VisaNet pretende reiniciar processo de IPO

Publicado por Gandalf às 4/22/2009 07:37:00 PM

Até a próxima sexta-feira, a VisaNet - empresa que faz captura e processamento de pagamentos eletrônicos dos cartões de crédito e débito com a bandeira Visa e Visa Electron - deve entregar um pedido à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para fazer a sua oferta inicial de ações, também conhecida pela sigla em inglês IPO. O movimento da empresa tem um significado especial para o mercado local porque é uma demonstração de confiança depois de quase um ano em que imperou o medo. O último IPO na Bovespa foi o da OGX, companhia do empresário Eike Batista, em junho de 2008 - antes da quebra do banco americano Lehman Brothers e do quase derretimento do sistema financeiro mundial. Entre alguns analistas existe a esperança de que o IPO da VisaNet, se de fato for adiante e tiver êxito, seja um divisor de águas.

O pedido da empresa à CVM virá na esteira da terceira oferta de ações feita por sua concorrente - a Redecard. A operação realizada em março deste ano foi um sucesso e marcou a volta dos investidores estrangeiros (eles foram 87% do total).

ssa não será a primeira vez que a VisaNet entrará com um pedido de IPO. Em agosto de 2008, a empresa comunicou o desejo de estrear na bolsa, mas, devido ao agravamento da crise um mês depois, voltou atrás. Seus principais acionistas são o Bradesco (39%), o Banco do Brasil (31%), o Grupo Santander (14%) e a Visa International (10%).

A Visanet tem uma fatia de cerca de 45% do mercado em que atua.

Exame

Link: VisaNet entra com pedido de IPO até sexta

Dívida pública atinge R$ 1,39 trilhão em março

Publicado por Gandalf às 4/22/2009 07:36:00 PM

A dívida pública federal, o que inclui os endividamentos interno e externo, subiu 1,25% em março deste ano, para R$ 1,39 trilhão, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (22) pela Secretaria do Tesouro Nacional. Em fevereiro, a dívida estava em R$ 1,38 trilhão.

O crescimento da dívida total no mês passado está relacionado, unicamente, com o débito interno, que saltou de R$ 1,24 trilhão em fevereiro para R$ 1,26 trilhão em março deste ano, com elevação de 1,64%. A emissão líquida (acima do volume de resgates) de R$ 8,4 bilhões em títulos no mercado interno, e a apropriação de R$ 11,9 bilhões em juros, foram os responsáveis pelo aumento da dívida interna no último mês.

Já a dívida externa teve queda de 2,36% em março, recuando de R$ 133 bilhões, em fevereiro, para R$ 130 bilhões no mês passado. De acordo com o Tesouro Nacional, a dívida externa caiu em março por conta da valorização do real frente à outras moedas que compõem a dívida pública externa.

Com a queda dos juros básicos da economia brasileira, que vem ocorrendo desde o início deste ano, os investidores têm buscado mais papéis prefixados, ou seja, que têm a correção determinada no momento do leilão, ao invés de títulos atrelados à variação da taxa Selic.

Do total de R$ 34,7 bilhões em títulos públicos emitidos no mês passado, R$ 24,1 bilhões foram em papéis prefixados (69% do total), enquanto R$ 8 bilhões (23,1% do total) foram emitidos em títulos indexados à taxa Selic, e R$ 2,17 bilhões (6,2% de todas emissões) em papéis atrelados à índices de preços (inflação).

Com o aumento da demanda por prefixados, a participação destes papéis, no total da dívida interna (após a contabilização dos contratos de swap), subiu de 18,7% em fevereiro para 20% em março. Já a participação dos pós-fixados (indexados aos juros) recuou de 53,8%, em fevereiro, para 52,4% do total em março.

G1

Link: Dívida pública sobe 1,25% em março, para R$ 1,39 trilhão

Governo pode vincular títulos públicos à poupança

Publicado por Gandalf às 4/22/2009 07:36:00 PM

O governo federal estuda lançar títulos públicos com remuneração vinculada ao rendimento da caderneta de poupança, afirmou o senador Aloizio Mercadante (PT/SP), durante congresso de empresários e políticos, na última segunda-feira.

Esta é uma das três alternativas sendo discutidas por uma comissão sobre mudanças nos critérios atuais para rentabilizar essas aplicações. "Seria um mecanismo de redirecionamento de parte dos recursos da poupança", disse o parlamentar, membro da comissão, da qual também participam o ministro Guido Mantega, e os economistas Delfim Netto e Luiz Gonzaga Beluzzo.

Hoje, os recursos da aplicação, que têm garantida rentabilidade de 6 por cento ao ano mais Taxa Referencial (TR, indicador que varia conforme a inflação) são utilizados para financiar a compra da casa própria. Mercadante afirmou ter simpatia por esta saída, que teria aplicação mais simples do que as outras duas que estão sendo discutidas.

Uma delas é mudança na metodologia da TR. De um lado, essa mudança implicaria em menor remuneração das cadernetas. Mas de outro, disse Mercadante, beneficiaria os tomadores de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que usa o índice como referencial na concessão de parte dos empréstimos.

A terceira opção é implementar um imposto de renda (IR) sobre as aplicações que superarem determinado patamar. Atualmente, a poupança é livre do imposto. Mas, assim como a alternativa anterior, esta dependeria de mudanças que precisariam de respaldo do Congresso Nacional. "O importante é garantir que não vamos agredir a poupança, que é um instrumento popular e já foi muito mexida no passado", disse.

De acordo com o senador Mercadante, ainda não há um prazo para definir qual ou quais das medidas serão adotadas, já que não são excludentes entre si. Mas ele reconheceu que a pressão por uma resposta deve crescer na próxima semana, quando ocorre a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve resultar em novo corte da Selic, hoje em 11,25 por cento.

A queda da Selic aumenta o temor do governo de que parte dos recursos hoje aplicados em títulos do governo com remuneração da Selic migre para a poupança.

Gazeta Mercantil

Link: Governo pode vincular títulos públicos à poupança

Lucro da GVT cresce 4,6% no primeiro trimestre

Publicado por Gandalf às 4/22/2009 07:34:00 PM

A operadora de telecomunicações GVT reportou hoje lucro líquido de R$ 26 milhões no primeiro trimestre deste ano, o que representa um crescimento de 4,6% em relação ao mesmo período de 2008. O avanço das receitas em ritmo superior ao dos custos explica o lucro maior da empresa, que também anunciou hoje o início de suas operações no Espírito Santo (ES). Entre janeiro e março, a GVT obteve receita líquida de R$ 376,1 milhões, uma alta de 29,6% sobre o primeiro trimestre do ano passado. No mesmo intervalo de comparação, o custo dos serviços prestados cresceu menos, 22,3%, para R$ 126,6 milhões. Já as despesas operacionais avançaram em ritmo mais forte, 36,3%, fechando o trimestre em R$ 108,4 milhões.

Os maiores avanços foram verificados nas despesas com viagens, treinamentos, eventos de vendas e devedores duvidosos. Ao todo, esses gastos somaram R$ 35,7 milhões, alta de 66,6% ante o mesmo período do ano passado. Ainda assim, a GVT verificou um crescimento de 31,7% na sua geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, amortizações e depreciações), que ficou em R$ 141 milhões. O valor, no entanto, foi ajustado para excluir itens extraordinários como imposto diferido e resultado não-operacional do reconhecimento de despesas dos anos de 2008 e 2009.

Em linha com a estratégia de expandir as atividades pelo Brasil, a GVT anunciou o início de suas atividades nos municípios de Vitória e Vila Velha, ambos no Espírito Santo. As operações capixabas começam com a oferta de 45 mil acessos, suficientes para 45 mil linhas de voz e 40 mil conexões à internet rápida. O investimento total estimado para o lançamento pode chegar a R$ 50 milhões.

Valor

Link: Lucro da GVT cresce 4,6% no primeiro trimestre; empresa entra no ES

Net afirma que ainda não pode estimar custos com o fim do ponto adicional

Publicado por Gandalf às 4/22/2009 02:45:00 PM

Em resposta à consulta empreendida pela BM&F Bovespa em 17 de abril, a Net (NETC4) informa o mercado de que, até o momento, não tem como estimar uma eventual perda de receita por conta do fim da cobrança pelo ponto adicional, na espera pelo documento completo da regulamentação aprovada pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

A empresa informa ainda que a cobrança por pontos adicionais gera uma receita que representa algo em torno de 4% a 5% da receita bruta total da companhia, bem como de 15% a 20% do Ebitda - geração operacional de caixa.

Infomoney

Link: Net ainda não tem previsões quanto à perda de receitas após decisão da Anatel

Petrobras diz que empréstimo chinês não terá petróleo como garantia

Publicado por Gandalf às 4/22/2009 02:44:00 PM

Em entrevista na última segunda-feira (20), José Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras (PETR3, PETR4), disse que o acordo de financiamento em US$ 10 bilhões com o China´s Development Bank não terá petróleo como garantia.

Sem fornecer maiores informações - "nós ainda estamos trabalhando nos detalhes [do acordo]" -, o chairman da estatal sinalizou que, em vez do petróleo, o direito de preferência sobre produção futura pode ser usado como garantia.

Gabrielli disse ainda que a Petrobras busca acordos com agências de crédito no Canadá, nos EUA e na Europa, buscando financiamento para a expansão de suas operações e aquisição de equipamentos. Almir Barbassa, diretor financeiro da companhia, viaja pela Ásia com vistas a persuadir fabricantes de equipamentos de produção e embarque a expandir seus negócios no Brasil.

Em 19 de fevereiro deste ano a Petrobras confirmou que negociava acordo para fornecer um volume de 100 mil a 160 mil bpd (barris de petróleo por dia) a refinarias chinesas e também um empréstimo de até US$ 10 bilhões com a China.

O objetivo do empréstimo é financiar parcialmente o plano de negócios da empresa petrolífera nos próximos quatro anos.

Infomoney

Link: Petrobras: presidente diz que empréstimo chinês não terá petróleo como garantia

Governo deverá aumentar CIDE sobre Gasolina

Publicado por Gandalf às 4/22/2009 12:31:00 PM

Fazenda propõe que ganho com queda do preço do barril seja retido via alta de tributo sobre gasolina; diesel deve cair ao consumidor. Bahia e Petrobras são contra medida, que seria efetivada com aumento da Cide, tributo reduzido quando combustível foi reajustado.

A equipe econômica quer aproveitar a queda do petróleo no mercado internacional para aumentar a arrecadação, relata Leandra Peres. O barril, que se aproximou dos US$ 150 em 2008, está em torno de US$ 50.

A proposta a ser encaminhada ao presidente Lula diminui o valor cobrado pela Petrobras na refinaria e eleva a Cide, contribuição sobre a venda de combustíveis. No ano passado, o governo reduzira a Cide para impedir alta nas bombas.

A medida descartaria alteração do preço da gasolina ao consumidor. Já o diesel pode ficar mais barato.

O governo quer recuperar cerca de R$ 2,5 bilhões que perdeu após reduzir a contribuição e também elevar transferências aos Estados.

Há, porém, dúvidas sobre a alta oscilação nas projeções de preço do petróleo e resistência da Petrobras a abrir mão de receitas. Para defensores da proposta, a empresa tem espaço para a redução, já que teve R$ 15 bilhões liberados do ajuste fiscal da União.

A equipe econômica quer aproveitar a queda do preço do petróleo no mercado internacional para melhorar a arrecadação de tributos, em queda com a crise financeira, e elevar as transferências aos governos estaduais.

A ideia é aumentar o imposto cobrado na gasolina sem, no entanto, elevar o preço ao consumidor. Para isso, o valor de venda da Petrobras na refinaria terá que cair, num movimento oposto ao que o governo fez no ano passado.

O mesmo deve ocorrer com o diesel, mas nesse caso parte do ganho será dividida com o consumidor via redução de preço.

A mudança em discussão tem como argumento a queda no preço do petróleo no mercado internacional. O barril do produto, que chegou perto de US$ 150 na metade de 2008, gira hoje em torno de US$ 50.

A decisão, no entanto, não deve ser rápida. Há dúvidas técnicas, como a alta oscilação nas projeções de preço do petróleo. Mas os maiores impedimentos são políticos.

Um deles é a Petrobras, que resiste a abrir mão de receitas e de parte do lucro. Se o governo baixar o preço dos combustíveis na refinaria, o custo da medida será da estatal, que receberá menos por suas vendas.

O argumento dos defensores da proposta é que a empresa tem espaço para trabalhar com um caixa mais baixo depois que deixou de contribuir com R$ 15 bilhões ao ajuste fiscal do governo federal. Esse foi um dos motivos pelos quais o governo decidiu fazer a mudança na contabilidade pública e liberar a Petrobras.

Uma queda no preço dos combustíveis também afeta a arrecadação dos Estados. A Folha apurou que uma das principais resistências vem da Bahia. O governador e ex-ministro Jaques Wagner (PT) já avisou a Lula que a arrecadação do Estado seria muito afetada pela medida. O setor petroquímico responde por 25% do ICMS recolhido no Estado.

A margem de manobra com que o governo conta é que um aumento na arrecadação da Cide, contribuição que incide sobre a comercialização de combustíveis, seria repartido com os governadores, que ficam com 25% das receitas do tributo para aplicar na manutenção de rodovias federais que estão sob administração dos Estados.

Em maio de 2008, quando o governo reajustou a gasolina em 10% na refinaria, baixou a Cide de R$ 0,28 por litro para R$ 0,18 por litro e, dessa forma, manteve o preço final inalterado na bomba. Essa mudança gerou uma perda de R$ 2,5 bilhões na arrecadação.

O diesel, no entanto, subiu quase 9%. Isso porque o reajuste aplicado na refinaria não foi integralmente compensado pela queda no imposto. A Cide sobre o litro do diesel caiu de R$ 0,07 para R$ 0,03.

A ideia agora é recompor integralmente o imposto no caso da gasolina. Para o diesel, há vários cenários para o reajuste. Variam desde a volta da cobrança da Cide de R$ 0,07 por litro e uma queda maior do preço na refinaria até uma saída intermediária. Nesse caso, a tributação subiria, mas o valor cobrado na refinaria também seria reduzido.

Em 2007, antes de reduzir a Cide, o governo arrecadou R$ 8,585 bilhões com o tributo. No ano passado, a receita foi de R$ 6,1 bilhões.

Criada em 2001, a contribuição tem que ser usada para a manutenção das rodovias no país. Na prática, o dinheiro usado para financiar os reparos nas estradas libera verbas para outras áreas.

Folha

Link: Governo quer usar gasolina para aumentar arrecadação

FMI prevê retração de 1,3% para o Brasil

Publicado por Gandalf às 4/22/2009 12:27:00 PM

A economia brasileira deve registrar contração de 1,3% em 2009, prevê o Fundo Monetário Internacional (FMI) no documento Perspectiva Econômica Mundial. Em janeiro, o organismo ainda esperava crescimento econômico do país neste calendário, de 1,8%.

No ano que vem, a estimativa permanece sendo de expansão da economia, de 2,2%. O prognóstico, contudo, é menor do que aquele apresentado anteriormente para o período, de 3,5%.

Ainda no bloco dos chamados Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), o FMI estima queda de 6% para a economia russa neste ano, mas aguarda crescimento para Índia e China, de 4,5% e 6,5%, na ordem. Todos os dados foram revisados.

Valor

Link: FMI prevê retração de 1,3% para o Brasil

Comércio Brasil Argentina cai 39% no 1° trimestre

Publicado por Gandalf às 4/22/2009 10:25:00 AM

A queda de 39,1% no intercâmbio comercial entre Brasil e Argentina, no primeiro trimestre deste ano, em comparação ao mesmo período de 2008, preocupa o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Ivan Ramalho. Segundo ele, a diminuição no consumo foi um dos fatores apresentados como hipótese, mas os dois países irão discutir o assunto na próxima reunião bilateral de comércio, prevista para o dia 30 de abril, na Argentina.

"Estamos preocupados com a queda do comércio e fazendo um esforço para vencer as dificuldades que temos em virtude da crise financeira internacional", explicou Ramalho.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcará hoje à noite na capital argentina para reunir-se com a presidente Cristina Kirchner. O encontro presidencial está dentro do marco do MICA, o "Mecanismo de Integração e Cooperação Brasil-Argentina", cujo ponto principal são as cúpulas presidenciais bilaterais que ocorrem duas vezes por semestre. Estes encontros são realizados com o objetivo de propiciar um "empurrão" adicional periódico na integração entre os dois países.

As medidas do governo Cristina - implementadas a pedido da União Industrial Argentina (UIA) - foram aplicadas formalmente para todos os países. No entanto, atingiram principalmente os produtos Made in Brazil. Entre os produtos que sofreram alguma espécie de obstáculos estão multiprocessadores de alimentos, tubos de aço e facas. Há mais de um mês cinco setores industriais de ambos os países estão tentando resolver suas divergências. No entanto, não surgiram resultados até o momento.

O secretário de Indústria da Argentina, Fernando Fraguío, também destacou que medidas estão sendo tomadas pela Argentina para "garantir que, apesar da crise, se mantenha o entusiasmo do comércio entre Brasil e Argentina." Apesar do resultado preocupante deste ano, Ramalho lembrou que no ano passado a corrente comercial entre os países fechou com valor superior a US$ 30 bilhões, "fato inédito", o que demonstra o grande potencial dessa relação econômica. O setor automotivo se mantém como principal segmento a ser explorado no comércio bilateral, na avaliação dos dois governos. O segmento respondeu por mais de 40% (US$ 13 bilhões) do comércio entre os dois países em 2008.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve participar na próxima semana, em Buenos Aires, da 3ª Reunião Presidencial do Mecanismo de Integração e Coordenação Brasil-Argentina.

DCI

Link: Brasil e Argentina discutem queda de 39% no comércio

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