Pão de Açúcar compra os 40% restantes da rede Assai

Publicado por Gandalf às 7/12/2009 08:24:00 PM

O grupo Pão de Açúcar informou ontem (10) à noite, por intermédio de comunicado publicado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que chegou a um acordo para comprar a participação de 40% que ainda não detinha do capital da rede Assai, com atuação no segmento conhecido como atacarejo. O total a ser pago pela participação será de R$ 175 milhões, valor que pode chegar a R$ 200 milhões "se concretizadas algumas condições adicionais acordadas entre as partes", explicou a empresa no comunicado.

O pagamento será dividido em três etapas. A primeira parcela, de R$ 25 milhões, será quitada dez dias após a celebração do contrato de compra e venda com Rodolfo Junji Nagai e Luiz Fumikazu Kogachi, que detêm os 40% do capital total e votante da Barcelona Comércio Varejista e Atacadista S.A. (controladora que opera a bandeira Assai). A segunda parcela, também no valor de R$ 25 milhões, será paga em 15 de dezembro de 2009. A terceira parcela, de R$ 125 milhões, será liquidada em 15 de janeiro de 2011.

Uma parcela adicional, de R$ 25 milhões e sujeita a condições definidas entre as partes, mas não divulgadas, também seria paga em 15 de janeiro de 2011. Os valores, explica o Pão de Açúcar, serão corrigidos pela variação do CDI desde a data de assinatura do contrato de compra e venda de ações até o pagamento.

A operação, que ainda está sujeita à aprovação do Conselho de Administração e dos acionistas da companhia, representa a conclusão de um projeto iniciado em 2007. Naquele ano o Pão de Açúcar chegou a um acordo com os controladores da Assai para assumir 60% da empresa, a partir da criação de uma joint venture. A operação, avaliada em aproximadamente R$ 207 milhões, marcava o ingresso do Pão de Açúcar no segmento atacarejo, que é um dos que mais crescem no País.

Desde então, a rede que contava com 14 lojas no Estado de São Paulo não parou de crescer e hoje já possui mais de 30 lojas, incluindo unidades no Rio de Janeiro e no Ceará. As vendas brutas da bandeira Assai nos três primeiros meses de 2009 totalizaram R$ 440,8 milhões, o equivalente a 8,3% das vendas brutas de todo o grupo Pão de Açúcar no período, que somaram R$ 5,291 bilhões. No primeiro trimestre de 2008, essa participação era de 6,2%, segundo a empresa.

Estado

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Caso Rio Tinto pode atrasar negociação de minério

Publicado por Gandalf às 7/12/2009 08:22:00 PM

A suspeita de que membros da indústria siderúrgica chinesa teriam colaborado com funcionários da mineradora anglo-australiana Rio Tinto, que foram detidos recentemente no país acusados de espionagem, poderia adiar a conclusão das negociações anuais de preço do minério de ferro. A previsão foi feita por analistas do mercado de aço consultados pelo diário britânico Financial Times.

A atual negociação já é a mais prolongada em 40 anos, diz o jornal.

A Rio Tinto afirma que não há qualquer evidência que sustente as acusações. Os analistas, por sua vez, continuam a acreditar que a China eventualmente será forçada a aceitar o corte de 33% nos preços, pondera o jornal. A questão ainda pode depender de como o governo encaminhará sua investigação, acrescenta o FT.

Estado

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Brasil é um dos países mais fechados ao comércio

Publicado por Gandalf às 7/12/2009 08:17:00 PM

O Fórum Econômico Mundial classifica o Brasil como um dos países mais fechados do mundo para o comércio internacional. Segundo o Fórum, o País ocupa somente a 87ª posição no ranking de viabilidade comercial, divulgado nesta terça-feira, em Genebra. O levantamento analisou a situação de 121 países.

"O nível de proteção no Brasil continua relativamente elevado, em particular para os produtos agrícolas", diz a entidade. A posição deixa o País atrás do Chile (19ª), Costa Rica (43ª) e México (74ª), na América Latina, superando, entretanto, a Argentina (97ª). Entre os Brics, o Brasil também perde para a China (49ª) e a Índia (76ª), mas fica à frente da Rússia (109ª).

Pesaram contra a avaliação do Brasil aspectos como a existência de barreiras tarifárias, os elevados encargos alfandegários, a má qualidade das estradas, a corrupção e a ineficiência do governo. Já as melhores notas foram obtidas pela rede de telecomunicações e serviços relacionados ao embarque de mercadorias, como a competência logística.

O Fórum Econômico Mundial acredita que o comércio global passa por um momento importante, já que a retração econômica provoca queda dos volumes ainda mais forte do que a registrada na Grande Depressão, nos anos 30. "O desafio hoje é garantir que os países não piorem a situação, restringindo o comércio", dizem Robert Lawrence e Albert L. Williams, autores do estudo, em comunicado. "Quanto maior for a promoção do comércio além das fronteiras, menores serão os efeitos da crise global."

O ranking da abertura ao comércio é liderado por Cingapura, considerada a economia mais aberta para as transações internacionais. Em seguida estão Hong Kong, Suíça, Dinamarca, Suécia, Canadá, Noruega, Finlândia, Áustria e Holanda. Os Estados Unidos ocupam o 16º lugar.

"Os resultados mostram a política de abertura de Hong Kong e Cingapura ao comércio e o investimento internacional como parte de suas estratégias bem sucedidas de desenvolvimento econômico", avalia o Fórum.

Esta é a segunda edição do ranking. No ano passado, foram analisados 118 países e o Brasil foi o 80º colocado. No entanto, os resultados não são comparáveis porque foram feitos ajustes na metodologia.

Os diversos pacotes de estímulo econômico adotados pelos governos mundo afora podem acabar levando ao protecionismo, alerta o Fórum Econômico Mundial. "Com o crescente envolvimento do dinheiro público, se torna mais difícil agir de forma não discriminatória em relação às empresas e produtos estrangeiros", diz a entidade, em relatório.

Segundo o Fórum, acaba parecendo natural, por exemplo, a busca por garantias de benefícios locais, já que o dinheiro dos contribuintes está sendo gasto. "No entanto, essa postura prejudica os estrangeiros quem dependem de mercados abertos para seu sustento."

O Fórum lembra que setores com problemas em meio à crise estão recebendo grandes subsídios. Conforme a Organização Mundial do Comércio (OMC), 12 países ajudaram suas indústrias automotivas. "Brasil, França e Estados Unidos distribuíram empréstimos generosos", diz a entidade, apontando ainda que a Índia impôs licença de importação para alguns produtos e a Argentina estabeleceu preços para a compra de peças estrangeiras.

Para o Fórum, é improvável que a resposta pública à crise ganhe contornos como os registrados em 1930, quando os Estados Unidos elevaram as tarifas de importação em 47%. "Entretanto, a situação atual traz perigo para o sistema aberto de comércio."

Segundo a entidade, o risco vem da adoção de medidas que individualmente parecem menores, mas com impacto cumulativo prejudicial. "Há considerável espaço para aumentar a proteção sem tecnicamente quebrar regras da OMC ou violar os acordos internacionais."

O Fórum lembra que, mesmo tendo se comprometido em não repetir os erros de protecionismo do passado, 17 países do G-20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo, representadas por 19 países desenvolvidos e emergentes e pela União Europeia) adotaram medidas para inibir o comércio, conforme levantamento do Banco Mundial. Entre elas, está a cláusula "Buy American" (compre produto norte-americano) existente no pacote de estímulo dos EUA.

Em contrapartida, o Fórum vê situações onde o protecionismo foi evitado ou até mesmo rejeitado. "Autoridades no Brasil, por exemplo, derrubaram planos de adotar um programa de licenças para importações antiquado, numa resposta de resistência ao setor privado." Além disso, o País ampliou o programa de financiamento à exportação. "Existe a necessidade tanto de medidas para evitar o protecionismo como de ações para promover o comércio", conclui o Fórum.

Estado

Link: Brasil é um dos mais fechados ao comércio, diz Fórum Econômico

Pequenas petroleiras aproximam-se de quebra

Publicado por Gandalf às 7/12/2009 08:14:00 PM

O sonho de perfurar um poço, encontrar petróleo e, ato contínuo, fazer fortuna parecia quase real para os sócios da Aurizônia. Depois de quatro anos e R$ 50 milhões investidos para produzir óleo em 26 áreas no Rio Grande do Norte e em Sergipe, resta apenas decepção.

"Só produzimos 70 barris por dia. As dificuldades são muitas e reduziram nosso entusiasmo e o ímpeto de investir", diz Oswaldo Pedrosa, presidente da empresa de mineração.

Por todo o setor, o sentimento é parecido. Depois de investirem na obtenção de licenças e aluguel de equipamentos para explorar petróleo em terra, as pequenas produtoras relatam um rosário de problemas, boa parte atribuída ao único cliente, a Petrobras, e ao regulador do mercado, a ANP (Agência Nacional do Petróleo).

O resultado é a queda na produção de petróleo nas minipetrolíferas. Em um ano, ela caiu de 1.900 para 800 barris diários, calcula a Appom (Associação das Pequenas Produtoras de Petróleo).

Como as empresas têm perdido dinheiro na venda do óleo, optam por não produzir. Em março e abril, 5 de 19 poços na Bahia não jorraram uma gota de óleo. "Não imaginávamos que vender esse óleo seria tão difícil", afirma Anabal Santos, diretor da Appom.

"A criação de um setor de pequenas petrolíferas não decolou, infelizmente", diz Doneivan Ferreira, professor do Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia. A instituição faz pesquisas e forma profissionais em um campo-escola de petróleo em parceria com a ANP.

As primeiras minipetrolíferas foram criadas em 2001 para entrar nos leilões de campos de petróleo, da ANP. Hoje, são quase 50 empresas. São empreendedores de outros setores que viram oportunidade no mercado, como nos EUA.

Disputam campos marginais, que produzem até 500 barris por dia (porém poucos chegam a 40). A cifra é irrelevante para gigantes como a Petrobras, que produz 380 mil barris por dia em campos como Roncador, na bacia de Campos (RJ).

O óleo é vendido à Petrobras, dona de quase todas as refinarias do país. Segundo as empresas, a gigante desconta US$ 23 por barril, para separar a água do óleo. "Há seis anos, esse custo era de US$ 6", diz Pedrosa.

A água no óleo encarece ainda mais o transporte até as estações de tratamento. "Com impostos e royalties, fechamos no vermelho e não pagamos o investimento", diz Wagner Freire, presidente da Associação Brasileira de Produtores Independentes de Petróleo.

"Algumas pensam em fechar", diz Normando Paes, presidente da Appom e da empresa Panergy. Ele investiu R$ 11 milhões em dois campos de gás.

As pequenas queixam-se ainda de que desde 2006 a ANP não leiloa campos marginais. Estima-se que haja 60 campos leiloáveis. "Se as rodadas fossem frequentes, aumentaríamos a produção, diluindo custo e gerando receita", diz Freire.

A pequena receita impede o acesso ao crédito, que piorou com a crise. Os bancos não financiam uma atividade de tanto risco. "Nosso problema não é apenas a crise. É estrutural do setor", afirma Santos.

Especialistas acusam a Petrobras de não devolver à ANP campos marginais, que interessam às pequenas. Estima-se que haja 1.800 poços abandonados pela estatal na Bahia.

Folha

Link: Pequenas petroleiras cortam produção e ameaçam fechar

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