Vale quer fazer oferta de bônus de dez anos

Publicado por Gandalf às 9/08/2009 11:39:00 AM

Em breve comunicado ao mercado, a mineradora Vale informou hoje que deverá realizar uma oferta de bônus de dez anos no mercado. De acordo com a empresa, que não revelou o tamanho da operação, os recursos oriundos da oferta serão utilizados em "propósitos corporativos em geral".

Os papéis serão obrigações não garantidas da subsidiária Vale Overseas Limited com garantia integral da Vale. "A garantia será pari passu a todas as obrigações da Vale de natureza semelhante", informou a mineradora.

Os coordenadores da oferta, que está registrada na Securities Exchange Commission (SEC), serão Goldman, Sachs & Co., HSBC Securities e Santander Investment Securities.

Valor

Link: Vale quer fazer oferta de bônus de dez anos

Hypermarcas pagará R$ 25 milhões por linha infantil de cosméticos de Silvio Santos

Publicado por Gandalf às 9/08/2009 11:36:00 AM

A Hypermarcas, dona de marcas como Assolan, Bozzano e Doril, anunciou na noite de segunda-feira que assinou acordo para aquisição da linha para o segmento infantil da SS Cosméticos, do Grupo Silvio Santos. O valor do negócio é estimado em R$ 25 milhões.

Em comunicado ao mercado, a companhia afirma que celebrou com a SS um memorando de entendimento, que determina que as duas empresas definam as bases da aquisição e celebrem o contrato definitivo até 31 de outubro --o prazo pode se estendido por mais 30 dias, caso necessário.

A linha infantil da SS, detentora da marca Hydrogen, entre outras, inclui produtos licenciados sob a marca Disney, que também serão vendidos.

"A aquisição dos ativos vem complementar os investimentos da Hypermarcas na área de produtos de higiene pessoal, gerando o concreto crescimento de oportunidades da companhia neste setor", afirma a empresa no comunicado.

O Grupo Silvio Santos adquiriu a SS Cosméticos --chamada de SSR na época-- em abril de 2006, por R$ 5 milhões.

Folha

Link: Hypermarcas compra linha infantil de cosméticos de Silvio Santos

Após 2 meses, Petrobras retoma testes no pré-sal

Publicado por Gandalf às 9/08/2009 11:31:00 AM

A Petrobras informou nesta terça-feira que a produção na área de Tupi, no bloco BM-S-11, no pré-sal da bacia de Santos, foi retomada no último sábado. O poço havia sido fechado no início de julho, depois que um parafuso de fixação de uma das árvores de Natal molhadas (equipamento submarino de controle de fluxo de poços) do projeto apresentou defeito.

Inicialmente, a estatal estimava que a produção em Tupi seria paralisada por três meses. A área é a primeira do chamado cluster (polo central) do pré-sal na bacia de Santos a operar, ainda de forma experimental.

O chamado TLD (Teste de Longa Duração) vai durar 15 meses, e vai fornecer informações sobre o comportamento do reservatório local durante a extração de óleo. Nesse tempo, a expectativa é que a produção média seja de 15 mil barris/dia.

Após o TLD, no final de 2010, começará o projeto-piloto de Tupi, com produção média de 100 mil barris/dia e 4 milhões de metros cúbicos diários de gás natural.

A Petrobras estima que Tupi tenha de 5 bilhões a 8 bilhões de barris de petróleo e gás natural recuperáveis. Se confirmado esse nível de reservas, Tupi será a área petrolífera com maior acumulação de petróleo e gás já descoberta.

Folha

Link: Petrobras retoma a produção na área de Tupi, no pré-sal de Santos

Brookfield prepara nova oferta de até R$ 700 milhões

Publicado por Gandalf às 9/08/2009 10:03:00 AM

A Brookfield (ex-Brascan) vai engordar a safra de emissões do setor imobiliário. A empresa será a próxima incorporadora a anunciar uma emissão de ações. Segundo o Valor apurou, a companhia pretende levantar cerca de R$ 600 milhões com a operação. Entusiasmadas com o aquecimento do setor imobiliário e o apetite do investidor estrangeiro, as empresas inauguram uma nova fase de ofertas de ações que somam perto de R$ 3 bilhões.

Mas essa nova rodada de emissões - com pelo menos três novas captações em um curto intervalo - já acendeu o sinal amarelo. A dúvida, invariavelmente, é se haverá demanda para tantas emissões e quanto desse movimento não é uma resposta ao assédio dos bancos de investimento.

Até agora, apenas as companhias com forte exposição ao segmento de baixa renda haviam anunciado ofertas. Depois da MRV, que abriu a nova fase de captação e conseguiu levantar R$ 722 milhões em uma oferta considerada bem-sucedida, na semana passada PDG Realty e Rossi protocolaram pedido de registro de oferta de ações na Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid). A Brascan será a primeira construtora com atuação mais diversificada - está no segmento residencial de médio e alto padrão e comercial de pequeno e grande porte - a testar o mercado. "De alguma forma, há várias companhias querendo se preparar", afirma fonte do setor.

Outra empresa que estuda fazer uma emissão, mas ainda não definiu se optará por esse caminho é a Cyrela. Uma das possibilidades é que a companhia faça uma cisão e abra o capital da Living, sua empresa para baixa renda, que começou como uma marca e vem ganhando destaque nos resultados gerais da construtora.

Outra opção é colocar um investidor dentro da Living. A Cyrela fez uma primeira cisão com a CCP, Cyrela Commercial Properties, braço de imóveis corporativos, em abril de 2007 - no mês passado fez uma joint venture de US$ 400 milhões com o governo de Cingapura e com um fundo de pensão canadense. A própria Cyrela acaba de buscar outra fonte para se capitalizar. Na semana passada, a anunciou a emissão de R$ 350 milhões em debêntures não conversíveis.

Outro nome que circula no mercado para uma possível emissão é a Rodobens Negócios Imobiliários, um dos alvos dos bancos de investimento. Mas a possibilidade de que haja uma emissão da Rodobens é mais remota. A Gafisa chegou a registrar uma oferta na Anbid neste ano, mas o mercado virou e, sem a resposta esperada dos investidores, cancelou a emissão.

Uma dúvida que começa a ser levantada é se a euforia que tomou conta do setor entre 2006 e 2007 e fez com que o segmento imobiliário tivesse 21 empresas listadas - sem contar as de shopping center - não possa estar voltando, ainda que em menor proporção. O efeito da abertura de capital foi nefasto para algumas companhias, como Tenda, Abyara, Klabin Segall e Inpar. Todas foram adquiridas a preços muito baixos e, com exceção da Inpar, seus fundadores saíram do negócio. A consolidação foi uma ótima oportunidade para uns e a única saída para outros, mas promoveu um ajuste no setor.

O cenário melhorou muito rápido nos últimos 12 meses. O programa habitacional do governo e a recuperação do mercado imobiliário a partir do segundo semestre renovaram o setor, que saiu bastante machucado da crise. "Os números do segundo trimestre confirmam que as empresas brasileiras de construção atingiram um novo estágio e o alto nível da demanda pode ser medido pelo aumento da velocidade de vendas, que saiu de 13,1% no primeiro trimestre para 20,6% no segundo, com destaque para quem atua na baixa renda", diz relatório do banco Credit Suisse sobre o setor.

Quem está em contato com investidores estrangeiros diz que o interesse pelo Brasil e o mercado imobiliário em especial é muito grande. Mas o dinheiro no mundo continua escasso e a concorrência é alta. O mesmo capital será disputado pelas empresas que fazem emissões de ações e pelos fundos de participação, que iniciaram nova rodada de captações. "O interesse por Brasil é grande, mas os investidores estão mais cautelosos, querem conhecer muito bem cada ativo antes de tomar qualquer decisão de investimento", afirma Leonardo Correa, diretor de relações com investidores da MRV.

Valor

Link: Brookfield planeja oferta de ações de R$ 600 milhões

Setor petrolífero lidera queda de arrecadação federal no ano

Publicado por Gandalf às 9/08/2009 08:17:00 AM

A fabricação de produtos derivados de petróleo encabeça a lista das 20 maiores perdas de arrecadação federal registrada no primeiro semestre de 2009. O recuo, no comparativo com o mesmo período de 2008, chega 24,8%. Com isso, a participação do setor na relação receita / PIB (Produto Interno Bruto) caiu, passando de 1,26%, registrado no ano passado, para 0,97%. Na contramão desse movimento, a receita estadual se beneficia do recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS) sobre o petróleo combustíveis e lubrificantes. Segundo dados do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), a arrecadação dos estados cresceu 1,73% nos primeiro seis meses do ano.

Segundo o economista José Roberto Afonso, a tendência declinante da arrecadação federal de petróleo retrata não somente o impacto da crise financeira, mas também uma deterioração que acontece ao longo do tempo. Prova disso é que a carga tributária do setor saiu do patamar de 1,58% do PIB no segundo semestre de 2005 para menos de 1% do PIB nos primeiros seis meses de 2009. "O determinante chave para a queda de sua arrecadação no início desde ano foram as controversas compensações tributárias realizadas por contribuintes do setor", destaca Afonso.

A explicação para perda de arrecadação federal está ligada basicamente, segundo Sérgio Gobetti, economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a mudança na forma de cobrança do PIS e da Cofins a partir de 2004, quando adota um valor prefixado por unidade vendida - como o caso da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). "A forma como o ICMS é cobrado faz toda diferença, porque não é o preço na bomba, é um preço presumido", explica.

Gobetti acrescenta que embora o volume de venda de combustível tenha crescido, não foi acompanho pela mesmo crescimento da inflação. "Isso resulta em um valor agregado constante ou levemente declinante; no caso do ICMS cresce porque, mesmo com preços relativamente controlados, a alíquota é sobre um preço presumido, que é definido pelos fiscos estaduais", diz.

Para Afonso, a expansão da base de tributação federal não se refletiu na arrecadação. Segundo ele, o consumo e, especialmente, a produção nacional de petróleo cresceram expressivamente ao longo dos últimos oito anos. "O mesmo aconteceu com os preços - nem mesmo a crise afetaria diretamente o faturamento interno do setor uma vez que não foram reduzidos os preços de combustíveis no mercado nacional (e mesmo a queda no mercado internacional, já foi parcialmente recuperada)", diz o economista.

Em nota técnica, Afonso indica que o primeiro semestre do ano de 2003, o melhor em termos de arrecadação federal no setor petrolífero resultou em 1,68% do PIB. Neste mesmo período a arrecadação de ICMS do setor foi de 1,48% do PIB. "Agora, no primeiro semestre de 2009, a arrecadação federal caiu para 0,97% do PIB".

Ao final do primeiro semestre do ano, os economistas analisam o quanto de efeito a crise financeira teve sobre o desempenho da arrecadação federal e se parte das perdas são estruturais. "É preciso esperar", afirma Gobetti. Segundo ele, é possível que a partir de agora haja um descolamento entre o crescimento do PIB e a evolução das receitas do País.

"O futuro da arrecadação vai depender de algumas variáveis. Entre elas se os eventos econômicos que aconteceram em 2008 se repitam. Além disso, o resultado do desempenho da arrecadação vai depender dos setores que serão responsáveis pela puxada da economia e de sua participação na composição do PIB", frisa.

A queda da arrecadação no primeiro semestre ocorreu em razão de medidas legais, chegando a R$ 26,5 bilhões em perdas - desse total, R$ 15,6 bilhões podem ser explicados pelas desonerações e compensações, assim também como as onerações como foi o caso da CSLL. O restante - R$ 10,9 bilhões - não tem uma explicação ligada à crise.

O economista do Ipea diz que em 2008 o Brasil também viveu sua própria 'bolha', "que acabou fermentando a arrecadação". Com a crise, porém, os lucros despencaram e a receita administrada pela Receita Federal o peso maior é dos tributos vinculados ao lucro, mas do que salários. Para Gobetti há uma mudança no sistema de arrecadação, como por exemplo o crescimento do mecanismo de recolhimento na fonte. Mas cresceu também o do planejamento tributário, a considerar o dilema da Petrobras.

DCI

Link: Setor petrolífero lidera queda de arrecadação federal no ano

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