MME confirma 11a rodada da ANP em 2009, mas sem pré-sal

Publicado por Gandalf às 4/02/2009 04:42:00 PM

O ministro interino de Minas e Energia, Marcio Zimmermann, afirmou que o governo realizará a 11a rodada de licitações de áreas de petróleo e gás em 2009, mas possivelmente sem incluir blocos da camada pré-sal, como ocorreu com a 10a rodada no ano passado.

Zimmermann lembrou que as áreas do pré-sal só poderão ser leiloadas após a definição do novo marco regulatório para o setor, que ainda está sob análise e discussão dentro do governo.

"Pela lógica você deve caminhar para áreas fora, já temos muitas concessões na área do pré-sal", afirmou o ministro, referindo-se a vários blocos na promissora camada que já foram licitados em rodadas anteriores da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Segundo Zimmermann, a 10a rodada de petróleo surpreendeu o governo por ter registrado o maior percentual de blocos adquiridos em relação aos ofertados na história dos leilões da ANP, apesar de só possuir blocos em terra.

Ele explicou que desconhece o cronograma das reuniões sobre o marco do pré-sal e que o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, está neste momento na Espanha conversando sobre energia eólica, cujo primeiro leilão no Brasil ocorrerá este ano.

"De repente o ministro chega da Espanha e bate martelo (sobre o marco), aí tem o processo legislativo de mudar o marco regulatório...", observou, referindo-se à comissão liderada por Lobão que vem formulando propostas a serem levadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para mudanças na Lei do Petróleo.

O governo brasileiro realiza leilões de áreas petrolíferas desde 1999 e pela primeira vez, no ano passado, não incluiu áreas marítimas para exploração.

A decisão visou elevar a arrecadação do governo nos leilões após a descoberta em 2007 de volumes gigantescos de petróleo na região do pré-sal, uma faixa em águas ultraprofundas que se estende do Espírito Santo a Santa Catarina e pode conter bilhões de barris de óleo equivalente.

Reuters

Link: MME confirma 11a rodada da ANP em 2009, mas sem pré-sal

Caixa da VCP melhora no 1º trimestre

Publicado por Gandalf às 4/02/2009 04:40:00 PM

Depois de ver seu caixa cair para R$ 529 milhões em dezembro, já descontadas as obrigações com contratos de derivativos, a VCP informou nesta quinta-feira que os recursos disponíveis subiram para R$ 2,3 bilhões ao final de março.

Em teleconferência com analistas, Paulo Prignolato, diretor de finanças e relações com investidores da companhia, disse que o caixa foi reforçado com R$ 1,5 bilhão pagos pela Votorantim Industrial e BNDES para subscrever o aumento de capital da companhia, dentro do cronograma de incorporação da Aracruz.

"A Votorantim Industrial e o BNDES comunicaram a intenção de participar do aumento de capital da companhia em até R$ 3,2 bilhões", disse ele, em teleconferência com analistas. "Será liquidez imediata", afirmou ele.

Desses recursos, a empresa decidiu quitar R$ 1,5 bilhão este ano, recursos que já foram pagos às famílias Lorentzen, Moreira Salles, Almeida Braga e Safra, detentores das ações da Aracruz. O parcelamento foi feito como forma de preservar a liquidez da companhia, segundo ele. Os demais pagamentos acontecem ao longo de 2010 e 2011, disse a empresa.

Dessa forma, R$ 1,7 bilhão ficarão no caixa por enquanto, somando-se aos recursos existentes em dezembro. "A VCP deve registrar R$ 2,3 bilhões em caixa em 31 de março", afirmou o executivo. Em dezembro de 2007, o caixa da VCP era de R$ 1,3 bilhão.

"(2008) foi um ano extremamente desafiador", disse o presidente da VCP, José Luciano Duarte Penido, na mesma teleconferência.

A empresa, segundo ele, decidiu manter a "disciplina orçamentária" e por isso priorizou os investimentos no projeto de celulose Horizonte, de Três Lagoas (MS), cujo início de produção foi antecipado de maio para março.

Na noite de segunda-feira, a VCP informou um prejuízo líquido de R$ 970 milhões, enquanto um ano antes havia registrado lucro líquido de R$ 191 milhões.

Em todo o ano 2008, o prejuízo da companhia foi de R$ 1,3 bilhão, contra ganho de R$ 838 milhões no ano anterior.

Link: Caixa da VCP é reforçado em R$ 1,5 bi no 1º trimestre

G20 afirma que 'era do segredo bancário acabou'

Publicado por Gandalf às 4/02/2009 03:40:00 PM

Os líderes do G-20 - o grupo das maiores economias industrializadas e em desenvolvimento - vão prometer cooperar em políticas para restaurar o crescimento econômico e evitar as desvalorizações de suas moedas. A promessa consta de um esboço do comunicado final da reunião do G-20, que será divulgado hoje em Londres.

Em relação aos paraísos fiscais, o comunicado final do G-20 terá uma frase de impacto: "A era do segredo bancário acabou".

O comunicado vai trazer cinco promessas: restaurar o crescimento e os empregos; resgatar os bancos e o crédito; fortalecer as instituições financeiras globais para lidar com a crise e evitar crises futuras; promover o comércio mundial e construir uma recuperação sustentável.

O documento, obtido pela agência Reuters, diz que o G-20 está preparado para regulamentar os principais fundos de hedge e criar um novo conselho de supervisão para monitorar o sistema financeiro global.

De acordo com o esboço do comunicado, a autoridade do Fundo Monetário Internacional (FMI) sairá fortalecida. O FMI terá mais responsabilidade na supervisão da economia mundial para impedir o surgimento de outras crises.

Novos recursos serão colocados à disposição para impulsionar o FMI e os "Direitos Especiais de Saque" serão expandidos. Porém, o rascunho do comunicado não menciona nenhum valor específico para essas verbas.

Ontem o presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse que nem o seu país nem a Alemanha estão satisfeitos com as propostas atuais de acordo para o G-20. Ele disse que não aceitará nenhum "compromisso falso".

Além das medidas para restabelecer o crescimento global, o esboço do comunicado fala em manter "os benefícios da globalização e a abertura de mercados" e "fomentar o comércio".

De acordo com o rascunho,os países do G-20 reafirmam o compromisso de "não levantar novas barreiras para os investimentos ou para o comércio de bens e serviços" e a não "impor novas restrições comerciais nem criar novos subsídios às exportações". O compromisso terá validade de 12 meses.

Os líderes também vão ampliar os poderes do Fórum de Estabilidade Financeira para "impulsionar o desenvolvimento de princípios e normas de regulação" e, junto com o FMI, identificar "eventuais riscos macroeconômicos e financeiros".

Estado

Link: Documento diz que 'era do segredo bancário acabou'

Ações da MMX sobem na expectativa de venda de ativos para a China

Publicado por Gandalf às 4/02/2009 01:57:00 PM

A MMX Mineração (MMXM3) respondeu à consulta feita pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) na véspera sobre notícia veiculada na mídia brasileira acerca da negociação de minas da companhia com empresários chineses.

Em nota enviada neste dia, a mineradora declarou que, conforme Fato Relevante publicado no dia 31 de março, contratou um assessor financeiro para dar assistência à empresa na ocasião de uma possível negociação estratégica de venda total ou parcial de seus ativos.

Além disso, a MMX afirma que há partes interessadas na transação, mas que ainda não estabeleceu nenhum acordo sobre aquisição de ativos ou participação acionária da companhia com nenhuma delas. Sob os rumores de negociações em curso, as ações da empresa sobem a 17,84% até o momento.

Infomoney

Link: Ações da MMX sobem com força diante de expectativa de venda de minas

Pão de Açúcar nega proposta pelo Ponto Frio

Publicado por Gandalf às 4/02/2009 01:55:00 PM

Gandalf Wizard
Investidor Informado

O Pão de Açúcar (PCAR4) divulgou nota negando ter feito qualquer proposta pelo Ponto Frio (Globex).

A íntegra da nota abaixo:

“A Companhia Brasileira de Distribuição (“CBD” ou “Companhia”), em atendimento ao Oficio CVM/SEP/GEA-2/N 107/2009, vem pelo presente comunicar ao mercado que sempre que conveniente ou instada, considera e analisa quaisquer operações de mercado que possam ser do interesse da Companhia e de seus acionistas. Informamos, ainda, que, a despeito das matérias publicadas recentemente na mídia sobre o processo de venda da Globex Utilidades S.A., não existe qualquer proposta de natureza vinculante ou não envolvendo a Companhia. Não obstante, a Companhia manterá seus acionistas e o mercado devidamente informados acerca de qualquer desdobramento vinculante em relação a qualquer operação, nos termos da legislação aplicável. Reforçamos que a Companhia sempre teve e tem por pratica e politica prestar todas as informações corretas e completas ao mercado nos termos da legislação vigente, bem como, não comentar rumores divulgados pela mídia.”

Lucro líquido da Guararapes cai 36,3 em 2008

Publicado por Gandalf às 4/02/2009 01:50:00 PM

A Guararapes (GUAR3) divulgou nesta terça-feira (31) seus resultados referentes ao último trimestre e ao acumulado de 2008, reportando lucro líquido de R$ 136,9 milhões no ano, 36,3% menor do que em 2007, quando registrou R$ 215,0 milhões.

O Ebitda (Geração Operacional de Caixa) da companhia apresentou redução de 9,5% no último trimestre de 2008 em comparação com o mesmo período do ano anterior, passando de R$ 121,1 milhões para R$ 109,7 milhões. No comparativo anual houve redução ainda maior, de R$ 379,5 milhões em 2007 foi para R$ 311,9 milhões em 2008, queda de 17,8%.

Apresentando aumento de 7,9% na base anual, a receita líquida da Guararapes passou de R$ 1,77 bilhão em 2007 para R$ 1,91 bilhão em 2008.

(em R$ milhões)
4T08
4T07
%
Receita Líquida
605,8
607,3
-0,2%
Ebitda
109,7
121,1
-9,5%
Lucro Líquido
55,2
76,9
-28,2%
 
(em R$ milhões)
2008
2007
%
Receita Líquida
1.910,0
1.770,6
7,9%
Ebitda
311,9
379,5
-17,8%
Lucro Líquido
136,9
215,0
-36,3%
Infomoney

Link: Receita líquida da Guararapes totaliza R$ 1,91 bilhão no acumulado de 2008

Auditoria discorda do registro das dívidas da Aracruz

Publicado por Gandalf às 4/02/2009 08:22:00 AM

Os derivativos tóxicos contratados pela Aracruz na tentativa de elevar os ganhos financeiros, mas que se transformaram em dívida bilionária, não mancharam apenas o balanço de 2008. Os contratos também contaminaram o parecer dos auditores independentes, peça que tem a função de validar a qualidade da contabilidade da empresa. A peça veio com ressalva, ou seja, o auditor não está de acordo com o relato financeiro da companhia.

As apostas cambiais levaram a Aracruz a um prejuízo de R$ 4,2 bilhões em 2008, comparado a um lucro de R$ 1,0 bilhão em 2007. As operações elevaram a dívida da empresa de R$ 3,1 bilhões para um total bruto de R$ 9,7 bilhões.

O parecer dos auditores não coloca em xeque os valores relatados pela empresa. A questão foi a forma de contabilizar a dívida.

A Aracruz registrou a maior parte da dívida, incluindo aquela gerada pelos derivativos, como sendo com vencimento no longo prazo, ou seja, a partir de 2010.

Para a Deloitte, auditoria independente da empresa, os compromissos deveriam ser registrados como de curto prazo, ou seja, com vencimento em 2009. Mais especificamente, uma fatia de R$ 8,7 bilhões do balanço consolidado.

Conforme o parecer, o entendimento vem do fato de o contrato definitivo com os bancos ainda não ter sido assinado pela empresa. Até o momento, foi firmado um pré-acordo. Nele, já foram estabelecidos o prazo e o custo da transformação da perda com derivativos numa dívida de longo prazo. "Até a data deste parecer ainda não existem contratos finais assinados entre as partes que ratifiquem tais condições", diz o parecer.

Marcos Grodetzky, diretor financeiro e de relações com investidores da Aracruz, explicou que não há risco de as condições pré-acordadas se modificarem no contrato. A expectativa é que em meados deste mês sejam assinados os documentos definitivos. Por isso, o executivo disse estar confortável apesar da ressalva, pois entende o papel do auditor. "O contrato é uma bíblia, está cheio de pequenos pontos e questões jurídicas."

Caso essa saída não tivesse sido negociada com os bancos, a companhia teria de pagar US$ 2,1 bilhões às instituições ao longo deste ano. Pelos termos já acertados, a empresa pagará esse total num prazo de nove anos, que pode ser reduzido para sete conforme o desempenho operacional do negócio, a um custo ponderado de taxa Libor mais 4,6% ao ano.

O prejuízo gerado pelos derivativos trouxe uma outra grave consequência à Aracruz: antecipou o vencimento das dívidas tradicionais anteriormente detidas pela companhia. Em dezembro, a companhia negociava com bancos o equivalente a R$ 1,6 bilhão em responsabilidades antecipadas.

É praxe que a concessão de empréstimos e financiamentos esteja vinculada a cláusulas sobre a saúde financeira da empresa. Ficam estipulados limites de alavancagem da companhia. Caso essa fronteira seja ultrapassada, a empresa fica obrigada a imediatamente honrar os compromissos. É uma forma dos bancos administrarem os riscos. Essas cláusulas são conhecidas pelo jargão financeiro de "covenant".

No caso dos vencimentos antecipados de dívidas tradicionais por conta dos derivativos, a Aracruz informa, na nota explicativa do balanço, que já obteve por parte de todos os credores "propostas visando a reestruturação dos termos e condições dos empréstimos, incluindo a adequação ou isenção de cumprimento dos "covenants" financeiros."

Porém, também com relação a esses compromissos ainda não havia assinatura de um contrato definitivo. Daí, o entendimento da auditoria no parecer.

Os financiamentos com o BNDES também teriam que ser imediatamente pagos, mas o banco liberou a companhia dessa obrigação e ainda trocou algumas garantias, de forma a não comprometer a unidade industrial do Espírito Santo, principal parque da companhia. A empresa pediu tais concessões à instituição de fomento em 21 de janeiro de 2008 e o BNDES aceitou em 20 de fevereiro.

O banco autorizou a "exclusão da obrigação de manutenção de índices econômico-financeiros previstos no contrato" referente a um empréstimo de R$ 595,8 milhões de novembro de 2006, dos quais R$ 499,7 milhões foram liberados. Além disso, referente a um contrato de R$ 692,7 milhões de 2001, trocou a hipoteca do Espírito Santo pela unidade de Guaíba.

Em relação aos vencimentos antecipados com outros bancos (além do BNDES), Grodetzky explicou que eles serão adicionados ao contrato final dos derivativos, para que tenham as mesmas condições. Com isso, o valor total renegociado sobe de US$ 2,1 bilhões para cerca de US$ 2,6 bilhões.

Os problemas da Aracruz afetaram também o parecer dos auditores da Votorantim Celulose e Papel (VCP). O documento, assinado pela auditoria Terco Grant Thorton, também traz ressalva por conta da contabilização das dívidas de sua investida. Procurada, a empresa preferiu não comentar.

Segundo o parecer dos auditores, a VCP argumenta que os contratos assinados pela Aracruz com os bancos credores, embora sejam um pré-acordo, são "vinculantes". Na prática, isso significaria uma garantia de sua validade. A VCP possui 28% do capital votante da Aracruz e está em meio a um processo de aquisição do controle e fusão das empresas. O BNDES será sócio relevante para viabilizar a fusão, mas tem sua saída do bloco de controle programa para 2014.

Valor

Link: Auditoria discorda do registro das dívidas da Aracruz

Vale conclui compra de operação de carvão na Colômbia por US$ 305,8 mi

Publicado por Gandalf às 4/02/2009 08:20:00 AM

A Vale concluiu nesta quarta-feira a compra de 100% dos ativos de exportação de carvão da companhia colombiana Cementos Argos, por US$ 305,8 milhões. O negócio já havia sido fechado em dezembro, mas só foi concluído agora.

Os ativos da argos na produção de carvão inclui duas concessões de exploração nas minas de El Hatillo, com capacidade de produção de até 4,5 milhões de toneladas métricas ao ano; e Cerro Largo, em estágio de exploração. Juntas, as duas concessões tem potencial de 500 milhões de toneladas métricas de recursos geológicos não auditados, segundo a Vale.

Entram no acordo uma participação no consórcio Fenoco, que detém a concessão e operação da ferrovia que liga as operações de carvão ao porto Rio Córdoba; e a concessão total do porto, que está localizado na costa caribenha do Departamento de Magdalena.

"O investimento no setor de carvão é uma parte importante da estratégia de crescimento da Vale", diz um comunicado da empresa. "Uma vez que a Colômbia é o terceiro maior exportador de carvão do mundo, a Vale busca construir uma plataforma no país para ampliar as opções de crescimento no setor."

A Vale conseguiu, no fim de outubro, a aprovação de uma licença prévia para o funcionamento de uma usina termelétrica, de US$ 898 milhões, que utilizará carvão mineral importado da Colômbia.

A usina ficará em Barcarena, na região metropolitana de Belém (PA). A usina irá gerar 600 megawatts de energia ao ano, para abastecer o polo siderúrgico de Carajás, no sudeste do Estado.

Atualmente a mineradora brasileira possui operações na Austrália e na China no setor de carvão. Além disso, a empresa desenvolve três projetos em Moçambique, na Austrália e na Mongólia.

Folha

Link: Vale conclui compra de operação de carvão na Colômbia por US$ 305,8 mi

Klabin Segall tem prejuízo no trimestre, mas fecha 2008 com lucro de R$ 32 milhões

Publicado por Gandalf às 4/02/2009 08:18:00 AM

A Klabin Segall (KSSA3) divulgou seus resultados relativos ao exercício de 2008, com evolução de 136% da receita líquida no período sobre o ano anterior.

A companhia destacou que as vendas contratadas somaram R$ 104,2 milhões no último trimestre do ano passado. No total de 2008, as vendas contratadas totalizaram R$ 1 bilhão, 99% superior às vendas registradas durante o ano de 2007. A receita líquida acumulada no ano foi de R$ 576,2 milhões.

A empresa ressalta que o VGV (Valor Geral de Vendas) registrado no ano passado atingiu R$ 1 bilhão, inferior ao R$ 1,655 bilhão acumulado em 2007. O lucro líquido avançou 16% na base anual, chegando em R$ 32 milhões. No quarto trimestre, prejuízo de R$ 11,2 milhões.

Contrapondo-se a esses dados positivos, a empresa registrou queda de 6,3 pontos percentuais na margem Ebitda - geração operacional de caixa sobre receita líquida - em 2008, para 15,7%. A geração operacional de caixa da empresa bateu R$ 90,5 milhões no ano passado, aumento de 68% frente a 2007.

"Apesar da grande expansão observada no setor imobiliário nos últimos três anos, a crise financeira, que atingiu as principais economias do mundo no curso de 2008, trouxe impactos relevantes para as incorporadoras brasileiras, principalmente relacionados à restrição de crédito e a diminuição da velocidade de vendas", comentou a administração.

O índice de inadimplência permaneceu estável no ano passado, em 1,2%.

Infomoney

Link: Klabin Segall tem prejuízo no trimestre, mas fecha 2008 com lucro de R$ 32 milhões

Linha branca pega carona no novo programa habitacional

Publicado por Gandalf às 4/02/2009 08:16:00 AM

Apesar de a linha branca (que inclui geladeiras e fogões) ainda não ter recebido diretamente nenhum tipo de incentivo fiscal do governo, como a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) concedido à indústria automobilística e ao setor de construção civil, as empresas do setor estão animadas com a possibilidade de crescimento de mercado, principalmente para os produtos voltados às classes C e D, cujos preços estão situados entre R$ 699 e R$ 999 a unidade no caso de refrigeradores e de R$ 300 no caso de fogões. Para Patrício Mendizabal, presidente do grupo de origem mexicana Mabe, que detém as marcas Dako, GE e Mabe, esse mercado deverá chegar a 600 mil geladeiras novas com o pacote habitacional para a construção de 1 milhão de casas, anunciado na semana passada.

"Esse anúncio fez muito bem para a indústria", afirmou Mendizabal. "Para se ter uma ideia, até setembro tínhamos uma taxa de crescimento de 10%, mas com a crise, as lojas realizaram a desestocagem desses produtos e acabamos fechando 2008 com um aumento de cerca de 3% a 4%", completou o executivo.

Em 2009, o cenário dá mostras de que começa a se recuperar. O executivo da Mabe disse que no primeiro bimestre do ano a empresa começa a voltar ao patamar de produção comparável ao período anterior à crise. "Entregamos mais unidades desses produtos em 2009 em relação ao mesmo período do ano passado e em receita os valores estão equivalentes", informou o executivo.

Um índice que pode ser utilizado para quantificar a produção industrial do setor é a capacidade instalada. Segundo Armando Ennes, diretor de Relações Institucionais da Whirlpool, fabricante das marcas KitchenAid, Consul e Brastemp, as empresas estão com cerca de 70% a 80% de utilização das plantas na Linha Branca. Esse é o mesmo índice da Mabe que prepara o lançamento de uma nova linha de lavadoras automáticas este mês e que para isso deverá iniciar um segundo turno para essa linha de montagem que está plenamente utilizada.

A percepção de retomada foi sentida também pela Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros). Segundo a entidade, a projeção de crescimento para 2008 era de 15%, mas o último trimestre do ano passado influenciou o resultado, mas não informou qual foi o balanço final. A expectativa da associação é de que o desempenho do setor no segundo trimestre de 2009 seja igual ou levemente maior do que o de 2008. Nos dois primeiros meses do ano o resultado ainda não foi fechado, mas deve ficar entre 3% e 4% menor que o mesmo período de 2008. Essa expectativa otimista de crescimento de mercado se dá pelo fato de que a indústria de eletrodomésticos em geral está diretamente ligada à construção civil. Segundo Ennes, o setor será aquecido também pela decisão de expandir o limite de financiamento de imóveis pela Caixa Econômica Federal (CEF) para R$ 500 mil, fato que estimulará a venda de aparelhos de maior valor em complemento à linha mais barata.

Esses programas de estímulo ao consumo terão um efeito de médio prazo. "Não vemos resultados imediatos, mas sem dúvida nenhuma ajuda o setor", disse Ennes. "Gostaríamos que fosse imediato, e uma forma foi proposta em incluir no financiamento desses novos imóveis os eletrodomésticos. O ministro Miguel Jorge [Indústria e Comércio] disse que chegou a ser avaliado pelo governo, mas não sabemos o porquê de não ter entrado no plano", revelou ele. Nas contas de Ennes, a indústria de eletrodomésticos tem um efeito multiplicador em 2,3 vezes o valor investido, o que favoreceria a movimentação da economia e por isso a desoneração fiscal precisaria ser estendida à linha de eletrodomésticos que tem 40% em média de impostos embutidos em seu preço final.

"Não precisaria zerar totalmente o IPI mas se equiparar refrigeradores mais simples, que pagam 15%, assim como lavadoras automáticas, ao fogões que tem alíquota de 4% já seria uma grande medida", disse Ennes.

Mendizabal afirma que as empresas do setor precisam ser mais ouvidas e ter mais apoio para manter os empregados, fato que somente o estímulo ao consumo pode resolver. Porém negou que a Mabe pense em demitir. "Apenas não contratamos temporários na sazonalidade em função da baixa demanda", informou.

Contudo, ele avisa que dependendo da demanda, as empresas precisarão se preparar até meados desse ano para produzir mais, senão, é possível que os pedidos não sejam atendidos.

DCI

Link: Linha branca pega carona no novo programa habitacional

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