Hypermarcas prepara oferta de ações visando aquisições

Publicado por Gandalf às 2/23/2010 03:10:00 PM

O grupo Hypermarcas anunciou no final da segunda-feira que fez um pedido para oferta primária de ações de olho em aquisições de marcas e empresas do setor de medicamentos, beleza e higiene pessoal, alimentos e higiene e limpeza.

O preço por ação e o valor total da oferta serão estabelecidos após o procedimento de bookbuilding.

A empresa, uma das maiores empresas do setor de bens de consumo do Brasil, abriu capital em 2008 e em nove anos de operações já realizou 27 aquisições buscando ampliar seu portfólio. Entre as aquisições recentes mais importantes da empresa está o laboratório Neo Química, adquirido em 2009 por cerca de 1,3 bilhão de reais.

As ações do grupo encerraram cotadas a 22,90 reais na segunda-feira.

Reuters

Link: Hypermarcas fará oferta primária de ações visando aquisições

ABnote: lucro cai 26% no quarto trimestre de 2009

Publicado por Gandalf às 2/23/2010 02:52:00 PM

A American Banknote, empresa especializada na impressão de cartões de crédito e documentos, fechou o quarto trimestre de 2009 com lucro líquido de R$ 9,5 milhões, o que representa uma queda de 26% sobre os R$ 12,8 milhões obtidos um ano antes. Já em todo o ano de 2009, a companhia embolsou R$ 81,2 milhões, cifra 9,3% maior que a registrada nos 12 meses anteriores.

Entre outubro e dezembro do ano passado, a receita líquida da empresa encolheu 13,9%, para R$ 158,9 milhões, se comparada aos 184,5 milhões obtidos em mesmo período de 2008.

No trimestre, a receita cedeu em todas as três áreas de atuação. No segmento de cartões, a retração foi de 17%, para R$ 47,8 milhões; nos sistemas de identificação, a queda foi de 8,2%, para R$ 49,3 milhões; e nos serviços gráficos, as vendas foram 15,6% menores, para R$ 61,8 milhões.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 26,5 milhões no quarto trimestre do ano passado, uma retração de 37% em relação aos R$ 41,8 milhões registrados um ano antes. A margem caiu de 22,7% para 16,7%.

Em todo o ano, a receita líquida cresceu 4%, para R$ 706 milhões, enquanto o Ebitda declinou 12%, ficando em R$ 145,6 milhões. Segundo a companhia, essa redução na geração de caixa reflete resultados abaixo do esperado em duas das três unidades da companhia, no caso, cartões e serviços gráficos.

"Em resumo, num ano especialmente complexo, conseguimos êxitos em áreas chave, mas, ao mesmo tempo, tivemos que nos adaptar a mudanças bruscas em algumas áreas de nossa atuação. Após uma sucessão longa de resultados em que foi possível cumprir nossa missão, em 2009 fomos menos felizes", disse a companhia no balanço.

Outros pontos ressaltados são que, após 17 anos no controle acionário, a American Banknote Corporation não detém mais nenhuma ação da empresa, que agora tem 100% das ações em circulação e controle difuso. A companhia lembrou, ainda, que iniciou em meados de 2009 um processo de renovação das lideranças da empresa.

”Para 2010, planejamos continuar nossa busca incessante de veredas inovadoras, reforçar a posição nos produtos com chip, prosseguir na renovação das lideranças, e, retornar a lucratividade aos níveis que vínhamos alcançando até há pouco”, disse o diretor-presidente, Sidney Levy, no balanço.

Valor

Link: ABnote lucra menos no quatro trimestre de 2009

Lojas Renner: lucro cresce 9% para R$ 189,6 milhões em 2009

Publicado por Gandalf às 2/23/2010 02:21:00 PM

A cadeia Lojas Renner registrou lucro de R$ 189,6 milhões no ano passado, em um crescimento de 9% sobre o exercício de 2008. Somente no último trimestre de 2009 o grupo de lojas de departamento apurou ganhos de R$ 100,3 milhões, número 14,3% superior ao resultado de um ano atrás.

A receita líquida de vendas totalizou R$ 2,116 bilhões, em um aumento de 8,2% sobre o balanço de 2008. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 374,2 milhões, em um incremento de 20,2% sobre o exercício passado.

O grupo encerrou 2009 com uma rede de 120 lojas distribuídas pelo país, ante 110 no final de 2008.

Folha

Link: Lojas Renner lucram R$ 189,6 milhões em 2009, em um crescimento de 9%

Guerra da Cimpor: Oferta da CSN fracassa e ação da Cimpor cai

Publicado por Gandalf às 2/23/2010 12:24:00 PM

Fracassou a oferta pública da CSN pela Cimpor. Foram dadas ordens de vendas de apenas 8,566% do capital da cimenteira portuguesa, o equivalente a 57.563.320 ações de um total de 672 milhões de ações. As ações da Cimpor perdiam mais de 4% na bolsa de Lisboa minutos atrás.

"Tendo sido definida, no prospecto da oferta, uma condição de eficácia consistente na aquisição de, pelo menos, 1/3 das ações mais uma, e não se tendo verificado essa condição, face aos resultados agora apresentados oficialmente, declara-se que a Oferta Pública de Aquisição não atingiu os seus objetivos e, consequentemente, não são transacionados quaisquer valores mobiliários no âmbito da oferta", conforme comunicado referente à sessão especial de mercado divulgado pela comissão de valores mobiliários de Portugal.

A ofensiva da CSN sobre a Cimpor teve início em 18 de dezembro, com o lançamento de uma oferta de 3,86 bilhões de euros - ou 5,75 euros por ação - pela totalidade do capital da cimenteira.

Os problemas, no entanto, começaram no conselho de administração da companhia, que rechaçou a oferta por três vezes, após considerar que seu preço não refletia o valor da empresa.

Na sequência, veio o confronto com grupos brasileiros, interessados em entrar no capital da Cimpor e inviabilizar os planos de Benjamin Steinbruch, dono da CSN.

Primeiro, a Camargo Corrêa trouxe ao mercado uma proposta de fusão que previa uma participação sempre inferior a 50% para o grupo brasileiro.

O plano garantia, assim, a manutenção do controle nas mãos de investidores portugueses, mas a proposta esbarrou nas determinações dos reguladores do mercado de capitais local, que exigiram uma reformulação da proposta da Camargo aos moldes da oferta pública da CSN.

Pressionada a lançar uma OPA pela cimenteira, a Camargo Corrêa decidiu retirar a proposta de fusão, mas informou que estudaria outras formas de ingressar ao capital da companhia.

Em meio às dificuldades enfrentadas pelos concorrentes com a cúpula da empresa ou com a comissão de valores mobiliários de Portugal - a CMVM -, o grupo Votorantim desdobrava uma estratégia de negociação individual com os principais acionistas da Cimpor.

A opção foi certeira e a empresa da família Ermírio de Moraes foi a primeira brasileira a entrar na empresa, acertando a compra de uma participação de 17,28% da francesa Lafarge. Paralelamente a isso, fechou um acordo de voto conjunto com a Caixa Geral de Depósitos (CGD), dona de 9,63% da Cimpor.

A Votorantim formava, assim, um bloco minoritário de resistência à oferta da CSN, com uma participação de 26,91%, apesar das tentativas de Steinbruch de travar essa operação na CMVM.

Após isso, a Camargo Corrêa voltou à cena e fechou a compra de 22,17% da construtora Teixeira Duarte, seguida por outra aquisição de 6,46% do grupo espanhol Bipadosa. Somando à compra de mais 2,49% - fatia de acionistas indicados por Teixeira Duarte -, a participação da Camargo Corrêa na Cimpor alcançou 31,12%.

A Votorantim ainda voltou a comprar na última semana, com um acordo sobre a participação de 3,93% da Cinveste, garantindo uma participação qualificada na Cimpor de 30,84%, levando-se em conta o acordo com a CGD.

Ao ver a concorrência brasileira morder a maior parte do capital da Cimpor, a CSN reformulou sua oferta e passou a oferecer 6,18 euros por ação, além de condicionar o sucesso da operação à aquisição de um terço do capital mais uma ação. Em seu lançamento, a oferta dependia da compra de metade do capital mais uma ação.

Além disso, a CSN recorreu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) na tentativa de anular no Brasil os efeitos das aquisições de capital realizadas pela Votorantim e pela Camargo Corrêa. O parecer do órgão antitruste ainda não foi emitido, mas a Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, já recomendou ao Cade atender ao pedido da CSN.

Valor

Link: Oferta da CSN fracassa e ação da Cimpor cai

Gafisa desdobra ações em 1 para 2

Publicado por Gandalf às 2/23/2010 12:05:00 PM

Os acionistas da incorporadora Gafisa aprovaram a proposta de desdobramento das ações ordinárias da companhia na proporção de 1 para 2.

De acordo com comunicado apresentado pela empresa, os acionistas com posição em 22 de fevereiro terão direito ao recebimento das ações desdobradas. Os novos papéis foram creditados hoje.

No caso dos American Depositary Receipts (ADR), o crédito será feito em 4 de março. A quantidade de ADRs também será ajustada para que seja mantida a relação de 2 ações por ADR.

Valor

Link: Incorporadora Gafisa desdobra ações

Brasil têm mais de 175,6 milhões de celulares

Publicado por Gandalf às 2/23/2010 11:47:00 AM

O número total de celulares do Brasil atingiu 175,6 milhões no mês de janeiro, segundo dados divulgados ontem pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Só no mês passado, foram vendidos 1,64 milhão de novos aparelhos, o segundo melhor resultado de vendas superado apenas por janeiro 2008, com 1,87 milhão.

Os pré-pagos representam 82,62% do total. A operadora Vivo comanda o setor, com 29,87% do total de celulares.

Estado

Link: Já são 175,6 milhões de celulares no país

BR acredita em mais consolidação em distribuição

Publicado por Gandalf às 2/23/2010 09:30:00 AM

O presidente da Petrobras Distribuidora (BR), José Lima de Andrade Neto, não descarta que o mercado de distribuição de combustíveis passe por mais movimentos de consolidação.

Lima frisou que a recente joint venture entre Shell e Cosan acirrou a disputa pelo segundo lugar com o Ultra, que havia adquirido os ativos de distribuição da Ipiranga no Sul e Sudeste.

Segundo ele, a BR lidera o segmento, com 38,4% de participação, seguido pelo Ultra, com 18,8%, enquanto Cosan e Shell, unidas, chegam a 18,5%, segundo dados do final do ano passado.

"A minha percepção é de que, quando há dois players muito próximos, tem uma espécie de disputa para ver quem vai claramente assumir a posição. Acho que vai haver alguns movimentos tentando consolidar posições, marcar posições", destacou Lima.

"Provavelmente", acrescentou, quando questionado se podem acontecer movimentos em cima da pequenas distribuidoras, que juntas têm 20,7% do mercado de distribuição.

O executivo afirmou que a BR não tem ninguém no radar para uma possível aquisição e garantiu que a joint venture entre Cosan e Shell não pegou a empresa de surpresa. Para Lima, o momento é de atenção para a atuação dos novos rivais.

"As modificações no setor não são surpresa pra gente. Dentro desse contexto de movimentações, era absolutamente normal que isso (a joint venture) acontecesse. Temos que ficar atentos, saber que vantagens competitivas essa joint venture terá, como vamos competir. Isso faz parte do negócio", frisou.

Lima confirmou que o consumo de etanol continua em queda. Segundo ele, em janeiro a fatia de mercado do álcool combustível dentro das vendas para motores do ciclo otto - gasolina, etanol e GNV - passou para 20%, abaixo dos 30% observados em média no ano passado. A expectativa, segundo ele, é que o consumo volte a crescer com a chegada da safra de cana, a partir de abril.

O executivo também confirmou que a BR comprou da Petrobras toda a gasolina necessária e negou que haja falta do produto no mercado.

Valor

Link: BR espera mais consolidação no setor

CCR: lucro no 4º trimestre cai 40% em relação a 2008

Publicado por Gandalf às 2/23/2010 09:00:00 AM

Ainda absorvendo os fortes investimentos realizados ao longo do ano passado, a Companhia de Concessões Rodoviárias ( CCR) fechou o último trimestre do ano com uma combinação de aumento da receita e queda do lucro líquido. Em comparação com 2008, o quarto trimestre registrou aumento de 14,6% de receita, alcançando R$ 841 milhões - resultado auxiliado pela chegada de novas operações, como o Rodoanel, em São Paulo. O lucro trimestral, por sua vez, ficou em R$ 111 milhões, 40% menor do que o do ano anterior - a queda decorreu também do lançamento de R$ 84 milhões em despesas fiscais, oriundas da adesão ao último programa de parcelamento do governo federal.

Segundo Marcus Macedo, gerente de relações com investidores do grupo, caso fosse descontado o efeito das despesas com os novos negócios e a adesão ao parcelamento tributário, o lucro teria crescido. No ano, teria ficado em R$ 821 milhões, frente a R$ 713 milhões em 2008 - um avanço de 15%.

No momento, o grupo CCR carrega no portfólio três novos ativos ainda operando com receita parcial ou inexistente, o que traz custos grandes, mas receitas magras. O Rodoanel Oeste, com as praças em funcionamento desde meados de 2009, aguarda a entrada em operação do trecho Sul neste ano para ver o fluxo de veículos chegar perto da meta - nos cálculos da empresa, a abertura do novo trecho aumentaria de 30% a 40% a receita da concessão, de R$ 32 milhões trimestrais atualmente.

A linha quatro do Metrô paulistano será inaugurada neste ano e deverá render R$ 220 milhões ao ano, mas só a partir de 2011, quando todas as estações estarão operado. A Controlar, que faz a inspeção de veículos em São Paulo, renderia R$ 100 milhões ao ano, mas ainda em ajustes iniciais está operando com 50% da capacidade.

A contrapartida desses novos ativos foi um salto no endividamento bruto do grupo. A dívida, de R$ 3,7 bilhões em dezembro de 2008, fechou o ano passado em R$ 5 bilhões - só o Rodoanel exigiu o pagamento de uma outorga de R$ 2 bilhões ao governo de São Paulo. Mas a despesa financeira da nova dívida foi parcialmente compensada pela queda no custo, 60% dele atrelado ao CDI até o fim do ano passado - e que caiu junto com a Selic ao longo do ano. O custo médio da dívida, diz Macedo, é hoje de 8,1% - e estava acima de 12% até o fim de 2009.

O endividamento líquido também foi reduzido graças à captação de R$ 1,2 bilhão no mercado de capitais no fim de 2009. Com o lançamento de ações, a dívida líquida ficou em R$ 2,9 bilhões no fim do ano passado - era de R$ 2,6 bilhões em 2008. A relação entre a dívida bruta e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (lajida), um referencial de endividamento, caiu entre o quarto trimestre de 2008 e o de 2009, passando de 1,52 para 1,48.

Uma boa notícia para o grupo foi a recuperação do tráfego nas rodovias, duramente atingido pela crise entre o fim de 2008 e o início de 2009. Excluindo o novo fluxo do Rodoanel, o aumento dos trechos já em operação foi de 4,5% no trimestre e de 0,2% no ano. O grupo também vem tendo sucesso na implantação do " Sem Parar " , sistema de cobrança automática de pedágios que a médio prazo deve cortar custos nas praças. Hoje, a adesão é de 1,8 milhão de usuários, representando 56% da receita das rodovias.

Valor

Link: Gastos com novos negócios diminuem resultado da CCR

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