Setor privado investe no escoamento de etanol

Publicado por Gandalf às 3/09/2009 08:36:00 PM

O presidente da Uniduto, Sergio Van Klaveren, disse sexta-feira que, em abril de 2010, deverá ser iniciada a primeira fase do alcoolduto que ligará Sertãozinho, no interior de São Paulo, ao Porto de Santos, no litoral paulista. Segundo ele, nesta primeira etapa serão investidos R$ 1,8 bilhão para a construção de 600 quilômetros de dutos.

Ao final das duas fases, deverão ter sido investidos cerca de R$ 2,5 bilhões, e construídos 1 mil quilômetros de dutos. De acordo com Klaveren, participam do projeto da Uniduto 12 grandes grupos do setor sucroalcooleiro brasileiro, operadores de 81 usinas. A previsão é de que o duto já esteja em funcionamento na safra 2011/2012.

"Cerca de 95% do transporte de etanol é feito por meio de rodovias", destacou Kleveren, ressaltando que este transporte é muito caro e que ainda são necessários muitos investimentos em infraestrutura para o setor. "Com o alcoolduto, o Brasil terá um produto muito mais competitivo", avaliou o presidente da Uniduto.

Questionado se a crise financeira mundial afeta os planos da companhia, Kleveren disse que, apesar do arrefecimento econômico, a demanda por energia continua e as fontes energéticas precisam mudar para alternativas renováveis e menos impactantes ao meio-ambiente, como sugere o etanol. "Além disso, toda crise tem um período, e isso passa", disse.

O diretor de logística da Companhia Brasileira de Energia Renovável (Brenco), Adriano Dalbem, disse na sexta-feira que o alcoolduto da CentroSul (com-panhia pertencente a Brenco) que ligará Alto Taquarí (MT) ao litoral paulista, sairá do papel em março de 2010. No total, serão 1.120 quilômetros de dutos construídos. O projeto prevê ainda a construção de dois piers exclusivos para uso da companhia.

Segundo ele, para a execução do projeto serão investidos R$ 2,8 bilhões, sendo 30% deste valor proveniente da própria companhia e parceiros. Os 70% restantes virão de financiamentos. Dos 30% privados, 5% já foram investidos, disse Dalbem. O alcoolduto terá capacidade para 8 milhões de metros cúbicos de etanol e está previsto para começar a operar em fase de teste em setembro de 2011.

O alcoolduto trará solução para o transporte de etanol que será produzido em dois novos pólos anunciados pela Brenco nas regiões de Alto Taquari e Itajá (MG), com capacidade de produção de 2.300 mil e 900 mil metros cúbicos de etanol, respectivamente. As unidades devem ser finalizadas até 2014.

O ministro do Departamento de Energia do Ministério das Relações Exteriores, André Correa do Lago, disse sexta-feira que ainda há grandes obstáculos para que o etanol seja aceito em outros países como alternativa de energia sustentável. "O biocombustível nunca é tratado, por outros países, como dentro do setor de energia, por isso, está sempre fora de contexto", disse Lago, destacando que há uma propensão de ligarem o biodiesel ao setor agrícola, vinculando-o aos alimentos. "Isso é muito negativo, pois, muitas vezes acabam considerando sua produção como um risco para o setor alimentício. Nossos vizinhos, inclusive, têm sido muito ativos contra o biodiesel. A Bolívia chegou a pensar em proibir sua utilização por meio da constituição".

Gazeta Mercantil

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Mistura de 4% de biodiesel pode começar em abril, diz ANP

Publicado por Gandalf às 3/09/2009 07:33:00 PM

O Brasil pode adotar a mistura de 4% de biodiesel no diesel mineral já em abril, de acordo com informação do superintendente de Abastecimento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Edson Silva. Atualmente, a mistura obrigatória desde julho de 2008 é de 3% de biodiesel para 97% de diesel mineral.

Segundo Silva, o resultado do último leilão deixou claro que existe muita oferta de biodiesel que não está sendo aproveitada. No leilão realizado no dia 27 de fevereiro, para uma demanda de 315 mil metros cúbicos, a oferta atingiu 804.655 metros cúbicos. "Existe uma oferta confortável, abastecimento regular, entrega garantida e a perspectiva de, com o aumento da mistura, reduzir a importação de diesel mineral e também as emissões de gás carbônico na atmosfera", explica.

Para o superintendente, estes fatores devem levar a uma adoção do B4 (o combustível com 4% de biodiesel para 96% de diesel) o mais rápido possível. "Embora o governo trabalhe inicialmente com o aumento da mistura para o terceiro trimestre de 2009, ele pode ser adiantado já para abril, início do segundo trimestre", explica.

Silva acredita que os problemas registrados em 2008 em relação ao custo da matéria-prima ficar acima do custo do biodiesel devem ser minimizados este ano. "Não estamos esperando preços muito elevados para o óleo de soja, que é a principal matéria-prima utilizada atualmente", disse. Para ele, o aumento da mistura deve propiciar ganhos de escala para as empresas que possuem uma capacidade de produção que está ociosa no momento.

O executivo também prevê que o setor passará por um processo de consolidação semelhante ao que está sendo esperado para outros setores da economia. Ele explica que, no momento, as empresas que produzem óleo de soja e também biodiesel têm vantagem em relação àquelas que têm que buscar o produto no mercado. "Estas empresas que são integradas são mais competitivas porque dependem menos da volatilidade do mercado", disse.

Na sexta-feira, o Ministério das Minas e Energia divulgou, em nota, informação de que está estudando a antecipação da mistura de B4 para meados de 2009. O ministério também afirmou que vai antecipar o B5 de 2013 para 2010.

Estado

Link: Mistura de 4% de biodiesel pode sair em abril, diz ANP

Merck e Schering-Plough anunciam fusão de US$ 41,1 bi

Publicado por Gandalf às 3/09/2009 09:14:00 AM

Os conselhos de administração dos grupos farmacêuticos americanos Merck e Schering-Plough anunciaram nesta segunda-feira um acordo para a fusão de ambas, em uma transação avaliada em US$ 41,1 bilhões em dinheiro e ações.

A nova empresa terá o nome de Merck quando a transação for completada. A fusão foi aprovada por unanimidade pelos conselhos de administração das duas empresas, segundo um comunicado conjunto.

Na conclusão do negócio, os acionistas da Merck deverão ficar com uma participação de cerca de 68% na nova empresa.

"Estamos criando uma empresa forte e global, com crescimento sustentável", disse o presidente e executivo-chefe da Merck, Richard Clark, que deverá ficar à frente do novo grupo. "A companhia combinada vai se beneficiar de um canal de pesquisa e desenvolvimento, de uma oferta significativamente mais ampla de medicamentos e de uma presença maior em mercados internacionais cruciais, principalmente em mercados emergentes de alto crescimento."

As receitas combinadas de ambas no ano passado ficou em US$ 47 bilhões. A nova empresa deve ainda registrar uma redução de US$ 3,5 bilhões em custos ao ano a partir de 2011. As reduções chegarão a todas as áreas.

A Merck ainda informou que vai manter os dividendos no atual patamar - US$ 1,52 por ação ao ano. A empresa ainda reafirmou suas expectativas de receitas para 2009, em uma margem de US$ 23,7 bilhões a US$ 24,2 bilhões.

A aprovação da fusão está sujeita à votação dos acionistas da Merck e da Schering-Plough e à avaliação das autoridades reguladoras.

Folha

Link: Laboratórios farmacêuticos Merck e Schering-Plough anunciam fusão de US$ 41,1 bi

Preço do minério de ferro: Chineses pressionam mineradoras

Publicado por Gandalf às 3/09/2009 09:13:00 AM

Os grupos siderúrgicos chineses mantém a pressão sobre as grandes mineradoras tentando uma redução dos preços do minério de ferro em 40-50%.

É óbvio que essa redução nos preços além de demasiada é simplesmente uma fachada, um gambito de abertura, que servirá, apenas para assustar os desavisados como a ENRC que vendeu, a futuro, ferro com 40% de desconto.

O termômetro dos preços, o mercado spot, está praticando hoje preços apenas 15% abaixo dos de 2008. Como negociar 50% de queda se o mercado pratica uma queda de 15%?

É claro que as siderúrgicas vão ter que engolir um preço bem acima do divulgado. No caso do Brasil, graças ao diferençial no frete deverá haver um ganho de, no mínimo, 10% sobre os preços negociados pela BHP e Rio Tinto. Ou seja, se esses negociarem, por baixo, um preço similar ao do Spot, 15% abaixo de 2008, possivelmente a Vale conseguirá emplacar qualquer coisa entre 0 e +10% graças ao frete e a excelente qualidade do ferro brasileiro.

As negociações devem se extender um pouco mais, mas antes do final do mês saberemos sobre os ganhadores e perdedores desta queda de braço que dura alguns meses.

Geólogo

Link: Preço do minério de ferro: Chineses pressionam mineradoras

Produção de veículos avança e ajuda produção da indústria

Publicado por Gandalf às 3/09/2009 09:12:00 AM

A produção de veículos automotores em fevereiro deve chegar a 198,7 mil unidades, segundo projeção da Tendências Consultoria. A alta em relação ao mês de janeiro é de quase 10% - embora o mês seja mais curto e tenha o Carnaval -, mas ainda anota uma queda de mais de 17% ante o mesmo mês do ano passado. O número se aproxima da produção de fevereiro de 2007 (190,5 mil), o que fortalece a teoria de que o mercado brasileiro neste ano voltará ao patamar de dois anos atrás.

Ainda segundo as estimativas da Tendências, a produção de automóveis e comerciais leves deve bater 187,6 mil unidades, uma alta de cerca de 13% em comparação a janeiro. "Há uma melhora da demanda interna, e a indústria vai lentamente aumentando a sua produção", avalia Mariana Oliveira, da Tendências Consultoria. De acordo com a analista, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) é apontada como um dos principais fatores para o início da retomada para o setor automotivo.

"Na nossa visão, o governo brasileiro deve prorrogar a redução por pelo menos mais três meses, o que deve fazer com que não ocorra nova deterioração tão forte do setor", afirma. O incentivo, concedido na segunda quinzena de dezembro, é válido até o final de março, mas o governo já estuda sua extensão.

As vendas de automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões, em fevereiro, também apresentaram alta de 0,95% em relação a janeiro, segundo dados divulgados na última semana pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). A maior alta anotada foi verificada nas vendas dos comerciais leves, que cresceram 13,94% ante janeiro.

Os números oficiais da indústria automobilística serão divulgados hoje pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O presidente da entidade, Jackson Schneider, no início do mês passado, adiantou que os números de fevereiro deveriam ser melhores que os de janeiro. Nos primeiros dias do mês passado, segundo a Anfavea, a média diária de produção era de 10,8 mil unidades.

Apesar da "ajuda" ao setor com a redução do IPI, a retração do mercado internacional, que prejudicou a venda da produção brasileira ao exterior, está sendo um peso que dificulta a melhora da produção da indústria. "A tendência ainda é de queda no mercado externo", afirma Mariana Oliveira.

De acordo com os últimos números da Anfavea, as exportações de veículos montados no mês de janeiro foram de 17,7 mil unidades, contra 37,6 mil em dezembro de 2008. Em janeiro do ano passado, foram negociadas 45,4 mil unidades no exterior.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou o setor automobilístico como o principal fator para a leve recuperação da indústria brasileira durante o mês de janeiro. O setor, que possui um peso de aproximadamente 10% sobre a produção industrial do País, anotou o melhor desempenho, segundo números divulgados na última sexta-feira pelo IBGE, e registrou crescimento de 40,8%, refletindo o retorno das férias coletivas.

Já a produção industrial teve alta, em janeiro, de 2,3% em relação a dezembro de 2008, depois de três resultados negativos consecutivos. Por outro lado, de acordo com o IBGE, em janeiro, na comparação com o mesmo período de 2008, a atividade industrial despencou 17,2%, a maior queda da série histórica iniciada em 1991.

O aumento observado em janeiro foi sustentado pela expansão em 15 dos 27 ramos investigados e atingiu três das quatro categorias de uso.

Outros destaques, segundo o IBGE, ficaram com o setor de material eletrônico e equipamentos de comunicação (28,4%), borracha e plástico (13,6%), têxtil (10,3%) e alimentos (1,6%). De acordo com a entidade, os cinco setores mencionados apresentaram forte recuo no índice de dezembro.

A taxa anualizada, medida pelo indicador acumulado nos últimos doze meses, recuou na passagem de dezembro (3,1%) para janeiro (1,0%).

DCI

Link: Produção de veículos avança pelo 2º mês e deve subir 10%

Novos horários na BM&F e Bovespa

Publicado por Gandalf às 3/09/2009 09:04:00 AM

Gandalf Wizard
Investidor Informado

A BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros) e a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) sofreram alteração no horário de funcionamento nesta segunda-feira (09/03).

O pregão da Bovespa retorna ao horário das 10h às 17h, e o after-market para o horário das 17h45 às 19h.

O pregão da BM&F terá negociações entre 10h e 18h, com um intervalo entre 13h e 14h. A negociação de dólar e juros futuro  será feita entre 10h e 16h, com intervalo entre 13h e 14h30. As negociações com dólar pronto ocorrem entre 9h e 16h15 em pregão contínuo.

Governo britânico aumenta controle sobre Lloyds

Publicado por Gandalf às 3/09/2009 09:00:00 AM

O governo britânico anunciou neste sábado que irá aumentar seu controle sobre o banco Lloyds Banking Group de 43% para 65%.

O governo afirmou que irá também assegurar cerca de ú260 bilhões (cerca de R$ 880 bilhões) em créditos podres do banco para minimizar as perdas do grupo caso a situação da economia continue a piorar.

O grupo precisou pedir ajuda do governo após incorporar o banco HBOS, que recentemente reportou perdas anuais de quase ú10,8 bilhões.

"O governo está absolutamente impondo seu regulamento aos bancos que agora controla", disse o correspondente de negócios da BBC Joe Lynam. "Basicamente, eles vão colocar suas pessoas na administração do Lloyds Banking group e dizer que vão garantir que 28 bilhões de libras sejam separados para empréstimos", disse.

"Essa é a última jogada dos dados antes da nacionalização completa do Lloyds e do RBS." O acordo do governo com o Lloyds é similar ao firmado com os bancos Royal Bank of Scotland (RBS) e Northern Rock.

O chanceler britânico Alistair Darling disse que o acordo é um passo vital para dar aos bancos a confiança que precisam para emprestarem mais dinheiro, o que em consequência aquece a economia.

"O compromisso do Lloyds de emprestar um adicional de 14 bilhões de libras neste ano, além dos 25 bilhões prometidos pelo RBS, atinge o coração dos problemas que enfrentamos (...) ao aumentar a circulação de crédito", disse.

"Restaurar a saúde completa de nossos bancos e garantir que eles consigam apoiar famílias e negócios que merecem crédito é uma parte essencial de qualquer plano de recuperação", afirmou Darling.

O secretário do Tesouro, Stephen Timms disse que o acordo obriga legalmente o Lloyds a emprestar ú14 bilhões neste ano, das quais 11 bilhões irão para negócios e 3 bilhões para hipotecas.

Perguntado sobre especulações de que os contribuintes poderão perder até ú100 milhões com o acordo, Timms disse que "precedentes sugerem que as perdas seriam bem menores do que isso, mas, como eu já disse, nós não sabemos".

O representante do partido Conservador, de oposição, para a área das Finanças disse que o banco precisa agora ajudar a movimentar a economia para garantir que o acordo tenha valido a pena.

BBC

Link: Governo britânico aumenta controle sobre Lloyds

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