A BR MALLS somou R$ 9,9 bilhões de vendas nos Shoppings em 2008

Publicado por Odair às 1/18/2009 08:41:00 AM

Odair Gomes
Investidor Informado

A BR MALLS (BRML3), administradora de shopping centers , anunciou os resultados preliminares do 4º trimestre de 2008.

O volume consolidado de vendas dos shoppings da BR MALLS somou R$ 9,9 bilhões em 2008, um aumento de 22,7% em relação ao ano anterior. As vendas do 4T08 totalizaram R$ 3,2 bilhões, um crescimento de 20,6% em relação às vendas do mesmo trimestre em 2007.

O critério dos aluguéis das mesmas lojas (SSR) continuou capturando os elevados índices do IGP-M no reajuste dos aluguéis mínimos, o que contribuiu para que atingir no 4T08 um crescimento de 13,4%, superior aos 12,4% apresentado no trimestre anterior. Na média do ano, o SSR cresceu 11,2% contra o ano de 2007.

Crise financeira leva à lona empresas tradicionais

Publicado por Odair às 1/18/2009 08:40:00 AM

Depois de um ano de fortes turbulências, 2009 começou com uma relativa calmaria no cenário econômico. Com a ajuda dos governos de boa parte do mundo – que injetaram mais de US$ 1 trilhão nos mercados – a parte mais aguda da crise financeira foi detida.

A contagem das "vítimas", no entanto, segue crescendo – entre elas, algumas das maiores e mais tradicionais empresas do mundo.

E com a previsão do Fundo Monetário Internacional de que as economias desenvolvidas encolham em 0,3% este ano, pode não terminar tão cedo.

Confira abaixo os casos de algumas empresas tradicionais que não resistiram à crise.

Só nos Estados Unidos, quase 65 mil pedidos de proteção à lei de falências foram feitos no ano passado – uma alta de cerca de 50% na comparação com o ano anterior, segundo levantamento da Aacer, consultoria norte-americana especializada em falências.

Na Grã-Bretanha, só nos três primeiros trimestres de 2008, mais de 11 mil empresas foram liquidadas, de acordo com dados oficiais do Serviço de Insolvência do governo.

Nessa lista, aparecem empresas que conseguiram resistir bravamente à Grande Depressão que se seguiu à quebra da Bolsa de Valores de Nova York em 1929 – mas que sucumbiram ao encolhimento do crédito provocado pela crise financeira, levando consigo centenas de milhares de empregos.

Com o "espalhamento" da crise, o setor financeiro, varejo e indústria sofrem.

"Os bancos tiveram prejuízos com títulos podres e letras hipotecárias", explica Douglas Renato Pinheiro, coordenador do curso de administração das Faculdades Integradas Rio Branco.

Essas instituições detinham títulos lastreados no crédito imobiliário norte-americano, que perderam valor quando os tomadores de empréstimo deixaram de pagar suas dívidas.

José Eduardo Balian, professor de economia da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), ressalta ainda o efeito da falta de confiança sobre as instituições financeiras.

"Se as pessoas ficam com medo de que o banco vai quebrar, elas não só não depositam como retiram o dinheiro que têm. E se há uma corrida parar tirar esse dinheiro, aí é que ele quebra mesmo", diz.

Com os bancos abalados, a falta de crédito espalhou seus efeitos pelos demais setores da economia.

"No caso das empresas exportadoras, elas precisam de crédito para adiantar o que vão receber lá na frente. Quando as instituições financeiras pararam de dar crédito, elas não conseguiram manter o volume de vendas, de exportação. A empresa que pegou essa fase endividada ficou a um passo da quebradeira", aponta Balian.

No varejo, a restrição de crédito atingiu as empresas pelo lado do consumidor.

"O consumidor precisa de crédito para comprar a mercadoria. E os bancos, com a crise, seguraram o dinheiro, com medo de se emprestar e não receber", explica Pinheiro.

Com vendas reduzidas, muitas varejistas entraram em uma espiral de prejuízos, culminando em sua falência.

"E sem emprego, não tem renda, sem renda, não tem consumo, sem consumo, não tem produção, e assim vai, afeta todo mundo", conclui o professor das Faculdades Rio Branco.

G1

Link: Crise financeira leva à lona empresas tradicionais

Venezuela têm o maior déficit comercial com Brasil

Publicado por Odair às 1/18/2009 08:15:00 AM

No ano em que a balança comercial brasileira teve o pior resultado desde 2002, a Venezuela ultrapassou os EUA e se tornou o país responsável pelo maior superávit bilateral, com 18% do saldo comercial de 2008. O grande desequilíbrio nas relações bilaterais, o bom relacionamento diplomático, os altos preços do petróleo e a incapacidade da produção venezuelana de atender à crescente demanda interna explicam o resultado.

A Venezuela adquiriu US$ 5,15 bilhões do Brasil no ano passado, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento.

Com apenas 28 milhões de habitantes, é o sexto maior comprador, ficando atrás apenas dos EUA, da China, da Argentina, da Alemanha e do Japão.

(Formalmente, a Holanda aparece com o principal importador de produtos brasileiros, mas quase todo o volume é redistribuído pela Europa.)

O maior aumento ocorreu no setor de alimentos, com produtos como frango, carne bovina e leite em pó, que a Venezuela é obrigada a importar por causa de sua agropecuária deficiente.

Folha

Link: Venezuela passa EUA em saldo comercial com Brasil

Citibank afirma que Brasil é país "estratégico" e descarta venda

Publicado por Odair às 1/18/2009 08:12:00 AM

O Citibank brasileiro veio a público ontem para, mais uma vez, negar que esteja à venda no país, apesar da maior crise em seus 197 anos de história. Lucrativo no Brasil, o Citi afirmou que sua operação brasileira tem "importância estratégica" para o grupo --que procura desmembrar e vender ativos para fazer caixa e seguir operando.

Mesmo considerada estratégica, analistas não descartam que o Citi seja obrigado a vender a unidade brasileira, uma das poucas a ter comprador neste momento. O Citi brasileiro interessa especialmente ao Bradesco, que perdeu a liderança no ranking por ativos após a fusão entre Itaú e Unibanco. O presidente mundial do HSBC, Stephen Green, chegou a afirmar no ano passado que não descartava comprar unidades em países como Brasil.

Alvo constante de rumores de aquisição, o Citi brasileiro teve lucro líquido acumulado de R$ 1,279 bilhão de janeiro a setembro de 2008 (última divulgação) -12% mais do que no mesmo período de 2007.

Além de uma presença importante no varejo de alta renda, o Citi brasileiro é um dos líderes no atendimento a grandes empresas, câmbio de moedas, gestão de caixa e emissão de cartões. O banco tem ativos de R$ 40 bilhões e figura como o décimo maior no país. Tem 127 agências e emprega 5.911 funcionários. A carteira de crédito, no entanto, é uma das menores entre os bancos de varejo, com total de R$ 7,1 bilhões.

"De acordo com o anúncio de realinhamento feito hoje [ontem], o Brasil foi confirmado como estratégico para a companhia e para o futuro do Citi dentro da nova estrutura do Citicorp. Não há nenhuma intenção de vender o negócio no país", afirmou o banco em nota.

Segundo o Citi, as mudanças anunciadas ontem na matriz não terão nenhum impacto no Brasil, o que o mercado recebeu com desconfiança. O banco não detalhou qual será o futuro de sua financeira, a Citi Financial, no país. Pelo comunicado divulgado ontem, o financiamento ao consumo será desmembrado do banco comercial.

O Citi também aprovou a fusão de sua corretora, a Smith Barney, com as operações de corretagem do Morgan Stanley. No Brasil, esses negócios estão espalhados em três unidades: a corretora do Morgan, a do próprio Citi e a Intra, que atua com pessoa física e foi comprada no ano passado por cerca de R$ 150 milhões.

Apesar da sobreposição, o Citi afirma que não cancelará a compra da Intra, como chegou a ser comentado no mercado.

"A operação e a estrutura organizacional da franquia no Brasil não sofrerão nenhum impacto e continuarão sob a liderança de Gustavo Marin [presidente]", afirmou a nota.

Além do banco, o Citigroup tem ainda uma participação de 17% da Redecard, empresa de processamento de cartões, estimada em cerca de R$ 3 bilhões. As ações da Redecard tiveram baixa ontem de 4,66%.

Folha

Link: Citibank afirma que Brasil é país "estratégico" e descarta venda

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