Suzano mantém planos para triplicar oferta
Publicado por Gandalf às 7/14/2009 08:37:00 PMAo contrário de outras indústrias brasileiras, incluindo suas concorrentes Aracruz e Votorantim Celulose e Papel (VCP), a Suzano Papel e Celulose decidiu manter os investimentos previstos para a próxima década. Hoje, em evento realizado no Rio de Janeiro, o presidente da companhia, Antonio Maciel Neto, afirmou que a fabricante de papel e celulose pretende investir US$ 6 bilhões até 2018 para mais do que triplicar sua oferta de celulose, atualmente em 1,7 milhão de toneladas. O cronograma de expansão, porém, será um pouco mais longo do que o divulgado em julho de 2008. Na oportunidade o executivo anunciou que o ciclo de expansão da companhia seria concluído em 2015, prazo que foi expandido em três anos.
Os recursos contemplam duas fábricas de celulose, uma no Maranhão e outra no Piauí, cada uma com capacidade de 1,3 milhão de toneladas anuais. Também estão no cronograma a instalação de uma terceira, ainda sem local definido, mas provavelmente no Maranhão ou no Piauí, e a expansão da fábrica de Mucuri (BA), em 400 mil toneladas anuais. Com esses projetos, a capacidade de produção de celulose da Suzano saltará para 6 milhões de toneladas anuais. O montante do investimento será viabilizado com recursos próprios, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e via financiamento de fornecedores.
Cada unidade, disse o executivo, deve demandar investimento aproximado de US$ 1,5 bilhão. Maciel esteve hoje na sede da Vale para anunciar uma parceria com a mineradora brasileira, que viabilizará a construção da fábrica no Maranhão. A Vale irá fornecer madeira para a Suzano, além de prestar serviços de logística para a nova unidade. Ficou acertado também a compra, pela Suzano, de uma área florestal da Vale no Maranhão de 84,7 mil hectares por R$ 235 milhões, a serem pagos em 12 parcelas trimestrais. Para viabilizar os serviços de logística da unidade, voltada para abastecer o mercado externo, a Vale irá investir R$ 150 milhões na compra de cinco locomotivas e 260 vagões.
Ao justificar a manutenção dos investimentos, Maciel afirmou que o crescimento das vendas para a China compensou a queda da demanda na Europa e nos Estados Unidos e é, hoje, a base de sustentação das atividades da empresa. Atualmente a China responde por cerca de 50% das exportações da companhia, porcentual acima da média histórica que girava entre 20% e 30%. Segundo ele, as importações chinesas de celulose cresceram 60% no primeiro semestre ante o mesmo período do ano passado. Esse aumento, explicou, deve-se à recomposição de estoques e à substituição de produção local por importações. O executivo acredita que a China vai continuar sendo o principal destino de vendas da Suzano nos próximos anos, mas que essa participação deve se acomodar em um patamar entre 30% e 40%.
Estado
Link: Suzano mantém investimentos para triplicar oferta
| Postado em »


