Petrobrás: pré-sal deve ficar sob controle de nova estatal

Publicado por Odair às 12/16/2008 05:05:00 PM

A comissão interministerial encarregada de elaborar um novo modelo de exploração do petróleo no País vai mesmo propor ao presidente Lula a criação de uma nova empresa estatal ou autarquia para administrar as reservas do pré-sal. A idéia de transferir essas reservas para a Petrobrás, como defendia o presidente da estatal, Sérgio Gabrielli, foi descartada depois que a crise internacional desvalorizou abruptamente as ações da empresa.

Na avaliação da cúpula governamental, é mais seguro manter o patrimônio do pré-sal sob controle direto do Estado. "A situação patrimonial do governo é mais sólida e mais estável do que a de uma empresa mista sujeita às intempéries do mercado", disse ao Estado uma fonte que participa das discussões.

Ontem, no início da tarde, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse à Agência Estado, que pode ocorrer hoje a reunião final da Comissão Interministerial que analisou durante seis meses as mudanças no marco regulatório do petróleo para tornar viável a exploração da camada pré-sal.

"Ainda não está confirmado, mas há essa previsão." Até o fechamento desta edição, a reunião não havia sido oficialmente confirmada, mas a previsão é que a comissão entregue ao presidente as propostas nesta semana.

Uma das propostas, apurou o Estado, prevê a criação de um fundo de poupança com o dinheiro do "petróleo novo" do pré-sal. Nos primeiros anos de funcionamento do fundo, o dinheiro seria apenas recolhido, sem ser gasto nenhum centavo. A idéia é economizar o suficiente para, a partir de determinado ponto, tornar viável um fluxo de gasto em projetos de interesse nacional que não comprometa seu patrimônio. É o que ocorre na Noruega, por exemplo, onde o fundo já tem o tamanho do PIB do país, permitindo ao governo gastar cerca de 4% ao ano e, ainda assim, preservar o valor real dessa poupança para as gerações futuras.

O governo analisa distintas alternativas, mas o tipo de modelo preferido é mesmo o norueguês. Formalmente, trata-se de um modelo de concessões, mas no qual o Estado também detém o controle direto de parte dos campos como no sistema de partilha. Ou seja, governo e setor privado atuam juntos na exploração do petróleo.

Estado

Link: Petrobrás não será a dona do pré-sal

FED anuncia taxa de juros histórica

Publicado por Odair às 12/16/2008 05:00:00 PM

Odair Gomes
Investidor Informado

O Banco Central americano (FED) anunciou que sua taxa básica de juros deverá flutuar em uma margem de 0% a 0,25%, e afirmou que intervirá para comprar títulos nos mercados.

O FED afirmou que as taxas excepcionalmente baixas deverão ser mantidas por algum tempo, em virtude da fragilidade econômica.

A tentativa de manter os juros em níveis baixos deverá incluir medidas também excepcionais, como o aumento das compras de títulos privados e de títulos do governo de longo prazo.

Mais vulneráveis, os bancos médios têm sua nota rebaixada

Publicado por Odair às 12/16/2008 04:22:00 PM

As vulnerabilidades apresentadas pelos bancos médios em captação de recursos, originação de novos créditos, gerenciamento futuro de caixa e perspectiva de crescimento no atual cenário, pode levar a um rebaixamento de seus ratings. Inicialmente, as instituições financeiras afetadas são especializadas em crédito consignado, porém, a agência de classificação de risco Moody’s, não descarta o rebaixamento daquelas especializadas em outros setores, como o de veículos ou segmentadas no middle market.

Ao longo da semana passada, a agência já rebaixou a classificação do banco Cruzeiro do Sul, Bonsucesso e BMG. Segundo a analista da Moody’s, Ceres Lisboa, o segmento de consignado foi o primeiro afetado por ser mais vulnerável, devido a possuir ativos de longo prazo que provocam um descasamento de caixa. “Instituições extremamente focadas no consignado, com mais de 80% da carteira, não têm outro produto ao qual possa direcionar esforços e tornam sua atuação no mercado mais restrita”. Ainda segundo ela, a venda de carteiras de crédito, que provoca uma diminuição na originação e a redução de franquias pesaram na decisão. “Não acredito que essas instituições voltarão a ter o mesmo tamanho que possuíam em 2007 ou, até mesmo,  neste ano se as condições persistirem”, argumenta. O ponto positivo é que as carteiras de consignado são bastante líquidas para venda e geração de funding. “São carteiras já testadas e sem problema de qualidade”, acredita a analista. A instituição acompanha 30 bancos de médio porte.

O processo de revisão das instituições citadas se iniciou em 14 de outubro, assim como do Ibi, que ainda não teve sua classificação alterada.

Para o especialista em Gestão de Risco da BDO Trevisan, Felipe Linhares, o mercado já precificou de forma negativa o risco atrelado à essas instituições. “Ainda não dá para saber se essa situação é temporária ou permanente, mas isso não significa uma nova onda de problemas”. Para ele, a redução já era esperada pelo mercado, que respondeu baixando o valor das instituições na bolsa. “A Moody’s está confirmando essa mudança de mercado, que gerou o rebaixamento”, acredita Linhares.

O Banco Cruzeiro do Sul teve, além do rating de força financeira de bancos rebaixados, de ’D+‘ para ’D‘, outros quatro índices com decréscimo de nível. O Bonsucesso, além da queda de ’D‘ para ’D-‘ em força financeira de bancos, também teve outros quatro índices rebaixados. Já o BMG, teve passou de ’D+‘  para ’D‘ em força financeira de bancos e decréscimo em outros três índices.

Para a Moody’s, cada segmento apresenta uma vulnerabilidade específica. A restrição de mercado e a falta de outros produtos não devem poupar nem o setor de middle market nem o especializados em financiamento de veículos. No primeiro caso, o problema viria pelas pequenas empresas que cresceram e se tornaram exportadoras. “As instituições com esse foco são mais líquidas. Conforme vence o financiamento, ele é pago e diminui a pressão do risco. Estamos acompanhando se essas empresas que passaram a exportar terão a capacidade de pagar o crédito que alavancaram”, diz Lisboa.

Já os ratings de instituições especializadas em  financiamento de veículos estão diretamente correlacionado ao emprego e à renda da população brasileira. “Vai depende do quanto a desaceleração econômica vai atingir a economia real”, diz. Até agora, completa, essa queda nesses indicadores não aconteceu, porém estamos acompanhando.

O analista da BDO Trevisan lembra que, neste momento, muitas dessas instituições estão se redirecionando para algum segmento ou operando novos. “Os resultados não surgem imediatamente. Vai depender do tempo de maturação dessas novas linhas. A queda na classificação pode acontecer com qualquer banco de médio porte”, acredita Linhares.

Para Ceres Lisboa, os bancos de maior porte são os grandes “ganhadores” dessa situação. “A pressão de funding nos médios está muito alta, e esses bancos maiores estão comprando carteiras saudáveis”, justifica. “Porém, continuamos olhando para eles também”, completa.

Como a Moody’s é uma agência internacional, Lisboa diz ainda que constantemente compara essas instituições às estrangeiras, como européias e russas. “Nossos bancos estão bastante estáveis e podem suportar os ratings atuais”, acredita.

DCI

Link: Mais vulneráveis, os bancos médios têm sua nota rebaixada

Marcopolo espera resultados "levemente" acima das projeções para 2008

Publicado por Odair às 12/16/2008 04:17:00 PM

Em esclarecimento a uma notícia veiculada no jornal Valor Econômico enviado na última segunda-feira (15), a Marcopolo (POMO3) disse esperar que seus resultados consolidados deste ano fiquem levemente acima das expectativas.

De acordo com a companhia, as estimativas são de que a receita líquida seja levemente superada em relação às projeções anteriores, ficando acima da casa dos R$ 2,4 bilhões, enquanto que a produção de ônibus deverá ser superior a 22 mil unidades.

Ademais, conforme um comunicado já enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a Marcopolo estima que em 2009 a receita líquida consolidada deva atingir R$ 2,6 bilhões e a produção, algo em torno de 23 mil ônibus.

No entanto, a empresa ressalta que essas informações não se tratam de projeções empresariais e são apenas meras expectativas.

Infomoney

Link: Marcopolo espera resultados "levemente" acima das projeções para 2008

Cosan: desvalorização do real é benéfica à empresa no longo prazo

Publicado por Odair às 12/16/2008 04:03:00 PM

O diretor financeiro e de relações com investidores da Cosan, Paulo Diniz, disse que o impacto da valorização do dólar ante o real no resultado da empresa é pontual e que não deverá se repetir no longo prazo. Pelo contrário, de acordo com Diniz, a depreciação do real será positiva para o setor sucroalcooleiro ao tornar o açúcar e o etanol brasileiro mais competitivos no mercado internacional.

A Cosan divulgou, na sexta, um prejuízo líquido de R$ 380,7 milhões no segundo trimestre fiscal de 2009, referente aos meses de agosto, setembro e outubro de 2008. Segundo a Cosan, o prejuízo foi causado pelo impacto da valorização do dólar nas dívidas em moeda estrangeira que a Cosan possui, que somavam 85,1% do total do endividamento da empresa no final de outubro.

“Enquanto a valorização do dólar impactou a dívida neste momento, mas a dívida é de longo prazo, com vencimento em torno de 10 anos, sua influência no resultado operacional é contínua e permite que os nossos produtos permaneçam mais competitivos no mercado internacional”, disse.

Ele disse também que apesar da dívida bruta de R$ 2,4 bilhões divulgada ter crescido 35,6% em relação ao mesmo período da safra passada, a empresa tinha R$ 1,52 bilhão em caixa no final de outubro, montante elevado no atual trimestre por duas novas captações, de R$ 1,1 bilhão e de US$ 200 milhões, feitas para pagar a compra da Esso, em primeiro de dezembro, que ficou em US$ 715 milhões mais US$ 175 milhões em dívidas.

“Mesmo pagando a aquisição da Esso, a empresa continuará capitalizada e não precisará fazer novas captações no curto prazo”, explica. Diniz disse que o crescimento do endividamento de curto prazo da empresa, de 5,6% para 12,4% do segundo trimestre de 2008 para o segundo trimestre de 2009 não tem impacto nas contas da Cosan. “Mesmo aumentando para 12,4%, o endividamento da Cosan no curto prazo permanece muito pequeno e ela possui capacidade para aumentar este endividamento sem prejuízo para suas contas”, disse.

DCI

Link: Para Cosan, desvalorização do real é benéfica à empresa no longo prazo

Perdigão reduzirá produção em 20% a partir de janeiro

Publicado por Odair às 12/16/2008 02:23:00 PM

A Perdigão esclareceu, por meio de sua assessoria de imprensa, que a redução de 20% na produção no primeiro trimestre de 2009, a partir de janeiro do ano que vem, ocorrerá somente para as exportações, assim como ocorrerá com a parada temporária de algumas unidades industriais com atividades mais destinadas ao mercado externo, diferentemente do informado em nota divulgada anteriormente. Segue abaixo a nota corrigida: A Perdigão reduzirá a produção de aves e suínos destinados às exportações em 20% no primeiro trimestre de 2009, a partir de janeiro, para ajustar o nível de seus estoques, seguindo orientação da Associação Brasileira de Exportadores de Frango (Abef).

A informação foi divulgada hoje pelo diretor da área internacional da companhia, Antonio Augusto de Toni. Segundo ele, essa redução ocorrerá por meio da quebra de ovos e da redução do peso médio dos animais. A empresa planeja ainda parada temporária, de cerca de 20 dias, em algumas fábricas com atividades mais voltadas ao mercado externo. O executivo da empresa não soube informar qual será o número de unidades a serem paralisadas no primeiro semestre de 2009, mas ressaltou que a companhia deverá conceder férias coletivas a funcionários que estão com o benefício já vencido.

O presidente da Perdigão, José Antonio Fay, ressaltou, no entanto, que apesar da queda na produção a oferta de aves e suínos será mantida, uma vez que a empresa trabalha com estoques elevados. Em razão dos problemas no porto de Itajaí, em Santa Catarina, cerca de 40% do volume que deveria ser exportado pela Perdigão em novembro ficou no País. "Pretendemos recuperar 20% disso em dezembro e 20% vai ficar para 2009", completou De Toni. Ele acrescentou ainda que compradores da carne brasileira, como a Europa e o Japão, também estão com estoque elevado em razão da crise financeira internacional. Com essa estratégia, a Perdigão pretende evitar uma queda muito acentuada nos preços.

O presidente da Perdigão afirmou que as exportações de frango da companhia devem apresentar um crescimento de 5% em 2009. Para o executivo, a crise financeira abre oportunidades de mercado para o Brasil no próximo ano. Ele lembra que o País apresenta um produto mais competitivo no mercado internacional e que o seu maior concorrente no segmento de aves, os EUA, perde competitividade com a valorização do dólar. "O preço em dólar para o Brasil em 2009 será melhor do que em 2008", ressaltou. O executivo também previu que a produção total da Perdigão deve crescer de 5% a 7% no próximo ano e que a demanda no mercado interno deve apresentar comportamento semelhante ao do Produto Interno Bruto (PIB).

Fay acredita em um aumento de 3% do PIB em 2009 e que alguns produtos de menor preço podem apresentar um crescimento no volume de vendas ainda superior a este porcentual. Já para o mercado de suínos, Fay preferiu não fazer previsões, afirmando que "o cenário é mais nebuloso". Os importadores da Rússia, país que tem maior participação no volume das exportações brasileiras, estão enfrentando problemas financeiros e conseqüentemente reduzindo o volume de compras do Brasil.

Fay disse também que a empresa deve manter em 2009 o nível de investimento realizado este ano, em torno de R$ 600 milhões. Segundo ele, a companhia priorizará projetos já iniciados, como a fábrica de Bom Conselho, em Pernambuco, e os aportes na Eleva - empresa que está sendo incorporada ao grupo. Quanto aos planos de aquisição de uma nova unidade no exterior no próximo ano, o executivo disse apenas que a empresa continuará analisando as oportunidades que possam complementar as atividades da Plusfood, empresa com sede na Holanda adquirida pela Perdigão em 2007.

Estado

Link: Perdigão reduzirá produção em 20% a partir de janeiro

Vale compra participação em minas de cobre por R$ 157 milhões

Publicado por Gandalf às 12/16/2008 01:36:00 PM

Gandalf Wizard
Investidor Informado

A Vale informa acordou com a African Rainbow Minerals Limited (ARM) contrato por meio do qual a Vale irá adquirir 50% do capital de uma joint venture que deterá as subsidiárias da TEAL, por $81 milhões de dólares canadense (cerca de R$ 157 milhões de reais).

A TEAL possui três projetos de cobre em estágios de viabilidade e aprovação, localizados no cinturão do cobre africano, a mais promissora região do mundo em depósitos de cobre de alto teor: (a) Konkola North, considerado o segundo maior recurso conhecido no copperbelt da Zâmbia; (b) Kalumines, mina com produção de cobre e cobalto na RDC, onde se pretende construir uma grande operação de cobre e cobalto utilizando depósitos já conhecidos de alto teor esperado e baixa profundidade; e (c) Mwambashi na Zâmbia.

Em conjunto, esses três projetos poderão representar uma capacidade de produção nominal de 65.000 toneladas métricas de cobre por ano nos próximos anos. Adicionalmente, a TEAL possui um portfólio extenso e com grande capacidade de exploração de cobre, que indica um potencial estimado de mais de 300 milhões de toneladas métricas de minério de alto teor (acima de 1,5% Cu), principalmente na RDC e Zâmbia. Nos primeiros nove meses de 2008, a TEAL obteve receita de US$ 18 milhões e sua dívida líquida era igual a US$ 81 milhões em 30 de setembro de 2008.

A compra se dará através de etapas onde a Vale irá adquirir 50% do capital da TEAL e fechará o capital da empresa a um preço de $ 3 dólares canadenses (cerca de R$ 5,84 reais). O negócio depende ainda da aprovação dos acionistas da TEAL e das autoridades canadenses.

A Vale anunciou que espera criar valor aos nossos acionistas no médio e longo prazo, com a joint venture que expande nossa plataforma de crescimento em cobre e contribui para a diversificação do portfólio de ativos, promovendo a diversificação geográfica em uma região com o maior potencial de exploração mineral do mundo, o copperbelt africano.

Quatro empresas apresentam propostas para os navios da Transpetro

Publicado por Gandalf às 12/16/2008 10:46:00 AM

- Quatro empresas apresentaram propostas para os quatro primeiros lotes da segunda fase do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef 2) da Transpetro, a subsidiária de transportes da Petrobras. O Estaleiro Atlântico Sul, de Pernambuco, e o Estaleiro Ilha S.A. (Eisa), do Rio de Janeiro, vão disputar os lotes 1 e 2, enquanto o Estaleiro Mauá, de Niterói, disputará os lotes 3 e 4. O Rio Nave, também do Rio de Janeiro, apresentou proposta apenas para o lote 4.

O primeiro lote engloba quatro navios Suez Max, enquanto o lote 2 inclui três petroleiros Afra Max. Nestes dois pacotes as embarcações terão propulsão do tipo Posicionamento Dinâmico (DP), que serão construídos pela primeira vez no país.
Jorge Roberto Gonçalves, diretor do Eisa, explicou que, caso o estaleiro saia vitorioso no Promef 2, as encomendas terão que ser construídas em um novo espaço físico, que a empresa pretende erguer na região de Campos, no Norte do Estado do Rio de Janeiro. Para o financiamento das obras, a empresa conta com recursos do Fundo de Marinha Mercante (FMM) e conversa com possíveis parceiros estrangeiros.

Gonçalves explicou que as encomendas já existentes na carteira do Eisa não permitiriam que os navios do Promef 2 fossem construídos nas atuais instalações da empresa, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio.

O executivo revelou que a construção das novas instalações, caso confirmada, poderá ter custos superiores a R$ 1 bilhão. Gonçalves disse, no entanto, que apenas a vitória na licitação da Transpetro não será capaz de garantir a construção do novo estaleiro e admitiu que há o risco de a estrutura não ser montada mesmo com os novos navios na carteira.

"Ou nós tentávamos montar algo novo para entrar na licitação, ou não entraríamos (na licitação)", frisou Gonçalves. "Mas acho que uma das vertentes do programa (Promef) é gerar capacidade nova, com novos estaleiros", acrescentou.

O gerente comercial do Atlântico Sul, Ricardo Meneses, não revelou detalhes sobre o financiamento para as obras, mas ressaltou que o coreano Samsung, como sócio do estaleiro, entrará com cerca de 10% dos recursos.

Já o Rio Nave, que concorre para construir cinco navios de produtos do lote 4, aguarda o leilão da área do estaleiro Caneco, também no Rio de Janeiro, para ter um espaço próprio para construir as embarcações. Para o financiamento, o diretor da empresa Paulo Américo Falcone explicou que o Rio Nave espera contar com recursos do FMM e de sócios como o espanhol Elcano e o português Riviera.

Os representantes do estaleiro Mauá, que concorre no lote 4 e disputa sozinho a construção de três navios de produtos claros no lote 3, não quiseram comentar a disputa.

Antes da entrega das propostas, o presidente da Transpetro, Sergio Machado, afirmou que a concorrência não diminuiu por causa da crise financeira nesta segunda fase do Promef, uma vez que o FMM garante os recursos para as obras. O executivo também se mostrou otimista em relação aos preços do aço, que se apresentam em queda nos mercados mundiais.

Valor

Link: Quatro empresas apresentam propostas para os navios da Transpetro

FGV: em um mês, número de indústrias com excesso de estoques dobra

Publicado por Gandalf às 12/16/2008 10:05:00 AM

O impacto da crise, que começou na esfera do crédito, é visível nos pátios lotados das montadoras, nos armazéns das indústrias de aço, papel e celulose, produtos químicos e até nos depósitos das fabricantes de máquinas. Em apenas um mês, de outubro para novembro, dobrou o número de indústrias que carregam estoques excessivos, revela pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Em novembro, 15,7% das 1.112 empresas consultadas informaram que acumulavam estoques indesejáveis. Em outubro, 7,9% das companhias estavam nessa condição. O porcentual de indústrias abarrotadas de produtos é o maior em cinco anos, desde outubro de 2003, na série histórica que elimina oscilações típicas de cada período. Em outubro de 2003, 19,9% tinham estoques indesejáveis.

A diferença entre a situação atual de acúmulo de estoques e a de cinco anos atrás é que, naquela época, o País estava saindo da recessão, cortando os juros. Hoje, no entanto, a economia caminha para a desaceleração e com juros estabilizados em níveis elevados, o que amplia o custo de estoques altos, observa o coordenador da pesquisa, Aloisio Campelo. "Os estoques excessivos na indústria refletem a desaceleração da atividade, mas é cedo para falar em recessão", pondera.

A pesquisa revela que o maior salto no número de empresas com estoques excessivos foi exatamente nos setores que sofreram os primeiros efeitos da crise. Isto é, a indústria de material de transporte, que se viu às voltas com a falta de crédito para venda de carros; a indústria de matérias-primas ligadas à metalurgia, papel e celulose, afetada pela queda no consumo mundial e no preço das commodities; e os fabricantes de máquinas, atingidos pelo corte no investimento para 2009.

Em novembro, 32% das indústrias de material de transporte tinham estoques excessivos. Em igual mês de 2007, nenhuma delas estava nessa condição. A queda abrupta no ritmo de vendas de veículos se irradiou para a metalurgia. Em novembro, 17% das indústrias do setor, que na pesquisa inclui o aço, tinham estoques indesejáveis, ante 3% em 2008. "Vamos virar o ano com dois meses de aço estocado", conta o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch. Até setembro, a companhia trabalhava sem estoque. Ele diz que todos os setores que usam aço adiaram as compras.

Estado

Link: FGV: em um mês, número de indústrias com excesso de estoques dobra

CVM identificou algumas empresas que terão de republicar balanços

Publicado por Gandalf às 12/16/2008 09:59:00 AM

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ainda não concluiu o pente-fino no balanço das companhias referente ao terceiro trimestre. Mas, a presidente da autarquia, Maria Helena Santana, adiantou à Agência Estado, que o órgão já identificou empresas que terão de republicar suas notas explicativas para atender às exigências de maior transparência na divulgação das exposições com derivativos.

"Faremos isso em alguns casos embora não sejam muitos", disse.

Com o objetivo de tranqüilizar o mercado, Maria Helena afirmou que foram poucas as empresas que trouxeram notas explicativas tão insuficientes a ponto de a CVM ter de mandá-las fazer novamente. "Optamos agora por adotar uma postura mais educativa, por isso, só decidiremos pela republicação diante de uma falha muito fundamental", disse.

As perdas expressivas registradas pela Sadia e a Aracruz em operações com derivativos com a disparada do dólar em setembro levou a CVM a exigir, no balanço do terceiro trimestre, informações mais abrangentes e detalhadas em notas explicativas sobre os instrumentos financeiros derivativos utilizados pelas empresas.

Atualmente, a CVM faz um estudo sobre a qualidade das informações prestadas para verificar se as normas foram cumpridas. O levantamento foi feito por amostragem, que utilizou como critério para escolha o potencial de impacto de cada empresa no mercado de capitais brasileiro. Os balanços das companhias selecionadas estão sendo analisados detalhadamente pela área técnica do órgão.

Após a conclusão do mapeamento, a intenção da CVM é divulgar um balanço sobre a situação. A presidente adianta ainda que para falhas consideradas menos sérias, que não prejudiquem a qualidade da informação prestada ao acionista, a autarquia irá mandar "cartas de alerta", orientando como proceder nos próximos demonstrativos para corrigir os problemas já detectados.

Segundo ela, o mecanismo da carta de alerta foi regulamentado recentemente e permite que se aponte o problema para a empresa sem a necessidade da abertura imediata de um processo administrativo. "A carta de alerta fica anotada nos registros dos nossos relacionamentos com a companhia para ser levada em conta no futuro", disse.

Maria Helena afirmou também que o colegiado da CVM deve aprovar amanhã a permanência do quadro de sensibilidade, que passou a ser exigido a partir do terceiro trimestre deste ano. Com esse mecanismo, a autarquia determinou a divulgação de análises de sensibilidade de suas posições em instrumentos derivativos em relação a três cenários que são especificados, fornecendo assim aos seus acionistas e ao mercado referenciais concretos para a avaliação do risco trazido pelas posições assumidas pela companhia.

A questão estava em audiência pública e retornou agora para aprovação no colegiado da CVM. "Se argumentos fortes não tiverem aparecidos (na audiência pública), sem dúvida, a nossa tendência é manter isso como obrigatório. Esse trimestre foi por recomendação", disse.

Ela admitiu que as perdas com derivativas registradas pelas companhias com a disparada do dólar foi "surpreendente." E complementou: "A virada do câmbio foi muito repentina e muita intensa. Foi isso que fez contratos que eram vistos como úteis por várias companhias se transformassem em uma verdadeira bomba."

Estado

Link: CVM já identificou algumas empresas que terão de republicar balanços

Porto do Açu liberado pela Feema

Publicado por Gandalf às 12/16/2008 09:36:00 AM

A Feema emitiu a licença de instalação do Porto do Açu, localizado no município de São João da Barra, na região Norte do Rio de Janeiro. O empreendimento da LLX Logística, braço logístico da holding EBX, servirá de base de apoio para as regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil e pode até mesmo auxiliar as futuras operações da OGX nas bacias de Campos, Santos e Espírito Santo.

O terminal terá seis berços de atracação para navios graneleiros e quatro berços de atracação para carga geral e embarcações de apoio à atividades offshore. Com uma profundidade de 18,50 m, o Porto do Açu permitirá a atracação de navios Capesize com capacidade de até 220.000 toneladas.

Com uma área de 7.800 hectares, sua retro área foi projetada para abrigar um pólo industrial de grande capacidade que incluirá: um terminal para minério de ferro, plantas de pelotização, usinas termoelétricas, um complexo siderúrgico e um pólo metal-mecânico, para atender as demandas das indústrias de petróleo e bens de capital, unidades petroquímicas, refinarias, indústrias cimenteiras e pátios para armazenagem de granéis e carga geral.

Energia Hoje

Link: Porto do Açu liberado pela Feema

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