Operadoras de cartões tentam evitar regulamentação

Publicado por Gandalf às 7/06/2009 04:32:00 PM

Começa esta semana uma batalha decisiva entre o Congresso Nacional e a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) sobre mudanças propostas pelos deputados para tornar esse mercado mais competitivo e menos caro para varejistas e consumidores.

A Câmara dos Deputados deve atropelar a apresentação do parecer do Banco Central, previsto para o dia 20 de setembro, com propostas de alteração das normas que regem a indústria de cartões de crédito. Os relatores das Comissões Especiais de Acompanhamento da Crise, instauradas pelo presidente Michel Temer (PMDB-SP), entregam os pareceres finais esta semana e pelo menos dois relatórios traz em sugestão de mudanças para o setor.

Enquanto isso, a equipe econômica do governo prepara o lançamento dos bancos públicos federais ao mercado de cartões para aumentar a concorrência do setor e reduzir os preços praticados.De acordo com diagnóstico da indústria de cartões no Brasil, feito pelo Banco Central com a ajuda da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça e da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, mostra que Visa e Mastercard respondem por mais de 90% das transações com cartões de crédito e de débito.

Segundo o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), que preside uma das Comissões Especiais, no âmbito do Comércio, a taxa de retorno livre de risco praticada atualmente chega a 64%. “A prática do setor está deslocada da economia. É inevitável mudar a normatização, a fiscalização e o controle dessa indústria”, disse.

Na última sexta-feira a Abecs divulgou documento com contribuições ao processo de alterações nas regras via consulta pública do BC.

A entidade admite o fim da exclusividade entre bandeiras e credenciadoras de estabelecimentos comerciais, mas discorda de outros pontos do debate. Além disso, a Abecs diz que o setor já é regulado,não precisando ser alvo de novas regras.

Das divergências entre o relatório da Comissão e a posição da entidade se destaca a possibilidade dos estabelecimentos de comércio ou serviço terem condições de negociar a antecipação do recebimento das vendas a crédito feitas com o cartão. Abecs afirma que a alteração do prazo de pagamento de transações a crédito poderá gerar aumento nos custos de emissão.

DCI

Link: Nova lei para cartões cria zona de conflito

Brasil Foods desmente negociação com La Serenisima

Publicado por Gandalf às 7/06/2009 04:32:00 PM

A Perdigão (PRGA3) afirmou nesta segunda-feira (6) que não procedem as informações de que a Brasil Foods - resultante da fusão com a Sadia (SDIA4) - estaria negociando a compra da empresa de lácteos La Serenisima.

A companhia argentina já admitiu publicamente que enfrenta problemas financeiros e, segundo a imprensa do país, já considera diversas opções, mantendo negociações com a Danone, com a qual já mantém uma joint venture. O governo argentino também disse que poderá socorrer a empresa, lhe concedendo empréstimos.

Segundo o comunicado divulgado pela Perdigão, a empresa "não mantém conversações nesse sentido e as notícias publicadas nos últimos dias não passam de especulações".

Infomoney

Link: Brasil Foods desmente notícias sobre compra de empresa argentina

Oferta da Perdigão deverá ter desconto

Publicado por Gandalf às 7/06/2009 04:31:00 PM

Para elevar sua posição no caixa, a Perdigão (PRGA3) deve realizar oferta pública de ações, visando levantar R$ 6,2 bilhões no processo, através da venda de 155 milhões de papéis.

Contudo, investidores poderão clamar por um desconto de 10% no preço dos ativos, como contraparte à aquisição da Sadia (SDIA3), que mais que dobrou a dívida líquida da compradora, de acordo com a ING Investment Management.

"É um caso de reestruturação, então eu vejo que um desconto é apropriado", afirmou Eric Conrads, gerenciador de fundos da ING, que só comprará ativos dessa oferta com desconto. "Eles tem que mostrar que a redução da dívida e as sinergias melhorarão as margens", completa, em entrevista à Bloomberg.

Para Conrads, a elevada procura do IPO (oferta pública inicial de ações) da VisaNet (VNET) reflete a crença de que o consumo e a economia brasileira crescerão, enquanto a Perdigão enfrenta preocupações quanto à recuperação da demanda global por carnes.

Por fim, cabe ressaltar que a agência Moody's afirmou que poderá rebaixar o rating da Perdigão, dado que a compra da Sadia elevará sua dívida e reduzirá a liquidez. Em consonância, a Standard and Poor's poderá cortar também o rating.

Infomoney

Link: Para comprar Sadia, Perdigão deverá emitir ações com desconto, diz ING

Gol aumenta ocupação de voos com promoções

Publicado por Gandalf às 7/06/2009 01:26:00 PM

Apesar de junho ser considerado um período de baixa, a companhia aérea Gol conseguiu reverter a situação. A estratégia de baixas tarifas aliadas a promoções garantiram à empresa, em junho, um aumento de 5,8% de ocupação em relação a maio. Nos últimos meses, a companhia realizou feirões de passagens e promoveu o Smiles e o programa de milhas em dobro, que tem atraído muitos passageiros.

No mercado doméstico, a taxa alcançou 65,6% (contra 59,62% em maio), e no internacional, 51,4% (contra 47,12% no mês anterior). Em comparação com maio de 2008, os índices ainda estão abaixo 3% e 4% respectivamente.

Apesar da aparente redução da oferta (queda de 1,2% de capacidade no sistema, entre maio e junho de 2009), a média diária de ocupação de assentos teve alta de 2%. Em comparação ao mesmo período de 2008, houve queda de 4,9%, relacionada ao reposicionamento estratégico da companhia, que em meados do ano passado descontinuou suas operações entre o Brasil e destinos fora da América do Sul.

A demanda no sistema da Gol no mercado doméstico apresentou alta de 0,8% em comparação a junho de 2008. Em relação a maio deste ano, mês que representou o pico da baixa temporada, a elevação da demanda foi de 9,3%. No segmento internacional, o efeito foi similar: em relação a maio, o crescimento da demanda foi de 3,8% e, na comparação com junho de 2008, houve queda de 44,6% - também efeito do cancelamento das rotas de longo percurso.

Exame

Link: Gol aumenta ocupação de voos com promoções

Governo prepara flexibilização para companhias aéreas

Publicado por Gandalf às 7/06/2009 01:16:00 PM

O Conselho de Aviação Civil (Conac) vai apreciar em sua próxima reunião, na quarta-feira, projeto de lei que muda o regime de outorga pelo qual as empresas aéreas nacionais exploram o serviço de transporte regular de passageiros. A intenção do governo é encaminhar o texto ao Congresso o mais cedo possível. Atualmente, 21 companhias operam voos regulares no país, como concessionárias de serviço público - situação considerada irregular pelo Tribunal de Contas da União (TCU). De acordo com o projeto, elas passarão a atuar sob o regime de autorização, sem prazo de vigência definido nos contratos.

A mudança tem efeitos práticos profundos, conforme explicou Fernando Ribeiro Soares, diretor do Departamento de Política de Aviação Civil do Ministério da Defesa. Segundo ele, haverá simplificação de procedimentos para a entrada de novas empresas aéreas no mercado doméstico, facilitação de financiamentos de longo prazo para as companhias e aumento da segurança jurídica da União contra possíveis demandas judiciais de empresas que venham a pedir o reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos.

O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas, José Márcio Mollo, elogiou a iniciativa e disse que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, já o havia informado da medida. "O que o governo está fazendo é simplificar o processo", disse Mollo. Ele só fez um reparo: pede a fixação de um período de vigência nos contratos por autorização. "Teoricamente, sem um prazo definido, a autorização pode ser cassada a qualquer momento".

O assunto ganhou prioridade em discussões no Ministério da Defesa desde o ano passado, quando o TCU apontou que os contratos de concessão assinados com as empresas aéreas são ilegais e podem ser contestados na Justiça. O argumento do tribunal era de que o poder concedente tem deixado de cumprir um requisito básico das concessões, que é o processo de licitação, conforme determina a Constituição.

O projeto de lei, preparado pela Defesa, dá nova redação ao título VI do Código Brasileiro de Aeronáutica e proporá também a elevação do limite de capital estrangeiro nas empresas aéreas brasileiras dos atuais 20% das ações ordinárias para 49%.

Valor

Link: Governo liberaliza regras para companhias aéreas

Migração para a poupança ainda não ocorre

Publicado por Gandalf às 7/06/2009 12:08:00 PM

Captação líquida da caderneta no ano é de R$ 775 milhões, enquanto a de fundos de renda fixa, de R$ 5,5 bi.

Com a queda da taxa básica de juros (Selic) para o menor nível da história, a poupança já rende mais do que os CDBs (títulos emitidos pelos bancos) e a maioria dos fundos DI voltados ao pequeno investidor. Apesar disso, o brasileiro ainda se mostra pouco disposto a migrar para a caderneta, que tem uma remuneração mínima definida em lei de 6% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR).

A captação líquida da mais tradicional aplicação financeira do País estava positiva em apenas R$ 775 milhões no ano até o dia 29 de junho. No mesmo período, os fundos de renda fixa acumulavam superávit de R$ 5,5 bilhões.

Se for levado em conta apenas o mês de junho, o balanço da poupança até o dia 29 mostrava depósitos superiores aos saques de R$ 419,7 milhões. Em maio, o saldo foi bem maior: R$ 1,9 bilhão. O movimento em 2009 também é modesto se comparado ao dos dois últimos anos, quando a taxa Selic era mais alta e, consequentemente, a maioria dos fundos - e os CDBs - batia a caderneta.

Entre janeiro e junho de 2007 e de 2008, a captação líquida da poupança foi de R$ 8,7 bilhões e R$ 4 bilhões, respectivamente.

Essa realidade contraria a expectativa de muitos analistas e ajuda a explicar por que o governo pôs em ponto morto o projeto que muda as regras de tributação da caderneta, anunciado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, no dia 13 de maio.

"O ritmo de aportes na poupança vem se mantendo estável no último ano e meio, na faixa de R$ 10 milhões a R$ 15 milhões por mês", disse o estrategista de investimentos pessoais da Santander Asset Management, Aquiles Mosca. "Não temos percebido migração para a poupança", afirmou o diretor executivo do Itaú-Unibanco, Osvaldo Nascimento, responsável pelos produtos de investimentos da instituição.

Segundo especialistas, uma série de razões explica a cautela dos investidores. "A complexa regra do governo para (mudar) a poupança deixou as pessoas com o pé atrás", disse o professor da Trevisan Escola de Negócios Alcides Leite.

O professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Ernesto Lozardo acrescenta outros dois fatores. O primeiro está relacionado à estabilidade da economia. "Há 15 anos, fiz um trabalho que mostrava que o brasileiro tomava muito rapidamente suas decisões financeiras, com medo da inflação", comentou. "Hoje é diferente. As pessoas não têm mais o raciocínio do overnight."

Lozardo cita, ainda, outra explicação: a crise - que reduziu a renda das pessoas e as levou a sacar dinheiro da caderneta de poupança para honrar compromissos ou até mesmo para consumir.

Para Alexandre Chaia, professor de Finanças do Insper (antigo Ibmec São Paulo), o papel do gerente de banco é chave para entender o comportamento ainda errático do brasileiro em relação à poupança. "A maior parte dos clientes pede conselho ao gerente, que ainda não percebeu que a caderneta já rende mais do que muitos fundos", pondera. "É uma questão cultural, que precisará de tempo para mudar."

O professor da Faculdade de Economia e Administração da USP Roy Martelanc chama a atenção para uma curiosa questão comportamental. "Tem muita gente que não aplica em poupança porque acha que é coisa de pobre", afirmou. O especialista também destaca o contra-ataque dos bancos, por meio da redução do valor mínimo de aplicação em vários fundos de investimento.

"A margem do banco é maior com fundos ou CDBs do que com a poupança", observou. De cada R$ 100 aplicados na caderneta, o banco é obrigado a destinar R$ 65 para financiamento imobiliário; R$ 20 vão para o Banco Central (onde são remunerados por TR + 6%); R$ 10 ficam contingenciados no próprio banco e apenas R$ 5 são livres para a instituição reemprestar.

Estado

Link: Migração não ocorre e governo ganha tempo para mexer na poupança

Bolsas americanas refletem declarações de vice-presidente

Publicado por Odair às 7/06/2009 11:57:00 AM

Odair Gomes
Investidor Informado

Os índices dos Estados Unidos abriram em baixa, e poderá prolongar as perdas das últimas três semanas. Os setores com maiores quedas são o petrolífero e o financeiro.

O dia reflete as declarações do vice-presidente Joe Biden, que afirmou ontem que a administração Obama “leu mal a economia” quando previu o desemprego atingindo um pico de 8% se o Congresso aprovasse o plano de estímulo fiscal. Segundo o vice-presidente há a necessidade de novas medidas em um segundo pacote.

O S&P 500 caiu 5,3% desde junho, corrigindo a alta de mais de 40% dos três meses anteriores, adaptando o índice as expectativas de recuperação econômica.

Os efeitos do humor do mercado americano são sentidos em todas os mercados hoje.

Santos Brasil vence licitação para operar terminal de veículos em Santos

Publicado por Gandalf às 7/06/2009 10:41:00 AM

A Union Armazenagem e Operações Portuárias S.A., controlada indiretamente pela Santos Brasil Participações, venceu a licitação para operar o Terminal de Veículos (Tecon 2/TEV), localizado numa área de 164.961 m², situada em Conceiçãozinha, na margem esquerda do Porto de Santos.

A comunicação oficial foi feita pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que estipulou prazo de cinco dias úteis para celebração do contrato de arrendamento por 25 anos, renováveis apenas uma vez, por igual período.

Na data da celebração do contrato, a Union deverá cumprir os termos da proposta vencedora, que consiste no pagamento de R$ 220 milhões, que serão quitados de acordo com as condições previstas no edital.

A Union é controlada indiretamente pela Santos Brasil Participações, que por sua vez tem a Santos Brasil S.A. como subsidiária integral. Atualmente, a Santos Brasil S.A. opera temporariamente o TEV e, em fato relevante enviado hoje ao mercado, ressalta que caberá à vencedora da licitação ressarcir a companhia por todos os valores que, "aceitos e aprovados pela Codesp, esta companhia investiu na área do TEV, devendo esse ressarcimento se verificar previamente à extinção do Termo de Permissão de Uso, o que se verificará com a celebração do contrato de arrendamento".

Valor

Link: Santos Brasil Participações vence licitação de terminal de veículos

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