um patrimônio líquido de R$ 280 milhões, o que lhe garantiu uma das melhores rentabilidades do setor.

Valor

Link: Bonsucesso faz acordo de R$ 1,2 bilhão com a Caixa

Vale do Itajaí começa a normalizar a produção

Publicado por Odair às 12/09/2008 03:42:00 PM

A maioria das empresas têxteis da região de Blumenau voltou a operar nesta semana, depois das dificuldades causadas pela enchente. Teka, Hering e Dudalina são alguns exemplos de indústrias da região que sofreram com a falta de funcionários ao longo dos últimos dias, mas ontem já estavam praticamente com seu quadro completo. De acordo com o presidente da Associação Comercial e Industrial de Blumenau (Acib), Ricardo Stodieck, em geral as empresas estão operando com 90% a 95% da sua força de trabalho.

Stodieck diz que alguns poucos funcionários ainda não retornaram ou porque perderam suas casas e ainda estão em abrigos ou por dificuldades de deixar crianças em creches. Algumas creches na cidade precisam ser reformadas. A retomada dos funcionários foi gradativa nos últimos dias. As empresas ficaram 100% paradas em 24 de novembro, quando as enchentes paralisaram principalmente as cidades de Blumenau e Itajaí. A operação voltou de forma precária no dia seguinte, com cerca de 30% dos funcionários, e uma semana depois já estava com 70% do quadro de trabalhadores. A retomada mais forte ocorreu no início desta semana. As indústrias têxteis, tirando algumas exceções, não sofreram perdas de maquinários. O principal obstáculo para as operações era mesmo a falta de funcionários.

Stodieck explica que as indústrias estão dando apoio aos trabalhadores para que voltem o mais rápido possível. Dentre as iniciativas, ele explica que há, por exemplo, doação de cimento para reconstrução de casas. Diversas empresas propuseram aos funcionários o preenchimento de uma lista das necessidades mais urgentes para tentar supri-los. Os dias em que não operaram a plena carga, de acordo com os empresários, serão compensados agora com horas extras para recuperar o faturamento.

Marcello Stewers, diretor de exportação da Teka, diz que a empresa operava ontem com 97% dos seus funcionários e que justamente iria recuperar o faturamento com o uso de horas extras. As férias coletivas no fim do ano seguem mantidas.
Sônia Hess, presidente da Dudalina, diz que em Blumenau, onde fica a matriz da empresa, já está operando com normalidade, com o comparecimento de 95% do seu quadro de funcionários. Mas ela preferiu antecipar férias coletivas para os 215 funcionários da unidade localizada em Luiz Alves, onde ainda é inviável a locomoção das pessoas. As férias coletivas das demais unidades seguem mantidas para o fim do ano.

Por enquanto, as informações são de que somente a prefeitura de Blumenau cancelou as férias coletivas que daria aos funcionários no fim do ano. O Sindicato dos Trabalhadores Têxteis (Sintrafite) informou que não há até o momento cancelamento de férias coletivas já programadas.

Para as empresas, as dificuldades ainda recaem sobre a logística. Algumas rodovias ainda estão interditadas no Estado e elas estão arcando com custos maiores para redirecionar suas cargas de exportação para outros portos, uma vez que Itajaí segue praticamente parado.

Ontem, o porto de Itajaí recebia apenas navio de pequeno porte para cabotagem. As cargas paradas são levadas até o porto de Santos (SP), para serem exportadas. A ordem de serviços para dragagem do canal de acesso do rio Itajaí-Açu é esperada para ser assinada nesta semana. No Porto de Navegantes, que utiliza o mesmo canal de acesso, também só entram navios de pequeno porte.

Valor

Link: Vale do Itajaí começa a normalizar a produção

Ultrapar irá emitir R$ 1,2 bilhões em promissórias

Publicado por Odair às 12/09/2008 03:10:00 PM

A Ultrapar Participações protocolou ontem perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pedido de registro da 2ª distribuição pública de 120 notas promissórias comerciais de sua emissão. O valor nominal unitário é de R$ 10 milhões, perfazendo do montante total de R$ 1,2 bilhão, com vencimento em 360 dias, a contar da data de emissão.

Cada Nota Promissória renderá juros correspondentes à variação acumulada das taxas médias diárias dos DI - (Depósito Interfinanceiros) de um dia, Extra-Grupo (Taxas DI), acrescidas de 3,6% ao ano, calculadas e divulgadas pela Cetip, incidentes sobre o Valor Nominal Unitário de cada nota promissória, a partir da data de emissão até o efetivo pagamento.

A empresa informou ainda que foram contratados o Banco Bradesco BBI, como coordenador líder da 2º distribuição pública de notas promissórias, e o Banco Bradesco.

InvestNews

Link: Ultrapar protocola pedido de registro de notas

PIB cresce 6,8 no terceiro trimestre de 2008

Publicado por Gandalf às 12/09/2008 10:13:00 AM

Gandalf Wizard
Investidor Informado

O PIB a preços de mercado apresentou elevação de 6,8% no terceiro trimestre de 2008, em relação a igual trimestre de 2007. O Valor Adicionado a preços básicos apresentou um aumento de 6,3% e os Impostos sobre Produtos uma elevação de 10,1%. Na taxa acumulada em doze meses terminados em setembro, o crescimento foi de 6,3% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

O PIB a preços de mercado apresentou crescimento de 1,8% no terceiro trimestre de 2008, em relação ao segundo trimestre, levando-se em consideração a série com ajuste sazonal. O destaque foi a Indústria, com crescimento de 2,6%, seguida pela Agropecuária, com elevação de 1,5%, e Serviços com aumento de 1,4%. Cabe salientar que as séries são sazonalmente ajustadas de maneira direta, ou seja, as séries são ajustadas individualmente.

O Produto Interno Bruto medido a preços de mercado, para o terceiro trimestre de 2008, alcançou R$ 747,3 bilhões, sendo R$ 631,5 bilhões referentes ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 115,8 bilhões aos Impostos sobre Produtos.

Principais resultados do PIB a preços de mercado de 3° trimestre de 2007 ao 3° trimestre de 2008

Em relação aos componentes da demanda interna, destaca-se o crescimento da Formação Bruta de Capital Fixo de 6,7% no terceiro trimestre de 2008 em relação ao segundo trimestre. A Despesa de Consumo das Famílias cresceu 2,8%, seguida pela Despesa de Consumo da Administração Pública com elevação de 1,5%. Já pelo lado do setor externo, as Exportações de Bens e Serviços apresentaram queda de 0,6% e as Importações de Bens e Serviços cresceram 6,4%, apresentando o 12º crescimento seguido nessa base de comparação.

O gráfico II.1, a seguir, apresenta as variações em relação ao trimestre imediatamente anterior do PIB a preços de mercado e de seus principais setores para os últimos quatro trimestres.

PIB e setores (com ajuste sazonal)

O PIB a preços de mercado apresentou elevação de 6,8% no terceiro trimestre de 2008, em relação ao mesmo trimestre de 2007. O Valor Adicionado a preços básicos apresentou um aumento de 6,3% e os Impostos sobre Produtos uma elevação de 10,1%. Dentre os setores que contribuem para a geração do Valor Adicionado, a Indústria obteve o melhor desempenho, com uma taxa positiva de 7,1%, seguida pela Agropecuária, com elevação de 6,4%, e pelo setor de Serviços, que apresentou um crescimento de 5,9% na comparação com o mesmo trimestre de 2007.

A taxa da Agropecuária pode ser explicada pelo desempenho de alguns produtos que possuem safra relevante no trimestre, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA-IBGE) de outubro. Esse é o caso, por exemplo, do trigo, do café e da cana-de-açúcar, com estimativas de crescimento de produção no ano de 2007 de 41,3%, 28,3% e 17,4%, respectivamente. Por outro lado, a mandioca possui uma estimativa de queda de produção de 1,0%.

Na atividade industrial, o destaque foi a Construção Civil apresentando uma taxa de crescimento de 11,7%. A Extrativa Mineral elevou-se 7,8%, em grande parte decorrência aumento de 6,2% da produção de petróleo e gás e de 10,6% da produção de minério de ferro. Em seguida vieram a Indústria de Transformação e a Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana com as taxas de crescimento de 5,9% e 5,7%, respectivamente.

O setor de Serviços apresentou crescimento de 5,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os maiores destaques foram para Serviços de Informação (10,0%); Comércio (atacadista e varejista) com uma taxa positiva de 9,8% e Intermediação Financeira e Seguros (8,8%); seguidos por Outros Serviços (5,8%) e Transporte, Armazenagem e Correio (5,7%). Os outros subsetores tiveram os seguintes desempenhos: Serviços Imobiliários e Aluguel (2,9%). e Administração, Saúde e Educação Pública (2,5%).

Dentre os componentes da demanda interna, o maior destaque foi o crescimento de 19,7% da Formação Bruta de Capital Fixo, explicado, principalmente, pelo aumento da produção interna e da importação de máquinas e equipamentos. A Despesa de Consumo das Famílias alcançou a taxa positiva de 7,3%, o 20º crescimento consecutivo nessa comparação. Um dos fatores que contribuíram para este resultado foi a elevação de 10,6% da massa salarial real2. Já a Despesa de Consumo da Administração Pública apresentou crescimento de 6,4% no terceiro trimestre de 2008 na comparação com o mesmo período de 2007.

Pelo lado do setor externo, as Exportações de Bens e Serviços mantiveram-se em crescimento, apesar da desaceleração, registrando taxa de 2,0% no período. As Importações de Bens e Serviços também apresentaram mais uma vez elevação nesta comparação, da ordem de 22,8%, o vigésimo crescimento seguido. Cabe registrar que, desde o primeiro trimestre de 2006, o crescimento das Importações de Bens e Serviços supera o das Exportações de Bens e Serviços nessa base de comparação.

O PIB a preços de mercado de janeiro a setembro de 2008 apresentou crescimento de 6,4%, em relação à igual período de 2007. Na mesma base de comparação, os setores da Agropecuária, Indústria e Serviços cresceram 6,7%, 6,5% e 5,5%, respectivamente.

Dentre os quatro subsetores do setor Industrial todos apresentaram taxas positivas na comparação do acumulado do ano de 2008, sendo que o destaque foi o crescimento da Construção Civil (10,2%). A Indústria de Transformação e a Extrativa Mineral apresentaram crescimento de 6,1% e 5,6%, respectivamente. Já a Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana registrou elevação de 4,9%.

No setor de Serviços, as maiores elevações foram registradas na Intermediação Financeira e Seguros (10,7%), nos Serviços de Informação (8,8%) e no Comércio (8,6). Os demais também apresentaram crescimento: Transporte, armazenagem e correio (5,0%); Outros serviços (4,7%), Atividades imobiliárias e aluguel (3,3%) e Administração, Saúde e Educação Pública (2,0%).

Na análise da demanda interna, considerando a comparação do acumulado de janeiro a setembro contra o mesmo período de 2007, destaca-se o crescimento de 17,3% da Formação Bruta de Capital Fixo, seguida pela Despesa de Consumo das Famílias com taxa de 6,5% e a Despesa de Consumo da Administração Pública, com 5,7%. Por outro lado, analisando o setor externo, as Importações de Bens e Serviços continuam crescendo a uma taxa superior à registrada pelas Exportações de Bens e Serviços, 22,6% contra 1,6%, respectivamente.

O PIB a preços de mercado acumulado nos quatro trimestres terminados no terceiro trimestre de 2008, apresentou crescimento de 6,3% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Esta taxa resultou da elevação de 5,8% do Valor Adicionado a preços básicos e do aumento de 9,2% nos Impostos sobre Produtos. O resultado do Valor Adicionado neste tipo de comparação decorreu do desempenho positivo dos três setores que o compõem: Agropecuária (7,2%), Indústria (5,8%) e Serviços (5,7%).

Dentre os subsetores da Indústria, a taxa mais alta foi registrada pela Construção Civil (9,2%). A Indústria da Transformação e a Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana apresentaram o mesmo crescimento: 5,3%. A Extrativa Mineral apresentou elevação de 4,3%.

As maiores taxas nos Serviços foram verificadas nos subsetores Intermediação Financeira e Seguros, Comércio e Serviços de Informação (13,4% , 8,7% e 8,7%, respectivamente). Os demais apresentaram os seguintes crescimentos: Transporte, Armazenagem e Correio (5,2%); Outros Serviços (3,6%); Serviços Imobiliários e Aluguel (3,3 %) e Administração Pública, Saúde e Educação Públicas (2,5%).

Na análise da demanda, a Despesa de Consumo das Famílias cresceu 6,7%. A Formação Bruta de Capital Fixo apresentou crescimento de 17,0%, o 18º crescimento seguido. Um dos fatores que possibilitaram este incremento foi o desempenho da Construção Civil, que vem se recuperando desde o terceiro trimestre de 2004, nessa base de comparação e o crescimento da importação de máquinas e equipamentos. Por fim, a Despesa de Consumo da Administração Pública atingiu 5,1%.

Já no âmbito do setor externo, as Exportações de Bens e Serviços apresentaram um crescimento de 2,8% e as Importações de Bens e Serviços tiveram elevação de 22,8%.

O Produto Interno Bruto medido a preços de mercado, para o terceiro trimestre de 2008, alcançou R$ 747,3 bilhões, sendo R$ 631,5 bilhões referentes ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 115,8 bilhões aos Impostos sobre Produtos. Considerando o Valor Adicionado dos setores de atividade no terceiro trimestre de 2008, a Agropecuária registrou R$ 37,3 bilhões, a Indústria R$ 189,3 bilhões e os Serviços R$ 405,0 bilhões.

No resultado do trimestre, a Necessidade de Financiamento alcançou R$ 11,4 bilhões contra uma Capacidade de Financiamento de R$ 0,4 bilhão em 2007, redução explicada, principalmente, pela diminuição no Saldo Externo de Bens e Serviços no montante de R$ 6,8 bilhões e aumento de R$ 4,7 bilhões em Renda Líquida de Propriedade Enviada ao Resto do Mundo.

A Renda Nacional Bruta atingiu R$ 730,0 bilhões no terceiro trimestre de 2008 contra R$ 642,7 bilhões no respectivo período de 2007. Nessa mesma base de comparação a Poupança Bruta atingiu R$ 141,5 bilhões contra R$ 124,6 bilhões no mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, a Renda Nacional Bruta alcançou R$ 2.088,6 bilhões e a Poupança Bruta R$ 381,8 bilhões.

SEB anuncia possível aquisição

Publicado por Gandalf às 12/09/2008 09:59:00 AM

Gandalf Wizard
Investidor Infomado

O SEB (SEBB11) – Sistema Educacional Brasileiro – comunicou que está em negociação final para a aquisição de uma instituição de ensino, no segmento de educação básica.

A instituição alvo da compra conta com aproximadamente 1000 alunos e a negociação do valor de compra está em torno de R$ 4 milhões.

A SEB informou que apesar de em conclusão, a aquisição ainda não é definitiva e não há garantias que o negócio venha a ser fechado.

Chefão da Fiat afirma que precisa de parceria com algum rival para sobreviver

Publicado por Gandalf às 12/09/2008 09:38:00 AM

A Fiat precisa encontrar um parceiro para fazer frente à crise que abateu a indústria em todo o mundo, segundo o presidente executivo da empresa, Sergio Marcchione. Para ele, a montadora “é muito pequena para sobreviver sozinha”.

Marcchione diz que são necessários de 5,5 milhões a 6 milhões de carros por ano para manter a rentabilidade, e que a Fiat não está “nem na metade disso”. Ele afirma esperar que a indústria se consolide nos próximos dois anos, deixando seis companhias para competir em nível mundial, com a Fiat vinculada a alguma delas. Segundo a Reuters, o executivo evitou comentar possíveis parceiros da Fiat.

Em uma tentativa de cortar custos, montadoras ao redor do mundo estão suspendendo produção e dispensando funcionários diante de quedas acentuadas nas vendas.

Cidade Biz

Link: Chefão da Fiat afirma que precisa de parceria com algum rival para sobreviver

Vale: Analistas estimas que cortes gerem prejuízos de US$ 600 milhões por mês

Publicado por Gandalf às 12/09/2008 08:54:00 AM

Os recentes cortes nas unidades de pelotas e minério de ferro anunciados pela Vale devem reduzir a receita da companhia brasileira em quase US$ 600 milhões por mês, previu o analista da Brascan Corretora, Rodrigo Ferraz. Juntas, as quatro pelotizadoras representam 65% a capacidade produtiva da Vale no segmento.

Até o momento, a Vale já paralisou suas atividades em quatro pelotizadoras: duas delas, no porto de Tubarão, no Espírito Santo, tiveram suas atividades suspensas no último no último domingo (7), devido a contração da demanda global por minério de ferro e pelotas. Outras duas plantas também no Porto de Tubarão, foram paradas em 5 de novembro, e a operação de duas plantas da joint venture Samarco Mineração (empresa da qual a Vale possui 50% das ações, ao lado da anglo-australiana BHP Billiton) foi suspensa até meados de janeiro de 2009.

Com esses ajustes, o faturamento da companhia tende a encolher mensalmente US$ 383 milhões. A diminuição em 30 milhões de toneladas na produção de minério de ferro custará ao caixa da companhia cerca de US$ 200 milhões por mês. De acordo com o estudo de Ferraz, somente daqui a cinco meses todas pelotizadoras da Vale devem voltar a operar, mas em ritmo "bem fraco".

O analista ressalta que a pelota é um produto mais caro, e que tem como objetivo principal acelerar a produtividade do alto-forno. Com os cortes de produção realizados pelas siderurgias, a demanda por pelotas despencou. Na opinião de Ferraz, os ajustes feitos até o momento não têm como objetivo impedir uma queda nos preços em 2009, e os cortes são apenas reflexos da rápida mudança no cenário internacional, que vinha operando extremamente aquecido. No início deste ano, as mineradoras conseguiram reajustar seus preços entre 65% e 100%.

Já o analista da SwL Corretora, Pedro Galdi, observa que a definição dos preços para 2009 será o reflexo do nível dos estoques mundiais. Atualmente, os principais mercados consumidores (incluindo a China) estão operando com estoques muito elevados. "A demanda está literalmente paralisada. A Vale cortou produção porque não tem mais como acumular estoques", afirmou o analista, que acredita que os ajustes anunciados pela a companhia e outras mineradoras estrangeiras ajudarão a restaurar o equilíbrio do mercado no médio prazo. "Quanto mais rápido se consumir os estoques, mais rápido a situação caminha para o equilíbrio", finalizou.

Monitor Mercantil

Link: Brascan acha que Vale terá prejuízo mensal

Mineradora MMX demite 2.000 funcionários no MS

Publicado por Gandalf às 12/09/2008 08:23:00 AM

A paralisação das atividades da mineradora MMX em Corumbá (540 km de Campo Grande) -iniciada em 25 de novembro em razão da queda na demanda internacional por ferro-gusa e minério de ferro- resultou na demissão de 2.000 trabalhadores do setor carvoeiro em Mato Grosso do Sul.

A estimativa dos impactos aos 150 fornecedores credenciados da mineradora vem sendo feita diariamente pelo Sindcarv (Sindicato das Indústrias e dos Produtores de Carvão Vegetal). Segundo o presidente, Marcos Brito, o número de demitidos deverá chegar a 3.000 até o final desta semana.

"Todos os dias recebemos notícias sobre 80, cem novas demissões. O setor ficou sem perspectivas", disse o presidente. Segundo o Sindcarv, a MMX respondia por cerca de 50% da demanda interna por carvão vegetal, com um consumo médio mensal de 80 mil metros cúbicos.

Em comunicado, a empresa estimou em até quatro meses o tempo de paralisação, como forma de se ajustar à "nova realidade do mercado" e à "desaceleração da economia mundial".

Folha

Link: Mineradora MMX demite 2.000 funcionários no MS

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