Vale confirma redução de 36% dos investimentos em 2009

Publicado por Gandalf às 5/21/2009 08:07:00 PM

A Vale revisou para baixo a previsão de investimentos em 2009. O novo orçamento prevê US$ 9,035 bilhões, queda de 36,5% em relação aos US$ 14,235 bilhões estimados em outubro de 2008.

Segundo a mineradora, os valores foram revistos em função da redução dos custos dos projetos diante do novo cenário econômico, a atrasos pela demora de concessões de licenças ambientais, e pela simplificação de alguns empreendimentos.

Estão reservados US$ 5,930 bilhões no desenvolvimento de projetos, o equivalente a 65,6% do total. A manutenção das operações existentes consumirão US$ 2,074 bilhões, o correspondente a 23% de todo o montante. Já o investimento em pesquisa e desenvolvimento terá US$ 1,031 bilhão.

Os projetos ligados a minerais não-ferrosos receberão US$ 3,109 bilhões, acima dos US$ 2,302 bilhões que serão destinados a empreendimentos de minerais ferrosos.

Os gastos com logística totalizarão US$ 1,858 bilhão, sendo que a maior parte desse valor será voltada para o plano de expansão de capacidade de produção de minério de ferro. O investimento em energia terá US$ 630 milhões, e outros US$ 578 milhões estão reservados para o desenvolvimento de projetos no segmento de carvão.

Analisados individualmente, os projetos que receberão mais recursos em 2009 são os da linha de transporte marítimo (US$ 595 milhões), o projeto de Goro, na Nova Caledônia, (US$ 520 milhões), a expansão de Carajás, no Pará (US$ 455 milhões) e Onça Puma (US$ 435 milhões).

Folha

Link: Vale reduz investimentos em 36% neste ano para US$ 9 bilhões

S&P reduz perspectiva de dívida britânica para negativa

Publicado por Gandalf às 5/21/2009 08:05:00 PM

A agência de classificação de risco Standard & Poor's reduziu a perspectiva da Grã-Bretanha para negativa nesta quinta-feira, e reafirmou os ratings "AAA" para a dívida de longo prazo e "A-1+" para a de curto prazo.

"Revisamos nossa perspectiva para a Grã-Bretanha para negativa devido à nossa visão de que, mesmo assumindo um aperto fiscal adicional, a dívida líquida geral do governo pode se aproximar de 100% do PIB e manter-se perto desse nível no médio prazo", disse o analista de crédito da S&P David Beers.

Beers acrescentou que a S&P tem uma visão mais cautelosa que as autoridades britânicas "sobre quão rapidamente a erosão da base de receita do governo pode ser reparada, sobre a extensão em que o crescimento do gasto do governo pode ser reduzido e, consequentemente, sobre o ritmo em que os historicamente altos déficits fiscais provavelmente diminuirão".

Reuters

Link: S&P reduz perspectiva de dívida britânica para negativa

Shell espera marco regulatório para investir no pré-sal

Publicado por Gandalf às 5/21/2009 08:00:00 PM

Embora veja o pré-sal brasileiro como prioridade, a Shell condiciona a ampliação dos investimentos no setor à definição do novo marco regulatório, em avaliação por comissão interministerial. "Acelerar mais ou menos o investimento, depende das condições que você tem. O dinheiro concorre mundialmente por projetos", afirmou o presidente da Shell Brasil, Vasco Dias, dizendo que há boas oportunidades de investimentos também na Rússia, na África e em outros locais. As declarações de Dias, feitas após participação no XXI Fórum Nacional, reforçam pleito do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) por poucas mudanças no modelo atual e definição rápida da nova legislação do setor.

"Aguardamos o marco há mais de 18 meses. Essa indefinição paralisou os investimentos não só o pré-sal, mas em todo o litoral brasileiro", reclamou o secretário executivo da entidade, Álvaro Teixeira, em palestra durante o evento. Para o consultor especial da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Antonio Barros de Castro, porém, o Brasil deve resistir às pressões para acelerar a exploração do pré-sal. "Ainda não houve a discussão do que a gente quer e de quais políticas setoriais devem ser desenvolvidas", avalia o economista, que também participou do evento. "Temos que calibrar o timing", completou, explicando que o País precisa de tempo para desenvolver políticas setoriais adequadas para melhor aproveitamento dos investimentos no pré-sal.

"Podemos desenvolver aços especialíssimos. Podemos apoiar a indústria de ponta. Mas a velocidade restringe profundamente outras oportunidades para nós e o próprio desenvolvimento da indústria associada ao pré-sal", destacou. A busca pelo desenvolvimento de uma indústria de ponta com as oportunidades geradas pelo pré-sal foi o mote proposto pelo organizador do fórum, o ex-ministro João Paulo dos Reis Velloso. Para Barros de Castro, no entanto, petroleiras e países consumidores têm interesse em acelerar o debate para reduzir o poder do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e de países árabes, grandes produtores de petróleo. O presidente da Shell reconhece que "é natural que, diante das descobertas do pré-sal, o governo ganhe um tempo para verificar se o sistema atual é o melhor para o País". Mas reforça a defesa por "pequenos ajustes" no modelo atual. "Não tenho motivo para acreditar que o governo vai tomar qualquer atitude que desestimule as empresas privadas a investir. O governo brasileiro tem demonstrado enorme maturidade."

O presidente da Shell Brasil disse hoje que a companhia pode comprar usinas de etanol ou participação de usinas no Brasil. "Estaremos atentos a todas as oportunidades", afirmou. O executivo disse que Shell tem uma parceria com a Unicamp para a produção de etanol de segunda geração, com bagaço de cana-de-açúcar. "O etanol de cana-de-açúcar tem particular importância para nós", afirmou ele.

Estado

Link: Shell espera marco regulatório para investir no pré-sal

WEG cancela acordo de redução de jornada e salários

Publicado por Gandalf às 5/21/2009 07:59:00 PM

A WEG anunciou hoje que, em conjunto com o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas de Jaraguá do Sul e Região (SC), decidiu cancelar o acordo para redução de jornada de trabalho e salários, aprovado em abril último. Segundo a empresa, o segmento de motores elétricos para lavadoras de roupas respondeu favoravelmente à redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o ritmo de produção está acima do observado em 2008. Cerca de 1.000 colaboradores estão diretamente envolvidos nesta atividade. A WEG afirmou, entretanto, que os efeitos da evolução das condições econômicas e da adoção de incentivos e estímulos setoriais sobre a demanda nas diversas linhas de produtos são bastante diferentes, dependendo da dinâmica particular de cada mercado. Assim, o segmento de motores industriais de uso geral continua sendo afetado pela redução generalizada do investimento em expansão de capacidade produtiva.

O acordo cancelado abrangia aproximadamente 7.000 colaboradores da WEG e previa a redução de 25% da jornada e 20% dos salários por 90 dias, até 20 de julho próximo. A medida era uma forma de mitigar os efeitos da deterioração das condições econômicas mundiais em alguns segmentos de negócios. A WEG informou que voltará a negociar e espera apresentar em breve para votação dos colaboradores uma nova proposta que permita a flexibilização da produção mantendo a capacidade de resposta à evolução das condições dos mercados consumidores. Segundo o diretor-presidente da WEG, Harry Schmelzer Junior, infelizmente não existe ainda uma situação de melhoria generalizada dos mercados. "No atual cenário, precisamos aproveitar todas as oportunidades de negócios, atendendo os clientes com rapidez. O novo acordo deve refletir esta realidade".

Estado

Link: WEG cancela acordo de redução de jornada e salários

Cade deve julgar Brasil Foods ainda este ano

Publicado por Gandalf às 5/21/2009 07:29:00 PM

O presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Arthur Badin, disse hoje ter a expectativa de que o processo de fusão da Sadia com a Perdigão seja julgado pelos órgãos de defesa da concorrência até o fim deste ano. Ele afirmou que as empresas terão 15 dias a partir do comunicado relevante sobre a criação da BRF - Brasil Foods, para dar encaminhar notificação ao Cade.

Já o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Antonio Silveira, destacou que, mesmo antes do início da formalização do processo para julgamento sobre concentração de mercado, a Seae já está "fazendo estudos prévios".

Badin e Silveira falaram após abertura da Conferência Brasil União Europeia sobre Defesa da Concorrência e Defesa Comercial, que se realiza em auditório do Banco Central. Ambos evitaram fazer qualificações sobre a criação da nova gigante do setor alimentício. O titular da Seae informou que já tem equipe para companhar os desdobramentos, desde o anúncio da criação da BRF, anteontem.

Cabe à Seae o levantamento preliminar sobre os dados do negócio, com emissão de parecer que, juntamente com avaliação da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça, vão contribuir para a decisão do Cade sobre o poder econômico da fusão.

Valor

Link: Cade deve julgar Brasil Foods ainda este ano

Supermercados preocupados com fusão Sadia e Perdigão

Publicado por Gandalf às 5/21/2009 07:24:00 PM

A união da Sadia com a Perdigão preocupa o setor supermercadista, que já tem uma estratégia para resistir ao grande poder de fogo adquirido pela megacompanhia que acaba de nascer: "Vamos abrir espaço para as marcas menores", avisa o diretor de uma grande rede de supermercados. O temor dos supermercados é que Sadia e Perdigão nivelem as condições de negociação em termos de prazos, preços e bonificações dadas aos clientes. Apesar da promessa de que as duas marcas permanecem independentes, na prática, elas vão pertencer a uma única companhia. "Esse impacto será inevitável", afirma o diretor de uma grande rede de supermercados.

Diante da sensibilidade da questão, Nildemar Secches, agora copresidente do Conselho de Administração da Brasil Foods, nome da nova empresa, teve o cuidado de telefonar para clientes de peso como Pão de Açúcar e Carrefour, para explicar a operação. A maior receptividade dos compradores, especialmente estrangeiros, para marcas menores, foi sentida nos últimos dias por Aderbal Arantes, presidente do Grupo Arantes, dono das marcas Hans, Eder e Sertanejo. Ele conta que fechou, nesta semana, exportações para distribuidores da Europa e do Japão que nunca tinham comprado produtos da empresa.

O diretor comercial da Pif Paf Alimentos, Edivaldo Campos, líder no mercado de carnes congeladas em Minas Gerais, é outro empresário que acredita que a união de Sadia e Perdigão vai ampliar o mercado para fornecedores menores. "Todo o cliente quer ter mais de um fornecedor. Isso vai abrir oportunidades para nós tanto no mercado interno quanto no externo."

Estado

Link: Varejo reage à fusão da Sadia com a Perdigão

MMX: acionistas preocupados com acordo com Wisco

Publicado por Gandalf às 5/21/2009 02:41:00 PM

As negociações entre as empresas MMX e LLX, de Eike Batista, e a chinesa Wuhan Iron and Steel (Wisco) para formar uma parceria estratégica foi bem recebida, mas deixou dúvidas no mercado. Analistas da área de mineração consideraram bom o acordo das empresas de Batista com os chineses, mas avaliaram que a operação pode ser "ruim" para os acionistas minoritários.

Tudo dependerá do preço por ação a ser fixado em aumento de capital previsto para a MMX como forma de acomodar os parceiros chineses. Paulo Gouvea, diretor de finanças corporativas da EBX, disse que o valor será justo e não ficará abaixo do preço de mercado.

Ontem as ações das duas empresas caíram na Bovespa. A ação ordinária (ON, com direito a voto) da MMX, empresa de mineração e metálicos do grupo EBX, fechou cotada a R$ 6,26, com queda de 8,21% . No caso da LLX, responsável pelos projetos de logística, a ação ON fechou a R$ 3,38, com queda de 9,13%.

As duas empresas fizeram ontem uma teleconferência com os analistas para falar do acordo com os chineses, mas em cerca de meia hora de perguntas e respostas não foram detalhados os termos financeiros da operação com a Wisco, principal interesse dos analistas.

Eike Batista, que estava em Nova York depois de chegar da China, disse que a empresa fez um acordo "excepcional". Segundo ele, os chineses estão dispostos a comprar volumes adicionais de minério de ferro que a empresa conseguir produzir. Paulo Gouvea, da EBX, afirmou que os acordos acertados com os chineses não dependem um do outro.

O memorando de entendimento acertado com a Wisco prevê, por um lado, a construção de uma usina siderúrgica com capacidade de produzir 5 milhões de toneladas de produtos por ano no Super Porto do Açu, no norte fluminense, em investimento de US$ 5 bilhões.

De forma paralela, há negociações em curso para que a Wuhan acerte contrato de longo prazo a preços de mercado pelo qual irá comprar quase 100% da capacidade de exportação da MMX Sudeste, subsidiária da MMX. Esse acordo prevê ainda a compra, pela Wisco, de participação acionária na MMX Mineração e Metálicos, empresa que tem 64,1% do capital com os controladores e 35,9% no mercado, ou na subsidiária MMX Sudeste.

Um analista disse que o mercado esperava que os chineses comprassem uma fatia maior do capital da MMX, algo na faixa dos 50%. Em Pequim, onde esteve durante a visita oficial do presidente Lula à China, Eike Batista disse ao Valor que a Wuhan estaria adquirindo 27% do capital da empresa. Para um analista, a Wuhan está garantindo a compra de matéria-prima, mas fez um "hedge parcial", uma vez que iria tornar-se acionista minoritário da MMX.

A decisão pode ser motivada, segundo ele, porque os chineses talvez prefiram esperar o desenvolvimento da produção das minas da MMX para pôr mais dinheiro nas mãos de Batista. A MMX Sudeste tem plano de ampliar a produção de 8,7 milhões de toneladas para 33,7 milhões de toneladas em 2013, o que irá requer investimento de US$ 1,1 bilhão. Cerca de 30% desse total deve ser de capital próprio, considerando já o aporte dos chineses, e 70% serão financiados pelo BNDES e pelo banco de desenvolvimento da China. A empresa ainda não deu entrada com o projeto no BNDES.

Um analista considerou ainda alta a tarifa de US$ 10,50 por tonelada fixada para os serviços portuários entre a MMX Sudeste e a LLX. Por esse acordo, toda a produção de minério de ferro será escoada via Porto do Sudeste, projeto da LLX Sudeste em Itaguaí, no Rio. Gouvea, da EBX, discordou do analista ao dizer que a tarifa fica 30% abaixo dos preços praticados no mercado.

Valor

Link: Acordo da MMX com chineses desperta dúvidas de acionistas

Vendas de PCs apoiadas em projetos de educação do governo

Publicado por Gandalf às 5/21/2009 02:20:00 PM

As indústrias de automóveis e de construção civil não são as únicas que têm enxergado no setor público seu melhor aliado em momentos de crise. Nos últimos meses, o governo - em suas três esferas - tem sido um dos principais motores do mercado de computadores. A demanda vem de toda parte, mas é a área de educação, entre todos os setores da máquina pública, que mais estimula os negócios dos fabricantes de PCs.

A pedido do Valor, a empresa de pesquisas IT Data fez um levantamento das principais iniciativas em andamento no país. Os resultados indicam que neste ano mais de 300 mil laptops serão comprados por professores da rede pública de ensino. É o equivalente a quase 10% do total de vendas de portáteis projetado para 2009. O curioso é que, um ano atrás, esse mercado praticamente não existia.

São Paulo e Pernambuco estão entre os Estados que têm puxado esse processo de "inclusão digital" do professor, junto com o Distrito Federal. Com projetos diferentes, os governos locais têm feito a ligação direta entre o fabricante de PCs e o consumidor final, driblando as cadeias de varejo. O resultado é a queda no custo do equipamento para o professor, o aumento na rentabilidade dos fabricantes e a garantia de pagamento do produto, já que a cobrança das máquinas costuma ser debitada no holerite. "A margem de lucro de uma rede varejista fica em torno de 20% a 25%, enquanto o fabricante fica com no máximo 5%", comenta Ivair Rodrigues, analista da IT Data. "A possibilidade de vender diretamente para o consumidor é o melhor dos mundos para a indústria."

Em março, o governo de São Paulo fechou acordo com a Positivo Informática, a Microsoft e a Caixa Econômica Federal para lançar o "Laptop do Professor". O programa, que recebeu inscrições de 80 mil professores, deverá movimentar cerca de R$ 139 milhões. Com custo fixo de R$ 1.738, o laptop pode ter seu preço dividido em até 24 parcelas de R$ 72, sem juros. Em apenas dois meses, segundo a Secretaria da Educação do Estado, foram entregues 24 mil equipamentos.

No Distrito Federal, o acordo também foi firmado com a Positivo e a Microsoft, além do Banco de Brasília . O DF recebeu inscrições de interessados até o mês passado. Dos 28 mil professores da rede pública, 22 mil compraram seus portáteis. O preço de cada equipamento foi de R$ 1.426, com metade do valor bancado pelo governo. O professor pode pagar sua parte em 24 parcelas fixas de R$ 38,41.

Izalci Lucas, secretário de Ciência e Tecnologia do DF, afirma que o interesse fez com que o governo decidisse reabrir as inscrições, o que deve ocorrer neste mês. "Agora, nosso plano é ir além dos professores", diz ele. Até o início de junho, o DF vai lançar o programa "Servidor Informatizado", voltado aos seus 120 mil funcionários públicos. A previsão é de que a adesão à iniciativa seja de 80 mil pessoas. "O governo não vai financiar metade do projeto, mas as demais condições serão mantidas."

Em geral, os projetos costumam ir além da simples venda de equipamentos. O computador é acompanhado de um pacote de software, que inclui material para capacitação dos professores e conteúdo pedagógico para uso em sala de aula. Em Pernambuco, a iniciativa envolveu a participação da indústria local de PCs. Os 26,3 mil professores da rede estadual e os servidores da Secretaria de Educação receberam do governo um bônus de R$ 2,3 mil para usar na compra de notebooks. De acordo com o secretário de Educação, Danilo Cabral, o programa custou R$ 60 milhões aos cofres estaduais e foi aberto a qualquer fabricante interessado, desde que atendidas as configurações mínimas exigidas. Os notebooks são equipados com dicionário, enciclopédia e um software pedagógico. Participaram empresas de todo o país, mas as grandes vencedoras foram companhias locais, como N3 e ZMax. "Criou-se uma concorrência sadia entre as empresas, que ofereceram até mais recursos do que pedimos", diz Cabral.

"Os Estados esperam que essas iniciativas causem um impacto perceptível sobre a baixa qualidade de ensino que vemos hoje", diz Álvaro Leal, analista da IT Data. "Por isso, a tendência é de que esses projetos se espalhem por todo o país."

É o caso do Rio Grande do Sul, que neste momento trabalha em um projeto para subsidiar a venda de PCs aos professores estaduais. "O programa não está finalizado, mas a ideia é que o governo arque com o pagamento dos juros que incidem sobre as vendas parceladas", diz Ervino Deon, diretor-geral da Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul.

Mercado pela frente não falta. O Brasil tem cerca de 2,3 milhões de professores na rede pública de ensino, distribuídos em 157 mil escolas. Essas iniciativas podem ser um alento para os fabricantes de PCs, cujas vendas despencaram com a crise econômica. No primeiro trimestre deste ano, foram vendidos 2,2 milhões de computadores no país, 12% abaixo do volume registrado no mesmo período de 2008, informa a Abinee, associação da indústria de eletroeletrônicos.

Segundo Hélio Rotenberg, presidente da Positivo, esses projetos têm ajudado a compensar a retração no varejo. Com a ajuda do setor público, a empresa retomou, nesta semana, o terceiro turno de produção na fábrica de Curitiba, que havia sido interrompido. "Estou mais otimista que no fim de 2008. O mercado não está como antes da crise, mas já apresenta sinais de melhora", diz.

No primeiro trimestre, a Positivo vendeu 323,1 mil PCs, número estável em relação ao início de 2008. Mas enquanto as vendas ao varejo recuaram 6,3%, governos e clientes empresariais aumentaram suas compras em 5,7% e 65,8%, respectivamente. Os negócios com o setor público atingiram R$ 80,3 milhões contra R$ 75 milhões no mesmo intervalo do ano passado.

O fôlego governamental também mexeu com os planos da Megaware. "Não entramos na primeira fase de compras públicas porque não tínhamos um produto pronto para concorrer", diz Germano Couy, diretor comercial. "Mas vamos brigar nesse mercado no segundo semestre."

Valor

Link: Com projetos de educação, setor público alimenta vendas de PCs

Vendas de celulares cai 52% em abril; Vivo têm 29,55% de participação

Publicado por Gandalf às 5/21/2009 02:18:00 PM

As vendas de celulares caíram 52,19% em abril deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2008. Foram vendidos 923.504 aparelhos no mês passado, mais de 1 milhão a menos do que o registrado em 2008, quando foram comercializados 1,931 milhão de aparelhos.

Com isso, o Brasil chega agora a 154,596 milhões de celulares. Desse total, 81,60% são pré-pagos e 18,40% pós-pagos. De janeiro a abril foram vendidos 3,95 milhões de aparelhos, contra 6,76 milhões no mesmo período do ano passado.

A Vivo continua na liderança do mercado, com 29,55% de participação, seguida pela Claro, com 25,76% e TIM, com 23,58%. Em quarto está a Oi que, já com os clientes da Brasil Telecom soma 20,73% de participação de mercado.

No Brasil, são 80,98 aparelhos de celular para cada 100 habitantes. Em abril do ano passado, esse número era de 66,84 aparelhos para cada 100 habitantes. O Distrito Federal é a unidade da federação com a maior relação de telefones móveis por habitante, 1,42. O Rio de Janeiro vem em segundo, com 0,98 aparelho por habitante. Em São Paulo, o número é de 96,20 aparelhos para cada 100 habitantes.

Folha

Link: Vendas de celulares cai 52% em abril; Vivo mantém liderança

Nippon Steel perto de acertar corte de 30% a 35% no minério de ferro

Publicado por Gandalf às 5/21/2009 02:00:00 PM

A Nippon Steel, segunda maior siderúrgica do mundo, pode estar perto de fechar o preço dos contratos de minério de ferro para este ano, com um desconto entre 30% e 35% em relação aos contratos anteriores, afirmam a agências internacionais fontes que quiseram não ser identificadas.

Caso seja acertado, o acordo será o primeiro feito na Ásia neste ano e marcará o fim de seis anos consecutivos de alta no preço dos contratos de minério de ferro.

A crise financeira e econômica minou a demanda por aço e dessa forma fez com que os produtores perdessem a sua principal base de negociação, forçando as mineradoras a aceitarem a descontos às siderúrgicas.

Reforçando as expectativas, na última segunda-feira (18) o presidente da mineradora Vale (VALE5), Roger Agnelli, disse que as conversas para o fechamento dos preços dos contratos para este ano estão perto de uma conclusão.

A Vale, em conjunto com a Rio Tinto, está em Tóquio para reunir-se com as principais siderúrgicas da região. Analistas de mercado se dividem quanto à magnitude do corte, esperando uma redução de 20% a 40%.

Infomoney

Link: Nippon Steel está perto de acertar corte de 30% a 35% no preço do minério de ferro

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