Lupatech atinge novo recorde na carteira de pedidos

Publicado por Gandalf às 2/01/2009 08:16:00 AM

Gandalf Wizard
Investidor Informado

A Lupatech (LUPA3) anunciou que a carteira de negócios do setor de petróleo e gás para as operações realizadas pela companhia e suas controladas no Brasil alcançou R$ 605 milhões.

O valor representa um novo recorde e de acordo com diretor de finanças e de relações com investidores da Lupatech,  Thiago Alonso de Oliveira,  alcançar mais um recorde de pedidos, em um momento de instabilidade nos mercados mundiais, é reflexo do aquecimento do setor de petróleo e gás no Brasil, o que permite a empresa continuar em plena atividade industrial nos próximos meses.

Vale: Aumenta investimentos em fertilizantes

Publicado por Gandalf às 2/01/2009 08:14:00 AM

Gandalf Wizard
Investidor Informado

A Vale divulgou nota onde detalhas as aquisições recentes de minas de ferro e potássio da Rio Tinto. Nota abaixo:

“A Vale comunica que celebrou com a Rio Tinto Plc (Rio Tinto) contrato de compra e venda para a aquisição, mediante pagamento à vista, de ativos de minério de ferro e potássio. O valor a ser pago pelos ativos de minério de ferro é de US$ 750 milhões, enquanto que os depósitos de potássio serão adquiridos por US$ 850 milhões, totalizando US$ 1,6 bilhão.

Ativos a serem adquiridos

Minério de ferro

100% das operações de mineração de minério de ferro a céu aberto de Corumbá (Corumbá), no estado do Mato Grosso do Sul, e ativos de logística, incluindo porto fluvial e barcaças.

Corumbá produziu 2,0 milhões de toneladas métricas (Mt) de minério de ferro em 2008 e possui capacidade nominal para produzir 2,5 Mt por ano. Possuía ao final de 2007 reservas provadas e prováveis de 210 Mt, com teor de ferro de 67,0%, e recursos minerais de 583 Mt, com 62,7% de teor de ferro De acordo com informações constantes dos relatórios anuais da Rio Tinto de 2007. Corumbá é um ativo de classe mundial, com alto teor de ferro e rico em granulados de redução direta, tipo de minério de ferro de alto valor que está se tornando crescentemente escasso no mundo.

Os ativos de logística possibilitam ter 70% de auto-suficiência no transporte de minério de ferro através do Rio Paraguai. A logística é estrategicamente importante na região dada a existência de forte volatilidade sazonal na disponibilidade e preços de fretes.

Corumbá é localizado próximo às nossas operações de minério de ferro e manganês em Urucum. Desse modo, existe potencial para exploração de várias sinergias, envolvendo maior flexibilidade dos ativos, redução de custos administrativos e de logística e racionalização do uso das reservas.

A aquisição de Corumbá esta sujeita à aprovação de órgãos do Governo brasileiro.

Potássio

100% do projeto Rio Colorado (Rio Colorado), localizado nas províncias de Mendoza e Neuquén, Argentina, e 100% do projeto Regina (Regina), província de Saskatchewan, Canadá.

Rio Colorado compreende o desenvolvimento de mina com capacidade inicial de produção de 2.4 Mtpa de potássio (cloreto de potássio, KCI) e potencial para expansão até 4,35 Mtpa, construção de ramal ferroviário com extensão de 350 km, porto e planta de geração de energia elétrica. Os recursos minerais estimados chegam a 410 Mt.

Regina encontra-se em estágio de exploração, tendo potencial para produção anual estimada de 2,8 Mt de KCI. A área do projeto já conta com infraestrutura para suprimento de água, energia e serviços de logística, permitindo o transporte do produto final até Vancouver na costa oeste do Canadá, o que facilitará o acesso ao mercado asiático.

O racional estratégico para investir em fertilizantes

A Vale opera Taquari-Vassouras, no estado de Sergipe, que em 2008 produziu 607.000 toneladas métricas de potássio. Adicionalmente, estamos estudando a viabilidade de projetos de potássio no Brasil (Carnalita) e na Argentina (Neuquén), que envolverá o uso de mineração por dissolução a mesma tecnologia planejada para ser empregada em Rio Colorado. Simultaneamente, estamos desenvolvendo o projeto Bayóvar no Peru, com previsão de conclusão para o 2S10, com capacidade estimada de 3,9 Mtpa de fosfato e orçamento de investimento de US$ 479 milhões.

O potássio contribui para aumentar a produtividade das safras, ajuda no combate a doenças e pragas, ao mesmo tempo em que melhora o sabor e o valor nutricional dos alimentos. A produção mundial de alimentos e combustíveis, onde qualidade é um fator crítico, necessita de significativas quantidades de potássio. Milho, soja, cana de açúcar e palma, por exemplo, são produzidos em larga escala e suas lavouras necessitam muito de aplicações de potássio. A cana de açúcar - matéria prima da produção do etanol brasileiro - consome por hectare quatro vezes mais potássio do que a soja. Países como a China e a Índia, por exemplo, ainda usam bem menos potássio que os EUA, que possui uma agricultura de alta tecnologia e produtividade.

As reservas de potássio são concentradas em três grandes produtores - Canadá, Rússia e Bielorússia - que juntos representam 80% das reservas mundiais totais.

China, Estados Unidos, Brasil e Índia são os maiores consumidores e importadores mundiais. O crescimento da renda per capita tende a provocar mudanças nos hábitos alimentares, o que contribui, em última instância, para aumentar o consumo de fertilizantes. Recentemente, a produção de biocombustíveis tornou-se em outro fator a influenciar o comportamento da demanda por fertilizantes. O etanol é produzido a partir da cana de açúcar no Brasil e nos EUA do milho, enquanto o biodiesel é feito a base de soja, palma e canola.

A América do Sul e a Ásia emergente deverão se constituir nos principais responsáveis pelo aumento do consumo global de potássio no futuro. Dentro deste contexto, o Brasil terá um papel importante dada a importância de sua agricultura - entre outros produtos, é um dos maiores produtores mundiais de cana de açúcar, soja e milho - onde a modernização tem acontecido de forma rápida nos últimos anos e consideráveis investimentos na infraestrutura de logística estão programados.

A recessão global não altera os fundamentos que determinam o crescimento de longo prazo da demanda por fertilizantes e em particular do potássio. Do lado da oferta, a capacidade de expansão da produção através da ampliação de operações existentes é limitada, o que se soma às restrições de caráter geológico, financeiro e institucional para o desenvolvimento de novos projetos.

A aquisição de ativos de potássio está alinhada com nossa estratégia de crescimento, permitindo aproveitar os benefícios da exposição à expansão do consumo global.”

Brascan: Empresa vai desembolsar mais dinheiro para se fortalecer

Publicado por Gandalf às 2/01/2009 08:11:00 AM

Dias atrás, numa ação surpresa, o conselho de administração da Brascan Residential Properties aprovou a emissão de 100 milhões de novos papéis ON do grupo por R$ 2 cada ação. Para garantir a entrada desses R$ 200 milhões, os controladores da empresa já informaram que, caso não exista interesse dos demais acionistas, eles bancam a entrada dos novos recursos no grupo. É dinheiro para fazer o negócio continuar girando e amenizar os efeitos de uma crise financeira que pegou no contrapé o setor de construção civil do País. O temor de uma quebradeira lá fora fez evaporar as linhas de crédito aqui e no Exterior e o capital congelou nos bancos. "O mercado imobiliário continuará a oferecer oportunidades, mas o atual cenário de crise internacional encurtou os prazos de financiamento, o que não é compatível com a estratégia da companhia", explica Nicholas Reade, diretor-presidente da companhia, em comunicado da empresa à CVM (Comissão de Valores Mobiliários). A solução doméstica, porém, é mais do que uma saída pontual para um problema generalizado. A Brascan quis crescer rapidamente e acabou exposta demais, segundo a avaliação de analistas setoriais que acompanham o papel na bolsa.

"Errar feio, ela não errou. Mas avançou rápido numa hora ruim", diz um analista que acompanha o setor. Em 10 de setembro de 2008, cinco dias antes de o banco Lehman Brothers entrar em concordata, ela pagou R$ 200 milhões pela construtora Company, além de finalizar uma troca de ações como parte do acordo entre as partes. Cinco meses antes, a empresa havia desembolsado outros R$ 40 milhões como parte do pagamento da compra da MB Engenharia. Era preciso integrar as operações sob um único teto e reorganizar um novo grupo em que a controladora surgia com caixa mais magro (a liquidez corrente diminuía) - combustível vital para os meses seguintes. Mesmo não sendo um dos cenários mais animadores, a situação da construtora, controlada pelo fundo canadense Brookfield Asset Management, tinha semelhanças com o das rivais. A Gafisa havia desembolsado R$ 300 milhões para comprar 60% da Tenda também em setembro e a JHSF tinha acabado de investir para entrar no segmento de baixa renda, fortemente afetado em períodos de crédito em baixa. A questão agora é que o dinheiro dos investidores começa a voltar para esse mercado, mas a Brascan parece não atrair a atenção dessa turma.

Como há perspectiva de que a demanda no segmento não esfrie tanto quanto se imaginava em 2008 - indicam os novos relatórios de bancos de investimento -, os humores mudaram um pouco. Os papéis ON das empresas Cyrela, Gafisa, MRV e Rossi, as maiores empresas do setor, segundo patrimônio e banco de terrenos (a Brascan está nesse grupo seleto também), registraram alta de 1,75% a 27,2% nas últimas quatro semanas -- as perdas em 2008 superaram 70%.

Mas a Brascan amargava queda de 5,56% no mesmo intervalo terminado no dia 19 de janeiro, segundo calculou a DINHEIRO. O fato é que, quando a recuperação se inicia (e isso acontece em todos os setores), as ações de maior liquidez sentem primeiro a puxada positiva. A Brascan não está na lista das mais líquidas, assim como a Inpar e a Abyara. Porém, enquanto ela perdeu mais de 5% do valor nos últimos 30 dias, as outras duas subiram 6,5%. Limitações de caixa, principalmente nesse setor, afastam investidores - ela teria disponível hoje, entre aplicações e caixa, menos de R$ 250 milhões, apurou a DINHEIRO. Na Gafisa, o valor supera os R$ 600 milhões. Mas ainda tem outro fator nessa conta. A sensação do mercado é de que a empresa ainda tenta administrar os efeitos da crise no grupo. Dos 18 empreendimentos lançados em 2008, sete tiveram um avanço nas vendas muito pequeno entre setembro e o início de dezembro, mostra o último balanço da empresa. E a incorporadora espera que os lançamentos de 2009 somem entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3,1 bilhões. Não são valores exatamente próximos. A justificativa para isso é a "menor previsibilidade" do mercado, entende a companhia. "Temos que concordar que é uma diferença de R$ 600 milhões. Então, ou o valor fica abaixo do de 2008 ou muito acima. Isso não dá muita segurança", conta um analista setorial.

Istoé Dinheiro

Link: Empresa vai desembolsar mais dinheiro para se fortalecer num momento em que precisa ajustar estruturas

Refinaria Abreu e Lima com atrasa início de operações para 2011

Publicado por Gandalf às 2/01/2009 07:56:00 AM

A Refinaria Abreu e Lima, que tinha seu início de operação previsto para agosto de 2010, atrasará. A demora no fechamento dos contratos fará com que a unidade não consiga iniciar a operação em agosto de 2010, conforme planejava a Petrobras. O novo plano da empresa empurra o funcionamento da refinaria para 2011, em função da dificuldade de contratar os pacotes de construção e montagem da refinaria. O pico de geração de empregos da obra, que seria este ano, ficou para 2010 e 2011 e também diminuirá.

A licitação para a Casa de Força foi lançada em março do ano passado, mas a ordem de serviço só foi dada na noite da última sexta-feira, mostrando a demora entre lançar a licitação e efetivamente conseguir contratar a obra. A empresa que construirá, a Alusa, tem prazo de 1.125 dias para entregar o empreendimento - ou seja, cerca de três anos. Só no final deste ano todos os contratos de construção da refinaria deverão ser assinados pela Petrobras.

Durante a apresentação do Plano de Negócios da Petrobras para 2009, o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, confirmou que a Refinaria Abreu e Lima só começará a funcionar em 2011. Pela estratégia de construção da unidade, serão feitas duas refinarias em uma. Um parque produtivo terá capacidade de processar 100 mil barris por dia e outro parque gêmeo também terá 100 mil barris por dia. Em vez de construir igualmente as duas unidades ao mesmo tempo, a Petrobras optou por construir uma e depois remobilizar a equipe para construir os equipamentos da segunda unidade.

Com isso, o pico de geração de empregos será menor, mas quem estiver empregado na unidade ficará por mais tempo, até 2012, possivelmente. Em vez de ocupar até 26 mil pessoas no canteiro da obra, o pico será alcançado com 17 mil. Uma vantagem desse tipo de estratégia é utilizar a mesma mão de obra que será capacitada no Prominp.

“A gente estava com a destilação preparada para setembro de 2010, agora com essa licitação com problemas, vamos ter que reavaliar”, afirmou Paulo Roberto Costa, diretor de abastecimento da Petrobras. Durante a licitação para construir as Unidades de Destilação Atmosféricas (UDAs), a melhor proposta apresentada foi do consórcio Odebrecht e OAS. No entanto, os preços ficaram acima da referência adotada pela Petrobras, o que poderá ocasionar ou um cancelamento da licitação (para ser relançada) ou o início de um processo de negociação direta com o consórcio, tentando abrir a planilha de custos e negociar reduções que viabilizem a assinatura do contrato. Além das UDAs, estão nessa mesma situação as licitações das unidades de hidrotratamento, coqueamento retardado e interligações.

Jornal do Commercio

Link: Refinaria atrasa cronograma

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