Guerra da Cimpor: Camargo Corrêa e Votorantim já possuem 52% da Cimpor

Publicado por Gandalf às 2/22/2010 09:56:00 AM

Enquanto a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) recebe a terceira negativa por parte do conselho administrativo da Cimentos de Portugal (Cimpor), em relação a sua Oferta Pública de Ações (OPA) para aquisição de parte da empresa, as concorrentes nacionais, Camargo Corrêa e Votorantim, avançam no controle da portuguesa. Somadas, a fatia destas corporações já representa mais de 52% da composição acionária da cimenteira lusa, minando cada vez mais a chances da CSN em ficar com uma fatia do bolo.

"O conselho de administração da Cimpor considera que o preço oferecido na oferta revista da CSN continua baixo e não reflete o valor da empresa", conclui uma mensagem direcionada aos acionistas da Cimpor, publicada no site da companhia ontem.

O comunicado é resultado de uma análise do conselho, em relação à ultima proposta feita pela CSN, elevando o valor oferecido para 6,18 euros por ação da Cimpor, condicionados à aquisição de, pelo menos, um terço da empresa. A cifra representa um salto de 7,5%, em relação ao que foi ofertado em janeiro passado e que teve manifestação contrária do mesmo conselho, por considerar a oferta hostil.

Na época da primeira negativa, o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, colocou ser o valor "justo" e não hostil. Para a CSN, o negócio é " uma boa oportunidade para acelerar a de internacionalização da companhia", colocou Steinbruch na ocasião.

Mas, independente ao posicionamento dos conselheiros, em influência aos acionistas, a reformulação da OPA foi aprovada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), órgão regulador do sistema financeiro português, que validou a proposta até o dia 22 de fevereiro.

O imbróglio que envolve a aquisição da Cimpor vem se revelando dia-a-dia, entre publicações da CMVM e comunicados das empresas envolvidas. Ao mesmo tempo que a CSN insiste na OPA, as concorrentes nacionais correm por fora e vão aumentando seu poder dentro da Cimpor. Ontem, a Votorantim Cimentos abriu ao mercado a conquista de mais 3,93% de ações da cimenteira portuguesa.

O montante foi adquirido da Cinveste, a um preço de 5,85 euros por ação, o que dá um conta de 154,45 milhões de euros investidos na operação. Considerando os 17,28% que a Votorantim havia comprado anteriormente da Lafarge, sua participação fixa na Cimpor soma 21,2%, podendo crescer mais. Isso porque a cimenteira brasileira, possui ainda um acordo de acionistas com a Caixa Geral de Depósitos (CGD), que é dona de outros 9,6% da portuguesa. "Em decorrência das aquisições e do referido acordo de acionistas, a Votorantim assegura direito a voto conjunto com a CGD, em determinadas matérias, o equivalente a uma participação votante de 30,8% na empresa", contabilizou a companhia em comunicado ontem. Líder do mercado nacional, com mais de 40% do market share, a Votorantim Cimentos atua hoje em oito países.

Já a Camargo Corrêa, que atualmente é quarta no ranking brasileiro, logo atrás da própria Cimpor, figura agora como a principal acionista da cimenteira portuguesa, com aproximados 31% das ações, dias depois de ter levado 2,5% de ações remanescentes da Teixeira Duarte, grupo do qual a construtora havia comprado uma fatia 22, 17% na última semana. A Camargo também conquistou recentemente mais 6,5% que pertenciam à Bipadosa.

As aquisições feitas pelas concorrentes, que vem dificultando os planos da CSN, levaram à companhia ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para questionar as operações. A Votorantim, por sua vez, enviou seus advogados para um encontro com os conselheiros do Cade, na última sexta-feira, na tentativa de um acordo de preservação da reversibilidade. O cenário indica que podem haver reviravoltas no caso ainda.

Para entender a "guerra" pela Cimpor, basta saber que ela atua em 13 países, com uma boa inserção nos mercados emergentes, entre eles, China e Índia, tornando a companhia uma boa porta de ascensão para as brasileiras do setor, que por aqui já não encontram espaço para ampliação das atividades.

DCI

Link: Camargo e Votorantim já são maioria na portuguesa Cimpor

Banco médio volta ao lucro no último trimestre

Publicado por Gandalf às 2/22/2010 09:52:00 AM

Finalmente os bancos de menor porte conseguem respirar aliviados. Os balanços divulgados até agora mostram um quatro trimestre bastante acima das expectativas. Em média, o lucro líquido avançou 79,2% em relação aos três meses anteriores - levando-se em conta dez bancos com patrimônio líquido abaixo de R$ 10 bilhões que já publicaram seus resultados.

A aceleração de fim de ano ainda não foi suficiente para recolocar as instituições no mesmo ritmo pré-crise - é preciso considerar que a base de comparação, o quarto trimestre de 2008, é pequena. Mas aponta uma tendência de melhora para este ano.

"O quarto trimestre foi normal, os anteriores é que não estavam normais", diz Morris Dayan, diretor do banco Daycoval. "Olhando pra frente, ficamos bastante otimistas. Vamos buscar a rentabilidade anterior à crise", completou o executivo.

A principal mudança foi o cenário de risco. Com o recuo da inadimplência e a volta das captações de recursos, as instituições sentiram-se confortáveis para retomar a oferta de crédito. O ponto de virada para o crédito, no entanto, aconteceu meses depois dos grandes bancos, já que as instituições menores sofreram com a falta de liquidez imediatamente após o agravamento da crise, em setembro do ano passado. Somente em meados do ano passado a situação se normalizou.

De acordo com Milto Bardini, vice-presidente do BicBanco, desde setembro há sinais que apontam demanda forte de crédito, com um apetite revigorado da parte dos bancos em conceder empréstimos. Soma-se a isso uma abundância de recursos dos mercados, que restabeleceu a liquidez das instituições. "Estou vendo a normalidade com razoável resultado anual", completou.

A ponderação de Bardini com relação ao "razoável" resultado se deve à queda entre 6 e 8 pontos percentuais da rentabilidade pela qual passaram as instituições médias em 2009. Em geral, o retorno sobre o patrimônio caiu de um patamar próximo a 25%, antes da crise, para algo abaixo de 20%, em termos anuais.

Em parte, essa redução se deu pela redução das carteiras de crédito ao longo do ano, mas também pelo aumento das despesas com calotes, especialmente no segmento de pequenas e médias empresas. "Tivemos de renegociar quase todos os nossos contratos no middle", diz Paulo Henrique Pentagna Guimarães, presidente do Bonsucesso.

Segundo Anis Chacur Neto, presidente do Banco ABC Brasil, no quarto trimestre a maioria dos problemas com clientes já estava equacionada e parte das provisões foi revertida. "Novos provisionamentos só para carteira nova", afirma.

Com isso, o lucro líquido no acumulado do ano teve elevação de 9,1%, em média, puxado principalmente pelos bancos que operam maior parte da carteira de crédito consignado, como BMG, Bonsucesso e Paraná Banco. Sem eles, ou seja, considerando os bancos com carteiras diversificadas, há uma queda de 5,9% no resultado acumulado do ano passado.

Mas a recuperação no quarto trimestre foi relevante em termos de oferta de crédito. O saldo da carteira desses dez bancos que havia crescido 8,5% no ano até setembro, avançou 8,8% apenas nos últimos três meses do ano, fechando dezembro de 2009 em R$ 106 bilhões.

Um dos destaques foi o Banco Votorantim, que completa um ano de parceria com o Banco do Brasil. A instituição não é exatamente um banco médio, já que acumula ativos de R$ 85 bilhões e uma carteira de crédito de R$ 53,5 bilhões (incluindo avais e fianças), mas seu nicho de atuação e estrutura sem rede de agências se assemelham às instituições de médio porte.

No varejo, que inclui crédito consignado e veículos, o Votorantim registrou crescimento de 36,3% no ano passado. Para este ano, a instituição já discute com o novo parceiro, o banco estatal, estratégias para expansão em outros nichos, como a entrada em concessionárias para brigar pelo mercado de novos e seminovos, diz Milton Roberto Pereira, vice-presidente do Votorantim.

A briga será boa no crédito ao consumo, mas o segmento que promete maior disputa é o chamado "middle market", nicho de pequenas e médias empresas. Os bancos que reduziram participação por conta da crise prometem voltar com força neste ano, como o BicBanco e Daycoval, enquanto outros, como o Votorantim e o ABC Brasil começam a avançar com apetite renovado.

"Queremos crescer entre 30% e 40% nesse segmento, acima da média de mercado e conquistar market share", diz o presidente do Banco ABC Brasil, especializado em empréstimos para grandes companhias, mas que ampliou o leque de atuação desde o ano passado.

Valor

Link: Banco médio retoma trilha do lucro

Vale assina memorando para participar de licitação da hidrelétrica de Belo Monte

Publicado por Gandalf às 2/22/2010 09:18:00 AM

A Vale (VALE3, VALE5) comunicou nesta segunda-feira (22) a assinatura de um memorando de entendimento visando a formação de um consórcio que participará da licitação e leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

Nele, Vale, Andrade Gutierrez, Neoenergia e a Votorantim Energia se comprometem com o desenvolvimento de estudos para que seja determinado quão atrativo é o projeto da usina, bem como mensurar as condições de participação no processo.

Além disso, o memorando prevê que, após encerradas as etapas já mencionadas, as companhias irão formalizar os instrumentos jurídicos para a inclusão no leilão.

“Por meio deste memorando de entendimentos, a Vale e suas parceiras se comprometem a desenvolver estudos para determinar a atratividade do empreendimento, avaliar as condições de participação no processo e, após estas etapas, formalizar instrumentos jurídicos definitivos que permitam sua entrada conjunta no leilão”, afirmou a Vale em nota.

Infomoney

Link: Vale assina memorando para participar de licitação da hidrelétrica de Belo Monte

Hypermarcas: reverte prejuízo e lucra R$ 101 milhões no 4º trimestre

Publicado por Gandalf às 2/22/2010 09:18:00 AM

A Hypermarcas anunciou na madrugada deste sábado que obteve lucro líquido de R$ 101 milhões no quarto trimestre de 2009, revertendo o prejuízo de R$ 153,2 milhões no mesmo período do ano anterior, graças a uma forte melhora no resultado financeiro.

As despesas financeiras da gigante do setor de consumo tinham somado R$ 200,5 milhões no quarto trimestre de 2008, com a empresa sofrendo uma perda de R$ 189 milhões devido à variação cambial. Já no mesmo período deste ano, as despesas financeiras foram de apenas R$ 35 milhões, desta vez sem perdas cambiais.

A receita líquida da empresa somou R$ 719,4 milhões no trimestre, com alta de 57,8% sobre igual intervalo de 2008. Na mesma base de comparação, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 64%, atingindo R$ 159,3 milhões.

Já no ano de 2009, a Hypermarcas lucrou R$ 313,4 milhões, contra prejuízo de R$ 207,9 milhões no ano anterior. A receita líquida subiu 47,8%, para R$ 2,632 bilhões, e o Ebitda teve alta de 59,5%, para R$ 511,7 milhões.

A empresa atua nos mais variados segmentos do consumo, que vão desde produtos de higiene e limpeza a alimentos. No quarto trimestre, a Hypermarcas adquiriu empresas para entrar nos mercados de fraldas (Pom Pom), preservativos (Jontex), higiene infantil (Hydrogen) e medicamentos genéricos (Neo Química).

Folha

Link: Hypermarcas reverte prejuízo e ganha R$ 101 milhões no 4º trimestre

Governo confirma intenção de recuperar Telebrás e ações sobem 15,7%

Publicado por Gandalf às 2/22/2010 09:01:00 AM

Os papéis da estatal Telebrás disparam quase 20% na sessão desta sexta-feira da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). A ação preferencial valoriza 15,27%, sendo cotada a R$ 2,50. Os negócios com esse papel chegam a R$ 207,11 milhões.

Movimentando outros R$ 6,28 milhões, a ação ordinária sobe 15,16%, negociada por R$ 2,43.

O papel voltou aos holofotes com as especulações sobre a intenção do governo em utilizar a estatal para fornecer acesso à internet de alta velocidade (banda larga) à população. Hoje, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, confirmou essa proposta, durante discurso em Três Lagoas (MS).

"Que ela [Telebrás] vai crescer, vai, porque nós vamos recuperar a Telebrás. Nós vamos utilizar ela para fazer banda larga neste país", afirmou o presidente, sem se estender sobre o assunto.

Reportagem da Folha publicada ontem mostrou que as ações da estatal cresceram 35.000% durante a gestão Lula.

Folha

Link: Ações da Telebrás sobem 15,7% na Bovespa

Guerra da Cimpor: Votorantim anuncia que não irá usar voto na Cimpor até decisão do Cade

Publicado por Gandalf às 2/22/2010 08:03:00 AM

O grupo Votorantim decidiu não interferir nos negócios da Cimpor no Brasil até que uma decisão final sobre o ingresso do grupo ao capital da cimenteira portuguesa seja tomada pelas autoridades brasileiras de concorrência.

No âmbito das discussões no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o grupo propôs, de forma voluntária, não usar seus direitos de acionista da Cimpor para alterar o "status quo" dos negócios da produtora de cimento no Brasil.

Assim, a Votorantim se compromete a não apoiar temporariamente movimentos como fusões, venda, fechamento ou a abertura de unidades da Cimpor no país.

Em comunicado enviado para a comissão de valores mobiliários de Portugal, a CMVM, a Votorantim diz, no entanto, que tal decisão não afeta a validade das participações adquiridas na Cimpor e também não determinará a suspensão dos direitos inerentes às frações que detém na empresa.

Após a compra das fatias da Lafarge e da Cinveste, a Votorantim alcançou uma participação de 21,21% na cimenteira. O grupo brasileiro também firmou um acordo de foto conjunto com a Caixa Geral de Depósitos (CGD), dona de 9,63% do capital.

Esses negócios garantem à Votorantim uma participação qualificada na empresa de 30,84%.

Valor

Link: Votorantim promete não interferir em operações da Cimpor no Brasil

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