Vale compra minas de carvão na Colômbia por US$ 300 milhões

Publicado por Gandalf às 12/24/2008 02:24:00 PM

Gandalf Wizard
Investidor Informado

A Vale informou o mercado que assinou contrato de compra para adquirir 100% dos ativos de exportação de carvão da Cementos Argos S.A. (Argos) na Colômbia por US$ 300 milhões. A Argos é uma das maiores produtoras de cimento da América Latina e detém operações de cimento, concreto e agregados nos Estados Unidos, Panamá, Venezuela, Haiti e Republica Dominicana.

Os ativos de carvão da Argos comprados pela Vale ficam localizados na maior região produtora de carvão da Colômbia o departamento de Cesar o primeiro em El Hatillo, mina a céu aberto com produção esperada para 2008 de 1,8 milhões de toneladas métricas de carvão térmico, em processo de ramp up para atingir a capacidade nominal de 4,5 milhões de toneladas métricas ao ano em 2011; e outra em Cerro Largo, em estagio de exploração. As duas concessões minerais possuem, em conjunto, potencial de 500 milhões de toneladas métricas de recursos geológicos não auditados.

O depósito de Las Cuevas, parte da concessão mineral El Hatillo, apresenta o maior potencial de recursos adicionais e a Vale concordou em realizar um pagamento extra com preço fixo por tonelada métrica de recursos medidos e indicados de carvão que exceder 50 milhões de toneladas métricas, apos campanha de perfuração confirmatória a ser concluída dentro de dois anos.

Petrobras vai renegociar contratos de 700 projetos

Publicado por Odair às 12/24/2008 01:16:00 PM

Um dos motivos que provocou o adiamento do plano de Negócios da Petrobras para o período 2009-2013 é a expectativa de queda de preço de equipamentos e serviços e até a possibilidade de renegociação de orçamento dos cerca de 700 projetos que a companhia tem em seu portfólio.

Segundo o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, até agora os preços de insumos usados na fabricação de equipamentos como plataformas, e até fretes, não acompanharam a queda de preços do petróleo. Em café da manhã ontem com a imprensa, ele citou como exemplo o frete de navios que transportam minério, que há alguns meses custavam US$ 240 mil por dia e agora custam US$ 8 mil. "Vamos ter custos modificados. O preço do aço caiu 40% e isso vai ter que se refletir no (nosso) custo de alguma maneira", frisou Gabrielli.

Ele admitiu que esse é o caso das plataformas P-61 e P-63, cujas propostas de preço foram abertas pela Petrobras - com preços acima de US$ 3 bilhões - sem que a estatal tenha decidido levar a encomenda adiante. O Valor apurou que a empresa não descarta a possibilidade de abrir nova licitação.

Sobre o assunto, Gabrielli disse que ainda não há decisão de contratar essas unidades porque os preços cobrados refletem a queda do petróleo e de outros custos da indústria. O mesmo pode acontecer com parte dos equipamentos para grandes projetos como o Complexo Petroquímico do Rio (Comperj).

"Estamos com vários pacotes de licitação em andamento e que não foram concluídos. Vamos analisar fatores específicos e condições concretas de cada projeto, caso-a-caso, em função dos custos. Não tem sentido travar contratos com custo no pico se sabemos que daqui há quatro ou cinco meses eles vão cair", explicou o presidente da Petrobras.

Mesmo com a volatilidade que aponta para uma expressiva queda de receita provocada pela redução dos preços do petróleo, a Petrobras garante que nada altera a viabilidade da exploração no pré-sal. Tanto Gabrielli quanto o diretor de exploração e produção, Guilherme Estrella, disseram que é viável mesmo com o barril sendo comercializado na faixa de US$ 40 a US$ 50.

O presidente da Petrobras foi evasivo quando questionado sobre projetos específicos do plano estratégico que poderão ser mantidos ou adiados, inclusive as refinarias do Maranhão e do Ceará, que terão capacidade de processar 900 mil barris/dia.

Sobre ambas, o diretor de abastecimento, Paulo Roberto Costa, já havia garantido que elas estavam no plano apresentado ao conselho na sexta-feira. Ontem, a Petrobras informou que, "em função de o conselho de administração não ter concluído a análise do Plano (...), os investimentos para os próximos cinco anos serão anunciados apenas em 2009".

Segundo Gabrielli, a decisão do conselho de postergar para janeiro a aprovação do novo plano estratégico se deve à necessidade de se ter mais "precisão nas expectativas". Segundo ele o adiamento foi uma decisão de consenso tomada depois que a Petrobras apresentou seus grandes números e não projetos individuais. O único grande projeto apresentado foi o do pré-sal, quando foram especificadas projeções de preço e custos para toda a cadeia de produção, envolvendo desde a exploração e utilização do gás até o refino do petróleo, apelidado na empresa como plansal. Mas Gabrielli explicou que por causa delas a Petrobras precisa de mais tempo para ter maior clareza.

"Estamos na fase macro de definição de grandes números, de escolha de projetos que devem ser adiados. Não há decisão tomada. Estamos discutindo o volume geral de investimentos, a capacidade de captação, o volume geral de preços que vamos ter e os custos. E vamos dolarizando isso e desdobrando nos diversos projetos."

Ele não deixou claro que mudanças são esperadas nesse contexto até janeiro, quando o plano de negócios voltará a ser analisado. O plano anterior, já defasado, previa investimentos de US$ 112,4 bilhões, mas não inclui os recursos para desenvolver a produção nos campos do pré-sal, que vão absorver bilionários investimento, que vão elevar reservas, produção e o endividamento da companhia.

O plano anual de investimentos da Petrobras, aprovado pelo Congresso, prevê dispêndios máximo de R$ 72,7 bilhões em 2009. O valor é superior aos R$ 55 bilhões previstos para 2008, com a companhia encerrando suas atividades com captações de US$ 8 bilhões.

Gabrielli repetiu ontem que não há previsão de queda no preço dos combustíveis no Brasil porque a Petrobras não repassa variações de curto prazo para o mercado. E citou como exemplo duas variáveis importantes que ainda não estão claras, como o câmbio e o preço internacional da gasolina, que indica preços 25% maiores julho.

Valor

Link: Petrobras vai renegociar contratos de 700 projetos

Azul Linhas Aéreas enxuga preços e estrutura e prevê 12 aviões até março

Publicado por Odair às 12/24/2008 01:14:00 PM

A Azul Linhas Aéreas entrou em operação no dia 15 de dezembro, prometendo incomodar as já estabelecidas TAM e Gol. Na primeira semana, a companhia operou entre as cidades de Campinas (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Salvador (BA) e Vitória (ES) com taxas de ocupação de cerca de 70%, o que já a faz prever chegar a março de 2009 com uma frota de algo entre 10 e 12 aviões.

Por trás das ações da nova companhia, uma área de TI construída, do zero, em apenas oito meses. Paulo Nascimento, diretor de Tecnologia da Azul, foi contratado no final de abril de 2008. Vindo da Gol, o executivo tratou de, nos dois meses seguintes, definir os responsáveis pelas áreas de projetos e infra-estrutura, ambas ocupadas por profissionais também vindos da Gol.

A primeira foi ocupada por Luiz Comar, em maio, e a segunda por Kleber Linhares, este contratado em junho. A partir daí começou de fato o desenho da estrutura que, em dezembro, deveria dar suporte às operações da nova companhia. “O primeiro conceito que levamos em conta, e que vale até agora, é que a estrutura deveria ser enxuta e de alto nível”, lembra Nascimento.

O conceito foi seguido à risca: a área de TI da Azul conta hoje com 17 profissionais, sendo dez gerentes e o restante formado por analistas seniores. A quantidade se explica. Desde a fase de desenho da estrutura, ficou estabelecido que a companhia trabalharia com BPO (Business Process Outsourcing) sempre que possível. Dentro deste conceito, a Azul tem hoje quase todos os seus sistemas operando no modelo ASP (Application Service Provider).

A área de serviços ao cliente, que inclui internet, call center, aeroportos e gateway de pagamentos, é gerenciada pelo aplicativo Navitaire NewSkies, hospedado pela CI Com, empresa do grupo Indra baseada na Espanha. No setor de operações há dois sistemas, Navitaire Geneva, responsável por controle de malha, escala de tripulantes e operações; e o Jeppesen, este para peso, balanceamento e planos de vôo, ambos hospedados no data center da JetBlue, em Minneapolis (EUA).

O back office é controlado pelo Oracle Enterprise Business Suíte, alugado junto a Prodicom no modelo ASP Builder Run e hospedado na Diveo, em São Paulo. Por fim, o Trax, sistema responsável pelo gerenciamento de manutenção, que também roda nos Estados Unidos. “Buscamos não desenvolver nada em casa e utilizar ao máximo a arquitetura SOA. Nossa previsão é que mais de 70% de nossos sistemas serão SOA, o que vai facilitar muito sua integração”, lembra Nascimento.

O responsável pela implementação da infra-estrutura da Azul, Kleber Linhares, lembra que foram gastos cerca de 30 dias para que ela fosse desenhada, antes que a implementação fosse iniciada. Isso garantiu que alguns requisitos fossem definidos antes do início de qualquer projeto. “Nosso data center, por exemplo, é 90% virtualizado com VMware. Isso nos dá a opção de ampliar nossa capacidade de processamento a qualquer momento”, diz.

Na estrutura de telecomunicações, houve uma preocupação adicional com redundância e garantia de níveis de serviço. Os links MPLS são fornecidos pela Oi – que conseguiu o contrato graças à compra da BrT. “Temos duas físicas de telecom, uma pela nuvem da Oi, outra pela nuvem da BrT”, lembra Linhares. Os sistemas de telefonia foram alugados na forma de serviço junto à Siemens, que hospeda o sistema de PABX IP e cobra por ramal.

Os pontos de atendimento nos aeroportos são equipados com thin clients HP equipados com software Altiris e flash cards, que garantem operação mesmo sem acesso à internet. A configuração dos equipamentos permite que sejam gerenciados e atualizados a distâncias, sem a necessidade de um grupo de servidores responsáveis por isso. Ao contrário, a rede é gerenciada a partir de um servidor virtual. “Fizemos a opção de aquisição de 100 destes equipamentos, dos quais 50 já foram realizadas”, diz Linhares.

A rede de telecom tem outra peculiaridade: ela trafega sinal de rádio via UHF, o que permite comunicação entre os computadores da companhia e as aeronaves. Isso é feito por meio de estações nos aeroportos que recebem o sinal das aeronaves e o transmitem via web.

Para 2009, a equipe de TI da Azul já tem no forno uma série de projetos. Um deles é a instalação, já a partir de janeiro, de totens para comercialização de passagens e realização de check-in nos aeroportos. Inicialmente serão 20 deles implantados nos aeroportos em que a companhia opera.

“Também no ano que vem devemos ter iniciativas de BI. Vamos criar a Universidade Azul, que será um centro de conhecimento que vai incluir também um aplicativo de BI, que será Oracle”, revela Nascimento. Outros projetos prevêem a implementação de soluções de gestão de identidade, a evolução da integração dos sistemas em SOA e projetos de mobilidade.

“Nosso objetivo é usar o celular como ferramenta de relacionamento com o cliente e também de operação com as equipes nos aeroportos. Tudo isso mantendo nossa estrutura enxuta e utilizando muito parceiros e fornecedores”, diz o diretor.

ComputerWorld

Link: Azul Linhas Aéreas enxuga preços e estrutura

Coteminas sofre com retração de consumo americana

Publicado por Odair às 12/24/2008 01:00:00 PM

Odair Gomes
Investidor Informado

A fabricante de produtos têxteis Coteminas, sócia da americana Springs, sentiu a freada súbita dos Estados Unidos. Antes de a crise se agravar, a Coteminas exportava US$ 25 milhões por mês ao mercado americano, em produtos de cama, mesa e banho. Entre novembro e dezembro, prevê queda de 20% nas exportações.

"A solução será diminuir as compras feitas da Springs a outros fornecedores espalhados pelo mundo e direcionar às fábricas no Brasil. Faremos um remanejamento para voltar ao mesmo volume de exportações", diz Josué Gomes da Silva, presidente da Coteminas.

A Coteminas anunciou há poucos dias férias coletivas para cerca de 3.000 trabalhadores de um total de 12 mil funcionários da empresa, incluindo o setor comercial em São Paulo.

Além de afetar as empresas, a queda nas exportações limita o interesse por novos investimentos e afeta as contas externas. Em 2005 a Coteminas se uniu a Springs criando a Springs Global com participação igual de ambas, construindo a maior empresa de produtos de cama, mesa e banho.

Crédito consignado perde força

Publicado por Odair às 12/24/2008 10:57:00 AM

Modalidade que já foi considerada vedete do mercado de crédito, o empréstimo consignado, embora tenha mantido o avanço, sofreu desaceleração em novembro. Mês passado, o estoque desse segmento cresceu apenas 0,1%, sustentado basicamente pelas operações com funcionários públicos, que cresceram 0,3%. Já as operações de empréstimo para trabalhadores da iniciativa privada recuaram 1,4%.

Considerando-se apenas os 13 principais bancos que operam no consignado, as concessões acumuladas sofreram queda de 14,2%. Esse desempenho negativo é, parcialmente, explicado pelo fato de novembro ter tido três dias úteis a menos do que outubro.

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, avalia, no entanto, que o desempenho fraco do consignado seja um sintoma de menor confiança da população, que teme perder o emprego.

Isso reduz a demanda por esse tipo de financiamento, que tem desconto no contracheque: "Isso mostra que as famílias estão mais conservadoras", afirmou Altamir.

O crédito consignado é uma das modalidades mais baratas de financiamento para pessoas físicas, já que tem menor risco de inadimplência. Por isso, mesmo sofre forte resistência dos bancos, acostumados a cobrar até 160% por ano nos juros do cartão de crédito por exemplo.

Monitor Mercantil

Link: Consignado também perde força

Procon notifica a Gol por causa dos atrasos nos aeroportos do país

Publicado por Odair às 12/24/2008 10:00:00 AM

O Procon de São Paulo notificou a Gol Linhas Aéreas por causa de problemas enfrentados pelos passageiros nos aeroportos. A empresa tem prazo de 24 horas para prestar esclarecimentos sobre denúncias de alterações de passagens e dificuldade de contatar o serviço de atendimento ao consumidor nos canais oferecidos.

A Gol lidera o número de vôos atrasados nos aeroportos. Até o momento, segundo a Infraero, 43,4% dos vôos da empresa apresentaram atrasos superiores a meia hora. Em segundo lugar está a Varig, do mesmo grupo, com 34,5%.

Até às 13h, 22,2% dos vôos no país sofreram atrasos maiores que meia hora e 2,5% foram cancelados.

A Gol é a responsável por mais de 60% dos 330 atrasos registrados nos aeroportos do país até as 16h de hoje, antevéspera do Natal, segundo o último boletim da Infraero. De acordo com a estatal, dos 407 vôos programados pela Gol, 203 atrasaram mais de meia hora (49,9%) e quatro foram cancelados (1%).

O Procon alerta os consumidores para que guardem todos os comprovantes de compra de passagem, anotem os números de protocolos de atendimento da companhia aérea. Se necessário, que procurem um Juizado Especial Cível para garantir o cumprimento do contrato conforme determina o Código de Defesa do Consumidor.

O Procon de São Paulo recebeu nesta terça-feira à noite, da Gol Linhas Aéreas, os esclarecimentos referentes à notificação da empresa por causa de problemas enfrentados pelos passageiros nos aeroportos. A Gol tinha um prazo de 24 horas para prestar esclarecimentos sobre denúncias de alterações de passagens e dificuldade de contatar o serviço de atendimento ao consumidor nos canais oferecidos.

De acordo com a assessoria de imprensa do Procon, as respostas estão sendo analisadas e o resultado deve demorar alguns dias para sair.

Cidade Biz

Link: Procon notifica a Gol por causa dos atrasos nos aeroportos do país

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