Reajuste do minério de ferro pode atingir 50%

Publicado por Gandalf às 1/14/2010 11:29:00 PM

Às vésperas do primeiro round de conversas formais entre mineradoras e siderúrgicas para fixar o novo preço do minério de ferro a vigorar em 2010, existe uma onda de revisões para cima das previsões iniciais. A forte recuperação dos mercados de minério e aço, impulsionados pela demanda da China e pela recuperação da economia mundial, está levando analistas de bancos e corretoras a reverem suas estimativas de reajuste para o minério para até 50%, conforme relatório divulgado ontem pelo Bank of America Merrill Lynch.

O Deutsche Bank reviu sua projeção de 13% para 36% para o minério da Vale, enquanto o Goldman Sachs e o Banif mantiveram suas previsões de alta de preço em 20% e o Credit Suisse em 15%. A Brascan Corretora, que trabalha com 20%, prepara-se para revisar esse número para cima nos próximos dias. O Banif e o Credit Suisse também fizeram previsões de alta do preço para 2011, considerando um reajuste acumulado do minério, em dois anos, na faixa de 32% a 40%, mais compatível com o ritmo de retomada dos mercados siderúrgicos fora da China, como Europa, Estados Unidos e Japão.

Rodrigo Barros, analista de mineração e siderurgia do Deutsche Bank, disse que as grandes mineradoras estão trabalhando para repor este ano a queda de preço que tiveram de amargar em 2009, de menos 28% para a Vale e menos 33% para as australianas BHPBilliton e Rio Tinto por conta da crise que abalou os mercados de commodities. Na sua análise, para voltar ao patamar de referência de 2008, os preços a serem negociados com as siderúrgicas teriam de subir no sistema de benchmark (preço de referência para contratos de longo prazo) 39% para o minério da Vale e 49% para os australianos.

Por esta razão, Barros trabalha com um cenário em que o preço a ser fechado este ano no benchmark volte a ficar muito parecido com o que era em 2008. Segundo ele, o mercado de minério ficou aquecido nos últimos três meses e o que era apenas uma probabilidade muito otimista virou realidade. Ontem, o preço do minério no spot chinês alcançou US$ 132 a US$ 135 a tonelada, indicando um prêmio de mais de 80% sobre o preço de referência pago pelo produto da Vale no mercado chinês, na faixa de US$ 82 incluindo o frete de US$ 26 por tonelada. "Foi uma mudança de paradigma que sinaliza um aperto na oferta de minério", avalia Barros. Segundo ele, o Deutsche trabalha com um déficit no mercado transoceânico de minério de 21 milhões de toneladas este ano.

Já nos cálculos do Bank of America Merrill Lynch o déficit no mercado global de minério em 2010 será da ordem de 58 milhões de toneladas. O banco trabalha com uma oferta de minério no mundo de 1,815 bilhão de toneladas, ante uma demanda estimada de 1,873 bilhão de toneladas. Para o Merrill Lynch esta tendência deve persistir até 2012. Os analistas, em geral, avaliam que há pouca capacidade de oferta de novo de minério este ano.

Na avaliação de Barros, do Deutsche, a Vale deverá colocar no mercado este ano 322 milhões de toneladas de minério, dos quais 7 milhões adquiridas de terceiros. "A Vale vai operar a plena capacidade e colocando zero de capacidade nova. Em 2011, deve acrescentar mais 10 milhões de toneladas. Em 2012 serão mais 30 milhões. Todas expansões de Carajás." BHP e Rio Tinto devem colocar juntas cerca de 280 milhões de toneladas no mercado, sendo 25 milhões de toneladas de capacidade nova. A australiana FMG deve desovar 37 milhões de toneladas e CSN, 40 milhões de toneladas, entre outras produtoras.

Além da disparada dos preços no mercado spot chinês - por conta de uma produção de aço prevista para a China este ano de 628 milhões de toneladas, na projeção do Deutsche, ou 640 milhões de toneladas na previsão do Credit Suisse, ante 565 milhões em 2009 -, os preços do aço estão se recuperando e podem subir até 17% no mercado chinês até setembro, segundo analistas. O fenômeno não é isolado. Relatório do Credit Suisse divulgado ontem destaca que estão ocorrendo aumentos do aço plano entre US$ 40 a US$ 50 a tonelada no mercado americano. Na Europa há uma reposição de estoques de aço.

As negociações de preço, conforme circula no mercado, estão começando no Japão e deverão se estender pela China e Europa. As mineradoras têm como interlocutores japoneses um grupo de siderúrgicas conhecido como JSM (Japan Steel Mills). Da parte da China a BaoSteel vai conduzir os acertos e, na Europa, a tendência é a ArcelorMittal assumir a liderança. As três grandes mineradoras (Vale, BHP e Rio Tinto) estão conversando com seus clientes isoladamente. E estão novamente divididas em relação a sistemática de preços.

A Vale continua defendendo o benchmark, enquanto a BHP é a favor do Index (cotações diárias em bolsa) e a Rio Tinto tende a acatar o benchmark. Há informações de que a Rio Tinto estaria com dificuldades de negociar com os chineses porque seu negociador e outro funcionário continuam presos na China, acusados de usar informações privilegiadas nas negociações que não se completaram no ano passado.

De acordo com informações recentes, as mineradoras estariam dispostas a negociar primeiro com o Japão e acertar um preço com as usinas locais para depois procurarem a China e apresentar o preço japonês como base de negociação. As usinas chinesas continuam rachadas entre mercado spot e benchmark. Por isso, o analista do Deutsche acredita que a Vale deve continuar flexibilizando sua comercialização de minério este ano, favorecida pela queda do frete do Brasil para a China, que caiu de US$ 40 para US$ 26 e pode baixar ainda mais dado o aumento de oferta de navios nessa rota.

Valor

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Aliansce Shopping detalha oferta de ações de R$ 1,14 bilhão

Publicado por Gandalf às 1/14/2010 05:38:00 PM

A primeira oferta pública inicial (IPO na sigla em inglês) de 2010 tomou forma hoje. A Aliansce Shopping Centers apresentou o aviso ao mercado de sua oferta primária e secundária de ações que pode movimentar mais de R$ 1,14 bilhão. Vale lembrar que a empresa já tinha tentado ingressar na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em 2007, mas condições adversas de mercado levaram ao atraso da operação.

A distribuição inicial compreende a venda de 65 milhões de ações ordinárias, sendo 50 milhões de novas ações e 15 milhões de papéis do fundo GBP I, gerido pela Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, e do diretor-presidente e presidente do Conselho de Administração, Renato Rique.

A faixa estimativa de preço vai de R$ 10 a R$ 13. Considerando o teto da faixa, a oferta movimentará R$ 845 milhões, cifra que pode chegar a R$ 1,14 bilhão caso exercidos integralmente os lotes suplementar e adicional.

As pessoas físicas poderão tomar parte na oferta com investimento mínimo de R$ 3 mil. Os pedidos de reserva devem ser efetuados entre os dias 21 e 26 de janeiro. Ainda de acordo com o cronograma estimado, o preço por ação será definido dia 27 e os papéis chegam ao Novo Mercado da Bovespa no dia 29, sob o código ALSC3.

Os recursos obtidos com a oferta primária serão destinados à aquisição de participação, expansão e desenvolvimento de shopping centers.

Considerando o preço estimado de R$ 10 a R$ 13 por papel, a companhia chegará á bolsa com valor de mercado de R$ 1,39 bilhão a R$ 1,81 bilhão. Para efeito de comparação, a BR Malls, que também atua no segmento de shopping centers, tem valor de mercado de R$ 4,38 bilhões, a Multiplan vale cerca de R$ 5,5 bilhões, a Iguatemi soma R$ 2,44 bilhões e a General Shopping R$ 504 milhões.

O maior acionista da companhia é a norte-americana GGP, que por meio do GGP Brazil I detém 49% das ações, fatia que deve cair a 22,1% após a oferta. O FIP GBP figura com 22,54%, fatia que será reduzida a 1%. A Rique Empreendimentos, do presidente Renato Rique, aparece com 19,19%. E o próprio Rique tem participação direta de 7,27%. O free float será de 62,9%, desconsiderando lote suplementar e adicional.

No prospecto, a companhia se apresenta como a segunda maior administradora de shoppings do Brasil dentre as quatro empresas de capital aberto do setor em termos de números de shoppings administrados. Atualmente, a Aliansce tem participação em 13 empreendimentos, que somam 416 mil metros quadros de área bruta locável (ABL).

No acumulado dos nove primeiros meses de 2009, a empresa teve lucro líquido de R$ 18,7 milhões, revertendo prejuízo de R$ 10,9 milhões registrado um ano antes. Já a receita líquida de janeiro a setembro somou R$ 97 milhões, alta de 40% sobre o registrado um ano antes.

Valor

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Petrobras inicia obras da Refinaria Premium I no Maranhão

Publicado por Gandalf às 1/14/2010 05:35:00 PM

Com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Petrobras realiza, nesta sexta-feira (15/1), às 10h, no Maranhão, a cerimônia de lançamento da pedra fundamental e início das obras da Refinaria Premium I.

A Refinaria Premium I, a ser implantada no Município de Bacabeira (MA), a 60 km do futuro terminal de São Luís, será uma das quatro novas unidades de refino da Petrobras no Nordeste. O projeto visa a aumentar a produção nacional e facilitar a distribuição regional de derivados combustíveis de alta qualidade, como óleo diesel, querosene de aviação (QAV), nafta petroquímica, gás liquefeito de petróleo (GLP), bunker (combustível para navios) e coque.

Com capacidade para processar 600 mil barris por dia, a Premium I irá refinar o equivalente a um terço de todo o petróleo nacional atualmente produzido pela Petrobras.

A Refinaria entrará em operação em duas fases - a primeira, com capacidade para 300 mil barris por dia, está prevista para setembro de 2013, e a segunda, para setembro de 2015. Ela terá faixa de dutos e terminal portuário, para receber petróleo e escoar derivados.

Estima-se que o empreendimento irá gerar, durante a fase de construção, 132 mil postos de trabalho, diretos, indiretos e por efeito renda, em todo o Brasil. No pico das obras, previsto para 2012, cerca de vinte e seis mil pessoas estarão diretamente envolvidas. Para a operação da refinaria, o efetivo estimado é de aproximadamente 1.500 trabalhadores.

Por intermédio do Programa de Mobilização da Indústria Nacional do Petróleo e Gás Natural (Prominp) e de outras iniciativas da Petrobras, será promovida a qualificação da mão de obra necessária à implementação da Refinaria, por meio de cursos de capacitação profissional em diversas categorias, nos níveis básico, médio e superior. Somente o Prominp capacitará 22.700 pessoas, até 2013.

O Termo de Compromisso para a construção da Refinaria Premium I foi assinado pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e pela governadora do Maranhão, Roseana Sarney, em 14 de outubro de 2009. Antes, em maio de 2009, foi assinado o Protocolo de Entendimentos e, em 10 de julho de 2009, foi publicado o decreto do Governo do Maranhão, declarando de utilidade pública os 20 milhões de m² do terreno

Economistas acreditam em aumento da gasolina em fevereiro, mas sem efeito na inflação anual

O preço da gasolina na bomba para o consumidor deverá ter um aumento de aproximadamente 2% em fevereiro, como reflexo da redução da mistura de álcool à gasolina, que cairá de 25% para 20%. A opinião é do economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

- Dado que a gasolina pesa 3% no Índice de Preços ao Consumidor (IPC/FGV), este aumento momentâneo deverá impactar em 0,06 ponto percentual no IPC do mês. Depois do dia 1 de maio, esse impacto começará a ser dissipado e seu efeito tende a ser nulo na inflação de 2010.

Na opinião de André Braz, o maior benefício da redução do percentual de mistura é impedir aumentos maiores no preço do álcool combustível, cuja demanda cresce com a ampliação da frota de carros flex.

A redução do percentual de álcool anidro misturado à gasolina, que ocorrerá entre os dias 1 de fevereiro e 1 de maio, deve aumentar a oferta de álcool, reduzindo o preço a médio prazo.

Como efeito colateral, uma vez que a gasolina pura é mais cara que o álcool anidro, o derivado de petróleo comprado no posto deverá ficar mais caro.

- É uma questão de tempo, o suficiente para a renovação dos estoques no varejo - avalia o pesquisador da FGV Maurício Canêdo.

A especialista da FGV em petróleo e gás, Adriana Perez, por sua vez, acredita que o maior direcionamento de consumo da gasolina - ocorrido em janeiro - foi uma conseqüência natural, uma vez que o consumidor percebeu que, neste momento, o preço do álcool subiu, em média, muito mais (3,31 %) nas últimas quatro semanas.

Monitor Mercantil

Link: Petrobras inicia obras da Refinaria Premium I no Maranhão

Santander acredita que CSN irá desistir da Cimpor

Publicado por Gandalf às 1/14/2010 05:29:00 PM

A compra da fabricante portuguesa de cimentos Cimpor pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) parece ficar cada vez mais improvável. Segundo analistas da corretora do Santander, que opera de forma independente do banco, depois da oferta de fusão feita pela Camargo Corrêa, a previsão mais razoável é que a siderúrgica nacional retire sua proposta, em vez de fazer uma oferta maior.

Enquanto a CSN tenta comprar a companhia portuguesa por 6,5 bilhões de dólares - oferta que a Cimpor considerou "oportunista, irrelevante e perturbadora" -, a Camargo Corrêa quer fundir sua empresa de cimentos, adquirindo uma fatia de 15% a 25% da fabricante de cimento. A Camargo também diz que não planeja realizar no mercado uma oferta pública de compra dos papéis de todos os acionistas, e deve manter a Cimpor no controle do negócio, com mais de 50% dos papéis. Para os analistas do Santander, trata-se de uma abordagem muito mais "amigável" do que a proposta pela siderúrgica.

Outra vantagem da Camargo Corrêa na disputa diz respeito à sinergia resultante da fusão. A companhia estima que o valor líquido das sinergias após a operação deve chegar a 330 milhões de euros. Para a corretora do Santander, dificilmente a CSN, conseguiria um valor semelhante, devido à pequena sobreposição entre suas operações e as da Cimpor.

Os analistas afirmam ainda que a desistência é positiva para a CSN, uma vez que a empresa evita uma guerra de preços pela Cimpor. Eles acrescentam que, apesar do desempenho considerado fraco nos últimos pregões, as ações da siderúrgica ainda operam com múltiplos que estão abaixo de seus pares, o que sugere que CSNA3 deve ser uma boa opção de compra no curto prazo.

Estado

Link: CSN deve desistir da compra da Cimpor, diz Santander

Vendas do Pão de Açúcar crescem 44,6% com Ponto Frio no 4º trimestre

Publicado por Gandalf às 1/14/2010 05:27:00 PM

As vendas líquidas do grupo Pão de Açúcar, incluindo as operações da rede de eletrodomésticos Ponto Frio, subiram 44,6% no 4º trimestre em relação ao mesmo período de 2008, divulgou a empresa nesta quinta-feira.

As vendas líquidas somaram R$ 7,43 bilhões, enquanto as brutas foram de R$ 8,38 bilhões, expansão de 41,4% em relação ao 4º trimestre de 2008.

Excluindo-se as operações do Ponto Frio, a expansão das vendas líquidas foi de 17,6% e das vendas brutas de 14%.

Segundo comunicado da empresa, dois fatores contribuíram para o desempenho. O primeiro foi a campanha de aniversário do Extra, iniciada em novembro e válida para todas as lojas da bandeira, inclusive postos de combustíveis e Extra.com.br. O outro foram as campanhas de Natal desenvolvidas no grupo.

No acumulado do ano, o Pão de Açúcar registrou faturamento bruto de R$ 26,2 bilhões e vendas líquidas de R$ 23,2 bilhões, que representam crescimentos de 25,8% e 28,8%, respectivamente, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Sem considerar o Ponto Frio, as vendas brutas e líquidas da companhia cresceram 11,9% e 15,2%, respectivamente.

Segundo a companhia, as metas de vendas brutas e de crescimento real no conceito "mesmas lojas" (aquelas com, no mínimo, 12 meses de operação) estabelecidas para 2009 foram superadas. Em 2009, as vendas brutas (excluindo Ponto Frio) atingiram R$ 23,3 bilhões (em relação a meta de R$ 23 bilhões), com crescimento real de 4,1% -- acima da meta de 2,5% estabelecida para o ano.

Folha

Link: Vendas do Pão de Açúcar crescem 44,6% com Ponto Frio no 4º tri

Hypermarcas pagará R$ 41 milhões em patrocínio ao Corinthians

Publicado por Gandalf às 1/14/2010 03:17:00 PM

A empresa Hypermarcas anunciou nesta quinta-feira à tarde que será o novo patrocinador do Corinthians. O acordo começa a valer a partir do dia 1º de fevereiro e renderá aos cofres do clube paulista R$ 41 milhões para a temporada, sendo R$ 28 milhões para o peito e R$ 13 milhões para as demais parte do uniforme.

A Hypermarcas vai estampar a marca Neo Química Genéricos como patrocínio principal. Bozzano, Assim e Avanço também estarão estampados na camisa do Timão.

O segundo maior patrocínio do futebol brasileiro é do Flamengo, que receberá R$ 22 milhões da Batavo, ex-parceira do Corinthians.

IG

Link: Hypermarcas anuncia patrocínio recorde com o Corinthians: R$ 41 milhões

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