Repassando 2008: Vale x Xstrata

Publicado por Odair às 12/30/2008 04:23:00 PM

Odair Gomes
Investidor Informado

Expectativa sobre aquisição da Xstrata

Vale e Xstrata foi o negócio com tamanho para ser o maior do ano, com potencial para mudar o equilíbrio entre as mineradoras, porém em 2008 tudo ficou nas possibilidades.

Em 19 de janeiro as primeiras expectativas para negociação foram divulgadas e davam conta que o preço giraria em torno de US$ 70 a 90 bilhões, e a Vale já negociava financiamento para a compra junto a um consórcio de bancos.

O desenrolar do fatos mostraram várias dificuldades para o acerto entre as mineradoras, o mais importante foi a discussão com a Glencore, controladora da Xstrata, pelos direitos de negociação do minério produzido. A Vale não aceitava um intermediário para suas negociações, e a Glencore pedia pelo menos 10 anos de exclusividade na comercialização do minério de ferro.

No final de março, sem uma solução para o impasse e com o vislumbre de dificuldades no mercado de mineração a Vale anuncia estar encerrando as negociações para a compra da Xstrata. Apesar de boatos insistentes sobre novas negociações, a possibilidade de compra ficou para o futuro, bem mais distante, e por preços muito menores.

MMX antecipa parcelas da compra de mineradora e obtém desconto

Publicado por Odair às 12/30/2008 03:20:00 PM

A mineradora MMX anunciou nesta terça-feira que antecipou o pagamento de duas parcelas da compra da concorrente AVG, obtendo assim um desconto no preço final da aquisição. Além disso, a empresa também renegociou o prazo de pagamento de duas parcelas da aquisição da mina de Bom Sucesso.

No acordo com a AVG, as parcelas da compra que seriam pagas em agosto de 2009 e agosto de 2010, no valor de US$ 45 milhões cada, serão liquidadas ainda neste ano por um valor de US$ 79,1 milhões. Com isso, a MMX obteve um desconto de US$ 10,9 milhões. A última parcela da aquisição, que está programada para agosto de 2011, permanece inalterada.

Para realizar o pagamento antecipado para a AVG, a MMX utilizará parte dos recursos vindas de uma linha de crédito obtida pela empresa junto ao ItaúBBA - braço de banco de investimentos do Itaú-- no valor de US$ 120 milhões, que foram cedidos neste mês e será paga em 35 meses.

Sobre a mina de Bom Sucesso, a MMX realizou um acordo redefinindo a data de pagamento das parcelas. A que venceria em janeiro de 2009, no valor de US$ 43,2 milhões, foi antecipada para esse mês. Já a parcela que venceria em agosto de 2009 foi postergada para novembro.

A MMX adquiriu a AVG e a Bom Sucesso em julho deste ano. A mineradora custou US$ 224 milhões, e a mina foi comprada por US$ 193,3 milhões.

Folha

Link: MMX antecipa parcelas da compra de mineradora e obtém desconto

OAS e fundos compram Metrô do Rio por R$ 1 bilhão

Publicado por Odair às 12/30/2008 03:18:00 PM

A fundo de investimentos em infra-estrutura Invepar - que tem como acionistas a construtora OAS e os fundos de pensão Previ (dos funcionários do Banco do Brasil), Petros (da Petrobras) e Funcef (da Caixa Econômica Federal - concluiu a compra do Metrô do Rio por 1 bilhão de reais. Leiloado em 1997, o Metrô do Rio é o único do Brasil controlado por empresas privadas. Seus principais acionistas são o Citigroup, o Valia (fundo de pensão dos funcionários da Vale) e o fundo Investidores Institucionais.

A Invepar afirma que planeja comprar as participações de minoritários pelas mesmas condições oferecidas aos controladores. Entre os minoritários estão o fundo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas. O negócio ainda precisa ser aprovado pelo governo do Rio de Janeiro e pelos órgãos de defesa da concorrência. Caso o negócio obtenha sinal verde, a Invepar ampliará sua atuação no setor de transportes. O fundo já detém outras três concessões: 1) A Linha Amarela, uma das principais vias de acesso rodoviário ao Rio de Janeiro; 2) Um trecho da rodovia Linha Verde, na Bahia; 3) Um trecho da rodovia Raposo Tavares, em São Paulo.

Entre os vendedores, o negócio é estratégico para o Citigroup, que tem procurado reduzir suas participações não-estratégicas ao redor do mundo. Segundo maior banco dos Estados Unidos, o Citi chegou a sofrer um ataque especulativo no final de novembro, com fortes apostas do mercado de que a instituição também não sobreviveria à crise que levou à quebra do Lehman Brothers, à venda da Merrill Lynch para o Bank of America e a pesados prejuízos de Goldman Sachs e Morgan Stanley. O governo dos Estados Unidos teve que injetar 20 bilhões de dólares no Citi e se comprometeu a honrar a maior parte dos 306 bilhões de dólares em papéis podres detidos pelo banco para acabar com a boataria.

No Brasil, o Citi vendeu recentemente participações acionárias na Redecard, que processa as transações com cartões Mastercard e Diners, e na Brasil Telecom, para os controladores da Oi (ex-Telemar). No mercado, circula o rumor de que a própria operação bancária do Citi no Brasil poderia ser vendida - e o Bradesco sempre aparece como favorito para comprá-la. Porém, o presidente mundial do Citi, Vikram Pandit, esteve no Brasil em novembro e disse que esse negócio não está em estudo.

Exame

Link: OAS e fundos compram Metrô do Rio por R$ 1 bilhão

Fundo Soberano a partir de dívida é contestado

Publicado por Odair às 12/30/2008 03:15:00 PM

Os partidos de oposição (PSDB, DEM e PPS) entraram ontem no Supremo Tribunal Federal (STF) com Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a Medida Provisória 452, que autorizou a emissão de R$ 14,2 bilhões em títulos públicos para capitalizar o Fundo Soberano do Brasil (FSB) em 2009. Na Adin, os oposicionistas pedem que o Supremo baixe medida cautelar para suspender imediatamente os efeitos da MP.

Para a oposição, a MP é inconstitucional porque durante a votação da Lei 11.887, que criou o Fundo Soberano, há duas semanas, os parlamentares vedaram o uso de recursos oriundos da emissão de papéis da dívida pública.

A lei foi sancionada e publicada no Diário Oficial na sexta-feira. No mesmo dia, porém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva baixou a MP 452, que autoriza o Tesouro Nacional a emitir títulos públicos em favor do fundo. Lula lançou mão da medida provisória porque o Congresso não aprovou o projeto de lei que abria crédito extraordinário para o Fundo no Orçamento de 2009. Dessa forma, o Fundo ficou sem recursos. O governo conta com o FSB para manter os investimentos públicos em 2009 e evitar queda mais acentuada da atividade econômica.

"O projeto de lei do FSB foi aprovado não admitindo o aporte de dotações não consignadas no orçamento anual, inclusive aquelas decorrentes da emissão de títulos da dívida pública. Ora, neste contexto, medida provisória contemporânea à lei sancionada não pode inverter o sentido inequívoco da deliberação parlamentar", alegaram os partidos de oposição na Adin impetrada ontem junto ao Supremo.

"A falta de previsão orçamentária de recursos superiores a R$ 1 milhão para o FSB impede, por certo, que haja expressivo aporte de receita pela União (anuncia-se mais de R$ 14 bilhões) mediante a emissão de títulos (endividamento) em favor do Fundo, sob pena de fraude ao princípio constitucional da universalidade do orçamento", diz ainda a ação. Na Adin, a oposição requisitou ainda que o presidente Lula "apresente informações"... "na condição de autoridade responsável pela produção do ato".

Em nota distribuída ontem, o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, disse que a MP 452 é uma "forma de afrontar o Legislativo e o Judiciário". Ele observou que o governo "simplesmente ignorou decisão do Congresso Nacional que não destinou recursos para o fundo no Orçamento Geral da União de 2009 e editou uma MP que autoriza a União a emitir títulos da dívida mobiliária federal para viabilizá-lo".

Apesar da reação negativa no Congresso, o Ministério da Fazenda está concluindo a "toque de caixa" a regulamentação da MP 452. A expectativa da área técnica do Tesouro Nacional é que a regulamentação seja divulgada ainda hoje. São três atos que precisam ser baixados até o final deste ano.

Além de autorizar a emissão dos títulos para capitalizar o Fundo, o governo terá que editar decreto ou portaria autorizando a transferência dos papéis para o Banco do Brasil, que vai gerir a aplicação dos recursos do fundo. Por fim, uma portaria do Ministério da Fazenda vai instituir o estatuto do Fundo Fiscal de Investimento e Estabilização (FFIE) - através do qual serão feitas as aplicações do Fundo Soberano.

Estado

Link: A MP do Fundo Soberano é contestada

Repassando 2008: Cosan compra Esso do Brasil

Publicado por Gandalf às 12/30/2008 11:17:00 AM

Gandalf Wizard
Investidor Informado

Cosan compra Esso Brasil por US$ 826 milhões

No início do ano de 2008, as notícias sobre a busca de um comprador para a Esso no Brasil, disparam uma série de informações sobre candidatos possíveis, entre eles Petrobras, Ultra, GP, e também a Cosan, tido como um candidato menor.

A Petrobras chegou a confirmar ter feito proposta a Esso, porém o grande vencedor da disputa foi a Cosan com uma proposta de quase US$ 1 bilhão, considerando as dívidas assumidas. A ousadia da aquisição foi considerável e a Cosan arcou com as desconfianças do mercado diante da diversificação, tendo dificuldade para garantir os financiamentos necessários.

A empresa ainda teve de lidar com a desvalorização do Real, e fez o pagamento com a emissão de novas ações, além de empréstimos bancários.

O ano difícil para todos se provou especialmente difícil para o setor sucroalcooleiro, com diversas empresas entrando em concordata. O próximo ano trará um grande teste para a decisão de compra da Cosan.

Unilever e Perdigão se aliam na área de margarinas para concorrer com a Sadia

Publicado por Gandalf às 12/30/2008 10:43:00 AM

A Unilever e a Perdigão anunciaram, nesta segunda-feira, um acordo no segmento de margarinas para tentar enfrentar a Sadia, líder de mercado. A Perdigão vai pagar R$ 77 milhões pela compra das marcas Doriana, Delicata e Clayton e por ativos (máquinas e equipamentos) de uma fábrica da Unilever em Valinhos (SP).

As duas empresas também acertaram a criação de uma "joint venture" que passará a administrar todo o processo de produção, distribuição e venda das marcas Becel e Becel ProActiv. A Unilever continuará responsável pelo desenvolvimento de novos produtos da linha Becel, além dos gastos com marketing. Já a Perdigão cuidará das áreas de distribuição e venda.

A operação começou a ser construída há cerca de seis meses e foi assinada na tarde da última sexta-feira. Com isso, a subsidiária brasileira da Unilever se alinha à estratégia da matriz de concentrar seus esforços e investimentos em marcas líderes e internacionais, enquanto a Perdigão dá mais um passo num segmento que hoje é liderado pela concorrente Sadia no Brasil.

No ano passado, o mercado de margarinas movimentou cerca de R$ 1,5 bilhão no país. Deste total, cerca de 30% foram embolsados pela Sadia. Já a Unilever tem cerca de 20% desse mercado, com destaque para Doriana (12%, com maior foco nos estados do Sudeste do país). A Perdigão tem um contrato com a Coamo Agroindustrial (PR) para a fabricação das marcas Borella e Turma da Mônica, mas sua participação de mercado ainda é marginal.

As duas empresas anunciaram ainda a disposição de indentificar novas oportunidades de sinergia em outros segmentos. A "joint-venture" terá um conselho executivo formado por seis pessoas, três de cada empresa, que vão admininstrar a transição inicial de produção da Becel e avaliar outros produtos que poderiam ter acordo semelhante.

Toda a produção de margarinas da Unilever está concentrada hoje na fábrica de Valinhos. Pelo acordo, a Perdigão comprou apenas os equipamentos, mas terá prazo de até 15 anos para utilizar o espaço física da fábrica que pertence à Unilever. Os funcionários (são cerca de 300) também continuarão ligados à multinacional, mas vão passar a trabalhar para a Perdigão.

Com 12 mil funcionários, a Unilever faturou R$ 9,5 bilhões em 2006 no Brasil, 2,5% dos quais vieram do segmento de margarinas. Já a Perdigão registrou receita de R$ 6,1 bilhões, com a produção de 1,33 milhão de toneladas de produtos. Nos últimos dois anos, a empresa tem feitos investimentos pesados em áreas consideradas estratégicas para diversificação de seus negócios.

Globo

Link: Unilever e Perdigão se aliam na área de margarinas para concorrer com a Sadia

NET conclui a compra da Big TV por R$ 280 milhões

Publicado por Gandalf às 12/30/2008 10:40:00 AM

A operadora de TV a cabo NET Serviços anunciou hoje a conclusão da compra de 100% das ações da Big TV, negócio anunciado ao mercado em dezembro do ano passado. O final da operação foi possível após autorização dada na semana passada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

De acordo com o comunicado enviado pela NET, o valor contratado do negócio ficou em R$ 280 milhões, mas o montante ainda pode ser ajustado. Em dezembro de 2007, quando anunciou a compra da operadora de TV e internet banda larga o desembolso estimado estava entre R$ 200 milhões e R$ 270 milhões, montante equivalente a cinco a sete vezes o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Big TV. Com a compra da companhia, a NET ganhou musculatura do interior de São Paulo, parte do Paraná e também em Maceió e João Pessoa.

Valor

Link: NET conclui a compra da Big TV por R$ 280 milhões

Barclays aponta contração de 12,1% do PIB Japonês no quarto trimestre

Publicado por Gandalf às 12/30/2008 08:34:00 AM

Gandalf Wizard
Investidor Informado

A economia japonesa poderá ter contraído mais de 12% no quarto trimestre, numa análise homóloga, o que representa a maior queda desde 1974, segundo as estimativas do Barclays Capital. O produto interno bruto (PIB) no quarto trimestre do ano, deverá cair quase três vezes mais que as estimativas anteriores de 4,1%, anunciou Kyohei Morita, economista chefe do Barclays Capital no Japão, segundo a Bloomberg.

As novas estimativas mostram que a economia poderá contrair 12,1%, nos três meses que terminam amanhã, numa análise anual, o que representa a maior queda desde 1974, depois dos relatórios anunciados a semana passada mostrarem a maior queda desde que há registos na produção industrial e nas exportações.

“Dada a rapidez e a extensão da contração, esta recessão poderá ser a mais severa na era pós guerra”, acrescentou Morita. O economista sublinhou ainda que “esperamos que o crescimento negativo vai continuar pelo quinto trimestre consecutivo até ao período de Abril-Junho de 2009.” A queda do consumo e das exportações está a levar as empresas a cortar postos de trabalho e a reduzir a produção, como forma de diminuir custos e evitar a acumulação de excedentes.

A indústria automobilística é mais uma vez a mais penalizada, com a procura vinda da Europa e dos EUA a cair, o que também se verifica no setor eletrônico. A valorização do iene frente ao dólar e ao euro também penalizou as empresas japonesas, tornando os seus produtos menos atrativos para os países detentores de outras moedas.

Os ganhos do iene são mesmo apontados como um motivo para o país registar um período de deflação no próximo ano. O agravamento da recessão econômica e a redução os salários por parte das empresas são outros fatores apontados pela Economist Intelligence Unit (EIU) no relatório divulgado hoje.

Jornal de Negócios adaptado por Investidor Informado

Link: Economia japonesa pode ter contraído 12,1% no quarto trimestre

Lopes espera vendas de até R$ 6 bilhões em 2009

Publicado por Gandalf às 12/30/2008 06:47:00 AM

A empresa de consultoria de imóveis Lopes (LPS Brasil) revelou hoje que a projeção (guidance) de seu valor geral de vendas (VGV) para 2009 é de R$ 5,5 bilhões a R$ 6 bilhões, com comissão líquida média de 2,4%.

O VGV é um indicador da indústria de construção que representa a receita potencial de venda (bruta da comissão de corretagem).

No comunicado enviado ao mercado, a Lopes ressaltou que as estimativas podem variar devido " a mudanças nas condições de mercado, regras governamentais, pressões da concorrência, desempenho do setor e da economia brasileira, entre outros fatores".

Nos nove primeiros meses deste ano, as vendas contratadas da companhia atingiram R$ 7,861 bilhões, para um guidance de R$ 10 bilhões para o conjunto do ano. A maior parte das vendas no país aconteceu em São Paulo, com R$ 3,783 bilhões.

A seguir veio o Rio de Janeiro, com R$ 1,578 bilhão, enquanto os outros mercados juntos responderam por R$ 2,499 bilhões.

Valor

Link: Lopes espera vendas de até R$ 6 bilhões em 2009

Braskem abandona a produção de resina PET

Publicado por Gandalf às 12/30/2008 06:46:00 AM

A Braskem anunciou hoje que deixará de produzir a resina PET e vai desativar a unidade de PET em Camaçari até o final do ano. A decisão resultará em uma provisão contábil (sem efeito caixa) de cerca de R$ 125 milhões. Segundo comunicado da empresa à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a medida não causará nenhum tipo de demissão.

Para garantir o fornecimento de resina PET a todos os seus clientes até pelo menos o mês de abril de 2009, a Braskem firmou um contrato com a M&G Polímeros Brasil S.A. "Nesse período, a Braskem manterá a sua política comercial atual para este produto, incluindo assistência técnica de forma a assegurar a excelência de serviços a todos os nossos clientes", afirma no comunicado.

Em maio de 2007 a Braskem já havia anunciado a desativação da unidade de produção de DMT e a suspensão temporária da produção de PET, ambas instaladas no Pólo Petroquímico de Camaçari. Na época, foi iniciado um estudo para a eventual retomada da produção desta resina a partir de uma nova rota tecnológica que garantisse custos competitivos para a cadeia de poliéster no Brasil.

Segundo a Braskem, a conclusão desses estudos demonstrou a inviabilidade da reativação da produção de PET em bases competitivas, por isso, a opção de encerrar suas atividades nesse negócio.

Estado

Link: Braskem abandona a produção de resina PET

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