Vale e Baosteel cancelam projeto de siderúrgica no ES

Publicado por Odair às 1/17/2009 08:41:00 AM

Odair Gomes
Investidor Informado

A Vale divulgou nota onde informa o cancelamento do projeto do Pólo de Anchieta, no Espírito Santo, que em conjunto com a siderúrgica Baostell previa a construção de uma usina para produção de placas de aço.

A Vale e Baosteel haviam constituído a Companhia Siderúrgica Vitória, que com o cancelamento do projeto será liquidada. A Vale aponta a diminuição da produção do aço em siderúrgica no mundo todo como a responsável pelo fim do projeto.

A Vale e a Baosteel haviam desistido de projeto similar em 2005, no Maranhão, principalmente por limitações ambientais. Com esse cancelamento a Vale encerra uma importante frente para aumentar o consumo interno de ferro.

Anhanguera mantém planos de expansão apesar da crise

Publicado por Odair às 1/17/2009 08:28:00 AM

Uma das recordistas em aquisições no ano passado, com 13 negócios, e com recursos em caixa após captar cerca de R$ 500 milhões em abril - em uma das poucas janelas de oportunidade que se abriram em meio à turbulência no mercado de capitais - a Anhanguera Educacional ingressa em 2009 com a missão de convencer o mercado de que a crise econômica internacional não afetará a estratégia de crescimento da companhia. Temos fôlego para atravessar esse período sem precisar tirar o pé do acelerador , ressalta Antonio Costa, diretor de operações da rede de ensino.

A Anhanguera foi a primeira empresa do setor de educação a abrir o capital na bolsa, em março de 2007, e chamou a atenção pelas perspectivas promissoras. Em dois anos, realizou 20 aquisições e praticamente multiplicou por seis o número de estudantes. A companhia - que hoje possui 220 mil alunos matriculados em seus cursos sempre com foco no mercado de trabalho - espera chegar a 2012 com 350 mil estudantes. É provável que essa meta seja antecipada , afirma o diretor. O impulso adicional foi dado com a compra da LFG, especializada em polos de ensino à distância, como cursos preparatórios para concursos públicos, e de uma parte da Microlins, voltada ao ensino profissionalizante com atividades de menor duração, ambas no ano passado.

Os negócios ampliaram a atuação da Anhanguera e reduziram o que passou a ser visto por muitos investidores como um ponto fraco da empresa: a concentração no ensino universitário, mais sensível a ciclos econômicos. O principal temor do mercado é o que o desaquecimento da economia provocado pela crise aumente os níveis de inadimplência e de evasão.

No acumulado dos últimos 12 meses, as units - papéis que representam uma ação ordinária (ON) e seis preferenciais (PN) - da empresa despencaram cerca de 60%. O diretor considera que as crises fazem parte do ambiente de negócios, e diz que até o momento os indicadores da empresa continuam positivos. Os dados de dezembro de 2008 foram até melhores do que os do ano anterior, o que não significa que no final deste ano a situação será a mesma , pondera. Segundo Costa, os ciclos do setor de educação tradicionalmente costumam ser mais longos do que os do resto da economia, por isso ele espera que os efeitos da retração da atividade sejam sentidos mais no longo prazo.

Um aluno que está no terceiro ano do curso dificilmente vai abandonar a universidade por conta da crise. Ele afirma que, com a esperada piora da atividade, a Anhanguera pretende ser mais agressiva na estratégia de retenção de estudantes. O executivo assegura que a empresa possui uma posição de caixa confortável para manter a expansão da rede de ensino tanto neste ano como em 2010, mas não descarta a possibilidade de voltar a mercado em busca de novos recursos. Tudo dependerá da oportunidade e das condições do momento , observa. Palavra do mercado Apesar da queda das ações, os profissionais de mercado têm uma visão positiva da empresa.

Na avaliação da Link Investimentos, as aquisições da Microlins e da LFG foram importantes porque complementam a oferta de cursos da Anhanguera. Os analistas da instituição também destacam a possibilidade de ganhos com o chamado cross seling , ou seja, a captação de novos alunos para a graduação por meio, por exemplo, de um curso oferecido na Microlins. A Link ainda não possui uma recomendação formal para a companhia, mas avalia que os papéis podem ser uma boa opção para quem tem foco no longo prazo.

Para a Fator Corretora, a expectativa de continuidade do crescimento por meio de aquisições e abertura de novas unidades favorece a Anhanguera. A instituição indica a compra das units, com preço-alvo de R$ 39,20. Pesa a favor da Anhanguera o enorme potencial de crescimento do mercado de educação. De acordo com dados da Unesco, a penetração do ensino superior no País é de apenas 24%, índice muito inferior ao de países vizinhos como Chile e Argentina. A perspectiva de aumento salarial para quem possui universidade, estimada em até 171%, é outro fator que deve continuar atraindo estudantes - e clientes - para os cursos superiores, entre eles os da Anhanguera, defendem os especialistas.

Gazeta Mercantil

Link: Anhanguera mantém planos de expansão apesar da crise

CPFL à venda? Cemig e Neoenergia seriam as compradoras

Publicado por Odair às 1/17/2009 08:05:00 AM

O silêncio das empresas após as notícias sobre a potencial saída do grupo Votorantim da CPFL e o interesse da Cemig na participação não acabou com os rumores no mercado. Nenhum acordo foi firmado até agora, mas, se realmente há quem queira vender e quem queira comprar, um negócio pode ser mera questão de tempo.

Enquanto a venda da participação do Votorantim na CPFL é apenas especulação, não sendo confirmada por nenhuma das partes, o interesse da Cemig é algo declarado pela própria empresa. De acordo com os analistas da Link Investimentos, a companhia admitiu ter mantido conversas com a rival para informar sobre sua posição, caso ocorresse alguma venda.

Procuradas pela redação da InfoMoney, nenhuma das três partes quis se manifestar sobre o assunto. Contudo, é importante avaliar os cenários potenciais, valores e reflexos da operação, caso a venda se concretize.

A princípio, a saída do grupo Votorantim da CPFL teria como objetivo reforçar o caixa da empresa, que perdeu R$ 2,2 bilhões com derivativos cambiais em outubro de 2008. Cabe lembrar ainda que o grupo faz parte dos acionistas da Aracruz, que também anunciou prejuízos com operações semelhantes.

Porém, se há fatores a favor da venda, há também aqueles contrários. "Na semana, o grupo Votorantim vendeu uma participação no Banco Votorantim ao Banco do Brasil, e deve embolsar R$ 3,75 bilhões nessa transação, o que ajudaria a reforçar seu caixa e daria folga para não vender a participação na CPFL ou pelo menos folga para negociar a um preço mais caro", explica a Link, em relatório.

Do lado dos motivos para a compra, os analistas ressaltam principalmente o fato de que a participação na CPFL seria um dos poucos grandes ativos maduros do setor elétrico disponíveis atualmente. Embora a empresa mais cotada como compradora seja a Cemig, a corretora avalia os interesses de outras empresas, como Neoenergia, Camargo Corrêa, Equatorial, Eletrobrás e Energias do Brasil.

Em linha com a estratégia de expansão da empresa, uma potencial aquisição da CPFL tem como pontos positivos para a Cemig a forte atuação da empresa em distribuição, principalmente em mercados onde a Cemig não está presente, como no Rio Grande do Sul e em São Paulo. A Link cita também os ativos de geração da CPFL, com capacidade total de 1.738 MW.

Do lado negativo são listados o aumento do endividamento da empresa mineira, o que representa um problema principalmente devido ao cenário de crise atual, e o fato do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ser acionista da CPFL através da BNDESPar, o que poderia dificultar a liberação do financiamento.

Em sua análise, a Link fez um estudo com cinco cenários potenciais para o preço da operação, baseados no múltiplo FV/Ebitda (valor de mercado acrescido do endividamento líquido sobre geração operacional de caixa) da Cemig e da CPFL, acrescentando prêmios de 20% a 40%. "Dado que a participação do Votorantim na CPFL é responsável por uma geração de Ebitda de R$ 410 milhões, calculamos quanto a Cemig precisaria investir para gerar o mesmo caixa no seu múltiplo ou nos outros múltiplos", explicam os analistas, indicando que esse montante seria o quanto o mercado poderia descontar de seu valor de mercado.

Após calcular como ficariam os indicadores de Dívida Bruta/Ebitda e Capex/Ebitda (capital de investimento sobre Ebitda), os analistas concluíram que "no caso de uma aquisição, que seria um caso excepcional, a alavancagem da Cemig aumentaria, porém ficaria dentro dos limites". Porém, a corretora completa que "o momento é de crédito caro e escasso, o que encareceria essa maior alavancagem e seria negativo para a empresa".

De acordo com a análise da Link Investimentos, caso a venda realmente seja confirmada, a aposta dos analistas como compradora mais forte seria a Neoenergia, devido à força de seu bloco de controle, sua alta posição de caixa, o financiamento do BNDES e o interesse declarado de aumentar seus ativos de geração. Além disso, o presidente do conselho de administração da empresa, Joilson Rodrigues Ferreira, já foi vice-presidente do conselho da CPFL, o que poderia facilitar a negociação.

Outra candidata citada pela mídia era a Camargo Corrêa, que teria recusado a proposta de compra. Dentre os demais nomes levantados pelos analistas se encontram a Equatorial, devido à pretensa estratégia de expansão; a Eletrobrás, pelo seu porte e o market cap de R$ 29 bilhões; e, por fim, a Energias do Brasil. Cabe ressaltar, entretanto, que a corretora acredita ser difícil que qualquer uma dessas empresas faça um investimento desse porte no atual cenário, apostando realmente na Neoenergia ou na Cemig.

Infomoney

Link: CPFL à venda? Analistas avaliam interessadas e possíveis valores da compra

Pão de Açúcar anuncia programa de recompra de ações

Publicado por Odair às 1/17/2009 07:33:00 AM

A Companhia Brasileira de Distribuição (CBD), holding do Grupo Pão de Açúcar, informou hoje que seu conselho de administração aprovou um programa de recompra de 3 milhões de ações preferenciais, o equivalente a 2,99% do total de ações desta classe em circulação no mercado.

De acordo com a companhia, as ações serão mantidas em tesouraria, podendo ser revendidas ou canceladas posteriormente.

Ainda segundo o Pão de Açúcar, o prazo do programa é de 90 dias, contados a partir do dia 19 de janeiro, inclusive. As operações poderão ser intermediadas pelas corretoras do Morgan Stanley, Merrill Lynch, UBS Pactual, Itaú e Ágora.

Valor

Link: Pão de Açúcar anuncia programa de recompra de ações

Produção da Petrobras cresce 5,4%

Publicado por Odair às 1/17/2009 06:38:00 AM

A produção de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil foi de 2.175.896 de barris de óleo equivalente (boe)/dia em 2008, crescimento de 5,4% sobre o volume produzido em 2007, informou a empresa nesta sexta-feira (16/1). A produção de petróleo foi de 1.854.655 barris diários em média, aumento de 3,5% sobre 2007. No segmento de gás, foram produzidos 51 milhões de m³/dia, alta de 17,8% em relação à média de 2007.

Em dezembro, a Petrobras produziu 1.875.514 barris/dia de petróleo, crescimento de 1,7% sobre novembro e 1,1% frente a igual período de 2007. Apesar do crescimento, a produção ficou abaixo da meta estabelecida no início do ano, de 1,9 milhões de b/d.

Com relação ao gás, a petroleira produziu 52,257 milhões de m³/dia em média no período, aumentando em 2,8% sua produção na comparação com dezembro de 2007 e 1,7% quando comparado com o volume produzido no mês anterior.

No exterior a produção de petróleo foi de 123.635 barris/dia e a de gás natural de 17,063 m³/dia, com redução de 2% e 8,2% respectivamente. A produção total em barris de óleo equivalente no exterior chegou a 224.062 barris por dia, 4,9% menor que a do ano passado. A variação teria sido estimulada pelo decréscimo da produção na Bacia Austral, na Argentina, a reprogramação de datas na campanha de perfuração de poços na Venezuela, a temporada de furacões nos Estados Unidos e trabalhos de manutenção no Campo de Guando, na Colômbia.

EnergiaHoje

Link: Produção da Petrobras cresce 5,4%

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