Souza Cruz: lucro avança 65% no primeiro semestre

Publicado por Gandalf às 8/04/2009 11:13:00 PM

A Souza Cruz (CRUZ3) divulgou após o fechamento dos mercados desta terça-feira (4) o seu resultado referente ao primeiro semestre do ano. Segundo o relatório, o lucro líquido da companhia mostrou um avanço de 65% em comparação aos primeiros seis meses de 2008, acumulado um total R$ 922 milhões no período.

A fabricante de cigarros também revelou um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 1,24 bilhão no período compreendido entre janeiro e junho, desempenho 51% acima dos R$ 820,6 milhões que a companhia reportou na primeira metade de 2008.

Apesar dos números positivos, a companhia afirma que o resultado não deve ser considerado um indicativo para o desempenho no acumulado de 2009. "Os números não refletem, em sua plenitude, o impacto dos aumentos do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) e do PIS/COFINS (Programa de Integração Nacional/ Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social)", informa a Souza Cruz em seu relatório.

O IPI ocasionou um aumento sobre o preço do cigarro de 23,5% a partir de maio, enquanto o PIS/COFINS resultou num aumento de 72,5% desde julho. Segundo a companhia, esse aumento da carga tributária sobre elevará ainda mais a atratividade do comércio ilegal no Brasil, o que poderá também impactar o seu volume de vendas.

O volume de vendas da companhia no primeiro semestre foi de 36,9 bilhões de cigarros, número 3,2% inferior ao total vendido no mesmo período de 2008, mas em linha com a sua estimativa de redução no mercado interno.

Dessa maneira, a participação da Souza Cruz no mercado total brasileiro de cigarros fechou a primeira metade do ano em 61,7%, praticamente estático em comparação ao ano passado, quando encerrou os primeiros seis meses com participação de 61,8%.

Já o volume de exportações da companhia totalizou 53,4 mil toneladas de fumo, montante praticamente igual ao visto em 2008. Segundo o relatório da companhia, os melhores preços em dólar praticados neste ano e o mix de produtos mais efetivo impactaram positivamente suas vendas destinadas ao exterior.

Infomoney

Link: Lucro líquido da Souza Cruz avança 65% no primeiro semestre do ano

Pão de Açúcar: lucro sobe 154,9% para R$ 131,7 milhões

Publicado por Gandalf às 8/04/2009 10:56:00 PM

O Grupo Pão de Açúcar registrou lucro líquido de R$ 131,7 milhões no segundo trimestre deste ano, o que representa um aumento de 154,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Na mesma base de comparação, a geração de caixa, medida pelo Ebitda, somou R$ 345,1 milhões, com alta de 15,7%. A receita líquida do segundo trimestre de 2009 atingiu R$ 5,006 bilhões, aumento de 18,1% em relação ao mesmo trimestre de 2008. O Pão de Açúcar encerrou o primeiro semestre com investimentos de R$ 193,2 milhões, o que representou uma queda de 15,6% na comparação com os aportes do mesmo período do ano passado, de R$ 229 milhões.

No segundo trimestre, os investimentos atingiram R$ 113,8 milhões, ante R$ 105,2 milhões de igual período de 2008, alta de 8,1%. De abril a junho, foram investidos R$ 35 milhões na abertura e construção de novas lojas, R$ 20,7 milhões na reforma de lojas e R$ 58 milhões em infraestrutura (tecnologia e logística). No período, foi promovida a abertura de três lojas Extra Fácil e uma drogaria. Também foram feitas as conversões de uma loja CompreBem, duas lojas Sendas e um Extra Hipermercado para o formato Assai. A empresa registrou ainda uma conversão da bandeira CompreBem para o formato Extra Perto. O total de lojas do Grupo Pão de Açúcar em 31 de junho somou 603 unidades. A empresa não contabilizou as lojas do Ponto Frio, que foi adquirida em junho pela companhia.

O Grupo Pão de Açúcar registrou um crescimento de 15,6% nas vendas líquidas no conceito "mesmas lojas" (unidades em funcionamento há pelo menos um ano) no segundo trimestre deste ano na comparação com igual período do ano passado, enquanto que as vendas brutas, na mesma base de comparação, subiram 13,1%. Em termos reais, descontada a inflação medida pelo IPCA, as vendas brutas mesmas lojas aumentaram 7,6%. As vendas de produtos alimentícios no conceito mesmas lojas cresceram 12,8% no trimestre. Já as de produtos não alimentícios subiram 14,3% no período. A margem bruta da companhia apresentou um recuo 0,8 ponto porcentual no segundo trimestre, para 25,3%. Parte da redução da margem foi creditada pelo Pão de Açúcar à entrada em vigor do regime de substituição tributária no Estado de São Paulo. A outra parte ocorreu em razão da estratégia de ampliação da participação no resultado consolidado do grupo dos negócios de postos combustíveis, atacarejo (com a bandeira Assai) e eletroeletrônicos, com margens menores.

Estado

Link: Lucro do Pão de Açúcar sobe 154,9% para R$ 131,7 mi

Leilão da folha do INSS deve movimentar bilhões de reais

Publicado por Gandalf às 8/04/2009 10:55:00 PM

O leilão de venda da folha de pagamento dos benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que começa na quarta-feira, pode resultar num fracasso ou numa operação de dezenas de bilhões de reais.

Segundo analistas, os preços que serão pagos pelas folhas mostrarão o risco que os bancos estão dispostos a correr para ter a simples possibilidade de conquistar novos correntistas.

Esfomeados para ampliar a base de clientes num momento de aumento da concorrência no setor bancário, mas cientes de que podem pagar caro por uma carteira que pode lhes render mais dor de cabeça do que lucros, os bancos privados até agora têm evitado sequer revelar se vão participar do leilão.

Está em jogo o direito de ser o único banco pagador a aposentados e pensionistas que se tornarem beneficiários do INSS nos próximos cinco anos. De acordo com a instituição, essa folha cresce ao passo de 377 mil pessoas a cada mês. O leilão não inclui a folha atual, de 26,6 milhões de beneficiários.

Para abocanhar a carteira de novos pensionistas, o banco candidato deve se comprometer a não cobrar deles por extratos, um DOC ou TED mensal, além de extrato para o Imposto de Renda.

Tudo para ter o direito de exclusividade no pagamento dos benefícios, o que dará ao banco vencedor uma chance formidável de oferecer serviços bancários, com crédito (especialmente o consignado), seguros e investimentos.

"Gerir esse folha é um negócio extremamente interessante", diz o economista João Augusto Salles, da consultoria RiskBank.

O leilão representa uma virada na lógica do valor da folha de pagamento versus prestação de serviços financeiros. Até 2007, o INSS pagava cerca de R$ 250 milhões por ano aos bancos para que eles fizessem o pagamento dos benefícios. Agora, além de exigir a isenção de tarifas para os beneficiários, a Previdência pode levantar bilhões de reais com a venda da carteira.

Em contrapartida, quem vencer terá o direito de prestar o serviço por 20 anos.

Diante dessas variáveis, bancos e mesmo analistas do setor consideram difícil estabelecer preços para as carteiras que serão vendidas. A licitação dividiu o país em 26 lotes.

"Eu não falaria em nada inferior a R$ 33 bilhões, tomando como referência o preço pago por bancos por folhas de pagamentos de várias prefeituras no Brasil", disse o economista-chefe da Austin Asis, Alex Agostini.

Nos bastidores, os bancos dizem que a carteira têm pouca atratividade, devido à renda baixa dos pensionistas, que terão pouco interesse em consumir outros produtos bancários.

Por isso, o governo federal teria pressionado bancos públicos como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil a participar do leilão para evitar o fracasso da concorrência.

O pregão será realizado em Brasília, em 5 e 6 de agosto, no prédio da Dataprev.

Reuters

Link: Leilão da folha do INSS pode movimentar bilhões de reais

Baixa renda puxa alta nas vendas de Tenda e Gafisa

Publicado por Gandalf às 8/04/2009 08:02:00 PM

A compra relâmpago da Tenda pela Gafisa foi alvo de críticas e a nova controladora ainda trabalha para recompor a imagem da companhia mineira no mercado - cuja ação chegou a bater R$ 0,90. Mas três trimestres depois da entrada da Gafisa e uma verdadeira faxina na companhia - que vai da redução de pessoal à revisão da concessão de crédito - a Tenda, mais uma vez, é a principal responsável pelo impulso no resultado da controladora.

No grupo das maiores beneficiadas pelo programa habitacional do governo, a Tenda acumula alta de 292% no ano e sua ação hoje vale R$ 4,55.

As duas empresas inauguraram a safra de balanços de construção confirmando a tendência de recuperação do setor. De abril a junho, as vendas contratadas da Tenda somaram R$ 366 milhões, 18,4% acima do segundo trimestre de 2008. Cerca de 90% das unidades vendidas custam menos de R$ 130 mil e são elegíveis ao programa do governo " Minha Casa, Minha Vida " .

A empresa reduziu drasticamente os lançamentos: de R$ 711 milhões para R$ 191 milhões, uma queda de 73%. Em número de unidades lançadas, a queda foi ainda mais expressiva: 81,7%. Com isso, conseguiu reduzir estoques, que somavam ao fim de junho R$ 492,7 milhões - 3,8% abaixo de março. A velocidade de vendas foi de 28,2%.

A Tenda teve um lucro de R$ 23,4 milhões no segundo trimestre, uma alta de 32,8% em relação ao mesmo período do ano passado. A margem líquida, no entanto, caiu de 9,6% para 9% e está abaixo da média do setor. Já a margem do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (lajida) saiu de 13,1% para 14,8% no mesmo período.

A Gafisa está imprimindo o o estilo austero, herdado da GP Investimentos , na Tenda. Nesse primeiro semestre, ocorreu a integração de Tenda e Fit para dar fim à sobre-posição de departamentos. Nem mesmo o modelo de varejo escapou. As lojas foram reduzidas de 38 para 32 e a equipe de vendas passou de 566 profissionais em junho de 2008 para 317 profissionais em junho deste ano. " Fizemos uma otimização da equipe e aumentamos o rendimento por vendedor " , afirma Carlos Trostli, presidente da Tenda.

Apesar dos esforços, as despesas continuam subindo - em boa parte por causa da incorporação da Fit - mas com maior eficiência. Os gastos comerciais subiram 25,2% e os gerais e administrativos, 30,2%. Proporcionalmente às vendas, porém, estão mais diluídas. Somadas, as despesas comerciais, gerais e administrativas representaram 13% das vendas contratadas no segundo trimestre, contra 20,1% no primeiro trimestre. " Esperamos melhorar a eficiência das vendas e reduzir as despesas operacionais " , diz a empresa em seu relatório.

A Tenda, que havia reduzido o ritmo dos lançamentos e das próprias obras por conta do fluxo de caixa apertado, melhorou sua posição financeira após uma emissão de debêntures com a Caixa Econômica Federal (CEF) no valor de R$ 600 milhões a uma taxa de TR mais 8% - a mais competitiva para financiamento do setor. " Os recursos provenientes da emissão de debêntures permitem acelerar as obras e aumentar o reconhecimento de receita e as margens operacionais nos próximos trimestres " , afirma.

Embora a Gafisa ressalte os sinais de melhoria nos segmento de média e alta renda, os dados ainda mostram que a recuperação na baixa renda é mais intensa. A companhia, contudo, afirma estar pronta para aproveitar as oportunidades na alta renda, especialmente com a queda nos juros.

No segundo trimestre, as vendas contratas consolidadas da Gafisa subiram 9%, na comparação anual, para R$ 835,4 milhões. Excluindo a Tenda, o avanço foi de 5%.

Também na velocidade de venda a Tenda está na dianteira da companhia: 28,2% ante 28% da Alphaville e 20,2% da Gafisa.

No consolidado, a Gafisa teve lucro líquido de R$ 57,7 milhões de abril a junho, com alta de 35,1% sobre igual período de 2008. A receita líquida foi de R$ 705,8 milhões, com aumento de 53,8% na comparação anual. O lajida subiu 68,7%, para R$ 142,2 milhões.

Valor

Link: Baixa renda puxa alta nas vendas de Tenda e Gafisa

Bradesco incluirá lote adicional da VisaNet no 3º trimestre

Publicado por Gandalf às 8/04/2009 07:52:00 PM

O Bradesco registrará, no resultado do terceiro trimestre, um ganho de R$ 280 milhões líquido de impostos com a venda do lote suplementar de 2,2% das ações da VisaNet. A informação foi dada hoje pelo vice-presidente executivo do banco, Domingos Abreu, durante teleconferência com analistas. No balanço do segundo trimestre, o Bradesco obteve R$ 2 bilhões com a venda de parte das ações na empresa de meios de pagamento, durante a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) realizada na BM&F Bovespa. O ganho, contudo, foi parcialmente consumido pela provisão para devedores duvidosos (PDD) adicional, de R$ 1,3 bilhão, realizada pelo banco. Abreu considera que o patamar atual recompôs o nível de cobertura do banco e, portanto, não vislumbra a necessidade de despesas de provisão adicionais, nem mesmo após a aprovação pelo Banco Central da compra do Banco Ibi pelo Bradesco.

O executivo fez questão de ressaltar que a elevação nas provisões não tem relação com a aquisição da instituição, que conta com índices elevados de inadimplência. O Bradesco encerrou o segundo trimestre com uma PDD equivalente a 7,7% da carteira de crédito, um nível R$ 3 bilhões superior ao requerido. Em um cenário de retração do crédito, os ganhos com operações de Tesouraria garantiram um aumento de 26,9% na margem financeira do Bradesco no segundo trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado. Os ganhos foram para R$ 7,560 bilhões.

Questionado se a queda da taxa básica de juros (Selic) pode pressionar as margens no futuro, o vice-presidente do banco reconheceu a possibilidade, mas destacou que as posições pré-fixadas mantidas pelo banco devem mitigar esse efeito até que haja um aumento no volume de crédito em decorrência da redução dos juros. De acordo com o presidente executivo do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, o banco trabalha com uma expectativa de aumento de 13% na carteira de crédito este ano. A instituição ainda não tem projeções para 2010, mas, diante da perspectiva de um crescimento da economia de até 5%, "não seria nenhum absurdo" esperar um crescimento da ordem de 20% para o volume de financiamentos no ano que vem, estimou.

Estado

Link: Bradesco terá ganho de R$ 280 mi com lote da VisaNet

Cosan capta US$ 350 milhões com bônus

Publicado por Gandalf às 8/04/2009 06:50:00 PM

A empresa de energia Cosan afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que concluiu com sucesso a captação de US$ 350 milhões através da emissão de bônus no mercado internacional. A empresa também informou que mais detalhes sobre a operação serão divulgados hoje após o fechamento do mercado. Os títulos emitidos atingiram yield (rendimento) de 9,625% ao ano e cupom de 9,5% em uma operação coordenada pelos bancos Morgan Stanley, Bradesco e Santander. A emissão foi apresentada para potenciais investidores em um road show iniciado em julho e que terminou ontem. Os papéis têm prazo de cinco anos e vencem em 2014. Os recursos levantados serão utilizados para refinanciar dívidas do grupo.

Estado

Link: Cosan conclui captação externa de US$ 350 mi

ALL fecha acordo de transporte com Usiminas de SP para o RS

Publicado por Gandalf às 8/04/2009 06:47:00 PM

Disposta a conquistar um volume maior de cargas industriais, a ALL Logística fechou com a Usiminas seu maior contrato de transporte ferroviário para movimentação de produtos siderúrgicos.

O acordo, cujos valores foram mantidos em sigilo pelas duas empresas, prevê o transporte de 10 mil toneladas mensais de chapas e bobinas de aço produzidas pela Usiminas, podendo chegar a 30 mil toneladas mensais numa segunda fase, a partir de 2010.

A operação prevê o embarque dos produtos da fábrica da antiga Cosipa, hoje uma unidade da Usiminas em Cubatão (SP), até o terminal ferroviário em Porto Alegre (RS). Ao todo, serão percorridos 1.500 quilômetros, um dos maiores trechos ferroviários do país. A estimativa é que 400 caminhões deixem de circular mensalmente pelas rodovias.

No Rio Grande do Sul, a ALL fará a operação logística para entrega dos produtos aos clientes finais da Usiminas. A intenção também é fornecer os produtos, via trem, à fábrica da Zamprogna, controlada pela Usiminas e situada a 5 quilômetros do terminal gaúcho.

Para viabilizar a operação, a ALL reformou 120 vagões ao custo de R$ 6 milhões. Outros 200 vagões serão modernizados para atender a segunda etapa, numa negociação atualmente em curso e prevista para ser concluída em outubro. Um parceiro da ALL aplicou R$ 1,5 milhão em obras no terminal de Porto Alegre, que terá 3 mil metros quadrados de área coberta.

O contrato faz parte do esforço da ALL em conquistar maiores volumes de transporte de cargas industriais nas malhas que pertenciam à Brasil Ferrovias, adquirida em 2006. "Eles privilegiavam as cargas agrícolas, como soja e açúcar", disse o gerente de produtos industrializados da ALL, Bruno Lino, de 31 anos, que ingressou na companhia há sete anos por intermédio do programa de trainee.

O contrato é o segundo fechado pela ALL com a Usiminas. O primeiro deles, assinado em 2007, a movimenta insumos. Ele prevê o transporte de 35 mil toneladas por mês de escória e coque da Usiminas em Cubatão para a fábrica de cimento da Votorantim, na região de Sorocaba (SP), que abastece a siderúrgica com cerca de 35 mil toneladas de calcário. "Vamos atender 80 mil toneladas da Usiminas com a meta de dobrar esse volume até o fim de 2010", aposta Lino. A ALL também prevê ampliar a movimentação de insumos entre a unidade da Usiminas em Cubatão e de produtos acabados para Paraná e Santa Catarina.

Segundo Lino, a intenção da ALL é negociar no futuro a possibilidade de atender a maior usina da Usiminas, localizada em Ipatinga (MG), a partir da base da ferrovia em Tatuí (SP), distante a 600 quilômetros. "Mas um passo de cada vez", disse.

Além dos acordos com a Usiminas, a ALL movimenta mais de 60 mil toneladas mensais em produtos siderúrgicos. Atende a Companhia Siderúrgica Nacional (15 mil toneladas por mês), a ArcelorMittal (15 mil toneladas/mês) e sua filial Vega do Sul (12 mil toneladas/mês) e a Gerdau (20 mil toneladas/mês). "Mesmo com a queda nos preços do minério de ferro e de produtos siderúrgicos, conseguimos crescer 20% em volume neste ano até julho", afirmou o gerente da ALL.

Valor

Link: ALL vai levar produtos da Usiminas de SP para o RS

Lucro da Profarma avança 66% no segundo trimestre

Publicado por Gandalf às 8/04/2009 06:04:00 PM

A Profarma encerrou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 17,9 milhões, o que representa um crescimento de 66,2% em relação ao mesmo período de 2008, quando o ganho somou R$ 10,8 milhões. O resultado foi puxado por uma ligeira alta nas receitas, mas principalmente pela redução dos custos.

Entre abril e julho, a companhia obteve receita líquida de R$ 646,5 milhões, um avanço de 0,58% ante igual intervalo do ano anterior. O custo dos produtos vendidos, por sua vez, recuou 2,8%, para R$ 563,6 milhões. Já as despesas operacionais subiram 22,8%, fechando o trimestre em R$ 49,6 milhões.

Ainda assim, a companhia obteve um lucro operacional de R$ 33,3 milhões, alta de 47,8% quando comparado ao segundo trimestre de 2008.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) somou R$ 37,8 milhões, cifra 60% superior à registrada um ano antes.

Valor

Link: Lucro da Profarma avança 66% no segundo trimestre

Incorporação da Sadia custa R$ 67 milhões

Publicado por Gandalf às 8/04/2009 05:40:00 PM

A incorporação das ações da Sadia pela antiga Perdigão, para consolidar totalmente a Brasil Foods, custará pouco menos de R$ 70 milhões. A operação ocorrerá após aprovação em assembleia de acionistas de ambas as empresas, agendadas para 18 de agosto.

Para a Brasil Foods, o custo será de até R$ 35 milhões e para a Sadia, de até R$ 32 milhões. Estão incluídos nesses montantes as despesas com todos os serviços necessários para o processo, como auditores, avaliadores, advogados, bancos de investimentos e publicações legais.

Os valores são significativos considerando os resultados trimestrais das empresas. No primeiro trimestre, a Perdigão teve receita líquida de R$ 2,6 bilhões e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (lajida) de R$ 118 milhões, equivalente a uma margem de 4,5%. Na Sadia, o faturamento líquido somou R$ 2,5 bilhões entre janeiro e março, com lajida de R$ 62,5 milhões - o que representa uma margem operacional de 2,5%.

Embora o primeiro trimestre tenha mostrado rentabilidade apertada, com o desempenho operacional mais fraco em função da crise, o gasto com a incorporação seria relevante mesmo num trimestre tradicional, em que a margem varia de 8% a 12%. Esse gasto, contudo, ficará para o terceiro trimestre.

O próximo resultado a ser divulgado pelas empresas, do segundo trimestre, está programado para 14 de agosto. Ambas devem trazer um balanço mais leve, com operacional melhor e beneficiadas - especialmente a Sadia - pela queda do dólar sobre a dívida. " Não será um efeito caixa, mas deve haver impacto positivo no lucro " , afirmou Denise Messer, a analista da Brascan Corretora.

Nos três primeiros meses do ano, ambas ainda sofreram com a moeda e com o aperto na operação. A Perdigão teve prejuízo de R$ 226 milhões e a Sadia, de R$ 239,2 milhões.

No segundo trimestre, as companhias permanecem independentes e não há nenhuma consolidação de números, já que a Perdigão assumiu efetivamente o controle da Sadia em 8 de julho.

A despeito do peso nas despesas do terceiro trimestre, para criação da Brasil Foods, o resultado líquido deve ser fortemente beneficiado pela captação com ações de R$ 5,3 bilhões pela antiga Perdigão. Além disso, alguns vencimentos da Sadia serão eliminados até setembro.

Valor

Link: Incorporação da Sadia custa R$ 67 milhões

Bradesco garante lucro com VisaNet, mas crédito para e provisão sobe

Publicado por Gandalf às 8/04/2009 05:08:00 PM

O Bradesco procurou manifestar otimismo para a segunda metade de 2009, depois de ter reportado nesta quarta-feira que seus resultados do segundo trimestre foram mais uma vez manchados pelos efeitos da crise intensificada no final do ano passado.

O segundo maior banco privado brasileiro reportou lucro líquido de 2,297 bilhões de reais no trimestre e de 4,020 bilhões de janeiro a junho, com aumento de 14,7 por cento e de 2,8 por cento em relação aos mesmos períodos do ano passado.

O aumento no lucro não refletiu, no entanto, o desempenho operacional da instituição no período. Na sua atividade principal, a concessão de crédito, o Bradesco viu sua carteira total encolher 0,1 por cento ante março, para 212,768 bilhões de reais, ainda que tenha crescido 18,1 por cento em 12 meses.

O lucro foi impactado por duas forças contrárias. Para baixo em função do reforço de 1,3 bilhão de reais nas provisões para perdas, num período em que a inadimplência subiu de 3,4 por cento para 4,6 por cento no intervalo de 1 ano.

E para cima devido ao lucro bruto de 2 bilhões de reais com a venda de parte das ações que o banco detinha na VisaNet, por meio de oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em junho.

Na segunda metade do ano, o banco acredita que sinais consistentes de recuperação da economia reflitam em melhor desempenho das operações de crédito, com aumento das operações e menor inadimplência.

"O pior está passando. A tendência é de estabilização (da inadimplência) a médio prazo", disse o presidente do banco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, em teleconferência com jornalistas.

Essa visão mais positiva para o segundo semestre, no entanto, não foi suficiente para conservar as previsões anteriores para o crédito. Por isso, o Bradesco reduziu a expectativa de expansão do financiamento da faixa de 13 a 17 por cento para a de 8 a 12 por cento no acumulado em 2009.

A principal aposta do banco é o varejo, setor em que os financiamento evoluíram 13,2 por cento no espaço de 12 meses até junho, para 74,3 bilhões de reais. A expansão sobre março foi de apenas 0,8 por cento.

Já o crédito destinado a empresas, embora tenha crescido 20,9 por cento sobre junho de 2008, para 138,48 bilhões de reais, encolheu 0,6 por cento ante março.

O Bradesco prevê uma redução no ritmo de crescimento da inadimplência das pessoas físicas, mas avalia que as "micro, pequenas e médias empresas ainda merecem atenção".

As receitas de prestação de serviços do banco totalizaram 2,91 bilhões no segundo trimestre, uma evolução de 9,6 por cento em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

Ao mesmo tempo, a margem financeira do período totalizou 7,56 bilhões de reais, um salto de 26,9 por cento sobre à registrada no segundo trimestre de 2008.

O banco fechou junho com ativos totais de 482,478 bilhões de reais, um avanço de 19,7 por cento sobre igual mês de 2008.

Reuters

Link: Bradesco lucra mais com VisaNet, mas crédito para e provisão sobe

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